Especialista em esofagite eosinofílica | Dra. Sabrina Figueiredo
Por que a comida que trava na garganta pode ser alergia no esôfago, e como o diagnóstico certo muda o tratamento.
“Muitos adultos chegam após anos de comida entalada, bebendo água a cada garfada. Essa adaptação silenciosa costuma esconder a inflamação alérgica do esôfago. Por isso, pergunto como a pessoa come.”— Dra. Sabrina de Figueiredo
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- Membro da European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) · Membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)
- Gastroenterologia

No consultório, peço que a pessoa descreva a última refeição inteira, porque ali aparecem os sinais que ela já normalizou.— Dra. Sabrina de Figueiredo
Passo a passo
- 1Primeira consultaA médica revisa engasgos, episódios de comida presa, hábitos à mesa e histórico de rinite, asma ou dermatite.
- 2Endoscopia com biópsiasO exame é feito sob sedação (sono leve induzido), e várias amostras são retiradas de diferentes alturas do esôfago.
- 3Resultado da biópsiaO patologista (médico que analisa tecidos) conta os eosinófilos nas amostras, e o resultado é discutido com os sintomas.
- 4Plano individualO tratamento é escolhido em conjunto, considerando a rotina alimentar, as alergias associadas e a intensidade do estreitamento.
- 5Reavaliação com biópsiaDepois do período inicial de tratamento, nova endoscopia com biópsia mostra se a inflamação cedeu de fato.
- 6Acompanhamento contínuoConsultas periódicas ajustam o plano, porque a inflamação pode voltar mesmo quando engolir já parece normal.
Especialista em esofagite eosinofílica: qual médico procurar?
Quando o alergista entra no cuidado
O alergista (médico das alergias) ajuda quando há rinite, asma ou dermatite atópica difíceis de controlar, ou suspeita de alergia alimentar. A diretriz brasileira sobre esofagite eosinofílica 2025 lembra que testes alérgicos de pele, sozinhos, não definem bem quais alimentos retirar. A dieta de eliminação (retirada planejada de alimentos suspeitos) pode ser conduzida em parceria com nutricionista.Nenhum desses médicos substitui o outro: cada um responde a uma parte da pergunta, e o plano melhora quando as informações circulam.Crianças e adolescentes: quando o pediatra participa
Em crianças, a doença pode aparecer como recusa alimentar, vômitos ou ganho de peso abaixo do esperado. O pediatra costuma notar esses sinais primeiro e encaminha ao gastroenterologista pediátrico, que faz a endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago). As orientações da Federação Brasileira de Gastroenterologia tratam a doença como crônica, com seguimento por longo prazo.Na adolescência, a transição para o gastroenterologista de adultos merece planejamento, para que exames e histórico não se percam.O que acontece no esôfago de quem tem a doença
Por que é alergia, e não excesso de ácido
No refluxo, o dano vem do ácido que sobe do estômago e queima a mucosa (camada interna que reveste o esôfago). Aqui, o gatilho é imunológico: o organismo reage a certos alimentos como se fossem ameaça. A referência clínica da Mayo Clinic descreve a doença como reação imune crônica, frequente em pessoas com outras alergias.Como a inflamação muda a forma de engolir
Com o tempo, a inflamação contínua deposita fibrose (tecido parecido com cicatriz) na parede do esôfago. O órgão perde elasticidade, forma anéis e pode estreitar, o que favorece a comida entalada. Esse processo costuma ser silencioso, e por isso o especialista em esofagite eosinofílica avalia a parede mesmo quando os sintomas parecem leves.A palavra endoscópica nomeia técnicas com câmera em outras especialidades, como a cirurgia endoscópica de coluna. No esôfago, a câmera serve para ver os anéis, os sulcos e colher as biópsias.
