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Especialista em dispepsia funcional

Especialista em dispepsia funcional | Dra. Sabrina Figueiredo

Por que o estômago dói sem lesão no exame e o que de fato alivia esse desconforto persistente.

“Pessoas chegam com várias endoscopias (exame que olha o estômago por dentro) normais, certas de que algo escapou. Quando explico a sensibilidade aumentada do estômago, a tensão baixa antes do primeiro remédio.”— Dra. Sabrina de Figueiredo

CRM 203753RQE 99224Gastroenterologia
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Sociedades médicas
  • Membro da European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) · Membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)
Áreas de atuação
  • Gastroenterologia
Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia — especialista em dispepsia funcional
19 min de leituraRevisado por Dra. Sabrina de FigueiredoDra. Sabrina Rodrigues De Figueiredo · CRM 203753 · RQE 99224Atualizado em 17 de outubro de 202612 referências citadas
Sumário
  1. Especialista em dispepsia funcional: qual médico procurar e quando
  2. O que é dispepsia funcional e por que os exames podem vir normais
  3. Sintomas e os dois subtipos: desconforto após comer e dor epigástrica
  4. Dispepsia funcional, gastrite, refluxo ou úlcera: o que muda entre eles
  5. Sinais de alarme que pedem investigação rápida
  6. Como o diagnóstico é feito: critérios de Roma IV, H. pylori e endoscopia
  7. Tratamento: o que costuma funcionar e o que esperar da resposta
  8. Alimentação, sono e estresse: o papel do dia a dia nos sintomas
  9. Dispepsia funcional tem cura? Recorrência e acompanhamento
  10. Como escolher o médico e se preparar para a primeira consulta
Gastroenterologia

Muita gente chega cansada de ouvir que não tem nada. Meu trabalho começa ao levar esse desconforto a sério. Dar nome ao que acontece devolve parte da tranquilidade perdida.

— Dra. Sabrina de Figueiredo
Procurar um especialista em dispepsia funcional costuma ser o passo seguinte a meses de antiácidos que aliviam pouco. Sou o Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Cuido de quem convive com dor de estômago persistente e exames sem alteração.
No consultório, a primeira conversa serve para mapear quando os sintomas surgem e o que os piora. Refeições, sono, trabalho e preocupações entram nessa história com o mesmo peso dos exames já feitos. Com esse retrato em mãos, explico o que está acontecendo e combinamos juntos os próximos passos, sem pressa de prescrever.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Primeira consultaA conversa detalha onde dói, quando a queimação aparece e quais alimentos, horários ou situações tensas pioram o quadro.
  • 2Exame físicoO abdome é examinado e os exames anteriores são revisados atrás de sinais de alarme (pistas de doença mais séria).
  • 3Exames complementaresSe indicado, entram endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno), pesquisa de Helicobacter pylori e exames de sangue.
  • 4Plano individualCom o diagnóstico fechado, ajustes na alimentação, no sono e no manejo do estresse formam a base do tratamento.
  • 5ReavaliaçãoApós algumas semanas, o retorno mede a resposta dos sintomas e o plano é ajustado conforme a evolução.
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Especialista em dispepsia funcional: qual médico procurar e quando

Análise completa
O clínico geral resolve boa parte das queixas de estômago no primeiro atendimento. Quando a queimação volta a cada poucas semanas, o gastroenterologista separa o desconforto funcional das doenças que imitam o quadro.

Quando o clínico encaminha ao gastroenterologista

Vale marcar a consulta com o gastroenterologista quando o tratamento inicial com o clínico não traz alívio em algumas semanas. Idade avançada no início dos sintomas e câncer de estômago na família também pesam, conforme orientações da Federação Brasileira de Gastroenterologia. O uso frequente de anti-inflamatórios (remédios como ibuprofeno e diclofenaco) entra na mesma conta.

