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Especialista em úlcera gástrica

Especialista em úlcera gástrica | Dra. Sabrina Figueiredo

Por que a causa da ferida no estômago define o tratamento, e o que muda quando ela é identificada cedo.

“Muita gente chega tratando a úlcera só com remédio para azia, sem investigar a causa. Para mim, a pergunta que mais muda o desfecho é outra. Há Helicobacter pylori (bactéria que vive no estômago) envolvido?”— Dra. Sabrina de Figueiredo

CRM 203753RQE 99224Gastroenterologia
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Sociedades médicas
  • Membro da European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) · Membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)
Áreas de atuação
  • Gastroenterologia
Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia — especialista em úlcera gástrica
19 min de leituraRevisado por Dra. Sabrina de FigueiredoDra. Sabrina Rodrigues De Figueiredo · CRM 203753 · RQE 99224Atualizado em 13 de outubro de 20264 referências citadas
Sumário
  1. Especialista em úlcera gástrica: por que o gastroenterologista é a referência
  2. Úlcera gástrica, úlcera duodenal e gastrite: o que diferencia cada uma
  3. Sintomas que levantam a suspeita de úlcera no estômago
  4. Sinais de alarme que exigem pronto-socorro, e não consulta agendada
  5. H. pylori e anti-inflamatórios: as causas mais comuns da úlcera
  6. Como é a investigação: consulta, endoscopia, biópsia e teste para H. pylori
  7. Tratamento da úlcera gástrica: por que ele depende da causa
  8. Quando entram o endoscopista e o cirurgião do aparelho digestivo
  9. Como avaliar o médico antes de marcar a consulta
Gastroenterologia

Sou o Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Cada úlcera tem uma causa, e é ela que procuro.

— Dra. Sabrina de Figueiredo
Quem procura um especialista em úlcera gástrica quer entender por que a ferida apareceu e como evitar que ela volte. Por isso, a primeira consulta é uma conversa longa sobre hábitos, remédios e histórico familiar, antes de qualquer exame. Detalhes da minha formação estão na página Dra. Sabrina de Figueiredo.
No consultório, é comum ouvir que a dor vinha sendo tratada como simples má digestão há meses. Esse atraso pesa, porque a ferida aberta continua exposta ao ácido do estômago enquanto ninguém investiga sua origem. Nas próximas seções, explico quando buscar avaliação, como funciona o acompanhamento e o que esperar de cada etapa.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Primeira avaliaçãoO gastroenterologista revisa sintomas, remédios em uso, como anti-inflamatórios, e sinais de alerta como fezes escuras.
  • 2Endoscopia digestivaSob sedação (remédio que induz sono leve), o exame localiza a ferida, mede seu tamanho e colhe amostras de tecido.
  • 3Resultado da biópsiaO laudo informa se há Helicobacter pylori e investiga alterações malignas, indicando a origem provável da úlcera.
  • 4Plano de tratamentoO plano é montado conforme a causa encontrada, com revisão de remédios que agridem o estômago e ajuste de hábitos.
  • 5ReavaliaçãoAo fim do tratamento, novos exames verificam se a bactéria foi eliminada e se a ferida cicatrizou.
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Especialista em úlcera gástrica: por que o gastroenterologista é a referência

Análise completa
O gastroenterologista é o médico treinado para diagnosticar e tratar doenças do estômago, do esôfago e do intestino. Ele domina a endoscopia (exame que avalia esôfago), a leitura da biópsia e a pesquisa do Helicobacter pylori, causa frequente da ferida. Na rotina clínica, o caminho mais curto até o diagnóstico passa por esse especialista.

Quando o clínico geral pode fazer o primeiro atendimento

O clínico geral pode acolher a primeira queixa de dor ou queimação no estômago, sem sinais de alerta. Ele conhece o histórico do paciente e os remédios em uso, como anti-inflamatórios. Quando a dor persiste ou volta, o encaminhamento ao gastroenterologista evita meses de tratamento às cegas.

Sinais que pedem o gastroenterologista sem demora

Fezes escuras ou vômito com sangue sugerem hemorragia digestiva (sangramento dentro do tubo digestivo) e pedem atendimento de urgência. Perda de peso sem explicação e anemia (falta de glóbulos vermelhos no sangue) também exigem investigação rápida pelo gastroenterologista. A Federação Brasileira de Gastroenterologia reúne os especialistas que conduzem esse tipo de investigação no país.

