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Cirurgia endoscópica de coluna vale a pena

Cirurgia endoscópica de coluna vale a pena | Dr. Pedro Correa

O que define se a técnica por microcâmera compensa é o tipo de lesão, não o tamanho do corte.

“Quem chega pedindo o procedimento por vídeo costuma perguntar primeiro sobre o corte pequeno. Eu começo pela ressonância (exame de imagem dos nervos e discos). Ela mostra se o acesso alcança a compressão.”— Dr. Pedro Henrique Correa

CRM 213158RQE 87090Ortopedista Especialista em Coluna
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Formação acadêmica
  • Hospital Universitário da UNIFESP (Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia)
  • UNIFESP (Fellowship em Cirurgia da Coluna)
Títulos de especialista
  • Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT
  • Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
Sociedades médicas
  • Membro da North American Spine Society
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
  • Membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
Onde atende
  • Instituto Medicina em Foco | Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Alemão Oswaldo Cruz e Nove de Julho.
Áreas de atuação
  • Ortopedista especialista em coluna
Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna — cirurgia endoscópica de coluna vale a pena
21 min de leituraRevisado por Dr. Pedro Henrique CorreaCRM 213158 · RQE 87090Atualizado em 2 de outubro de 20263 referências citadas
Sumário
  1. Cirurgia endoscópica de coluna vale a pena? A resposta depende da indicação
  2. Para quais problemas da coluna a técnica costuma ser considerada
  3. Antes de operar: quando o tratamento sem cirurgia resolve
  4. Endoscopia, microdiscectomia e cirurgia aberta: o que muda de fato
  5. Riscos, falhas e a chance de precisar operar de novo
  6. Quando a endoscopia não é a melhor escolha
  7. Como é a recuperação nas primeiras semanas
  8. Sinais de que a compressão do nervo não pode esperar
  9. O que perguntar ao cirurgião antes de decidir
Ortopedista especialista em coluna

Prefiro que cada paciente entenda o motivo da escolha. Corte menor não significa indicação mais simples, nem decisão mais leve.

— Dr. Pedro Henrique Correa
Se você quer saber se a cirurgia endoscópica de coluna vale a pena, a resposta começa pelo seu exame, não pela técnica. Sou o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Neste artigo, explico quando o método traz ganho real ao paciente e quando outra abordagem resolve melhor.
No consultório, as dúvidas mais comuns envolvem dor ciática (dor que desce pela perna), afastamento do trabalho e plano de saúde. Também abordo a estenose do canal vertebral (estreitamento do espaço dos nervos), em que a escolha pede mais cautela. A ideia é que você chegue à consulta com perguntas mais precisas sobre o próprio caso.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Consulta inicialO cirurgião ouve a história da dor, examina força e sensibilidade das pernas e revisa exames anteriores.
  • 2Leitura da imagemA ressonância é comparada ao exame físico para localizar o ponto exato onde o nervo está comprimido.
  • 3Decisão compartilhadaMédico e paciente discutem se o acesso por câmera alcança a lesão e quais alternativas existem.
  • 4Dia da cirurgiaSob anestesia, o endoscópio entra por um corte pequeno e retira o fragmento de disco que pressiona o nervo.
  • 5Recuperação em casaNas primeiras semanas, a rotina inclui caminhadas curtas, cuidado com o curativo e pausa nos esforços com peso.
  • 6ReavaliaçãoNo retorno, o cirurgião checa a cicatriz e a dor na perna e planeja a fisioterapia para fortalecer o tronco.
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Cirurgia endoscópica de coluna vale a pena? A resposta depende da indicação

Análise completa
O ganho real aparece quando o fragmento de disco está bem localizado e o nervo sofre pressão num ponto acessível. Fora desse cenário, a técnica convencional costuma entregar resultado equivalente. Antes de escolher o método, vale uma avaliação com ortopedista especialista em coluna que cruze exame físico e imagem.