O que muda com o gastroenterologista

Temos observado que a dispepsia funcional muitas vezes convive com o refluxo (volta do ácido do estômago para o esôfago). Separar os dois quadros muda o plano, e a endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno) ajuda nessa distinção. Quando ela mostra lesão, o diagnóstico passa a ser outro, descrito na avaliação da esofagite de refluxo (inflamação do esôfago pelo ácido).O gastroenterologista também acompanha a evolução ao longo dos meses e reconhece quando um sintoma novo merece investigação. O clínico segue presente no cuidado das outras condições de saúde. Os dois trocam informações, e a pessoa não precisa escolher entre um e outro.
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O que é dispepsia funcional e por que os exames podem vir normais

Análise completa
O estômago de quem tem dispepsia funcional não apresenta úlcera, tumor ou inflamação visível. A queixa nasce de como o órgão se movimenta, se distende e envia sinais ao cérebro. Endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno) e exames de sangue enxergam estrutura, mas não medem essa sensibilidade.

Três alterações que a endoscopia não mostra

A primeira é a hipersensibilidade visceral (estômago que sente como dor estímulos normais da digestão). A segunda é a falha de acomodação (o estômago relaxa pouco para receber a comida), que traz saciedade precoce. A terceira é a comida que demora a sair do estômago, segundo uma revisão atualizada sobre dispepsia funcional.

Inflamação que só o microscópio vê

Algumas pessoas começam a ter sintomas depois de uma gastroenterite (infecção intestinal com diarreia e vômitos). Pesquisas reunidas na base PubMed descrevem inflamação discreta no duodeno (primeira parte do intestino), visível só ao microscópio. Essa alteração escapa ao olhar da endoscopia comum.Um especialista em dispepsia funcional junta essas peças e explica o sintoma sem descartá-lo. Exames normais afastam lesão grave e apontam para a função do estômago como origem da queixa. Com o nome certo, a busca por novos exames repetidos costuma parar.
Imagem ilustrativa — especialista em dispepsia funcional
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Sintomas e os dois subtipos: desconforto após comer e dor epigástrica

Análise completa
Quatro queixas definem o quadro: estufamento, saciedade precoce (estômago cheio com pouca comida), dor e queimação no alto da barriga. Pelos critérios de Roma IV (regras internacionais de diagnóstico), os sintomas incomodam há três meses, com início seis meses antes. A divisão em dois subtipos aparece numa revisão recente sobre dispepsia funcional 2025 e orienta a escolha do tratamento.

Síndrome do desconforto pós-prandial

Na síndrome do desconforto pós-prandial (sintomas que surgem depois de comer), o incômodo aparece durante ou logo após a refeição. A pessoa para no meio do prato por sentir o estômago cheio, ou passa horas estufada depois do almoço. Esse padrão se liga à falha de acomodação do estômago.

Síndrome da dor epigástrica

Na síndrome da dor epigástrica, predomina dor ou queimação no alto da barriga, que pode surgir também em jejum. A dor costuma ir e voltar e às vezes é confundida com úlcera (ferida na parede do estômago) ou refluxo.

Quando os dois subtipos se misturam

Muitas pessoas têm os dois quadros juntos, e o especialista em dispepsia funcional observa qual sintoma pesa mais em cada fase. Queimação que sobe até o peito sugere refluxo gastroesofágico (retorno do conteúdo do estômago para o esôfago). Esse outro diagnóstico aparece no texto sobre doença do refluxo.
04

Dispepsia funcional, gastrite, refluxo ou úlcera: o que muda entre eles

Análise completa
Os quatro quadros causam queimação e peso no estômago, mas só três podem deixar marca visível. A endoscopia (exame que olha esôfago e estômago por dentro) pode mostrar gastrite, úlcera e inflamação do esôfago pelo refluxo. Na dispepsia funcional, o exame vem normal e o sintoma continua.

Gastrite e Helicobacter pylori

A gastrite (inflamação da parede do estômago) se confirma pela biópsia (retirada de pequeno fragmento para exame no microscópio). A causa mais comum é a Helicobacter pylori (bactéria que inflama o estômago). Quem tem a bactéria e melhora depois de eliminá-la passa a ter dispepsia ligada à infecção, e não funcional.

Refluxo

No refluxo (volta do conteúdo do estômago para o esôfago), a queimação sobe para o peito e piora ao deitar. A dor da dispepsia funcional fica no alto da barriga e não sobe. Os dois quadros podem coexistir, e tratar só um deixa parte da queixa sem resposta.

