No consultório, muita gente conta anos de barriga inchada e cansaço sem explicação. Quero que cada pessoa saia da primeira consulta com um plano de investigação claro.— Dra. Sabrina de Figueiredo
Passo a passo
- 1Primeira consulta
A gastroenterologista revisa sintomas, histórico familiar e o que você já mudou na alimentação antes de pedir exames.
- 2Exame de sangue
Com o glúten ainda no cardápio, o sangue é colhido para dosar os anticorpos ligados à doença.
- 3Endoscopia com biópsia
Se os anticorpos vierem alterados, a endoscopia (exame com câmera pela boca) colhe fragmentos do início do intestino para análise.
- 4Plano alimentar
Com o diagnóstico confirmado, a dieta sem glúten começa, e o nutricionista ensina a ler rótulos e evitar contaminação.
- 5Exames complementares
Ferro, vitaminas e densidade dos ossos são medidos para corrigir as deficiências que a doença provocou.
- 6Reavaliação
Meses depois, o exame de sangue é repetido para conferir a resposta à dieta e ajustar o acompanhamento.
Especialista em doença celíaca: qual médico procurar
O gastroenterologista reúne as três etapas do diagnóstico: interpretar os anticorpos, indicar a endoscopia e ler o resultado da biópsia. Ele também acompanha a recuperação do intestino nos anos seguintes. Na rotina clínica, muitos adultos chegam encaminhados depois de um exame de sangue alterado ou de uma anemia que não cede.
Onde entram o clínico geral e o pediatra
O clínico geral costuma ser quem levanta a suspeita e pede o antitransglutaminase IgA com a IgA total. Com resultado alterado, o caso segue para o gastroenterologista, porque a confirmação depende de biópsia colhida com glúten na dieta. Essa sequência segue as referências da Federação Brasileira de Gastroenterologia para adultos.
Em crianças, o pediatra costuma fazer a triagem inicial. O gastroenterologista pediátrico confirma o diagnóstico e acompanha o crescimento durante a dieta.
O papel do nutricionista e de outros especialistas
O nutricionista ensina onde o glúten se esconde: molhos, embutidos, aveia contaminada e utensílios compartilhados na cozinha. Ele monta um cardápio que repõe ferro, cálcio e fibras sem a farinha de trigo. Quem tem dermatite herpetiforme passa pelo dermatologista, e a perda óssea é medida pela densitometria (exame que mede a densidade dos ossos).
Queixas do esôfago que surgem no mesmo período, como a sensação de comida parada, entram na avaliação da dificuldade para engolir.
Quais sinais justificam investigar a doença celíaca
A diarreia crônica, o inchaço depois das refeições e a perda de peso sem dieta são os sinais intestinais mais lembrados. Fezes claras, volumosas e com cheiro forte sugerem esteatorreia (gordura que o intestino não absorveu). Em crianças, a doença costuma aparecer como baixo ganho de peso e barriga distendida.
Sinais fora do intestino
Muitas vezes o intestino funciona bem e a pista vem de exames de rotina. Transaminases (enzimas do fígado) elevadas sem causa aparente, falta de ácido fólico e de vitamina B12 entram nessa lista. Aftas que voltam com frequência e manchas no esmalte dos dentes também chamam atenção.
Na mulher, infertilidade sem explicação e abortos de repetição podem ter relação com a doença. Formigamento nas mãos e nos pés, cansaço persistente e baixa estatura na criança ou puberdade atrasada completam a lista.
Grupos de risco que entram na triagem
Algumas condições aumentam a chance da doença mesmo sem sintoma algum. Pessoas com síndrome de Down, síndrome de Turner ou deficiência de IgA (falta de um tipo de anticorpo) estão nesse grupo. Quem tem síndrome do intestino irritável com diarreia também pode ter a doença celíaca por trás.
Nesses grupos, a triagem com o antitransglutaminase IgA e a IgA total é recomendada pelas diretrizes indexadas no PubMed. A coleta vale apenas com glúten ainda no cardápio. Quando a IgA total vem baixa, a investigação passa para anticorpos da classe IgG.