Onde o acesso por câmera faz diferença

A situação mais favorável é a hérnia foraminal (que comprime o nervo na saída lateral, entre duas vértebras). Ali, a via endoscópica lateral chega ao fragmento sem mexer nas articulações que estabilizam a coluna. Para quem compara alternativas, o texto sobre cirurgia a laser na hérnia de disco ajuda a separar técnicas parecidas.No consultório, a pergunta que mais ouço de quem trabalha com carga é sobre o tempo de afastamento. A menor agressão aos músculos ajuda, mas o disco segue seu próprio ritmo de cicatrização.

Quando a cirurgia convencional não perde

Na espondilolistese (vértebra que escorrega sobre a de baixo) instável, a solução costuma ser a artrodese (fusão de vértebras com parafusos). Na estenose em vários níveis, a descompressão aberta ampla (liberação cirúrgica dos nervos) pode alcançar mais segmentos de uma vez. Os detalhes estão no conteúdo sobre cirurgia de estenose de canal lombar.A microdiscectomia (retirada da hérnia com microscópio, por corte de poucos centímetros) segue como referência de comparação. A experiência do cirurgião com cada método pesa tanto quanto a técnica escolhida.Esta seção foi revisada contra material de referência clínica.
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Para quais problemas da coluna a técnica costuma ser considerada

Análise completa
Os diagnósticos mais comuns envolvem um nervo comprimido num ponto bem definido, que a câmera consegue alcançar. Quando a dor desce para a perna ou para o braço, o exame costuma apontar exatamente esse tipo de compressão.

Hérnia de disco com dor irradiada

Na região lombar, a hérnia pode apertar a raiz nervosa (nervo que sai entre duas vértebras). O resultado é a radiculopatia (dor, formigamento ou fraqueza no trajeto do nervo), que na perna recebe o nome de ciática. A posição do fragmento, central, lateral ou foraminal, define por qual caminho a câmera chegaria até ele.No pescoço, a hérnia cervical que aperta uma raiz causa dor irradiada para o ombro, o braço e a mão. Nesse segmento, o acesso por câmera é mais exigente, porque a medula (feixe de nervos dentro da coluna) fica muito próxima.

Compressão por estreitamento localizado

Na estenose foraminal, o forame (abertura lateral por onde o nervo sai) fica estreito por osso ou ligamento espessado. No recesso lateral (canto do canal onde a raiz desce antes de sair), o aperto é parecido. Nos dois casos, o problema é local, diferente da estenose difusa que atinge vários níveis.

Quando o tratamento cirúrgico entra na conversa

Para saber se a cirurgia endoscópica de coluna vale a pena, o primeiro critério é a dor persistir apesar do tratamento clínico. Perda de força progressiva também pesa, conforme os critérios clínicos adotados por especialistas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. A imagem precisa mostrar uma compressão compatível com os sintomas e ao alcance do acesso escolhido.Antes de decidir, vale conhecer os riscos reais da cirurgia de coluna e compará-los ao incômodo atual.
Imagem ilustrativa — cirurgia endoscópica de coluna vale a pena
Imagem ilustrativaAgende sua avaliação com Dr. Pedro →
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Antes de operar: quando o tratamento sem cirurgia resolve

Análise completa
A maior parte das hérnias de disco melhora sem operação, e muitas encolhem sozinhas ao longo dos meses. O corpo reabsorve parte do fragmento, e a inflamação em volta do nervo diminui. Quem pergunta se a cirurgia endoscópica de coluna vale a pena precisa antes saber se o tratamento clínico teve chance real.

O que entra no tratamento clínico

Anti-inflamatórios e analgésicos aliviam a dor nas primeiras semanas, e a fisioterapia trabalha mobilidade e fortalecimento do tronco. Quando a dor na perna não cede, a infiltração (injeção de corticoide e anestésico perto do nervo) pode reduzir a inflamação local. O texto sobre quando vale usar corticoide na coluna detalha indicações e limites.Sem sinais de alarme, o tratamento clínico costuma durar de seis a doze semanas antes de se discutir cirurgia. Estudos que comparam operar cedo com esperar podem ser consultados no registro de ensaios do ClinicalTrials.gov, mantido pelo governo americano. Em geral, operar cedo alivia a dor mais rápido, mas o resultado tende a se aproximar com o passar dos meses.Durante esse período, o retorno ao médico permite comparar a dor na perna, a força e o sono com a avaliação inicial.

