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Fratura do fêmur em idoso: em quanto tempo operar | São Paulo

Fratura do fêmur em idoso: em quanto tempo operar | São Paulo

Como as horas entre a queda e a cirurgia de quadril mudam a recuperação da pessoa idosa.

“Vejo famílias adiarem a ida ao hospital esperando a dor passar, enquanto o paciente segue deitado e perde força. Quem opera cedo costuma sentar na poltrona no dia seguinte.”— Dr. Paulo Afonso

CRM 202912RQE 120815Ortopedia e Traumatologia
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Formação acadêmica
  • Universidade de São Paulo (USP)
  • IAMSPE
Títulos de especialista
  • Título de Especialista pela SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia)
Sociedades médicas
  • Sociedade Brasileira do Quadril
Onde atende
  • Hospital das Clínicas da FMUSP, Hospital IAMSPE, Instituto Medicina em Foco
Áreas de atuação
  • Ortopedia e Traumatologia
Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia — fratura do fêmur em idoso: em quanto tempo operar
19 min de leituraRevisado por Dr. Paulo AfonsoDr. Paulo Afonso Lages Goncalves Filho · CRM 202912 · RQE 120815Atualizado em 17 de outubro de 20263 referências citadas
Sumário
  1. Fratura do fêmur em idoso: em quanto tempo operar?
  2. Por que cada dia de cama pesa tanto para o idoso
  3. Colo, trocanter ou diáfise: o prazo muda conforme o local da fratura?
  4. Quando adiar a cirurgia é a decisão mais segura
  5. Do pronto-socorro ao centro cirúrgico: as etapas até a operação
  6. Esperar por vaga não é o mesmo que esperar por estabilização
  7. Parafuso, haste ou prótese: qual cirurgia pode ser indicada
  8. Depois da operação: quando o idoso volta a andar
  9. Sinais após uma queda que exigem ir à emergência
Ortopedia e Traumatologia

Eu conto as horas desde a queda, porque cada dia de cama tira da pessoa idosa força para voltar a andar.

— Dr. Paulo Afonso
Quem me procura com dúvida sobre fratura do fêmur em idoso: em quanto tempo operar quase sempre chega com pressa e medo. Sou o Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. No consultório, a primeira dúvida das famílias é se a idade avançada aguenta a anestesia.
Neste texto, mostro o que acontece entre a chegada ao pronto-socorro e a alta: exames, tipo de cirurgia e primeiros passos. Também explico o que o convênio autoriza e o que pode ser cobrado à parte, para a família se planejar sem surpresa. Por fim, mostro como a casa e a rotina podem ser ajustadas para evitar uma nova queda.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Chegada ao hospitalNo pronto-socorro, a radiografia (raio-x) do quadril mostra onde o osso quebrou, e a dor é controlada com medicação.
  • 2Preparo para anestesiaExames de sangue e eletrocardiograma (registro da atividade elétrica do coração) mostram se o organismo está pronto para a cirurgia.
  • 3CirurgiaO ortopedista fixa o osso ou coloca uma prótese (peça artificial que substitui parte do quadril), conforme o tipo de fratura.
  • 4Primeiro levantarNos primeiros dias, o fisioterapeuta ajuda a pessoa a sentar na poltrona e a dar os primeiros passos com andador.
  • 5Alta hospitalarA família recebe orientação sobre curativo, horários dos remédios e adaptações da casa antes da volta.
  • 6ReavaliaçãoNo retorno ao ortopedista, uma nova radiografia mostra a consolidação (cicatrização do osso) e define o avanço da fisioterapia.
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Fratura do fêmur em idoso: em quanto tempo operar?

Análise completa
A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia indica operar em até 48 horas após a queda, na maioria dos casos. Quanto menos tempo na cama, menor a chance de feridas de pressão, perda muscular e delirium (confusão mental súbita). Estar clinicamente apto quer dizer ter coração, pulmões e exames de sangue em condições de receber a anestesia.

