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Cirurgia na coluna quanto tempo de recuperação

Cirurgia na coluna quanto tempo de recuperação | Dr. Pedro Correa

O prazo de volta à rotina depende menos do bisturi e mais do que acontece nas primeiras semanas em casa.

“Quem caminha no corredor no dia seguinte à operação de coluna costuma retomar a rotina antes. Prefiro passos curtos e frequentes, liberados pela equipe. Repouso prolongado na cama costuma atrasar a volta.”— Dr. Pedro Henrique Correa

CRM 213158RQE 87090Ortopedista Especialista em Coluna
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Formação acadêmica
  • Hospital Universitário da UNIFESP (Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia)
  • UNIFESP (Fellowship em Cirurgia da Coluna)
Títulos de especialista
  • Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT
  • Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
Sociedades médicas
  • Membro da North American Spine Society
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
  • Membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
Onde atende
  • Instituto Medicina em Foco | Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Alemão Oswaldo Cruz e Nove de Julho.
Áreas de atuação
  • Ortopedista especialista em coluna
Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna — cirurgia na coluna quanto tempo de recuperação
20 min de leituraRevisado por Dr. Pedro Henrique CorreaCRM 213158 · RQE 87090Atualizado em 2 de outubro de 20265 referências citadas
Sumário
  1. Cirurgia na coluna: quanto tempo de recuperação esperar
  2. Microdiscectomia, laminectomia, prótese de disco ou artrodese: por que o prazo muda tanto
  3. As primeiras semanas em casa: caminhada, dor e cuidados com a ferida
  4. Quando dá para dirigir, voltar ao trabalho e carregar peso
  5. Artrodese: sentir-se bem não significa que o osso já consolidou
  6. Fisioterapia no pós-operatório: quando começar e o que esperar
  7. Tabagismo, diabetes, idade e outros fatores que alongam a recuperação
  8. Desconforto esperado ou complicação: sinais que pedem avaliação imediata
  9. Como o cirurgião decide liberar cada atividade
Ortopedista especialista em coluna

No consultório, a pergunta que mais ouço não é sobre dor, e sim sobre quando a vida volta ao normal. Responder com um prazo realista, fase por fase, é o primeiro passo de um bom pós-operatório (período de recuperação após a cirurgia).

— Dr. Pedro Henrique Correa
Quem busca cirurgia na coluna quanto tempo de recuperação costuma querer um número, mas a resposta honesta é uma faixa de prazos. Sou o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Neste texto, explico como cada fase se encaixa no seu tipo de trabalho e de rotina.
Idade, o hábito de fumar, a qualidade do osso e o quadro antes da operação mudam esse relógio de pessoa para pessoa. Nervo comprimido há muitos meses, por exemplo, pode demorar mais para recuperar a sensibilidade e a força. Por isso, o plano de recuperação é montado sob medida, e as próximas seções mostram o que esperar em cada etapa.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Consulta inicialO especialista examina força, sensibilidade e reflexos e revisa os exames de imagem para entender a origem da dor.
  • 2Exames pré-operatóriosExames de sangue, avaliação cardíaca e conversa sobre anestesia checam se o corpo está pronto para a operação.
  • 3InternaçãoApós a cirurgia, a equipe controla a dor, confere a força nas pernas e libera a alta conforme a evolução.
  • 4Primeiro retornoO médico revisa a cicatriz, retira os pontos quando necessário e ajusta os analgésicos (remédios contra dor).
  • 5FisioterapiaO fisioterapeuta conduz exercícios de controle do tronco e de caminhada, com carga aumentada aos poucos.
  • 6ReavaliaçãoCom novas radiografias e exame físico, o especialista libera trabalho, direção e esforço físico conforme cada fase.
01

Cirurgia na coluna: quanto tempo de recuperação esperar

Análise completa
A maioria dos pacientes retoma caminhadas e tarefas leves de casa nas primeiras semanas, e o trabalho sentado vem logo depois. Esforço físico, academia e carregamento de peso ficam para a fase final, liberados após reavaliação. Na rotina clínica, o ritmo de cada fase depende da técnica escolhida, detalhada abaixo.Para quem pesquisa cirurgia na coluna quanto tempo de recuperação, a regra útil é olhar a técnica antes do calendário.

