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Especialista em gastroparesia

Especialista em gastroparesia | Dra. Sabrina Figueiredo

Por que o estômago lento exige investigar a causa antes de escolher o remédio para o enjoo.

“Recebo pessoas com anos de enjoo e saciedade precoce (estômago cheio com pouca comida) tratadas como gastrite. Quando peço a cintilografia de esvaziamento gástrico (exame que cronometra a digestão), o atraso aparece.”— Dra. Sabrina de Figueiredo

CRM 203753RQE 99224Gastroenterologia
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Sociedades médicas
  • Membro da European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) · Membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)
Áreas de atuação
  • Gastroenterologia
Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia — especialista em gastroparesia
18 min de leituraRevisado por Dra. Sabrina de FigueiredoDra. Sabrina Rodrigues De Figueiredo · CRM 203753 · RQE 99224Atualizado em 17 de outubro de 20261 referências citadas
Sumário
  1. Especialista em gastroparesia: qual médico procurar primeiro
  2. O que acontece no estômago de quem tem gastroparesia
  3. Sintomas que levantam a suspeita de gastroparesia
  4. Diabetes, cirurgias e remédios: as causas mais comuns
  5. Exames que confirmam o diagnóstico
  6. Alimentação, controle da glicose e medicamentos no tratamento
  7. Quando o caso pede procedimentos ou suporte nutricional
  8. Como avaliar a experiência do médico e preparar a consulta
  9. Sinais de alarme que exigem atendimento imediato
Gastroenterologia

No consultório, pergunto o que mudou quando o enjoo começou: remédio novo, cirurgia recente ou glicose descontrolada. A resposta muda o exame que peço e o tratamento que discutimos depois.

— Dra. Sabrina de Figueiredo
Procurar um especialista em gastroparesia faz sentido quando o enjoo, o estufamento e a saciedade precoce voltam semana após semana, sem melhora com antiácido. Sou o Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Na consulta, cruzo a história dos sintomas com a lista de remédios, as cirurgias anteriores e os exames que você já fez.
Leve à consulta as embalagens dos remédios em uso, inclusive as canetas para diabetes ou emagrecimento. Também ajudam o laudo da endoscopia e um diário com horários do enjoo, das refeições e dos vômitos. Com isso, o especialista em gastroparesia decide se o exame de esvaziamento é o próximo passo ou se outra causa vem antes.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Primeira consultaA médica revisa sintomas, remédios em uso, cirurgias anteriores e controle da glicose para listar as causas possíveis.
  • 2Endoscopia primeiroA endoscopia afasta úlcera, tumor ou estreitamento na saída do estômago antes de qualquer exame de esvaziamento.
  • 3CintilografiaVocê come uma refeição com marcador (substância visível na câmera), e imagens por quatro horas medem o alimento retido.
  • 4Plano de cuidadoCom o atraso confirmado e a causa definida, o plano combina alimentação, revisão dos remédios e controle dessa causa.
  • 5ReavaliaçãoNo retorno, o diário de sintomas, o peso e a glicose mostram se o plano precisa de ajuste.
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Especialista em gastroparesia: qual médico procurar primeiro

Análise completa
O gastroenterologista costuma conduzir o caso desde a primeira suspeita de estômago lento. Ele reúne a história dos sintomas, os remédios em uso e os exames do aparelho digestivo para decidir o que investigar. Em boa parte dos casos, esse mesmo médico acompanha o tratamento até o controle dos sintomas.

Gastroenterologista geral ou médico de motilidade digestiva

A motilidade digestiva (forma como o tubo digestivo se contrai e empurra o alimento) é uma área dentro da gastroenterologia. O médico que atua nela trabalha com exames de função, como a manometria (exame que mede a pressão das contrações). Esse olhar ajuda quando o atraso do estômago vem junto com alterações no esôfago ou no intestino.