Quando vale adiar algumas horas

O adiamento acontece quando há problemas que elevam o risco da anestesia. Os mais comuns são anemia (falta de glóbulos vermelhos no sangue), desidratação, arritmia (batimento irregular do coração) e infecção ativa. Quem usa anticoagulante também pode precisar de um intervalo para o efeito do remédio diminuir.Temos observado que a espera para estabilizar costuma durar horas, raramente dias, quando a equipe clínica trabalha junto com o ortopedista. O que não se justifica é adiar por medo da idade ou à espera de vaga em hospital. Idade avançada, sozinha, não impede a cirurgia.

Quando a família hesita

Algumas famílias, ou o próprio paciente, têm dúvida se vale enfrentar a operação. Sem cirurgia, a pessoa costuma ficar presa à cama por semanas, com dor a cada movimento. O tema está detalhado no artigo sobre quando o idoso recusa a cirurgia.
02

Por que cada dia de cama pesa tanto para o idoso

Análise completa
A pessoa idosa deitada perde massa muscular em poucos dias, e levantar fica mais difícil a cada dia. A circulação das pernas fica lenta, e o pulmão se expande menos a cada respiração.

As complicações mais comuns da espera

Com o pulmão pouco ventilado, a secreção se acumula e abre caminho para a pneumonia (infecção nos pulmões). O sangue parado nas pernas favorece a trombose (coágulo nas veias). Esse coágulo pode se soltar e causar embolia pulmonar (entupimento de uma artéria do pulmão).A pele apoiada por horas nos calcanhares e no quadril forma lesões por pressão (feridas causadas pelo peso do corpo). O delirium (confusão mental súbita) também aparece mais em quem fica imobilizado, com dor e dormindo mal.

O que os estudos mostram

Pesquisas associam a cirurgia feita cedo a internações mais curtas, menos complicações e menor mortalidade (risco de morte) nos meses seguintes. As orientações da Mayo Clinic sobre fraturas também indicam operar assim que o organismo estiver estável. Quem passa menos dias deitado tem mais chance de voltar a andar e de manter a independência em casa.No colo do fêmur (trecho estreito abaixo da cabeça do osso), a técnica define quando o pé pode apoiar. A comparação entre prótese ou parafuso no colo do fêmur ajuda a família a entender essa diferença.
Imagem ilustrativa — fratura do fêmur em idoso: em quanto tempo operar
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Colo, trocanter ou diáfise: o prazo muda conforme o local da fratura?

Análise completa
As diretrizes sobre fratura do quadril tratam juntos o colo e o trocanter (saliência óssea logo abaixo do colo). Nos dois locais, a meta de tempo até a cirurgia é a mesma.

Colo e trocanter: muda a peça, não a pressa

O que muda entre eles é o material de fixação. No trocanter, o osso costuma ser fixado com haste (barra metálica dentro do osso) ou placa. No colo, a decisão entre trocar a articulação ou fixar está explicada em quando escolher prótese ou parafuso.

Diáfise e extremidade perto do joelho

A diáfise (parte longa e reta do meio do osso da coxa) quebra com menos frequência na pessoa idosa. O mesmo vale para a extremidade distal (ponta do fêmur junto ao joelho). Nessas regiões, as recomendações oficiais de prazo foram escritas com menos detalhe que as do quadril.Mesmo sem prazo tão detalhado, fraturas na diáfise e na extremidade distal deixam a pessoa presa à cama do mesmo jeito. A equipe busca operar assim que o organismo estiver estável, como no quadril. Depois da operação, a família acompanha a ferida, e os alertas estão no texto sobre infecção após cirurgia de fêmur.Ao receber o laudo da radiografia, vale perguntar ao ortopedista qual o local exato da quebra e qual peça será usada.
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Quando adiar a cirurgia é a decisão mais segura

Análise completa
A anestesia e a perda de sangue da operação exigem esforço extra do coração e dos pulmões. Quando um desses sistemas está descompensado (sem controle, mesmo com remédio), o risco de complicação grave sobe. A espera serve para corrigir o problema em horas ou poucos dias, sem abandonar a cirurgia.