Sintomas que duram semanas ou exame alterado sem explicação costumam levar a pessoa a um especialista em doença celíaca. A consulta organiza a ordem dos exames antes de qualquer mudança na alimentação.

Exames de sangue que detectam a doença celíaca
O antitransglutaminase IgA é o primeiro exame pedido na triagem. Ele mede o anticorpo que o corpo produz contra uma enzima do próprio intestino quando o glúten está na dieta. O resultado só tem valor quando vem acompanhado da IgA total, porque parte das pessoas produz pouca IgA.
O que cada anticorpo mede
A IgA total mede a quantidade geral desse tipo de anticorpo no sangue. Quando ela vem baixa, o antitransglutaminase IgA pode dar negativo mesmo com a doença presente. Nesse caso, entram as versões IgG (outra classe de anticorpo) dos mesmos testes.
O antiendomísio IgA (anticorpo contra uma camada de tecido do intestino) é lido ao microscópio e costuma confirmar um antitransglutaminase alterado. Quando vem positivo, a chance de doença celíaca fica muito alta.
O DGP (anticorpo contra a gliadina desamidada, fração do glúten modificada no intestino) é útil em crianças pequenas. Na versão IgG, ele ajuda a investigar quem tem deficiência de IgA.
Como ler um resultado positivo ou negativo
Um antitransglutaminase positivo torna a doença provável, mas em adultos a confirmação vem da biópsia do duodeno (início do intestino). A mesma endoscopia (exame que avalia esôfago) avalia outras lesões dessa região, tema da página sobre o cuidado da úlcera no duodeno.
Um resultado negativo com glúten na dieta e IgA total normal torna a doença pouco provável. O mesmo resultado perde valor quando o glúten já tinha saído do cardápio semanas antes da coleta.
O especialista em doença celíaca lê os quatro resultados em conjunto, com a idade, os sintomas e a história de dieta. Um teste isolado raramente fecha o diagnóstico.
O que está descrito acima segue Prueba de enfermedad celíaca Prueba de laboratorio, referência usada nesta seção.
Não corte o glúten antes de fazer os exames
Os anticorpos da doença celíaca só são produzidos enquanto o glúten chega ao intestino. Sem esse estímulo, os níveis no sangue caem aos poucos até a faixa normal.
O que acontece no sangue e no intestino
O antitransglutaminase IgA (anticorpo contra uma enzima do intestino) costuma baixar ao longo dos meses sem glúten. As vilosidades (dobras que absorvem os nutrientes) também voltam a crescer com o tempo. A biópsia (retirada de fragmentos para análise) pode então mostrar um duodeno (início do intestino delgado) quase normal.
Diminuir o glúten sem cortá-lo por completo também interfere. Pequenas quantidades mantêm algum estímulo, mas podem não bastar para alterar os exames de forma clara. O resultado fica numa zona cinzenta, difícil de interpretar.
Muitas pessoas tiram o glúten por conta própria porque se sentem melhor. A melhora dos sintomas, porém, não confirma a doença celíaca. Intolerância à lactose e síndrome do intestino irritável também melhoram com mudanças na alimentação.
Quem já tirou o glúten da dieta
O especialista em doença celíaca pode propor a volta do glúten antes de repetir os exames de sangue e a biópsia. A quantidade e o tempo dessa reintrodução são definidos caso a caso, conforme sintomas e tolerância. Na mesma endoscopia (exame com câmera pela boca), o estômago é avaliado, como mostra o texto sobre cuidados com a úlcera gástrica.
Para quem não tolera a volta do glúten, existe o teste HLA-DQ2 e DQ8 (marcadores genéticos ligados à doença). Esse exame não depende da dieta. Um resultado negativo torna o diagnóstico muito improvável, e um positivo apenas mostra predisposição.
Esta seção foi revisada contra Prueba de enfermedad celíaca Prueba de laboratorio.