Quando a queixa não é só do estômago

Úlcera gástrica e refluxo (volta do ácido para o esôfago) podem ter sintomas parecidos, como queimação e dor após comer. O gastroenterologista diferencia essas condições e também acompanha doenças do esôfago, como a esofagite eosinofílica (inflamação do esôfago ligada a alergia). Quem tem dificuldade de engolir encontra mais detalhes no texto sobre o especialista em esofagite eosinofílica.
02

Úlcera gástrica, úlcera duodenal e gastrite: o que diferencia cada uma

Análise completa
A úlcera gástrica é uma ferida na mucosa (camada interna que reveste o estômago) que atinge camadas mais profundas da parede. Ela surge quando o ácido do estômago vence as defesas naturais da parede. A dor em queimação costuma aparecer ou piorar logo depois das refeições.

Gastrite: inflamação sem ferida aberta

Na gastrite, a mucosa fica inflamada, avermelhada e irritada, mas não há perda de tecido em profundidade. Ela pode causar queimação, náusea e sensação de estômago cheio. Helicobacter pylori e anti-inflamatórios também estão entre as causas, e a gastrite pode anteceder uma úlcera.Gastrite erosiva (com pequenas falhas superficiais na mucosa) fica no meio do caminho: há erosões, mas sem a profundidade de uma úlcera.

Úlcera duodenal: a mesma ferida, em outro endereço

A úlcera duodenal aparece no duodeno (primeira porção do intestino delgado, logo após o estômago). As causas são as mesmas, com destaque para o Helicobacter pylori. A dor costuma surgir com o estômago vazio, de madrugada, e às vezes alivia quando a pessoa come.

Por que a distinção importa para o tratamento

Só a endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno) distingue com segurança as três condições, já que os sintomas se sobrepõem. Na úlcera gástrica, a biópsia descarta câncer, risco bem menor na duodenal, segundo o guia da Cleveland Clinic sobre úlceras. O especialista em úlcera gástrica usa essa diferença para planejar a reavaliação e a duração do tratamento.
Imagem ilustrativa — especialista em úlcera gástrica
Imagem ilustrativaAgende sua avaliação com Dr. Sabrina →
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Sintomas que levantam a suspeita de úlcera no estômago

Análise completa
A queixa mais típica é uma dor em queimação na parte alta da barriga, logo abaixo do osso do peito. Muitas pessoas descrevem também dispepsia (sensação de digestão pesada e difícil), estufamento e náusea. Esses sinais aparecem em várias doenças digestivas e pesam pouco quando avaliados isoladamente.

Sinais menos óbvios da ferida

Saciedade precoce (sensação de estômago cheio com pouca comida) e perda de apetite também podem acompanhar a úlcera. Em parte das pessoas, a ferida é silenciosa e só se revela quando sangra. Anti-inflamatórios de uso contínuo podem mascarar a dor enquanto agridem a mucosa (camada interna do estômago).

Por que os sintomas não fecham o diagnóstico

Refluxo (volta do ácido para o esôfago), gastrite, cálculos na vesícula e problemas no pâncreas produzem queixas muito parecidas. A intensidade da dor também não revela o tamanho da ferida nem sua causa. Só a endoscopia (exame com câmera que olha o estômago) mostra a lesão e permite colher biópsia (amostra de tecido).Dor no estômago que dura mais de algumas semanas merece avaliação de um especialista em úlcera gástrica, mesmo sem sinais de sangramento. Sintomas digestivos novos em pessoas mais velhas também pedem investigação mais cedo. Vale conhecer como funciona a consulta de investigação antes de marcar a primeira visita.Esta seção foi revisada contra material de referência clínica.
04

Sinais de alarme que exigem pronto-socorro, e não consulta agendada

Análise completa
O sangramento de uma úlcera no estômago costuma se mostrar de duas formas. A primeira é a hematêmese (vômito com sangue vivo ou com aspecto de borra de café). A segunda é a melena (fezes pretas, pegajosas e com cheiro muito forte), sinal de sangue digerido no intestino.

Perfuração: dor súbita que não espera

A perfuração (abertura que atravessa a parede do estômago) provoca uma dor súbita, fortíssima, como uma facada no alto da barriga. A barriga pode ficar dura como tábua, sinal de peritonite (inflamação da membrana que reveste o abdome). Febre, vômitos e piora ao se mexer costumam acompanhar o quadro.

