Especialista em doença do refluxo gastroesofágico | São Paulo
Por que a azia que insiste apesar do remédio pede investigação antes de qualquer mudança no tratamento.
“Vejo com frequência pessoas tratando tosse seca e rouquidão por meses sem suspeitar do estômago. O refluxo nem sempre queima; às vezes sobe calado até a garganta. Ligar os pontos muda a conversa.”— Dra. Sabrina de Figueiredo
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- Membro da European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) · Membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)
- Gastroenterologia

Quero que cada pessoa saia da consulta entendendo o próprio refluxo, e não apenas com mais uma receita na mão.— Dra. Sabrina de Figueiredo
Passo a passo
- 1Primeira consultaA conversa revisa remédios já tentados, hábitos à mesa e queixas fora do estômago, como tosse ou rouquidão.
- 2Exames direcionadosQuando indicada, a endoscopia vem primeiro, e a pHmetria entra se os achados não explicarem os sintomas.
- 3Plano combinadoCom o diagnóstico em mãos, o tratamento une ajustes de rotina e medicação adequada ao quadro de cada pessoa.
- 4ReavaliaçãoApós algumas semanas, o retorno verifica a resposta e decide se o remédio pode ser reduzido ou ajustado.
- 5Acompanhamento contínuoConsultas periódicas acompanham a evolução e repetem exames apenas quando surgem sintomas novos ou lesões exigem vigilância.
Especialista em doença do refluxo gastroesofágico: qual médico procurar
Quando o clínico geral basta e quando buscar o gastro
Sintomas leves e raros costumam ser bem conduzidos pelo clínico geral. Na rotina clínica, recebo muitas pessoas que só chegaram depois de meses de remédio sem melhora. Diretrizes da Federação Brasileira de Gastroenterologia orientam investigar quando o tratamento falha ou surgem sinais de alarme.Outros especialistas que podem entrar no cuidado
Quando a queixa principal é rouquidão ou pigarro, o otorrinolaringologista (médico de ouvido, nariz e garganta) avalia as cordas vocais. Casos que não respondem à medicação podem ser discutidos com o cirurgião do aparelho digestivo. Centros de referência como a equipe de refluxo da Mayo Clinic descrevem esse cuidado integrado entre especialidades.Se a endoscopia mostrar hérnia de hiato (estômago que sobe para o tórax), confira o texto sobre avaliação da hérnia de hiato.Azia de vez em quando ou doença do refluxo: onde fica a diferença
A régua da frequência
Pela explicação da Mayo Clinic sobre refluxo, vira doença quando aparece mais de duas vezes por semana ou inflama o esôfago. Nesse ponto, a avaliação médica deixa de ser opcional e passa a guiar o tratamento. Usar antiácido toda semana para conseguir dormir já é um sinal de que o quadro mudou.Quando procurar o especialista
Procurar um especialista em doença do refluxo gastroesofágico faz sentido quando a queimação vira hábito semanal ou volta após parar o remédio. Anos de ácido sem controle podem levar ao esôfago de Barrett (troca do revestimento do esôfago por tecido semelhante ao do intestino). Pesquisas sobre novos tratamentos do refluxo ficam listadas no registro de ensaios clínicos do NIH, consultável por qualquer pessoa.
Sintomas além da azia que merecem uma consulta
Tosse, rouquidão e dor no peito
Tosse crônica sem resfriado, rouquidão que não passa e sensação de bolo na garganta podem ter origem no refluxo. A dor no peito em queimação também pode vir do esôfago, mas exige descartar o coração antes. O guia do MedlinePlus sobre refluxo inclui tosse, rouquidão e dor no peito entre os sintomas.Quando marcar a avaliação
Marcar com um especialista em doença do refluxo gastroesofágico faz sentido quando essas queixas duram semanas sem outra explicação. Também vale quando o otorrino não encontrou causa ou o xarope não resolveu. Anti-inflamatório usado por semanas, como na recuperação após o tratamento da fratura ao redor da prótese, pode piorar a queimação.Sinais de alarme que pedem atendimento rápido
Quais sintomas não podem esperar
Dificuldade para engolir, ou sensação de comida parada no peito, merece atenção, sobretudo se piora com o tempo. Vômito com sangue ou com aspecto de borra de café indica sangramento no tubo digestivo. Fezes pretas e pegajosas, chamadas melena (sangue digerido nas fezes), têm o mesmo significado.Perda de peso sem dieta, anemia (falta de glóbulos vermelhos no sangue) e vômitos repetidos por dias também entram na lista. Dor ao engolir e sintomas que surgem pela primeira vez em idade mais avançada completam o quadro de alerta.O que acontece na avaliação
Segundo a enciclopédia médica MedlinePlus sobre refluxo, esses sinais pedem avaliação médica sem demora. Nesses casos, a endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno) costuma ser feita logo, sem aguardar o teste com remédio. Sangramento ativo, com tontura ou desmaio, é motivo para pronto-socorro.Em cirurgias marcadas, como no planejamento da prótese de disco cervical, o sangramento digestivo recente entra na conversa com o cirurgião. Anti-inflamatórios e anticoagulantes (remédios que afinam o sangue) usados após a operação podem agravar uma lesão ainda não diagnosticada.Quando entram o otorrino, o pediatra e o cirurgião
Garganta e infância
Rouquidão e pigarro persistentes levam ao otorrino, que faz a laringoscopia (exame com câmera fina que olha as cordas vocais). Em bebês, regurgitar após mamar costuma ser normal e melhora com o crescimento. O pediatra acompanha o quadro e envolve o gastroenterologista pediátrico se há baixo ganho de peso, recusa alimentar ou vômito com sangue.Quando a cirurgia entra na conversa