Endoscopia com biópsia: quando ela confirma o diagnóstico
Em adultos, a endoscopia costuma ser pedida depois que o antitransglutaminase IgA vem alterado, com o glúten ainda na dieta. O exame passa uma câmera pela boca até o duodeno (primeira parte do intestino delgado). Durante a passagem, o médico retira pequenos fragmentos da mucosa (camada interna que reveste o intestino).
Quando a biópsia entra na investigação
A biópsia também é considerada quando os sintomas são fortes e a sorologia (exame de anticorpos no sangue) vem negativa. Quem tem deficiência de IgA também entra nesse grupo, porque o exame de sangue padrão pode falhar. A lesão pode aparecer em trechos isolados, por isso são colhidos vários fragmentos, incluindo o bulbo (porção inicial do duodeno).
O que a análise das vilosidades mostra
O patologista (médico que analisa tecidos ao microscópio) examina as vilosidades (dobras que absorvem os nutrientes). Na doença celíaca, elas ficam achatadas, e as criptas (glândulas entre as dobras) ficam mais profundas. Também aparece aumento de linfócitos intraepiteliais (células de defesa infiltradas no revestimento).
O laudo costuma usar a classificação de Marsh (escala que gradua a lesão do intestino). Os graus mais altos indicam atrofia das vilosidades, e os mais baixos mostram só aumento das células de defesa. A atrofia somada a anticorpos positivos confirma o diagnóstico.
Atrofia parecida pode surgir com giárdia (parasita intestinal), alguns remédios para pressão e doença de Crohn (inflamação crônica do intestino). Na mesma endoscopia, o esôfago também é examinado, tema da página sobre avaliação da doença do refluxo.
Com o laudo em mãos, o especialista em doença celíaca compara o grau da lesão com os anticorpos e os sintomas.
Esta orientação acompanha Prueba de enfermedad celíaca Prueba de laboratorio, fonte consultada para esta seção.
Doença celíaca, alergia ao trigo ou sensibilidade ao glúten
A doença celíaca é uma reação autoimune (as defesas atacam o próprio intestino) disparada pelo glúten. A alergia ao trigo envolve anticorpos IgE (os mesmos da alergia clássica) contra proteínas do grão. A sensibilidade ao glúten não celíaca causa sintomas sem anticorpos específicos nem lesão visível no intestino.
Alergia ao trigo: reação rápida e mediada por IgE
Na alergia ao trigo, os sintomas surgem de minutos a poucas horas após comer ou inalar farinha. Aparecem urticária (placas vermelhas que coçam), inchaço nos lábios, chiado no peito ou vômitos. Nos casos graves, ocorre anafilaxia (reação alérgica intensa que afeta respiração e pressão).
A investigação fica com o alergista. Ele pede IgE específica para trigo no sangue e o teste cutâneo (gotas da substância suspeita aplicadas na pele). Em parte das pessoas, a reação só aparece quando o trigo é seguido de exercício físico.
Sensibilidade ao glúten não celíaca: diagnóstico por exclusão
Na sensibilidade ao glúten não celíaca, há inchaço, dor abdominal, cansaço ou dor de cabeça horas ou dias após o consumo. Os anticorpos celíacos vêm negativos, a biópsia mostra intestino normal e os testes de alergia não alteram. O diagnóstico depende de descartar as outras duas condições com o glúten ainda na dieta.
Parte dos sintomas atribuídos ao trigo vem dos frutanos (açúcares fermentáveis presentes no grão), e não do glúten. Essa diferença explica por que algumas pessoas melhoram com a dieta pobre em FODMAP (grupo de açúcares que fermentam no intestino).
Por que a distinção muda o acompanhamento
Na doença celíaca, traços mínimos de glúten mantêm a lesão do intestino, e a dieta sem glúten dura a vida toda. Na alergia, o foco é o trigo e a reação imediata, enquanto na sensibilidade a tolerância costuma variar com a quantidade. O especialista em doença celíaca também investiga outras causas de dor no alto da barriga, tema da avaliação da úlcera no duodeno.