Técnicas minimamente invasivas

Na microdiscectomia (retirada da parte da hérnia que aperta o nervo), a alta costuma sair em um ou dois dias. Trabalho de escritório costuma voltar entre duas e quatro semanas, com pausas para caminhar. A técnica endoscópica (feita com câmera por um corte de poucos milímetros) pode encurtar esse prazo.

Artrodese e cirurgias maiores

Com a artrodese, a internação costuma durar alguns dias, e as atividades domésticas leves geralmente voltam ao longo do primeiro mês. Funções com carga e esforço repetido dependem da consolidação óssea, que em geral leva de três a seis meses.

O que levar para a consulta

Leve à consulta a descrição exata do seu trabalho: horas sentado, horas em pé e peso carregado. Com esses dados, o ortopedista estima o afastamento e decide se a cirurgia é mesmo a melhor indicação. Veja a leitura complementar sobre especialista em coluna.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.
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Microdiscectomia, laminectomia, prótese de disco ou artrodese: por que o prazo muda tanto

Análise completa
A extensão do procedimento pesa mais que o nome da técnica. Para quem pesquisa cirurgia na coluna quanto tempo de recuperação, a pergunta-chave é quantos níveis (segmentos entre vértebras) serão operados. Cada nível a mais amplia o tecido manipulado, o tempo de anestesia e a cicatrização necessária.

Microdiscectomia: a menor área operada

Na microdiscectomia, o cirurgião remove só o fragmento de disco que comprime o nervo, sem retirar osso em quantidade nem fixar vértebras. Por mexer na menor área entre as quatro técnicas, ela costuma ter a recuperação mais curta. Laminectomia e prótese de disco ficam no meio do caminho, e a artrodese pede o prazo mais longo.

Técnicas que preservam o movimento

Na laminectomia (retirada de parte do osso que cobre o canal vertebral), a meta é aliviar nervos apertados. Sem parafusos, a coluna mantém sua mobilidade, e a volta à rotina tende a ser mais rápida que numa fixação. Quando vários níveis são liberados, porém, a musculatura das costas pede mais semanas de fortalecimento.Na prótese de disco, o segmento operado continua se movendo e não depende da fusão entre ossos. Sem esperar a consolidação óssea, a liberação para atividades leves costuma acontecer antes que na artrodese. Os detalhes estão no texto sobre prótese de disco cervical.

Artrodese: o osso dita o ritmo

Na artrodese, parafusos e hastes seguram as vértebras até que o osso se una de forma firme. Carga e esforço repetido aguardam radiografias que confirmem a fusão, segundo referências da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Cirurgias de vários níveis somam mais parafusos e pedem reabilitação mais longa.As etapas da fixação, do preparo à reabilitação, estão descritas em artrodese de coluna pela Unimed.
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As primeiras semanas em casa: caminhada, dor e cuidados com a ferida

Análise completa
A alta hospitalar marca o início da fase mais ativa da recuperação, e não um período de repouso. Nessas semanas, o objetivo é ganhar resistência aos poucos, com a dor sob controle e a cicatriz protegida.

Caminhada: distância que cresce aos poucos

Caminhar várias vezes ao dia, em trechos curtos, ativa a circulação e reduz o risco de trombose (coágulo nas veias das pernas). A distância cresce semana a semana, sem chegar à exaustão, conforme as orientações pós-operatórias da Cleveland Clinic. Ficar sentado por muito tempo cansa a lombar, então vale alternar posições a cada hora.