Quando não dá para esperar

A síndrome da cauda equina (compressão de vários nervos na base da coluna) exige avaliação no pronto-socorro no mesmo dia. Os sinais incluem perda de controle da urina ou das fezes e dormência na região da virilha. Perda de força progressiva no pé também antecipa a cirurgia, e a experiência acumulada em cirurgias de coluna orienta esse momento.Fora dessas situações, a pressa raramente compensa, e a decisão ganha qualidade quando a dor teve tempo de mostrar sua tendência.
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Endoscopia, microdiscectomia e cirurgia aberta: o que muda de fato

Análise completa
As três técnicas liberam o nervo comprimido, mas chegam até ele por caminhos diferentes. A diferença está no quanto de músculo e osso precisa ser afastado ou removido no trajeto.

Corte e anestesia

Na via endoscópica, o corte tem cerca de um centímetro, e o tubo com câmera passa entre as fibras musculares. A microdiscectomia usa incisão de poucos centímetros e o microscópio cirúrgico, com afastamento delicado dos músculos. A cirurgia aberta exige corte maior e descolamento muscular mais amplo, sobretudo quando há parafusos.A anestesia geral (anestesia que faz o paciente dormir durante o procedimento) é a mais usada nas três. Em casos selecionados de endoscopia, a sedação (sono leve induzido por remédio) com anestesia local também é possível.

Internação e primeiros dias

A microdiscectomia permite alta rápida, em geral em um ou dois dias. A cirurgia aberta com artrodese pede internação mais longa e uso maior de analgésicos nos primeiros dias. Na endoscopia, a dor no local do corte tende a ser menor, o que facilita levantar e caminhar cedo.

Resultado sobre a dor e a função

Sobre a dor na perna, a endoscopia e a microdiscectomia costumam entregar resultados semelhantes ao longo dos meses. A vantagem da via endoscópica concentra-se na recuperação inicial, com menos dor lombar nas primeiras semanas. O retorno da hérnia pode ocorrer nas duas técnicas e não depende só do tamanho do corte.

Custo e cobertura

O valor muda conforme a técnica, porque a endoscopia usa equipamento próprio e de alto custo. Os números de referência aparecem no guia sobre preço e retorno da cirurgia endoscópica.O pedido ao convênio, quando aprovado, cobre a internação hospitalar; aluguel do endoscópio e honorários médicos podem ser cobrados à parte. O caminho da liberação está explicado no texto sobre como obter autorização para cirurgia de coluna.Esta seção foi revisada contra Herniated disk MedlinePlus Medical Encyclopedia.
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Riscos, falhas e a chance de precisar operar de novo

Análise completa
As complicações graves são incomuns, mas o paciente precisa conhecê-las antes de assinar o termo de consentimento. A lista inclui infecção, sangramento, lesão de nervo e retorno da hérnia, cada um com peso diferente.

Complicações possíveis

A infecção do corte tende a ser rara, porque a incisão é pequena e o tecido sofre pouca agressão. O hematoma (acúmulo de sangue perto do nervo) também pode ocorrer e, quando volumoso, pede nova avaliação.A durotomia (pequeno rasgo na membrana que envolve os nervos) pode vazar líquido e provocar dor de cabeça. Depois da cirurgia, alguns pacientes sentem disestesia (queimação ou formigamento na pele da perna), em geral passageira. Lesão definitiva de nervo é rara, mas não pode ser descartada.

Quando a hérnia volta

A recidiva (retorno da hérnia no mesmo disco) aparece em cerca de 5% a 15% dos casos em estudos de acompanhamento. As taxas são parecidas com as da microdiscectomia. O disco operado continua desgastado, e um novo fragmento pode escapar pela mesma fissura (rachadura na parede do disco).Esforço precoce com peso, tabagismo e obesidade aumentam esse risco. Quando a dor ciática retorna, uma nova ressonância compara o disco com o exame anterior e orienta a decisão.