Sinais de que o corpo está perdendo sangue

Tontura ao levantar, desmaio, palidez, suor frio e coração acelerado indicam perda importante de sangue. Esses sinais podem surgir antes de qualquer vômito ou mudança nas fezes. Eles sugerem choque (queda grave da pressão e da circulação), situação que ameaça a vida.

Por que o pronto-socorro, e não a agenda

Diante desses sinais, o caminho é o pronto-socorro, sem esperar consulta agendada nem tomar remédio por conta própria. A endoscopia de urgência (exame com câmera que olha o estômago) localiza o ponto que sangra e muitas vezes o trata. Depois da alta, investigar a bactéria orienta o tratamento da infecção por Helicobacter pylori e reduz nova hemorragia.Quem usa anticoagulante (remédio que afina o sangue) ou anti-inflamatório tem risco maior de sangrar. O acompanhamento com o especialista em úlcera gástrica segue após o episódio, para verificar a cicatrização e evitar recaídas.Esta seção foi revisada contra Ulcera gástrica Ulcera péptica.
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H. pylori e anti-inflamatórios: as causas mais comuns da úlcera

Análise completa
A Helicobacter pylori se instala na mucosa e provoca uma inflamação crônica, que muitas vezes passa anos sem sintomas. Os anti-inflamatórios, como ibuprofeno, diclofenaco e ácido acetilsalicílico, reduzem as prostaglandinas (substâncias que protegem a parede do estômago). Nos dois casos, o ácido encontra a parede desprotegida e abre a ferida.

Como a bactéria lesa o estômago

A bactéria costuma ser adquirida na infância, por contato próximo entre familiares ou por água e alimentos contaminados. Ela produz substâncias que neutralizam o ácido ao seu redor e enfraquecem a camada protetora de muco. Mais detalhes sobre diagnóstico e tratamento estão na página do especialista na infecção por Helicobacter pylori.

Anti-inflamatórios: o risco que vem do armário de remédios

O risco cresce com doses altas, uso prolongado, idade mais avançada e histórico de úlcera anterior. Associar anti-inflamatório a corticoide (remédio hormonal contra inflamação) ou anticoagulante aumenta a chance de ferida e de sangramento. Mesmo o ácido acetilsalicílico em dose baixa, usado para proteger o coração, pode lesar a mucosa.

Outros fatores que aumentam o risco

O tabagismo e o excesso de álcool raramente causam a úlcera sozinhos, mas somam agressões à mucosa já fragilizada. Estresse físico intenso, como internações graves em terapia intensiva, também favorece feridas no estômago. Raramente, a causa é a síndrome de Zollinger-Ellison (tumor que estimula o estômago a produzir ácido em excesso).Quando nenhuma dessas causas aparece, o especialista em úlcera gástrica amplia a investigação. Remédios para gripe e dor muitas vezes trazem anti-inflamatórios escondidos na fórmula.Esta seção foi revisada contra Emergencias por úlceras MedlinePlus enciclopedia médica illustración.
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Como é a investigação: consulta, endoscopia, biópsia e teste para H. pylori

Análise completa
A consulta inicial mapeia o que pode ter aberto a ferida e define quais exames fazem sentido. O médico pergunta sobre anticoagulantes (remédios que afinam o sangue) e sobre tratamentos anteriores contra a bactéria. Também examina o abdome em busca de dor localizada, massa ou sinais de anemia (falta de glóbulos vermelhos).

Endoscopia digestiva alta e biópsia

A endoscopia digestiva alta, feita sob sedação, mostra o tamanho, a profundidade e as bordas da úlcera. Na úlcera gástrica, o médico colhe vários fragmentos das bordas e do fundo da ferida. O exame histopatológico (análise do tecido ao microscópio) diferencia uma ferida benigna de um câncer gástrico.A mesma endoscopia permite o teste da urease (reação química que detecta a bactéria na amostra), com resultado em poucas horas. A biópsia ao microscópio também confirma a presença de Helicobacter pylori. Os dois métodos se complementam e reduzem a chance de um resultado falsamente negativo.

Testes sem endoscopia para H. pylori

O teste respiratório com ureia marcada (exame em que a pessoa sopra num saquinho) dispensa a endoscopia. O antígeno fecal (pesquisa da bactéria nas fezes) segue a mesma lógica e também mostra se o tratamento eliminou a infecção. Inibidores da bomba de prótons (remédios que reduzem o ácido) e antibióticos recentes podem falsear esses resultados.