Coração e pulmão instáveis

Infarto recente, insuficiência cardíaca (coração que bombeia mal) descompensada ou arritmia com batimento muito acelerado pedem controle antes da anestesia. Falta de ar com oxigênio baixo no sangue também entra nessa lista. O mesmo cuidado vale em outras operações grandes, como explica o texto sobre recuperação após cirurgia na coluna.

Infecção, anemia e sangue que não coagula

Uma pneumonia ou infecção urinária com febre alta e pressão baixa pode indicar sepse (reação grave do corpo à infecção). Nesse quadro, a anestesia pesa sobre um organismo já enfraquecido pela infecção.A anemia importante reduz o oxigênio que chega ao coração e ao cérebro. Com hemoglobina (proteína do sangue que transporta oxigênio) muito baixa, a transfusão de sangue costuma acontecer antes ou durante a operação. Em quem é jovem, como na fratura por estresse no colo em corredores, esse ajuste quase nunca é necessário.Distúrbios de coagulação (dificuldade do sangue em estancar) e anticoagulantes aumentam o sangramento na operação. Também elevam o risco da raquianestesia (injeção nas costas que adormece as pernas). O intervalo varia conforme o remédio e a função dos rins, e alguns medicamentos têm antídoto que encurta a espera.O que está descrito acima segue Fratura do Colo do Fêmur em Idosos, referência usada nesta seção.
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Do pronto-socorro ao centro cirúrgico: as etapas até a operação

Análise completa
A chegada ao pronto-socorro abre uma sequência de exames e cuidados que correm ao mesmo tempo. Ortopedista, clínico e anestesista trabalham juntos para encurtar a espera até a sala de cirurgia.

Imagem e alívio da dor

A radiografia do quadril e da bacia confirma a fratura e o local exato da quebra. Se a imagem deixa dúvida, a tomografia (exame de imagem em cortes) encontra fraturas finas.O controle da dor começa na maca, com analgésicos na veia. Muitas equipes usam o bloqueio de nervo (anestésico aplicado na virilha que adormece a coxa), com menos sedação.

Avaliação clínica e revisão de remédios

O clínico ou geriatra (médico da saúde da pessoa idosa) examina coração, pulmões e estado mental. Exames de sangue medem anemia, rins e sais minerais, e o eletrocardiograma avalia o ritmo cardíaco.A família ajuda ao levar a lista de remédios, com doses e horários, ou as próprias caixas. A equipe revisa calmantes e remédios de pressão e diabetes, que podem baixar a pressão ou confundir.

Prevenção de complicações durante a espera

Na espera, a enfermagem muda a posição do corpo a cada poucas horas e protege calcanhares e quadril. Exercícios de respiração e meias de compressão ajudam pulmão e circulação. Família por perto, com óculos e aparelho auditivo à mão, ajuda a pessoa a se orientar.A sonda urinária (tubo fino que esvazia a bexiga) entra só quando necessária e sai cedo, para reduzir infecção. Esse cuidado lembra a recuperação após cirurgia de próstata. Se o osso não cicatrizar depois, as opções estão em fratura do fêmur que não colou.
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Esperar por vaga não é o mesmo que esperar por estabilização

Análise completa
A estabilização tem um alvo clínico: corrigir anemia, controlar o coração ou esperar o anticoagulante perder efeito. A espera por vaga não tem alvo no corpo do paciente, depende de sala, equipe ou material disponível.

Sinais de que a espera é clínica

Na espera clínica, a equipe aponta qual problema precisa melhorar e qual exame confirma a melhora. Exemplos são uma nova dosagem de hemoglobina, um ecocardiograma (ultrassom do coração) ou a avaliação do cardiologista. O prazo costuma ser contado em horas e é revisto a cada resultado.

Sinais de que falta estrutura

Na espera por estrutura, a pessoa está estável, mas falta sala no centro cirúrgico, anestesista, material de fixação ou autorização do convênio. A justificativa costuma mudar a cada dia, sem um exame que marque o fim da espera. O preparo e a recuperação seguem lógica parecida em outras cirurgias grandes, como no tempo de recuperação da coluna operada.