Como é o tratamento depois do diagnóstico
A dieta sem glúten é o único tratamento disponível hoje para a doença celíaca. A predisposição genética não desaparece, e as defesas reagem ao glúten sempre que ele volta ao intestino. Com a dieta, a atrofia das vilosidades regride aos poucos e os anticorpos caem.
Por que a dieta não tem pausa
Pequenas transgressões, como um pedaço de bolo numa festa, reativam a inflamação mesmo sem causar sintomas. A lesão silenciosa mantém a má absorção de ferro, cálcio e vitaminas. Com os anos, isso favorece osteoporose (ossos frágeis), anemia persistente e, raramente, linfoma intestinal (câncer de células de defesa).
Como evitar a contaminação cruzada em casa
A contaminação cruzada (glúten que passa para um alimento seguro por contato) acontece mais na cozinha do que no prato. Torradeira, peneira, tábua de madeira e óleo de fritura usado para empanados são fontes frequentes. Ter utensílios separados e guardar os produtos sem glúten em prateleira própria reduz esse risco.
No mercado, a lei brasileira obriga o rótulo a informar se o produto contém ou não glúten. Em restaurantes, a fritadeira e a chapa compartilhadas com empanados são fontes comuns de exposição.
Quando os sintomas continuam com a dieta
O primeiro suspeito é o glúten escondido, e o diário alimentar revisado com o nutricionista costuma encontrá-lo. Se a dieta está correta e a lesão persiste, surge a hipótese de doença celíaca refratária (lesão que resiste à dieta estrita). Nessa fase, o especialista em doença celíaca repete a endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago) com biópsia para medir a resposta.
Dor no alto da barriga durante o seguimento pode ter outra origem, descrita no texto sobre como se trata a úlcera gástrica.
Para escrever esta parte consultamos Prueba de enfermedad celíaca Prueba de laboratorio.
Acompanhamento com médico e nutricionista ao longo dos anos
O seguimento da doença celíaca combina consultas com o gastroenterologista e com o nutricionista, em intervalos que se espaçam com a melhora. A sorologia (exame de sangue que mede os anticorpos) é repetida para mostrar se o glúten saiu de fato da rotina. Anticorpos em queda indicam boa adesão à dieta.
Exames de controle e correção das deficiências
Nos primeiros meses, o exame de sangue mede ferritina (reserva de ferro do corpo), ácido fólico, vitamina B12, vitamina D e cálcio. A reposição corrige o que a má absorção deixou faltar enquanto o intestino se recupera. A densitometria repetida acompanha a recuperação da massa óssea em quem começou com ossos frágeis.
Azia, empachamento ou dor no alto da barriga durante o seguimento nem sempre vêm do glúten. Uma causa comum aparece na página sobre diagnóstico e tratamento do Helicobacter pylori (bactéria que vive no estômago). A endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno) de controle, quando indicada, pode pesquisar essa bactéria no mesmo exame.
Rastreamento dos familiares e revisão do cardápio
Pais, irmãos e filhos de quem tem a doença celíaca entram na triagem com o antitransglutaminase IgA e a IgA total. Um resultado normal não encerra a vigilância, porque a doença pode surgir em qualquer idade. O exame volta a ser colhido se aparecerem sintomas digestivos, anemia ou alteração no crescimento da criança.
O nutricionista revisa o cardápio a cada etapa da vida, como gestação, entrada na escola e envelhecimento. O especialista em doença celíaca reúne esses dados com os exames e define quando espaçar as consultas. Produtos industrializados mudam de receita, e a leitura do rótulo se repete a cada compra.
O que levar e perguntar na primeira consulta
A consulta rende mais quando a gastroenterologista vê, no mesmo dia, os resultados antigos, a história da dieta e os sintomas. Com esse material, ela decide quais exames faltam e em que ordem pedi-los, sem repetir coletas desnecessárias. Papéis soltos e fotos no celular também servem.
Exames e documentos para separar
Separe os laudos de antitransglutaminase IgA (anticorpo ligado à doença) e de IgA total (quantidade geral desse anticorpo). Laudos de endoscopia (exame com câmera pela boca) e de biópsia (análise de fragmentos do intestino) também entram na pasta. Hemograma (contagem das células do sangue), ferritina (reserva de ferro), vitaminas e densitometria (exame da densidade dos ossos) completam o conjunto.