Quando os exames apontam outro caminho

Nem toda dor no estômago termina em úlcera: a endoscopia pode mostrar apenas inflamação da mucosa (revestimento interno). Nesse caso, a conduta segue outro rumo, descrito na página sobre avaliação especializada para gastrite. O especialista em úlcera gástrica interpreta o conjunto dos laudos antes de fechar o plano.Esta seção foi revisada contra Helicobacter pylori infection MedlinePlus Medical Encyclopedia.
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Tratamento da úlcera gástrica: por que ele depende da causa

Análise completa
Cada origem pede uma estratégia diferente, e a mesma ferida pode exigir caminhos opostos. A úlcera ligada ao Helicobacter pylori (bactéria que vive no estômago) só cicatriza de forma duradoura quando a bactéria sai do estômago. Já a ferida causada por anti-inflamatórios depende sobretudo de rever os remédios em uso.

Erradicação do H. pylori

A erradicação (eliminação completa da bactéria) combina antibióticos com remédios que reduzem o ácido, em esquema definido pelo médico. A escolha considera tratamentos anteriores e a resistência da bactéria aos antibióticos. Ao final, um novo teste confirma se a infecção foi eliminada.

Redução da acidez

Os inibidores da bomba de prótons (remédios que cortam o ácido) dão trégua à parede do estômago para a ferida fechar. O tempo de uso varia com o tamanho da úlcera e com a causa. A reavaliação por endoscopia (exame com câmera) confirma a cicatrização e repete a biópsia (amostra de tecido) quando necessário.

Revisão dos medicamentos

Quando o anti-inflamatório é a causa, o médico avalia suspender o remédio, trocá-lo ou associar proteção ao estômago. O ácido acetilsalicílico usado para o coração não é interrompido sem conversar com quem o prescreveu. Anticoagulantes (remédios que afinam o sangue) também entram nessa revisão, porque aumentam o risco de sangramento.

Por que não tratar por conta própria

Remédios contra azia comprados sem receita aliviam a dor, mas deixam a bactéria e a causa intactas. Eles também podem atrasar o diagnóstico de um câncer gástrico, que às vezes se apresenta como úlcera. O especialista em úlcera gástrica ajusta o plano a cada resultado, o que a automedicação não consegue fazer.Dificuldade para engolir junto com a úlcera amplia a investigação ao esôfago. A queixa é tratada na página sobre avaliação da dificuldade para engolir.Esta orientação acompanha referência clínica consultada, fonte consultada para esta seção.
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Quando entram o endoscopista e o cirurgião do aparelho digestivo

Análise completa
A maioria das úlceras gástricas fecha com remédios e com a eliminação da causa. Em uma parcela menor dos casos, porém, surgem complicações que pedem procedimentos. Nesses momentos, o gastroenterologista divide a condução com o endoscopista e, às vezes, com o cirurgião do aparelho digestivo, formando uma equipe.

Sangramento: a endoscopia que trata na hora

Na úlcera que sangra, a endoscopia terapêutica (exame que também trata a lesão) localiza o vaso e interrompe o sangramento. O endoscopista pode aplicar clipes metálicos, injetar medicamento ou usar calor no ponto que sangra. Na maioria das vezes, esses recursos controlam o sangramento sem necessidade de cirurgia.

Perfuração: o cirurgião assume

Na perfuração (abertura que atravessa a parede do estômago), o conteúdo gástrico vaza para o abdome e o tempo conta. O cirurgião do aparelho digestivo fecha o orifício, muitas vezes por laparoscopia (cirurgia feita por pequenos cortes, com câmera). Depois, o tratamento da causa volta ao gastroenterologista, como em qualquer úlcera.

Obstrução e úlcera que não cicatriza

Úlceras perto do piloro (passagem do estômago para o intestino) podem cicatrizar com estreitamento e travar a saída do alimento. Vômitos repetidos e estômago cheio com pouca comida levantam essa suspeita. A dilatação endoscópica com balão (alargamento feito por dentro) costuma ser a primeira tentativa.A úlcera que não fecha após o tratamento completo é reavaliada com nova endoscopia e biópsias, para afastar câncer e causas raras. Quando a ferida persiste mesmo assim, o especialista em úlcera gástrica discute com o cirurgião a retirada da área doente. Queimação que sobe ao peito pode ter outra origem, descrita em avaliação da esofagite de refluxo (esôfago inflamado pelo ácido).
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Como avaliar o médico antes de marcar a consulta

Análise completa
O nome no letreiro diz pouco sobre a qualidade do cuidado. Na prática, quatro pontos ajudam a separar um atendimento cuidadoso de um atendimento apressado: formação, estrutura, seguimento e transparência.