Quem mais participa do cuidado

O especialista em gastroparesia costuma dividir o cuidado com o endocrinologista (médico dos hormônios e do diabetes) na gastroparesia diabética. O nutricionista completa a equipe, ajustando o tamanho e a textura das refeições ao ritmo do estômago.Percebemos que muita gente chega depois de passar por vários médicos, cada um tratando um sintoma isolado. O ponto de partida indicado é um gastroenterologista com título reconhecido pela Federação Brasileira de Gastroenterologia. Comida que trava ao descer pede outra investigação, descrita no texto quando procurar avaliação de disfagia (dificuldade de engolir).
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O que acontece no estômago de quem tem gastroparesia

Análise completa
O estômago saudável funciona como uma bomba: a parte de cima guarda a refeição e a parte de baixo tritura e empurra. Na gastroparesia, a passagem continua aberta, mas as ondas de contração ficam fracas ou desorganizadas. O alimento fica parado horas além do normal, e daí vêm o enjoo e o estufamento.

Os nervos e as células que comandam o estômago

As contrações dependem do nervo vago (nervo que liga o cérebro ao estômago), que dá o comando para o músculo trabalhar. No músculo, as células de Cajal (células que ditam o ritmo, como um marca-passo) organizam as ondas em sequência. Quando o nervo ou essas células se danificam, o estômago perde força e ritmo.O piloro (anel muscular na saída do estômago) às vezes perde a coordenação e não relaxa no momento certo. A comida chega até a saída, mas passa aos poucos.

Por que o nervo e o músculo se alteram

No diabetes, a glicose alta por anos lesa os nervos, quadro chamado neuropatia diabética (dano aos nervos causado pelo açúcar no sangue). Cirurgias no esôfago ou no estômago podem atingir o nervo vago, e algumas infecções virais deixam o estômago lento por meses. Em parte dos casos, nenhuma causa aparece, e o quadro recebe o nome de gastroparesia idiopática (sem causa identificada).O especialista em gastroparesia procura essas causas porque cada uma pede tratamento diferente, como resume a revisão da Cleveland Clinic. A gastroparesia pós-viral costuma melhorar aos poucos com o tempo, enquanto a ligada ao diabetes acompanha o controle da glicose.
Imagem ilustrativa — especialista em gastroparesia
Imagem ilustrativaAgende sua avaliação com Dr. Sabrina →
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Sintomas que levantam a suspeita de gastroparesia

Análise completa
A náusea da gastroparesia costuma vir depois de comer e piora ao longo do dia. Os vômitos podem trazer comida ingerida horas antes, ainda reconhecível. Esse detalhe sugere que o alimento ficou parado no estômago.

Saciedade precoce e estufamento

Na saciedade precoce, a pessoa se sente cheia com poucas garfadas e deixa metade do prato. O estufamento (barriga inchada e tensa) aparece na parte de cima do abdome e dura horas após a refeição. Arrotos frequentes e dor abdominal leve podem acompanhar o quadro.

Sintomas parecidos com outras doenças

Dor forte em queimação na boca do estômago, que melhora ou piora com o jejum, lembra mais úlcera. Nesse caso, a investigação segue o caminho descrito em avaliação da úlcera duodenal em São Paulo. Azia e queimação que sobe pelo peito apontam para refluxo (volta do ácido para o esôfago).A dispepsia funcional (desconforto digestivo sem lesão visível) provoca queixas muito parecidas com as da gastroparesia. O exame de esvaziamento ajuda a separar os dois quadros. O especialista em gastroparesia também registra a intensidade de cada sintoma, para comparar a evolução nos retornos.Esta seção foi revisada contra Gastroparesia MedlinePlus enciclopedia médica.
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Diabetes, cirurgias e remédios: as causas mais comuns

Análise completa
A gastroparesia diabética aparece mais em quem tem diabetes tipo 1 de longa data, mas também acontece no tipo 2. A glicose instável e o estômago lento se alimentam: a comida chega ao intestino em horários imprevisíveis. E a insulina age fora de hora.

Cirurgias que atingem o nervo vago

Operações no esôfago e na parte alta do estômago podem lesar o nervo vago sem intenção. Entram nessa lista a fundoplicatura (cirurgia contra o refluxo que envolve o fim do esôfago com o estômago). Também entra a vagotomia (corte do nervo vago), usada no passado contra a úlcera.Hoje a úlcera é tratada de outro jeito, descrito em avaliação da úlcera gástrica em São Paulo.