Se o remédio não controla os sintomas, a fundoplicatura (cirurgia que reforça a válvula entre esôfago e estômago) entra na discussão. A orientação do MedlinePlus para refluxo cita a cirurgia como opção quando hábitos e medicação não bastam. A decisão com o cirurgião do aparelho digestivo vem após a manometria (exame que mede a força do esôfago).Pessoas que passam semanas acamadas, como na recuperação após o tratamento da fratura do colo do fêmur, podem notar mais refluxo noturno. Ficar deitado facilita a subida do ácido, e a equipe de ortopedia pode acionar o gastroenterologista.Endoscopia, pHmetria e manometria: o que cada exame mostra
Endoscopia: o primeiro olhar
A endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago) costuma ser o primeiro passo quando há sinais de alarme ou dúvida no diagnóstico. Ela mostra esofagite (inflamação do esôfago), hérnia de hiato e esôfago de Barrett. Também permite biópsia (retirada de um pedacinho de tecido para análise) quando algo chama atenção.pHmetria e manometria: quando entram
A pHmetria confirma se o ácido sobe em excesso e se os episódios coincidem com os sintomas. A manometria mede a pressão da válvula e a força das contrações do esôfago.A diretriz da sociedade americana de endoscopia 2025 orienta pHmetria sem remédio quando a endoscopia vem limpa e a dúvida continua. Antes de qualquer cirurgia antirrefluxo, a mesma diretriz indica a manometria para avaliar se o esôfago empurra bem a comida.Por que nem todos fazem os três
Muitas pessoas com azia típica melhoram com o tratamento inicial e nunca chegam à pHmetria ou à manometria. Pedir só o exame que responde à dúvida poupa custo e desconforto. Planejar gastos com saúde vale para qualquer área, como mostra o guia sobre valor da prótese de quadril particular.Como funciona o tratamento clínico e o acompanhamento
A revisão após as primeiras semanas
O retorno avalia se a azia sumiu, melhorou pouco ou continua igual. A resposta define os próximos passos, combinados entre médico e paciente.Quando o remédio não resolve
Sintomas que persistem pedem primeiro uma checagem simples: horário da tomada, uso diário e hábitos que seguem pesando. Parte das falhas vem do remédio tomado fora do horário indicado ou só nos dias de crise. Confirmada a falha, os exames já descritos ajudam a separar o refluxo ácido de outras causas.Sem controle mesmo com uso correto, o caso volta à mesa para discutir alternativas. Pesar remédio contra operação é dilema comum em várias especialidades, como mostra o texto sobre ruptura do glúteo médio e cirurgia.Quando a cirurgia antirrefluxo passa a ser uma opção
Quem pode se beneficiar da operação
A fundoplicatura (cirurgia que envolve o fim do esôfago com parte do estômago) é a técnica mais conhecida. Segundo as orientações do MedlinePlus sobre refluxo infantil, ela fica reservada a sintomas graves que não melhoram com outros tratamentos. Em adultos, o raciocínio é parecido e inclui também quem não tolera o remédio ou não quer usá-lo por anos.Os limites da cirurgia
A operação não resolve queixas que vêm de outra causa, como azia funcional (queimação sem ácido em excesso nos exames). Nos primeiros meses, dificuldade para engolir, gases e estufamento podem aparecer. Com o tempo, a válvula pode afrouxar e os sintomas, voltar.A decisão leva em conta idade, outras doenças e o quanto os sintomas atrapalham a vida. É uma conversa feita sem pressa, com o cirurgião do aparelho digestivo. Essa dúvida entre insistir no tratamento e operar surge em outras áreas, como na dor no quadril que resiste à fisioterapia.Por que o refluxo não tratado pode evoluir para esofagite e Barrett
Da inflamação ao estreitamento
A esofagite é o primeiro degrau: inflamação que causa dor ao engolir e, às vezes, pequenos sangramentos. Sem controle, a cicatrização repetida pode provocar estenose (estreitamento que faz a comida parar no meio do caminho).Anti-inflamatório usado por meses favorece essas feridas, situação frequente em quem vive com artrose grau 4 no quadril.Barrett e a vigilância
No esôfago de Barrett, o revestimento muda para se proteger do ácido e raramente dá sinais próprios. Em uma parcela pequena, surge displasia (alteração das células que pode anteceder o câncer).A orientação do MedlinePlus sobre refluxo infantil lembra que o ácido repetido pode inflamar o esôfago já na infância. Em pessoas com Barrett, o acompanhamento combina controle do ácido e endoscopia com biópsia em intervalos definidos pelo achado. Detectar cedo permite tratar a lesão antes que ela avance.Como escolher o médico e se preparar para a primeira consulta
Critérios práticos na escolha
Distância, horário e forma de pagamento também contam, porque o refluxo costuma exigir retornos ao longo de meses. Uma clínica que reúne consulta e exames no mesmo lugar poupa deslocamentos.O que levar e contar na consulta
Leve exames anteriores, como endoscopias e laudos de biópsia, e a lista de todos os remédios em uso, com horários. Anticoagulantes e anti-inflamatórios também entram nessa lista, tema detalhado no texto sobre prótese de quadril e anticoagulante.Um diário de duas semanas, com refeições, horários de deitar e episódios de azia ou tosse, ajuda a conversa a render. Histórico familiar de câncer de esôfago ou estômago também precisa ser mencionado.Para avaliar seu refluxo, agende uma consulta com a Dra. Sabrina de Figueiredo, de Gastroenterologia, no Instituto Medicina em Foco. Ela trabalha em equipe multidisciplinar, com discussão clínica entre especialidades. Antes de marcar, confira os valores da consulta particular de gastro.Agende sua avaliação com Dra. Sabrina de Figueiredo
Consulta com Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
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