Úlcera

A úlcera (ferida no estômago ou no início do intestino) costuma doer em jejum e aliviar ao comer. Sangramento ou fezes escuras apontam para ela e pedem endoscopia sem demora, como descreve a página sobre avaliação da úlcera duodenal. A dispepsia funcional não sangra nem causa anemia (queda dos glóbulos vermelhos).O especialista em dispepsia funcional confirma o diagnóstico só depois de afastar esses quadros pelos sintomas e pelos exames. Quando há mais de um quadro ao mesmo tempo, cada parte da queixa recebe seu próprio cuidado.
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Sinais de alarme que pedem investigação rápida

Análise completa
O quadro funcional não causa emagrecimento nem impede a comida de descer. Emagrecimento, sangramento ou dificuldade para engolir fazem o especialista em dispepsia funcional suspender a hipótese e procurar uma lesão. Úlcera, estreitamento do esôfago e tumores do estômago entram nessa lista de causas a afastar.

Sinais que pedem consulta em poucos dias

Perda de peso sem dieta, vômitos repetidos e anemia (queda dos glóbulos vermelhos) no exame de sangue formam o primeiro grupo. A anemia por falta de ferro sem causa aparente pode vir de perda lenta de sangue pelo estômago. Uma massa no abdome percebida ao toque e olhos amarelados também pertencem a esse grupo.A disfagia (sensação de comida parada no caminho) merece atenção à parte. Ela pode vir de inflamação, estreitamento ou tumor do esôfago, e a dispepsia funcional não explica esse sintoma. Dor ao engolir e engasgos frequentes com alimentos sólidos seguem a mesma regra.

Quando procurar o pronto-socorro

Vômito com sangue ou com aspecto de borra de café e fezes pretas como piche indicam sangramento ativo. Com tontura, desmaio ou palidez, o atendimento de urgência vem antes de qualquer consulta marcada. A causa frequente é a úlcera, detalhada na página sobre tratamento da úlcera gástrica em SP.O diagnóstico funcional não fica congelado: piora rápida, dor que acorda à noite ou mudança no tipo de dor justificam nova avaliação. Anotar a data em que cada sinal apareceu e levar os exames antigos ajuda a decidir o que vem primeiro.A conduta descrita aqui se apoia em Integrated effects of Kampo treatment on 2025.
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Como o diagnóstico é feito: critérios de Roma IV, H. pylori e endoscopia

Análise completa
O especialista em dispepsia funcional chega ao diagnóstico em três etapas: história clínica, teste para a bactéria e, quando preciso, endoscopia. A ordem depende da idade, dos sinais de alarme e dos exames que a pessoa já trouxe. Cada etapa responde a uma pergunta diferente sobre a origem do sintoma.

Roma IV: o que a história clínica precisa mostrar

Os critérios de Roma IV permitem um diagnóstico positivo, baseado no padrão dos sintomas, e não só na exclusão de doenças. A conversa busca duração, frequência e relação com as refeições. Também entram remédios em uso, como anti-inflamatórios, que irritam o estômago e confundem o quadro.

Pesquisa da H. pylori antes de fechar o diagnóstico

O segundo consenso asiático sobre dispepsia funcional 2026 recomenda pesquisar a bactéria e tratá-la quando presente. O teste respiratório (sopro num aparelho depois de beber uma solução) e a pesquisa nas fezes dispensam a endoscopia. O diagnóstico funcional se mantém quando o desconforto persiste depois que a bactéria é eliminada.

Quando a endoscopia é realmente necessária

A endoscopia está indicada quando há sinais de alarme, câncer de estômago na família ou início dos sintomas em idade avançada. Também entra quando o tratamento inicial falha ou há suspeita de ferida, como na investigação de úlcera no duodeno. Sem esses sinais, quem é jovem e tem o teste da bactéria negativo pode começar o tratamento sem o exame.
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Tratamento: o que costuma funcionar e o que esperar da resposta

Análise completa
Refeições menores e em horários regulares reduzem a distensão do estômago e aliviam parte das queixas. Os remédios entram conforme o subtipo dominante e a resposta de cada pessoa.

Quando a bactéria do estômago está presente

Eliminar a Helicobacter pylori (bactéria que inflama o estômago) alivia os sintomas de parte das pessoas com dispepsia. Os antibióticos usados nessa eliminação são os mesmos descritos na página sobre como é tratada a úlcera gástrica. Se o desconforto persiste depois que a bactéria sai, o quadro é funcional e o tratamento segue por outro caminho.