Remédios que deixam o estômago lento

Os opioides, como morfina, tramadol e codeína, estão entre os remédios que mais atrasam o esvaziamento. Os agonistas de GLP-1 (remédios para diabetes e obesidade, como semaglutida e liraglutida) agem no mesmo sentido. Alguns antidepressivos antigos e remédios para bexiga hiperativa também podem contribuir.O atraso causado por remédio tende a diminuir quando a medicação sai de uso, diferente do dano ao nervo.

Outras doenças e a gastroparesia idiopática

Hipotireoidismo (tireoide que produz pouco hormônio), doença de Parkinson e esclerodermia (doença que endurece pele e órgãos) também podem lentificar o estômago. Quando nenhuma causa aparece nos exames, o nome usado é gastroparesia idiopática, e o diagnóstico segue válido. O especialista em gastroparesia trata os sintomas e repete a busca se surgir um sinal novo.Para escrever esta parte consultamos Gastroparesia MedlinePlus enciclopedia médica.
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Exames que confirmam o diagnóstico

Análise completa
A investigação segue uma ordem fixa: primeiro se afasta um bloqueio na saída do estômago, depois se mede a velocidade da digestão. Um estômago obstruído também retém comida, e o teste de esvaziamento sozinho não separa as duas situações.

Endoscopia, imagem e exames de sangue

Na endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago), a presença de comida retida depois do jejum já levanta a suspeita de estômago lento. O mesmo exame mostra úlcera, estreitamento do piloro e inflamação, tema do texto sobre como se avalia a gastrite.Quando a endoscopia é normal e o vômito persiste, a tomografia (imagem em cortes do abdome) procura bloqueio no intestino delgado. Exames de sangue medem glicose, função da tireoide e sais do corpo, que caem com vômitos repetidos.

Testes que medem o esvaziamento

A cintilografia de esvaziamento gástrico é a referência para confirmar o atraso. O laudo compara a porcentagem de alimento retido em cada hora com os valores normais do método.O teste respiratório com carbono-13 (análise do ar expirado depois de uma refeição marcada) estima a mesma velocidade sem radiação. A cápsula de motilidade sem fio (cápsula engolida que registra pressão e acidez) mede o trânsito do estômago e do intestino. Os dois têm oferta mais restrita no Brasil que a cintilografia.Com o atraso medido e a obstrução afastada, o especialista em gastroparesia junta o resultado à causa provável para fechar o diagnóstico.A conduta descrita aqui se apoia em Gastroparesia MedlinePlus enciclopedia médica.
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Alimentação, controle da glicose e medicamentos no tratamento

Análise completa
A alimentação é o primeiro ajuste do plano e reduz a quantidade de comida que fica parada no estômago.

Como comer com o estômago lento

Refeições pequenas, feitas várias vezes ao dia, passam pelo estômago com mais facilidade que três pratos cheios. Gordura e fibra dura, como casca de fruta, bagaço e verdura crua, demoram mais a sair e aumentam o estufamento. Ficar sentado após comer reduz o refluxo gastroesofágico (retorno do conteúdo do estômago para o esôfago), tema do especialista em refluxo.Quando o sólido não desce, purês, sopas batidas e vitaminas esvaziam mais rápido, porque o estômago não precisa triturar. O nutricionista monta o cardápio de cada fase para evitar perda de peso.

Glicose sob controle

Em quem tem diabetes, a hipoglicemia (açúcar baixo no sangue) aparece após a refeição, porque a insulina age antes da comida. O sensor contínuo de glicose (adesivo no braço que mede o açúcar) mostra quedas e picos ligados à digestão lenta. Com esses dados, endocrinologista e gastroenterologista acertam juntos o horário da insulina.

Remédios para náusea e para o esvaziamento

Os procinéticos (remédios que aumentam as contrações do estômago), como metoclopramida e domperidona, ajudam a comida a sair. O especialista em gastroparesia acompanha cada remédio nos retornos, porque a metoclopramida pode causar tremores com uso prolongado. Vômitos repetidos ferem o esôfago, quadro descrito na avaliação da esofagite de refluxo (inflamação do esôfago).Os antieméticos (remédios contra enjoo), como a ondansetrona, aliviam a náusea sem acelerar o estômago. Eles ajudam nas fases de piora, quando o enjoo impede de comer e beber.Esta seção foi revisada contra Gastroparesia MedlinePlus enciclopedia médica.
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Quando o caso pede procedimentos ou suporte nutricional

Análise completa
A gastroparesia refratária (que não melhora com dieta e remédios) atinge uma parte menor dos casos. Nela, a equipe avalia sonda de alimentação, estimulação elétrica do estômago e tratamentos dirigidos ao piloro.