Dor e remédios

Algum incômodo na região operada é esperado, sobretudo ao fim do dia. Os analgésicos seguem a receita da alta, sem aumentar a dose por conta própria. Com corte menor, a dor tende a ceder antes, como explica o texto sobre quando a cirurgia endoscópica vale a pena.Dor que aumenta dia após dia, em vez de diminuir, merece contato com a equipe antes do retorno marcado.

Cuidados com a ferida

A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. Banho de chuveiro geralmente é liberado cedo, mas banheira, piscina e mar aguardam o fechamento completo da pele. O mesmo cuidado vale na cirurgia de estenose de canal lombar (estreitamento do espaço dos nervos), de cicatriz maior.Vermelhidão crescente, calor local ou secreção pela cicatriz sugerem infecção e pedem avaliação rápida da equipe cirúrgica.

O balanço ao fim do primeiro mês

Quem chega ao fim do primeiro mês caminhando bem costuma encurtar a resposta para cirurgia na coluna quanto tempo de recuperação. Fisioterapia, trabalho e esforço físico entram na sequência, conforme a reavaliação do cirurgião.
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Quando dá para dirigir, voltar ao trabalho e carregar peso

Análise completa
Cada liberação segue um critério próprio, e não uma data fixa no calendário. O cirurgião avalia dor, força nas pernas, cicatrização e, na artrodese, o avanço da fusão óssea antes de autorizar cada passo.

Dirigir: reflexo e movimento antes do prazo

Dirigir exige três condições: dor controlada, giro livre do tronco para olhar os retrovisores e nenhum remédio que cause sonolência. Opioides (analgésicos fortes derivados da morfina) costumam pesar nessa decisão, porque reduzem reflexos e atenção. Na microdiscectomia, a direção costuma voltar em poucas semanas, como resume o guia de prazos de recuperação na coluna.

Por que o escritório volta antes do trabalho braçal

Trabalho de escritório costuma voltar primeiro porque exige pouca carga sobre a coluna operada. Com cadeira ajustada e pausas para caminhar a cada hora, a função sentada respeita a cicatrização. O home office (trabalho remoto em casa) pode antecipar esse retorno, sem o trajeto diário.Trabalho braçal envolve levantar peso, agachar e girar o tronco repetidas vezes, movimentos que forçam justamente a região operada. Na artrodese, essas funções aguardam a consolidação óssea confirmada por radiografia. Voltar cedo demais eleva o risco de complicações, tema tratado no texto sobre riscos neurológicos da cirurgia de coluna.

Carregar peso: liberação em degraus

A liberação para carregar peso avança em degraus: primeiro objetos leves, depois cargas moderadas e, por último, esforço intenso. Cada degrau depende da força do core (musculatura profunda do abdome e das costas), trabalhada na fisioterapia.
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Artrodese: sentir-se bem não significa que o osso já consolidou

Análise completa
A melhora dos sintomas e a fusão óssea seguem relógios diferentes. A dor costuma ceder quando o nervo deixa de ser comprimido, o que acontece logo após a operação. Já a união entre as vértebras depende de osso novo crescendo devagar, semana após semana.

Por que a dor melhora antes da fusão

Os parafusos pediculares (parafusos fixados na parte de trás da vértebra) e as hastes dão estabilidade imediata ao segmento operado. Essa firmeza mecânica alivia a dor, mas não substitui o osso. Enquanto a fusão não se completa, o implante suporta sozinho a carga do dia a dia.Ao redor dos implantes, o cirurgião coloca enxerto ósseo (fragmentos de osso que servem de ponte entre as vértebras). Esse material leva meses para se transformar em osso firme e contínuo. A ponte começa a se formar nos primeiros meses e segue amadurecendo ao longo do primeiro ano.

Como o médico confirma a consolidação

A confirmação vem da radiografia e, em casos de dúvida, da tomografia (exame de imagem com cortes detalhados do osso). Sem essa imagem, carga e esforço repetido seguem suspensos, mesmo com o paciente sem dor. Esse cuidado protege o resultado e reduz complicações descritas no texto sobre riscos reais da cirurgia de coluna.