O que perguntar à equipe

Ao conversar com o ortopedista, a família pode fazer três perguntas simples e anotar as respostas.
  • Qual é o tipo de fratura e em que ponto do fêmur ela está?
  • Para que dia e horário a cirurgia está planejada?
  • Se houver atraso, ele vem de um exame alterado ou da falta de vaga?
Quando o motivo é falta de estrutura, a família pode pedir à ouvidoria do hospital ou ao convênio uma solução registrada. Se a fratura receber prótese, o texto sobre tempo de recuperação da prótese de quadril mostra as etapas seguintes.
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Parafuso, haste ou prótese: qual cirurgia pode ser indicada

Análise completa
O ortopedista cruza dados da imagem e da conversa antes de escolher a técnica. A radiografia mostra o local e o desvio da quebra, ou seja, se os pedaços do osso saíram do lugar. A conversa com a família conta como a pessoa andava e se já tinha dor de artrose (desgaste da cartilagem) no quadril.

Fixação com parafusos, placa ou haste

No colo do fêmur sem desvio, a osteossíntese (fixação do osso com metal) usa dois ou três parafusos. No trocanter, a placa com parafuso deslizante ou a haste intramedular (barra metálica por dentro do osso) suporta peso mais cedo. O metal costuma ficar no corpo, e os casos de retirada de placa e parafuso do fêmur são poucos.

Prótese parcial ou total do quadril

Quando o colo quebra com desvio, o sangue deixa de chegar à cabeça do fêmur, que cicatriza mal. Nessas fraturas, a prótese troca a parte quebrada e permite apoiar o pé logo após a operação. Os prazos de cada fase estão descritos no texto sobre recuperação da prótese de quadril.A hemiartroplastia (prótese que troca só a cabeça do fêmur) costuma ser a escolha para quem andava pouco ou tem memória comprometida. A artroplastia (substituição da articulação por prótese) total troca também o encaixe da bacia, para quem caminhava sozinho com desgaste. Se a quebra envolve uma prótese antiga, o caminho está em fratura ao redor da prótese de quadril.O que está descrito acima segue Fratura do Colo do Fêmur em Idosos, referência usada nesta seção.
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Depois da operação: quando o idoso volta a andar

Análise completa
O primeiro levantar acontece com o fisioterapeuta ao lado, que ajuda a pessoa a passar da cama para a poltrona. Em seguida vêm os passos curtos com andador, no quarto e no corredor, conforme a dor e a pressão permitem.

Carga permitida: quanto peso a perna aguenta

A carga (peso do corpo apoiado na perna operada) depende da técnica usada na fixação. Com prótese ou haste, o apoio total costuma ser liberado já nos primeiros dias. Com parafusos no colo do fêmur, alguns casos começam com apoio parcial, o pé encosta no chão sem receber todo o peso.A liberação para pisar com mais força vem com a radiografia de controle, que mostra a consolidação do osso. A decisão cabe ao ortopedista no retorno, e a família anota a orientação para repassar ao fisioterapeuta de casa.

O que acelera ou atrasa a marcha

A condição anterior à queda pesa mais que a idade na recuperação da marcha (modo de caminhar). Quem andava sozinho e fazia as tarefas de casa tende a recuperar mais autonomia que quem já dependia de bengala. Demência (perda progressiva da memória), desnutrição e fraqueza muscular prévia tornam os ganhos mais lentos.O treino diário também conta. A pessoa que faz os exercícios com a família por perto, em casa ou numa clínica, ganha força mais rápido. Dor mal controlada e medo de cair são os freios mais comuns, e merecem conversa no retorno.Se a dor no quadril já limitava os passos, veja o texto sobre idoso que parou de andar por dor. Para quem recebe prótese pelo convênio, o guia de autorização de prótese pela Cassi explica o pedido ao plano.
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Sinais após uma queda que exigem ir à emergência

Análise completa
A fratura na parte alta do fêmur costuma acontecer em quedas simples, da própria altura, dentro de casa. A pessoa idosa sente dor forte na virilha ou na coxa e não consegue ficar de pé. Em alguns casos, ainda consegue mexer a perna deitada, e a família acha que foi só uma pancada.