Suporte nutricional por sonda

Perda de peso, desidratação e vômitos que impedem comer levam a discutir a nutrição enteral (alimento líquido dado por sonda). A sonda de jejunostomia (tubo que leva o alimento direto ao intestino) passa por fora do estômago lento. Costuma começar com uma sonda pelo nariz, como teste, antes de um tubo pela pele do abdome.

Estimulação elétrica gástrica

O estimulador elétrico gástrico (aparelho implantado que envia pulsos ao estômago) é colocado por cirurgia sob a pele do abdome. Ele reduz náusea e vômito em parte das pessoas, mais quando há diabetes, e pouco acelera o esvaziamento. A oferta do aparelho no Brasil é limitada a poucos centros.

Procedimentos no piloro

Quando o piloro não relaxa, a toxina botulínica (substância que relaxa o músculo) aplicada por endoscopia tem resultado irregular nos estudos. A G-POEM (corte do músculo do piloro feito por endoscopia) é a opção mais nova e ainda passa por avaliação. Antes de mexer no piloro, a equipe afasta estreitamento por cicatriz, tema da avaliação da úlcera duodenal.O especialista em gastroparesia discute cada opção com cirurgião, endoscopista e nutricionista, conforme a causa, o peso e a glicose. Pelo convênio, a autorização cobre a internação hospitalar; o aluguel do equipamento e os honorários médicos podem ser cobrados à parte.Esta orientação acompanha Gastroparesia MedlinePlus enciclopedia médica, fonte consultada para esta seção.
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Como avaliar a experiência do médico e preparar a consulta

Análise completa
A experiência em gastroparesia aparece no título e na rotina do médico. O RQE (registro de especialista no conselho) em gastroenterologia pode ser conferido no portal do Conselho Federal de Medicina. Vale perguntar se o profissional pede cintilografia de esvaziamento com frequência e acompanha pessoas com diabetes.

No SUS e na rede privada

No SUS, o caminho começa na UBS (Unidade Básica de Saúde), que encaminha ao gastroenterologista pela regulação (fila que organiza as vagas). Hospitais universitários costumam ter ambulatórios de motilidade digestiva, com acesso à cintilografia. A espera pode ser longa, e o relato detalhado do clínico da UBS ajuda a priorizar o pedido.Na rede privada, o convênio lista gastroenterologistas credenciados, mas a lista não informa quem acompanha estômago lento. Na consulta particular, o valor varia conforme a duração e a região, tema do texto sobre preço da consulta gastro particular. Ao agendar, vale perguntar quais exames de esvaziamento o médico costuma pedir e onde eles são feitos.

O que levar à primeira consulta

O relatório de cirurgias anteriores no esôfago ou no estômago mostra se o nervo vago pode ter sido atingido. Quem usa sensor de glicose pode imprimir as últimas semanas de leituras. Exames de sangue recentes e uma cintilografia já feita, com o laudo completo, evitam repetir testes.Anote também o peso de seis meses atrás e a data em que começou cada remédio novo. Com essas datas, o especialista em gastroparesia relaciona o início dos sintomas a uma causa provável. Cicatriz de úlcera antiga também retém comida, e o laudo dela ajuda, como mostra o especialista em úlcera gástrica.
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Sinais de alarme que exigem atendimento imediato

Análise completa
O pronto-socorro atende o que não espera a consulta marcada: falta de líquido, sais desequilibrados e glicose descontrolada. Esses quadros pioram em horas, não em semanas.

Vômitos e desidratação

Vômitos que impedem manter água ou remédio no estômago por mais de um dia levam à desidratação (falta de água no corpo). Boca seca, urina escura e escassa, tontura ao levantar e fraqueza são os sinais dela. Com o vômito, o corpo também perde potássio, e a falta dele causa câimbras e alteração no ritmo do coração.