Sintomas que justificam investigação em adultos e crianças
Sinais de alerta em adultos
Comida que para no peito e só desce com goles de água é o quadro clássico. Muitos adultos também comem devagar, cortam pedaços pequenos ou saem da mesa para devolver o alimento. Alguns evitam comer fora de casa por medo de engasgar diante de outras pessoas.Alimento preso que não desce nem volta, com saliva acumulando na boca, é uma emergência médica. Em muitos adultos, esse episódio é a primeira pista que leva ao diagnóstico.Sinais de alerta em crianças
Em crianças, os sinais costumam ser mais discretos que nos adultos. Refeições que se arrastam, preferência por papinhas e líquidos e engasgos frequentes com alimentos sólidos merecem atenção. Em bebês, irritabilidade ao mamar pode ser a única pista.Em adolescentes, o quadro tende a se parecer com o dos adultos, incluindo comida entalada. A diretriz conjunta ESPGHAN e NASPGHAN 2024 (sociedades europeia e norte-americana de gastroenterologia pediátrica) mostra que eosinófilos podem inflamar estômago e intestino. Por isso, sintomas persistentes na infância justificam avaliação com gastroenterologista pediátrico.Quando o refluxo não melhora
Azia e dor no peito que persistem apesar de semanas de remédio para refluxo também levantam a suspeita. Nesse cenário, o especialista em esofagite eosinofílica investiga se a causa é alérgica, e não ácida. Ter rinite, asma ou dermatite atópica junto com esses sintomas aumenta a chance da doença.Endoscopia com biópsia: como o diagnóstico é confirmado
Quantas biópsias e de quais pontos
A diretriz clínica do American College of 2025 orienta colher pelo menos seis fragmentos, de no mínimo duas alturas do esôfago. A inflamação se distribui em manchas, e poucas amostras podem cair justamente nas áreas poupadas. Quando há dor abdominal, diarreia ou perda de peso, o médico pode biopsiar também estômago e duodeno (início do intestino delgado).O que o patologista procura
O laudo aponta a doença quando aparecem 15 ou mais eosinófilos por campo de grande aumento (pequena área ampliada no microscópio). Esse número, sozinho, não fecha o diagnóstico: o resultado precisa combinar com os sintomas de dificuldade para engolir. Também é preciso afastar outras causas de eosinófilos no esôfago, como refluxo intenso e reações a medicamentos.Preparo e entrega do resultado
O exame é feito em jejum e sob sedação, e o laudo da biópsia costuma levar alguns dias. Na consulta de retorno, o especialista em esofagite eosinofílica explica o laudo e relaciona cada achado aos sintomas. A página sobre a avaliação da alergia no esôfago em São Paulo reúne preparo, etapas e acompanhamento.Esofagite eosinofílica ou refluxo: onde está a diferença
Como os exames separam as duas condições
Na endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno), o refluxo tende a deixar erosões (pequenas feridas) na parte final do esôfago. A esofagite eosinofílica costuma mostrar anéis, sulcos e pontos brancos ao longo de todo o órgão. Na dúvida, a pHmetria (sonda fina que registra o ácido no esôfago ao longo de um dia) completa a investigação.A biópsia (amostra de tecido) dá a palavra final, porque o refluxo intenso também pode atrair alguns eosinófilos. A contagem e a distribuição das células, somadas aos sintomas, separam um quadro do outro.Quando as duas condições aparecem juntas
Ter uma condição não protege da outra: a mesma pessoa pode ter refluxo e alergia no esôfago. O ácido pode deixar o revestimento mais permeável (aberto à passagem de partículas), facilitando o contato com alérgenos (substâncias que disparam alergia). A inflamação alérgica, por sua vez, pode dificultar que o esôfago se livre do ácido.Nesse cenário, o especialista em esofagite eosinofílica separa o que vem do ácido e o que vem da alergia. Uma hérnia de hiato (parte do estômago que sobe para o tórax) favorece o refluxo e entra na mesma investigação. O texto sobre o especialista em hérnia de hiato detalha essa avaliação.Opções de tratamento: remédio, dieta e biológico
Remédio para ácido e corticoide engolido
O IBP (remédio que reduz a produção de ácido no estômago) controla a inflamação em parte das pessoas com a doença. Ele também ajuda quando há refluxo junto, comum em quem tem hérnia de hiato. A página sobre a avaliação da hérnia de hiato explica essa relação.O corticoide tópico deglutido (anti-inflamatório engolido que age direto no esôfago) usa budesonida ou fluticasona em formulações próprias. Por agir no local, reduz a exposição do restante do corpo. A candidíase (infecção por fungo) no esôfago é um efeito possível, acompanhado nas consultas.Dieta de eliminação e dupilumabe
A dieta de eliminação retira alimentos frequentemente ligados à doença, como leite, trigo, ovo e soja, e os reintroduz aos poucos. Cada alimento reintroduzido costuma ser seguido de nova endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago), que mostra se ele é o gatilho.O dupilumabe (remédio biológico injetável que bloqueia uma via da inflamação alérgica) é aprovado para a doença em situações específicas. Seu uso é avaliado caso a caso.Por que o tratamento costuma ser contínuo