Formação e título de especialista

Vale conferir se o médico tem RQE (registro que comprova o título de especialista) em Gastroenterologia. A consulta ao registro é pública e gratuita no site do Conselho Regional de Medicina. Experiência com doenças do estômago pesa tanto quanto o diploma.

Acesso à endoscopia e aos exames

Quando o próprio médico realiza a endoscopia ou trabalha junto de um serviço de confiança, o diagnóstico chega mais rápido. Também conta o acesso a exames como o teste respiratório e a leitura cuidadosa da biópsia. Menos idas e vindas significam menos tempo de ferida exposta ao ácido.

Acompanhamento e segunda opinião

Um bom sinal é o médico explicar desde o início como será a reavaliação depois do tratamento. Outro é a abertura para segunda opinião, sem desconforto quando o paciente traz laudos de outro serviço. Respostas claras sobre custos, convênio e prazos completam a lista.Promessas de alívio rápido sem nenhum exame são um sinal de alerta.Agende uma consulta com a Dra. Sabrina de Figueiredo, especialista em Gastroenterologia, no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. O atendimento integra o trabalho multidisciplinar da equipe do Instituto. Ela também conduz a avaliação do refluxo gastroesofágico (retorno do conteúdo do estômago para o esôfago).
Próximo passo

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Perguntas frequentes

Preciso de encaminhamento para consultar um especialista em úlcera gástrica?
Depende do tipo de atendimento. Pelo convênio, alguns planos exigem guia do clínico geral, enquanto outros permitem marcar direto com o gastroenterologista (médico do aparelho digestivo). No atendimento particular, a consulta pode ser agendada sem encaminhamento.
O plano de saúde cobre a investigação e o tratamento da úlcera?
A cobertura de consultas e exames depende do contrato e da rede credenciada de cada plano. Se houver internação, a autorização do plano cobre a estadia hospitalar. Aluguel de equipamentos e honorários médicos podem ser cobrados à parte, por isso vale confirmar antes.
A úlcera no estômago pode virar câncer?
A úlcera benigna (ferida sem células cancerosas) raramente se transforma em câncer. O cuidado maior é outro: alguns tumores do estômago têm aparência de úlcera comum. Por isso a biópsia (amostra de tecido) e a endoscopia de controle importam tanto.
Estresse emocional causa úlcera?
O estresse do dia a dia, sozinho, não costuma abrir uma ferida no estômago. Ele pode piorar a percepção da dor e levar a hábitos que agridem o estômago, como fumar mais. Já o estresse físico grave, como em internações prolongadas, é outra situação e tem risco próprio.
Preciso cortar café, pimenta e comidas ácidas?
Não existe uma dieta única capaz de fechar a ferida. Vale reduzir, durante a cicatrização, os alimentos que pioram a queimação em cada pessoa, sem proibições amplas. Refeições menores e esperar um pouco antes de deitar costumam trazer mais conforto.
A endoscopia dói?
Na maioria dos serviços, o exame é feito sob sedação (remédio que induz sono leve), e a pessoa não sente dor. Depois, pode haver leve incômodo na garganta e sonolência por algumas horas. Por causa da sedação, é preciso ir com acompanhante e não dirigir no mesmo dia.
A Helicobacter pylori passa para outras pessoas da casa?
A bactéria passa principalmente entre pessoas da mesma família, na infância, por saliva e contato próximo. Em adultos, uma nova infecção após o tratamento pode acontecer, mas é menos frequente. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.
Quanto tempo a úlcera leva para cicatrizar?
A cicatrização depende do tamanho da ferida, da causa e de seguir o tratamento até o fim. Muitas úlceras fecham em algumas semanas, mas as maiores podem demorar mais. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.
A úlcera pode voltar depois de tratada?
Pode, sobretudo quando a causa continua presente. A volta é mais provável quando a bactéria persiste, o anti-inflamatório continua ou o cigarro se mantém. Confirmar a erradicação (eliminação completa da bactéria) e revisar os remédios em uso reduz bastante esse risco.

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