O que pode atrasar a fusão

Tabagismo, osteoporose (osso fraco e poroso), diabetes descompensado e alguns anti-inflamatórios usados por tempo prolongado retardam a formação do osso novo. Quando a união não acontece, surge a pseudoartrose (falha da fusão entre as vértebras), que pode pedir nova cirurgia. Uma nova operação muda prazos e custos, detalhados no guia de valores da cirurgia de coluna.
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Fisioterapia no pós-operatório: quando começar e o que esperar

Análise completa
A reabilitação começa antes da primeira sessão formal, com orientações para sair da cama e caminhar com segurança. O fisioterapeuta ensina a virar em bloco (girar ombros e quadril juntos, sem torcer a coluna). Essa técnica protege a região operada nos primeiros dias em casa.

Quando começam as sessões

O início das sessões formais varia com a técnica e é definido pelo cirurgião na reavaliação. Após a microdiscectomia, a fisioterapia costuma começar nas primeiras semanas, com exercícios leves. Na artrodese, o fortalecimento intenso aguarda a consolidação óssea, e as sessões entram no planejamento de custos da artrodese.

Como as sessões evoluem

As primeiras sessões trabalham respiração, postura e exercícios isométricos (contração do músculo sem mover a articulação). Depois entram alongamentos suaves, fortalecimento do core e treino de marcha (forma de caminhar). A carga cresce aos poucos, sempre abaixo do limite que provoca dor forte.A hidroterapia (exercícios em piscina aquecida) costuma entrar só quando a cicatriz estiver totalmente fechada.

O que é normal sentir

Leve cansaço muscular e incômodo após as sessões são esperados e costumam ceder com repouso. A evolução raramente é linear, e semanas de avanço podem alternar com dias mais lentos.Dor que piora, dormência nova ou perda de força nas pernas pedem contato imediato com a equipe cirúrgica. A comunicação rápida entre fisioterapeuta e cirurgião faz parte da segurança descrita na casuística de mais de mil cirurgias. A alta da fisioterapia vem quando força, equilíbrio e resistência permitem as tarefas do seu dia a dia.
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Tabagismo, diabetes, idade e outros fatores que alongam a recuperação

Análise completa
Cada organismo cicatriza em velocidade própria, e algumas condições reduzem o fluxo de sangue e a formação de osso novo. Identificar esses fatores antes da operação permite ajustar o plano e estimar um prazo realista de afastamento.

Tabagismo: cicatriz e fusão mais lentas

A nicotina estreita os vasos sanguíneos e reduz o oxigênio que chega à ferida e ao enxerto ósseo. O resultado é cicatrização mais lenta, maior risco de infecção e mais chance de pseudoartrose. O cigarro eletrônico também contém nicotina e traz o mesmo efeito sobre a circulação.

Diabetes e excesso de peso

No diabetes descompensado, a glicose alta prejudica as células de defesa e retarda o fechamento da ferida. A neuropatia diabética (lesão dos nervos causada pelo açúcar alto) também pode deixar a sensibilidade das pernas mais lenta para voltar.A obesidade aumenta a carga sobre o segmento operado, e a ferida mais profunda cicatriza com mais dificuldade. Cada quilo a menos reduz a sobrecarga da coluna durante a reabilitação.

Idade, qualidade do osso e condicionamento

A idade, sozinha, não impede a cirurgia, mas costuma vir com osso menos denso e músculos mais fracos. A densitometria (exame que mede a resistência do osso) ajuda a planejar a fixação quando há suspeita de osteoporose. Fraturas por osso frágil têm tratamento próprio, descrito em vertebroplastia na fratura por osteoporose.Sedentarismo antes da operação, ansiedade e depressão também pesam, porque reduzem a disposição para caminhar e seguir os exercícios. Quem chega à cirurgia mais ativo tende a atravessar a fisioterapia com mais facilidade.