Remédios escolhidos pelo subtipo

Os inibidores de bomba de prótons (remédios que reduzem o ácido do estômago) ajudam mais na dor epigástrica (no alto da barriga). Os procinéticos (remédios que aceleram o esvaziamento do estômago) servem melhor a quem sente estufamento e estômago cheio cedo. Neuromoduladores (remédios que acalmam os nervos do estômago) entram quando os anteriores falham, segundo uma análise atual das opções de tratamento 2024.

Em quanto tempo a melhora aparece

Os remédios levam algumas semanas para mostrar efeito, e os neuromoduladores costumam ser os mais lentos. O especialista em dispepsia funcional compara o sintoma principal antes e depois de cada etapa e ajusta o plano. Alívio parcial é o resultado comum, com fases melhores e crises ligadas ao estresse ou a refeições pesadas.
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Alimentação, sono e estresse: o papel do dia a dia nos sintomas

Análise completa
Comer com pressa, dormir mal e passar o dia sob tensão aumentam a sensibilidade do estômago. Os mesmos alimentos podem cair bem numa semana calma e provocar queimação numa semana difícil.

Por que listas de alimentos proibidos falham

Listas prontas costumam cortar café, leite, frutas cítricas, pimenta e frituras para todo mundo. Algumas pessoas toleram bem vários desses itens, e outras reagem a alimentos que nenhuma lista menciona.Cortar muitos grupos ao mesmo tempo empobrece a dieta e pode levar à perda de peso, que confunde a avaliação. A restrição exagerada também aumenta a ansiedade em torno de cada refeição.

O diário de sintomas

Um diário de sintomas registra o que foi comido, o horário, a quantidade e o desconforto das horas seguintes. Com algumas semanas de anotações, o especialista em dispepsia funcional identifica os gatilhos próprios de cada pessoa.Refeições gordurosas e volumosas costumam pesar mais, porque a gordura deixa o estômago esvaziar mais devagar. Comer devagar e mastigar bem também reduz o estufamento depois do almoço.

Sono, ansiedade e o estômago

Noites curtas ou interrompidas deixam o estômago mais sensível à dor no dia seguinte. A ansiedade age pelo mesmo caminho nervoso que liga digestão e emoções, e as crises tendem a coincidir com períodos de tensão.Antes de culpar comida ou estresse, a bactéria precisa ter sido pesquisada, como explica a avaliação da infecção por Helicobacter pylori. Psicoterapia e técnicas de relaxamento entram no plano quando a ansiedade alimenta as crises.A conduta descrita aqui se apoia em Development of a Standard Tool of 2024.
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Dispepsia funcional tem cura? Recorrência e acompanhamento

Análise completa
Muitas pessoas melhoram bastante com o tratamento e passam meses sem queixas. A sensibilidade do estômago continua, e as crises tendem a voltar em fases de estresse, sono ruim ou mudança de rotina. Esse padrão de melhora e recaída é o curso esperado do quadro funcional.

Controle dos sintomas no lugar de cura

O objetivo do tratamento é reduzir a frequência e a intensidade das crises, com o estômago tolerando a rotina normal. Muitas pessoas aprendem a reconhecer os gatilhos próprios e a retomar as medidas do plano logo no início de uma recaída. Uma crise depois de meses tranquilos faz parte do curso da doença e costuma responder às mesmas medidas.

Com que frequência voltar ao gastroenterologista

No início, os retornos acontecem a cada poucas semanas, até o sintoma principal se estabilizar. Com o quadro estável, as consultas ficam mais espaçadas e o intervalo passa a depender da resposta e dos remédios em uso. Quem tratou a bactéria repete o teste para confirmar a eliminação, etapa descrita na página de avaliação da gastrite pelo especialista.

O que contar no retorno

Um sintoma diferente do habitual, como queimação que passa a subir ao peito, merece ser contado no retorno. Remédios novos, como anti-inflamatórios, também entram na conversa, porque podem reacender o desconforto. Levar o diário de sintomas atualizado deixa a comparação entre as fases mais precisa.A conduta descrita aqui se apoia em material de referência clínica.
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Como escolher o médico e se preparar para a primeira consulta

Análise completa
O CRM (registro que autoriza o exercício da medicina) pode ser consultado no site do conselho regional. O RQE (registro de qualificação de especialista) confirma que a formação em Gastroenterologia foi reconhecida pelo conselho. Os dois números costumam aparecer juntos no perfil do médico e na receita.