Registro da alimentação e dos sintomas
Anote há quanto tempo os sintomas começaram e o que piora ou alivia o desconforto. Se o glúten já saiu ou diminuiu no cardápio, informe a data e a quantidade que ainda entra. Casos de doença celíaca, diabetes tipo 1 ou tireoidite (inflamação da tireoide) na família também ajudam a calcular o risco.
Perguntas para fazer à médica
Pergunte o que cada resultado já mostra e qual exame vem a seguir. Vale saber quanto tempo leva até o diagnóstico e quando começar a dieta sem glúten. Outra dúvida comum é se os familiares precisam de exame e se o nutricionista entra desde o início.
A Dra. Sabrina de Figueiredo atende em Gastroenterologia no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, com atuação integrada à equipe multidisciplinar. Agende sua primeira consulta pela mesma página do atendimento especializado em gastrite.
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Perguntas frequentes
Qual médico é o especialista em doença celíaca?
É o gastroenterologista (médico do aparelho digestivo) e, nas crianças, o gastroenterologista pediátrico. Ele interpreta os anticorpos, indica a endoscopia (exame com câmera pela boca) e lê a biópsia. O clínico geral e o pediatra costumam levantar a suspeita e fazer o encaminhamento.
A doença celíaca tem cura?
Hoje não existe tratamento que elimine a doença, porque a predisposição genética acompanha a pessoa por toda a vida. A retirada completa do glúten controla a inflamação e permite que o intestino se recupere. Com a dieta bem feita, a maioria das pessoas leva uma vida normal.
A doença celíaca pode aparecer na idade adulta?
Pode. A doença surge em qualquer idade, inclusive em pessoas que comeram glúten por décadas sem queixa. Em adultos, ela aparece muitas vezes como anemia, cansaço, perda óssea ou alteração em exames de rotina, sem diarreia.
A endoscopia para biópsia dói?
Em geral, o exame é feito com sedação (medicação na veia que deixa a pessoa sonolenta e relaxada). A retirada dos fragmentos não causa dor, porque a mucosa (revestimento interno do intestino) não tem esse tipo de sensibilidade. Depois, pode haver leve desconforto na garganta por algumas horas.
Existe remédio que substitua a dieta sem glúten?
Até o momento, nenhum medicamento substitui a dieta sem glúten no tratamento da doença celíaca. Há pesquisas com enzimas e outras substâncias, ainda em fase de estudo. Comprimidos vendidos como digestores de glúten não protegem o intestino de quem tem a doença.
Cerveja e outras bebidas têm glúten?
A cerveja comum é feita com cevada ou trigo e contém glúten. Uísque e outras bebidas de cereais geram dúvida, e o rótulo é a referência. Vinho, cachaça e destilados de uva ou cana não levam glúten na receita, mas misturas prontas podem levar.
Quem tem doença celíaca pode ter intolerância à lactose?
Pode, principalmente no início. A lactase (enzima que digere o açúcar do leite) fica na ponta das vilosidades (dobras que absorvem os nutrientes), que estão achatadas. Com a recuperação do intestino, muita gente volta a tolerar leite e derivados aos poucos.
Em quanto tempo os sintomas melhoram com a dieta?
Os sintomas digestivos costumam melhorar nas primeiras semanas de dieta estrita. Cansaço, anemia e perda óssea levam mais tempo, porque dependem da reposição dos nutrientes e da recuperação do intestino. Quando nada muda, o primeiro passo é procurar o glúten escondido na rotina.
Doença celíaca engorda ou emagrece?
A forma clássica causa perda de peso, porque o intestino lesado absorve mal os nutrientes. Muitas pessoas, porém, têm peso normal ou acima do normal no diagnóstico. Com a dieta, o peso costuma subir, pois a absorção melhora e produtos sem glúten podem ter mais gordura e açúcar.






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