Trabalho e planejamento antes da cirurgia

Função com esforço físico soma semanas ao afastamento, e o texto sobre artrodese e afastamento do trabalho detalha cada cenário. A autorização do plano cobre a internação hospitalar, enquanto aluguel de equipamentos e honorários médicos podem ser cobrados à parte. Os prazos do pedido estão em como conseguir autorização no plano.
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Desconforto esperado ou complicação: sinais que pedem avaliação imediata

Análise completa
O pós-operatório normal tem altos e baixos, com dias melhores e piores. A régua mais útil é a tendência: o incômodo esperado diminui, enquanto a complicação piora ou surge de repente.

O que costuma fazer parte da evolução

Dor na cicatriz, sobretudo ao fim do dia, e cansaço muscular após caminhar são comuns nas primeiras semanas. Espasmos musculares (contrações involuntárias e dolorosas da musculatura) nas costas também aparecem e costumam ceder em poucos dias. Formigamento antigo na perna pode demorar a sumir, desde que não piore.Prisão de ventre é frequente nos primeiros dias, efeito dos analgésicos fortes e da menor movimentação. Pequeno inchaço ao redor do corte, sem vermelhidão que se espalha, também faz parte da cicatrização.

Sinais que pedem contato no mesmo dia

Febre acima de 38 °C e secreção pela cicatriz sugerem infecção. Dor que volta a crescer após dias de melhora pode indicar hematoma (acúmulo de sangue no local operado).Dor de cabeça que piora em pé e melhora deitado pode indicar fístula liquórica (vazamento do líquido que banha os nervos). Líquido claro saindo pela cicatriz tem o mesmo significado.

Quando o quadro é uma emergência

Falta de ar súbita, dor no peito ou panturrilha inchada podem indicar embolia pulmonar (coágulo que se desloca até o pulmão). Dormência na região íntima ou perda do controle urinário ou intestinal sugere síndrome da cauda equina (compressão grave dos nervos lombares). Esses quadros são emergências e não esperam o retorno marcado.A perda de força nas pernas que avança, mesmo sem outros sintomas, também pede avaliação imediata. Dúvidas menores, como ritmo de caminhada ou troca de curativo, podem esperar a revisão programada. Para marcar uma reavaliação fora do retorno previsto, veja o valor da consulta com especialista em coluna.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.
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Como o cirurgião decide liberar cada atividade

Análise completa
O retorno funciona como uma prova prática: o médico compara o paciente de hoje com o da consulta anterior. Cada autorização exige que três sinais caminhem juntos: menos dor, mais força e cicatriz fechada.

O que o exame físico mostra

Na consulta de retorno, o cirurgião repete o exame neurológico (teste de força, sensibilidade e reflexos das pernas) feito antes da operação. Também observa a marcha, a postura ao levantar da cadeira e a amplitude de movimento do tronco. Perda de força ainda presente segura a liberação para dirigir e para esforço.

O papel das imagens

Na artrodese, radiografias feitas em retornos sucessivos são comparadas para ver se o implante continua na mesma posição. Parafuso que se desloca ou osso que não avança adiam a carga, mesmo sem dor. Após microdiscectomia, a imagem raramente decide sozinha, e o exame clínico pesa mais.

A rotina de cada paciente

A liberação para o trabalho também considera a função descrita pelo paciente, como horas em pé e peso levantado. O fisioterapeuta envia relatórios de força e resistência, que ajudam a decidir o próximo degrau. O atestado de retorno costuma vir com restrições temporárias, revistas a cada consulta.Para saber em que fase está sua liberação, agende uma reavaliação com o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna. Ele atende no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, em atuação integrada com a equipe multidisciplinar. Antes da consulta, vale ler sobre os resultados da cirurgia de hérnia de disco.