Conversão para cirurgia aberta e nova operação

A conversão acontece quando o cirurgião interrompe o acesso por câmera e amplia o corte durante a mesma anestesia. Sangramento que atrapalha a visão, durotomia maior ou fragmento fora de alcance costumam motivar a troca.Uma nova operação no mesmo nível pode repetir a endoscopia ou exigir artrodese, conforme a estabilidade da vértebra. Essa escolha é individual, e o texto sobre o valor da consulta com especialista em coluna detalha o custo dessa reavaliação.Esta seção foi revisada contra material de referência clínica.
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Quando a endoscopia não é a melhor escolha

Análise completa
O acesso por câmera foi pensado para retirar o fragmento que aperta o nervo, não para reconstruir a coluna. Quando o problema está na estrutura da vértebra, liberar o nervo sozinho tende a não resolver a dor.

Instabilidade e deformidade

Na espondilolistese instável, a vértebra desliza a cada movimento e o nervo volta a ser pinçado. A escoliose degenerativa (curvatura lateral da coluna causada pelo desgaste) acrescenta um desvio que a câmera não corrige. Nos dois cenários, retirar só o fragmento pode até piorar o escorregamento.A artrodese tende a ser mais adequada nesses casos, porque fixa as vértebras e devolve estabilidade ao segmento. A recuperação é mais longa, mas o ganho vem da coluna firme, não do corte pequeno. Para comparar expectativas entre métodos, veja a taxa de sucesso em cirurgias de hérnia.

Disco muito desgastado

Na degeneração discal avançada (desgaste intenso do disco), o amortecedor perde altura e água. A dor passa a vir do próprio disco e das articulações, e não só do nervo comprimido. Retirar um fragmento pequeno, nesse quadro, alivia pouco a dor lombar que limita o dia a dia.No pescoço, a prótese de disco (peça que substitui o disco e mantém o movimento) é alternativa à fusão. Ela pede articulações preservadas e ausência de instabilidade, como explica o conteúdo sobre prótese de disco no pescoço.

O exame que ajuda a separar os casos

A radiografia dinâmica (feita com o tronco inclinado para frente e para trás) revela a instabilidade que a ressonância deitada pode esconder. Com essa informação, a conversa sobre fixação ou câmera parte de um dado objetivo.
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Como é a recuperação nas primeiras semanas

Análise completa
A alta costuma sair no mesmo dia ou na manhã seguinte, quando o paciente caminha e controla a dor com comprimidos. A volta ao trabalho, ao volante e ao esporte segue etapas diferentes, porque cada atividade exige um esforço distinto da coluna.

Os primeiros dias em casa

Caminhar curtas distâncias várias vezes ao dia ajuda a circulação e reduz a rigidez nas costas. Ficar muito tempo sentado, sobretudo no carro ou no sofá baixo, costuma aumentar o incômodo no início. O curativo costuma ficar protegido da água até a primeira revisão, conforme a orientação da equipe.A dor na perna costuma melhorar logo após a cirurgia, mas formigamento leve pode persistir por semanas enquanto o nervo se recupera. Esse sinal em geral não indica falha, desde que a força do pé siga preservada.

Trabalho, direção e exercícios

Quem trabalha sentado ao computador costuma retomar a rotina em cerca de uma a duas semanas, com pausas para levantar. Funções com carga, como construção e estoque, pedem afastamento mais longo, em geral de algumas semanas a poucos meses.Dirigir costuma ser liberado quando o paciente consegue frear com firmeza e já não usa remédios que dão sono. Trajetos curtos vêm antes das viagens longas, que obrigam a coluna a ficar muito tempo na mesma posição.Bicicleta ergométrica leve e hidroginástica, após a cicatrização do corte, costumam entrar entre a quarta e a sexta semana. Corrida, musculação pesada e esportes de impacto esperam a liberação no retorno, em geral após dois a três meses. Na fusão de vértebras, o calendário é bem mais lento, como mostra o texto sobre artrodese de coluna pelo convênio Unimed.