Perda de peso, sangue e dor forte

Perder peso sem querer, sobretudo vários quilos em poucas semanas, mostra que o corpo não recebe o suficiente. Vômito com sangue ou com aspecto de borra de café indica sangramento no estômago ou no esôfago. Dor abdominal forte, barriga dura e parada de gases sugerem obstrução (bloqueio na passagem do alimento), que não é gastroparesia.

Quem tem diabetes

Em quem tem diabetes, vomitar sem conseguir comer desequilibra a glicose nos dois sentidos. A insulina sem comida provoca hipoglicemia. Glicose muito alta com vômito pode indicar cetoacidose (acúmulo de ácidos no sangue por falta de insulina).Confusão, sonolência, desmaio ou respiração acelerada levam ao pronto-socorro no mesmo dia, sem esperar o retorno com o especialista em gastroparesia. Leve à emergência a lista de remédios e as últimas leituras de glicose.A Dra. Sabrina de Figueiredo, de Gastroenterologia, atende no Instituto Medicina em Foco e acompanha o estômago lento. Agende a consulta e conheça a avaliação da infecção por Helicobacter pylori (bactéria do estômago).
Próximo passo

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Perguntas frequentes

Qual médico trata gastroparesia?
O gastroenterologista (médico do aparelho digestivo) é o especialista em gastroparesia na maioria dos casos. Ele confirma o atraso do estômago, investiga a causa e coordena o acompanhamento. Endocrinologista, nutricionista e, em casos selecionados, cirurgião entram conforme a causa e a resposta ao plano.
Gastroparesia tem cura?
Depende da causa. Após infecção viral, o estômago costuma retomar o ritmo, e o atraso por remédio tende a ceder com a revisão da medicação. Ligada ao diabetes, a gastroparesia costuma ser crônica (de longa duração), e os sintomas oscilam com a glicose.
Gastroparesia é grave?
Em boa parte das pessoas, a gastroparesia compromete a qualidade de vida mais do que a saúde geral. O risco aumenta quando os vômitos levam a desidratação, perda de peso ou falta de nutrientes. Em quem tem diabetes, a glicose instável soma outro risco, por causa das quedas de açúcar depois das refeições.
Gastroparesia aparece no exame de sangue?
Não. O exame de sangue não mede a velocidade do estômago, por isso não confirma nem descarta o diagnóstico. Ele serve para procurar causas, como diabetes e hipotireoidismo (tireoide lenta), e para ver se os vômitos baixaram potássio, sódio ou proteínas.
Ansiedade pode causar gastroparesia?
Estresse e ansiedade pioram a náusea e mexem com o ritmo da digestão, mas não explicam sozinhos um atraso medido em exame. Quando a cintilografia de esvaziamento sai normal, o quadro costuma ser de dispepsia funcional (desconforto digestivo sem lesão visível). Separar os dois quadros evita exames repetidos e remédios que não ajudam.
Canetas para emagrecer causam gastroparesia?
Os agonistas de GLP-1 (remédios para diabetes e obesidade aplicados por caneta) deixam o estômago mais lento como parte do próprio efeito. Em algumas pessoas, o atraso traz enjoo e vômitos parecidos com os da gastroparesia. A equipe de anestesia pergunta sobre elas antes da endoscopia, pelo risco de aspiração (comida do estômago indo ao pulmão).
Quem tem gastroparesia emagrece ou engorda?
O mais comum é perder peso, porque a saciedade precoce e os vômitos reduzem o que a pessoa consegue comer. Algumas pessoas mantêm ou ganham peso, porque passam a preferir líquidos doces e alimentos macios, que descem melhor. Por isso, o peso sozinho não descarta o problema, e a qualidade da alimentação também entra na avaliação.
A gastroparesia pode voltar depois de melhorar?
Sim. Uma virose, uma fase de glicose alta ou um remédio novo que atrasa o esvaziamento podem trazer os sintomas de volta. O diário de sintomas ajuda a ligar cada piora ao que mudou naquela semana, e isso orienta o ajuste no retorno.
A cintilografia de esvaziamento usa radiação?
Sim, a refeição leva uma pequena quantidade de material radioativo, que a câmera enxerga dentro do estômago. A radiação é baixa e sai do corpo em pouco tempo, pelas fezes e pela urina. Na gravidez, o exame costuma ser evitado, e o teste respiratório com carbono-13 (análise do ar expirado) entra como alternativa sem radiação.

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