Os sinais que apontam para fratura

A perna do lado da queda pode parecer mais curta que a outra quando a pessoa está deitada. O pé fica voltado para fora, em rotação externa (giro da perna sobre o próprio eixo), sem voltar à posição. Inchaço e mancha roxa na lateral do quadril podem surgir horas depois.

Quando a dor engana

Algumas fraturas sem desvio (com os pedaços do osso no lugar) deixam a pessoa andar com dor por um ou dois dias. Dor na virilha que piora ao apoiar o pé, dias após a queda, também pode ser fratura. Quem tem demência (perda progressiva da memória) pode não dizer onde dói, só recusar-se a levantar ou ficar agitado.

Uma dor parecida em outro osso

A mesma queda pode quebrar o acetábulo (encaixe da bacia onde a cabeça do fêmur gira), em vez do fêmur. Os sinais se parecem, com dor na virilha e dificuldade de apoiar a perna, e só a imagem separa um do outro.O que está descrito acima segue Diretrizes Brasileiras para o Tratamento de Fratura, referência usada nesta seção.Após a urgência, agende o acompanhamento com o Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia, no Instituto Medicina em Foco. Os sinais da lesão vizinha estão em cirurgia na fratura do acetábulo.
Próximo passo

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Perguntas frequentes

Fratura do fêmur em idoso: em quanto tempo operar se a pessoa tem mais de 90 anos?
A idade sozinha não muda o prazo de referência, que segue sendo de até 48 horas. O que define o momento é o estado do coração, dos pulmões, dos rins e do sangue. Pessoas com mais de 90 anos costumam se beneficiar ainda mais de sair da cama cedo.
A cirurgia de fêmur pode ser feita com anestesia nas costas?
Em muitos casos, a raquianestesia (injeção nas costas que adormece da cintura para baixo) é usada. A anestesia geral (anestesia que faz o paciente dormir durante o procedimento) também é opção. O anestesista escolhe depois de rever os exames, os remédios em uso e a capacidade da pessoa de colaborar.
Quanto tempo dura a internação depois da operação?
A internação costuma durar poucos dias quando não há complicação. A alta depende de a dor estar controlada, a ferida estar limpa e a pessoa conseguir sair da cama com ajuda. Infecções, confusão mental ou anemia podem prolongar a estadia no hospital.
O convênio cobre a cirurgia de fratura do fêmur?
A autorização do plano cobre a internação hospitalar. O aluguel de equipamentos e os honorários médicos podem ser cobrados à parte, conforme o contrato. Vale pedir ao hospital e à equipe, por escrito, o que entra na autorização antes da operação.
A pessoa idosa pode ficar confusa depois da cirurgia?
Pode, e o delirium (confusão mental súbita) aparece com frequência nos primeiros dias. Costuma melhorar com sono regular, dor controlada e a família por perto. Avise a equipe se a confusão surgir de repente ou piorar durante a noite.
Precisa de fisioterapia em casa depois da alta?
Na maioria dos casos, sim. O fisioterapeuta mantém o treino de força, equilíbrio e marcha (modo de caminhar) iniciado no hospital. A frequência das sessões é combinada com o ortopedista no retorno, conforme o avanço da cicatrização.
Quanto tempo leva para o osso colar?
A consolidação (cicatrização do osso) leva semanas a meses e varia com a idade, a técnica e a qualidade do osso. Com prótese, a parte substituída não precisa colar. A radiografia de controle no retorno mostra como está a cicatrização e orienta os próximos passos.
Depois de uma fratura de fêmur, é comum quebrar o outro lado?
O risco de uma nova fratura aumenta depois da primeira, porque a fragilidade dos ossos continua. Tratar a osteoporose (perda de resistência dos ossos), corrigir a visão e tirar tapetes soltos ajudam a reduzir esse risco. A investigação dos ossos pode começar ainda na internação ou no primeiro retorno.
Quando a pessoa pode voltar a subir escadas?
Subir escadas costuma vir depois que a caminhada no plano está firme, com andador ou bengala. O fisioterapeuta ensina a subir com a perna boa primeiro e descer com a operada. Corrimão firme dos dois lados deixa o treino mais tranquilo para a pessoa e a família.

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