O que dizem os pacientes

Atendimento humanizado profissional com bastante propriedade impressão de especialista.
— Mazzini jr. (abr/2026)
Dr. Pedro me diagnosticou e me explicou o porquê das minhas constantes dores e imobilidade no pescoço e braço. Fui super bem atendida pela secretária dele a Adriana, extremamente competente, educada e nos auxilia prontamente quando precisamos tirar dúvidas. Tempo de espera para ser atendido na clínica praticamente não tem. Você chega e em seguida já é atendido.
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— Filipe Goes (ago/2026)
Próximo passo

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Perguntas frequentes

Quanto tempo de repouso é preciso após a cirurgia de coluna?
O repouso absoluto na cama costuma ser curto, de algumas horas a poucos dias. Depois da alta, o ideal é alternar descanso com caminhadas curtas várias vezes ao dia. Ficar deitado por semanas enfraquece a musculatura e aumenta o risco de trombose (coágulo nas veias das pernas).
Precisa usar colete depois da operação?
Depende da técnica e da estabilidade do segmento operado. Após a microdiscectomia (retirada do fragmento de hérnia que aperta o nervo), o colete raramente é necessário. Na artrodese, o uso de órtese (colete rígido ou semirrígido) por algumas semanas é avaliado caso a caso pelo cirurgião.
Qual a melhor posição para dormir no pós-operatório?
Dormir de barriga para cima, com travesseiro sob os joelhos, ou de lado, com outro entre as pernas, alivia a lombar. Para deitar e levantar, vale virar em bloco, sem torcer o tronco. Colchão firme, que não afunda, ajuda a manter a coluna alinhada durante a noite.
Quando é possível subir escadas?
Subir escadas costuma ser possível já na alta, com apoio no corrimão e um degrau de cada vez. O esforço é parecido com o da caminhada e ajuda no condicionamento. Nos primeiros dias, vale evitar carregar sacolas ou objetos durante a subida.
Quanto tempo depois dá para viajar de avião?
Voos curtos costumam ser possíveis após as primeiras semanas, quando a dor permite ficar sentado por mais tempo. Em viagens longas, levantar e caminhar pelo corredor reduz o risco de coágulos nas pernas. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.
Quando é possível voltar à academia e aos esportes?
Exercícios de baixo impacto, como bicicleta ergométrica e caminhada na esteira, costumam entrar antes da musculação. Corrida, futebol e treino com carga dependem da liberação após reavaliação. Na artrodese, esportes de impacto aguardam a consolidação óssea (fusão firme entre as vértebras) confirmada em imagem.
Quando a relação sexual pode ser retomada?
A vida sexual costuma voltar quando a dor permite movimentos sem esforço do tronco, em geral após as primeiras semanas. Posições em que a coluna fica apoiada e sem torção são mais confortáveis no início. Dor forte ou formigamento novo durante o ato pedem pausa e conversa com a equipe.
Quanto tempo de afastamento pelo INSS costuma ser concedido?
O afastamento pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) depende de perícia médica, que analisa laudos e a função exercida. Para trabalhador com carteira assinada, os primeiros 15 dias de afastamento ficam a cargo da empresa. Relatórios do cirurgião, com a técnica usada e as restrições, ajudam o perito a definir o prazo.
Sentir dor depois da cirurgia é sinal de que algo deu errado?
Nem sempre. Incômodo na cicatriz e dor que diminui semana a semana fazem parte da cicatrização normal. Para quem pesquisa cirurgia na coluna quanto tempo de recuperação, vale saber que a dor da perna costuma ceder antes da lombar.
A recuperação é mais lenta em quem já foi operado antes?
Uma reoperação (nova cirurgia no mesmo segmento) costuma exigir mais tempo, porque a cicatriz interna dificulta o acesso aos nervos. O cirurgião trabalha em tecido já modificado, o que pode alongar a internação e a reabilitação. Os prazos são recalculados na avaliação pré-operatória, conforme a técnica planejada.

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