Sinais que pedem contato antes do retorno

Febre, secreção no corte, dor de cabeça forte ao ficar de pé ou fraqueza nova na perna justificam ligar para a equipe. A volta de dor ciática intensa também merece reavaliação, sem esperar a data marcada.
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Sinais de que a compressão do nervo não pode esperar

Análise completa
A compressão comum causa dor e formigamento que oscilam ao longo dos dias. Os sinais de alarme indicam sofrimento do nervo que piora, e a demora pode deixar sequela permanente.

Fraqueza que avança

Tropeçar com frequência ou arrastar o pé ao caminhar pode indicar pé caído (dificuldade de levantar a ponta do pé). Outro sinal é não conseguir ficar na ponta dos pés ou subir um degrau com uma perna só. Quando essa fraqueza piora de um dia para o outro, o nervo está perdendo função, não apenas doendo.Dor forte nas duas pernas ao mesmo tempo também merece atenção, porque sugere compressão de vários nervos de uma vez.

Bexiga, intestino e região genital

A retenção urinária (bexiga cheia que não consegue esvaziar) costuma vir sem vontade clara de urinar. Escapes de urina ou fezes sem perceber e jato fraco também entram na lista. A anestesia em sela (dormência na região genital, ânus e parte interna das coxas) completa o quadro de alarme.Esses sinais podem surgir aos poucos ou de repente, às vezes junto com melhora da dor na perna. A dor menor não significa que o nervo se recuperou.

O que fazer diante do alarme

Diante de qualquer um desses sinais, o caminho é o pronto-socorro no mesmo dia, sem esperar consulta agendada. Lá, a ressonância de urgência confirma o ponto de compressão e orienta a descompressão (cirurgia que libera o nervo) sem demora. Quando há vértebra instável junto, a fixação pode entrar no plano, como explica o texto sobre quando a artrodese de coluna compensa.Nesses quadros, a técnica escolhida importa menos que o tempo até a cirurgia. Corte pequeno ou acesso por câmera ficam em segundo plano quando a função do nervo está em jogo.O que está descrito acima segue fonte clínica desta seção, referência usada nesta seção.
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O que perguntar ao cirurgião antes de decidir

Análise completa
Uma consulta bem aproveitada termina com respostas claras sobre o seu caso, e não apenas sobre a técnica. Levar as perguntas anotadas ajuda a não esquecer nada quando o nervosismo aparece. A mesma lista serve para uma segunda opinião, que é direito do paciente.

Objetivo e alternativas

Pergunte qual é o objetivo da cirurgia no seu caso: aliviar a dor na perna, recuperar força ou reduzir a dor lombar. A resposta mostra se a expectativa combina com o que a cirurgia pode entregar. Vale também saber o que acontece se você esperar mais algumas semanas.Peça que o cirurgião compare a via endoscópica com a microdiscectomia e com a cirurgia aberta no seu caso específico. Se ele indicar apenas um caminho, pergunte por que os outros ficaram de fora.

Experiência e conversão

Pergunte quantas cirurgias endoscópicas o cirurgião faz por mês e em que nível da coluna ele mais atua. A técnica tem curva de aprendizado (período em que o cirurgião ganha precisão com a repetição). Também vale perguntar com que frequência ele converte para cirurgia aberta e por quais motivos.Uma resposta franca, com números da própria equipe, costuma ser bom sinal. Desconfie de quem promete resultado igual para todos os pacientes.

Custos e cobertura do plano

Peça o orçamento por escrito, separando internação, honorários médicos e aluguel do endoscópio. Pelo convênio, a autorização cobre a internação hospitalar. O aluguel do equipamento e os honorários podem ser cobrados à parte, e convém saber isso antes da data.

Se a dor persistir

Pergunte como será o acompanhamento e em que momento a equipe pedirá nova ressonância se a dor voltar. Saiba também quem atende em caso de dúvida fora do horário. Se o laudo citar abaulamento discal (disco levemente saliente), vale ler quando esse achado do laudo preocupa.Para levar essas perguntas a uma avaliação, agende consulta com o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna. O atendimento acontece no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Antes da consulta, leia sobre o risco real de paralisia na cirurgia.