Credenciais e experiência em motilidade

Motilidade digestiva (como o estômago e o esôfago se movimentam) é a área que estuda esvaziamento lento e falhas de acomodação. Na primeira conversa, cabe perguntar se o médico acompanha pessoas com dispepsia e quais exames de função usa. Esses dados aparecem no currículo e formação da gastroenterologista, com a área de atuação.

O que levar para a primeira consulta

O diário de sintomas com algumas semanas de anotações mostra horários, refeições e intensidade do desconforto. A lista de remédios inclui antiácidos, anti-inflamatórios, vitaminas e chás, com o tempo de uso de cada um.Laudos de endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno), biópsias e testes para Helicobacter pylori evitam repetir exames recentes. Exames de sangue dos últimos meses e a data de início de cada sintoma completam o material.A Dra. Sabrina de Figueiredo atende em Gastroenterologia na equipe do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Agende sua primeira consulta e leve o material reunido. Se houver dificuldade para engolir, veja a avaliação especializada de disfagia com a mesma equipe.
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Perguntas frequentes

Qual médico trata dispepsia funcional?
O especialista em dispepsia funcional é o gastroenterologista (médico do aparelho digestivo). O clínico geral costuma fazer o primeiro atendimento e encaminha quando a queimação ou o estufamento não cedem. Os dois podem acompanhar a pessoa juntos.
Dispepsia funcional é perigosa?
O quadro não causa lesão no estômago, não sangra e não encurta a vida. Ainda assim, o desconforto atrapalha refeições, sono e trabalho, e merece tratamento. O risco está em atribuir à dispepsia um sintoma novo que pede investigação.
Dispepsia funcional pode virar câncer?
Não. A dispepsia funcional é um distúrbio de funcionamento e não se transforma em tumor com o passar dos anos. Quem tem câncer de estômago na família ou percebe sinais de alarme (emagrecimento, sangramento, vômitos persistentes) precisa contar isso ao médico.
Ansiedade pode causar dispepsia funcional?
A ansiedade raramente é a causa única, mas piora a sensibilidade do estômago. O eixo intestino-cérebro (rede de nervos que liga digestão e emoções) transmite a tensão ao aparelho digestivo. Por isso as crises costumam coincidir com semanas difíceis.
Quanto tempo dura uma crise de dispepsia funcional?
Varia de algumas horas a vários dias, conforme o gatilho e o subtipo (padrão predominante dos sintomas). Crises ligadas a uma refeição pesada tendem a passar em poucas horas. Fases de estresse prolongado podem manter o desconforto por semanas, com melhora gradual.
Dispepsia funcional emagrece?
O quadro em si não leva à perda de peso. Algumas pessoas emagrecem porque passam a comer pouco ou cortam muitos alimentos por medo da dor. Perda de peso sem explicação pede avaliação antes de qualquer conclusão.
Quem tem dispepsia funcional pode tomar café?
Muitas pessoas toleram café em pequena quantidade sem piora. Outras sentem queimação logo depois, sobretudo em jejum. O diário de sintomas mostra se o café é gatilho no seu caso, e a resposta varia de pessoa para pessoa.
Dispepsia funcional aparece em exame de sangue?
Não existe exame de sangue que confirme o diagnóstico. Hemograma (contagem das células do sangue) e outros testes afastam anemia (falta de glóbulos vermelhos) e doenças parecidas. A confirmação vem do padrão dos sintomas somado a exames normais.
Criança pode ter dispepsia funcional?
Sim, crianças e adolescentes podem ter dor no alto da barriga e saciedade precoce (estômago cheio com pouca comida) sem lesão. A avaliação fica com o gastroenterologista pediátrico (médico do aparelho digestivo infantil). Mudanças na escola ou na família costumam aparecer como gatilho.
Dispepsia funcional é o mesmo que "estômago nervoso"?
É o nome popular mais próximo, mas o termo médico descreve melhor o problema. A sensibilidade aumentada e o esvaziamento lento do estômago existem mesmo sem ansiedade. Chamar de nervoso costuma soar como se a dor fosse imaginária, e ela é real.

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