O que dizem os pacientes

Atendimento humanizado profissional com bastante propriedade impressão de especialista.
— Mazzini jr. (abr/2026)
Dr. Pedro me diagnosticou e me explicou o porquê das minhas constantes dores e imobilidade no pescoço e braço. Fui super bem atendida pela secretária dele a Adriana, extremamente competente, educada e nos auxilia prontamente quando precisamos tirar dúvidas. Tempo de espera para ser atendido na clínica praticamente não tem. Você chega e em seguida já é atendido.
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Profissional me explicou tudo de forma detalhada, me falou dos procedimentos que ele acredita serem bons e o motivo dele acreditar na eficácia, me explicou sobre alternativas de atividades físicas e fisioterapia, quais ele acredita serem as mais eficientes, o motivo dele acreditar nisso, citou evidências através de estudos, exatamente o que eu gosto de saber para tomar qlqr decisão. Excelente profissional.
— Filipe Goes (ago/2026)
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Perguntas frequentes

A cirurgia endoscópica de coluna vale a pena para quem tem mais de 60 anos?
A idade sozinha não exclui a técnica. Pesam mais a saúde geral, o controle de doenças como diabetes e a firmeza da coluna. Em pessoas mais velhas, o desgaste costuma ser mais amplo, e isso pode favorecer outro tipo de acesso.
Quanto tempo dura o procedimento?
A duração varia conforme o nível operado, o tamanho do fragmento e a anatomia de cada paciente. Casos de um único nível costumam ser mais curtos que os de dois ou mais níveis. O cirurgião consegue estimar esse tempo depois de revisar a ressonância (exame de imagem dos nervos e discos).
Dá para fazer a cirurgia acordado?
Em casos selecionados, a sedação (sono leve induzido por remédio) com anestesia local é uma possibilidade. O paciente fica confortável e pode relatar o que sente durante o procedimento. A escolha final é feita com o anestesista, considerando saúde geral, ansiedade e local da lesão.
A cicatriz fica aparente?
O corte é pequeno e costuma deixar uma marca discreta nas costas ou na lateral do tronco. A aparência final depende da cicatrização de cada pele e dos cuidados com o curativo. Proteger o local do sol nos primeiros meses ajuda a clarear a marca.
É a mesma coisa que a cirurgia a laser?
Não: o laser é uma fonte de energia, às vezes usada como ferramenta auxiliar durante o procedimento. Já a endoscopia (acesso com tubo fino e câmera) é o caminho até o nervo. Vale perguntar qual técnica está, de fato, descrita no pedido cirúrgico.
Quem já operou a coluna pode fazer endoscopia?
Uma cirurgia anterior não impede, por si só, a avaliação para a técnica. A fibrose (tecido de cicatriz ao redor do nervo) torna o acesso mais trabalhoso e exige experiência específica. A estabilidade da vértebra já operada também entra nessa análise.
A fisioterapia é necessária depois?
Na maioria dos casos, sim. O foco é fortalecer os músculos do tronco, melhorar a postura e ensinar movimentos que poupam o disco operado. O início e a frequência das sessões são definidos no retorno, conforme a cicatrização do corte.
A dor lombar desaparece com a cirurgia?
A técnica mira sobretudo a dor que desce pela perna, causada pelo nervo comprimido. A dor lombar ligada ao desgaste do disco e das articulações pode melhorar menos. Alinhar essa expectativa antes da cirurgia evita frustração nas semanas seguintes.
O plano de saúde cobre o procedimento?
A autorização do convênio cobre a internação hospitalar. O aluguel do endoscópio e os honorários médicos podem ser cobrados à parte. Por isso, vale pedir ao hospital e à equipe um orçamento detalhado antes de marcar a data.
A hérnia pode aparecer em outro disco depois?
Pode, porque o desgaste costuma atingir mais de um nível da coluna com o passar dos anos. A cirurgia trata o ponto comprimido, não o envelhecimento dos demais discos. Exercício regular, controle do peso e abandono do cigarro ajudam a proteger a coluna inteira.

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