A esofagite eosinofílica é crônica: quando o tratamento é suspenso, a inflamação tende a voltar. O retorno pode acontecer sem sintomas, enquanto a fibrose avança na parede do esôfago. Endoscopias de controle orientam ajustes no plano.Quando já existe estreitamento, a dilatação endoscópica (alargamento do esôfago com balão ou vela) alivia o engasgo. Ela complementa o controle da inflamação, sem substituí-lo.Para escrever esta parte consultamos The Impact of Obesity on the 2023.Estreitamento do esôfago e quando a dilatação entra
Quando a dilatação é indicada
A dilatação é indicada quando o estreitamento mantém a comida entalada, mesmo com a inflamação sob tratamento. Uma análise de duas décadas registrou aumento de estreitamentos e dilatações 2023 em pessoas com a doença, reforçando a importância do controle. O procedimento alivia o engasgo, mas não trata a inflamação que causou o problema.Como o procedimento acontece
Feita durante a endoscopia e sob sedação, a dilatação alarga o esôfago aos poucos, às vezes em mais de uma sessão. Dor no peito por algumas horas pode aparecer depois. A perfuração (ruptura na parede do esôfago) é rara, mas é um risco discutido antes do exame.Outras causas de estreitamento
Na endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno), o especialista em esofagite eosinofílica também diferencia o estreitamento alérgico de outras causas. O refluxo antigo pode causar esôfago de Barrett (mudança no revestimento do órgão), tema detalhado em avaliação do esôfago de Barrett.Alimento preso na garganta: quando ir ao pronto-socorro
Sinais de que o alimento não vai descer sozinho
Saliva que não desce, baba escorrendo, dor no peito e ânsia sem conseguir vomitar indicam bloqueio completo. Nessa situação, nem a água consegue passar. Falta de ar ou tosse forte sugerem engasgo na via respiratória (caminho do ar até os pulmões), uma emergência imediata.Por que não esperar nem empurrar em casa
Empurrar o alimento com pão ou refrigerante, ou forçar o vômito, aumenta o risco de lesão. A parede inflamada é frágil e pode sofrer uma perfuração (ruptura da parede do esôfago). Esperar horas também prejudica, porque o alimento parado irrita a mucosa e dificulta a retirada.O que acontece no pronto-socorro
No hospital, a equipe avalia a respiração e chama o endoscopista (médico que faz a endoscopia). Sob sedação, ele retira o alimento ou o conduz com cuidado até o estômago. Durante o mesmo exame, biópsias do esôfago podem ser colhidas para investigar a causa.Depois do episódio, o especialista em esofagite eosinofílica revisa o laudo e planeja o controle da inflamação. Em outras áreas, o momento certo de um procedimento também pesa, como mostra o texto sobre quando retirar placa do fêmur.Como avaliar a experiência do médico antes de marcar
Perguntas sobre biópsia e diagnóstico
Uma boa pergunta é quantas amostras costumam ser colhidas e de quais alturas do esôfago. Quem conhece a doença sabe que a inflamação aparece em manchas e explica isso com naturalidade. Também vale perguntar como o laudo é lido em conjunto com os sintomas.Perguntas sobre controle e estreitamento
Pergunte se a endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno) de controle faz parte do plano depois do tratamento inicial. Ela mostra se a inflamação cedeu, mesmo quando engolir já parece normal. Sem esse retorno, a fibrose pode avançar em silêncio na parede do próprio órgão.Sobre estreitamentos, peça que o médico descreva quando a dilatação costuma ser considerada e quantas sessões podem ser necessárias. Uma resposta segura menciona benefícios e riscos, como a perfuração rara. Também ajuda saber se a dilatação vem sempre acompanhada do tratamento da inflamação.Sinais de experiência na conversa
Médicos experientes perguntam sobre rinite, asma e dermatite, porque essas alergias costumam acompanhar a doença. Também explicam como funciona a parceria com alergista e nutricionista.Checar o histórico de quem conduz o cuidado vale em qualquer especialidade, como mostra o texto sobre fratura por estresse em corredores.O que levar e perguntar na primeira consulta
Exames e laudos já realizados
Leve os laudos de endoscopia e de biópsia, com a contagem de eosinófilos (células de defesa ligadas à alergia). Se houver fotos do exame ou lâminas guardadas no laboratório, informe onde estão. Esofagograma, pHmetria e testes alérgicos feitos antes também ajudam a montar a linha do tempo da doença.Remédios, alergias e episódios de comida presa
Anote todos os remédios em uso, com nome, quantidade e há quanto tempo são tomados. Inclua o IBP (remédio que reduz o ácido do estômago) e o corticoide (anti-inflamatório) engolido, se já foram usados. O histórico de rinite, asma, dermatite atópica e alergias alimentares também entra na conversa.Registre as datas em que a comida ficou presa e se foi preciso ir ao pronto-socorro. Esse diário mostra a frequência real dos episódios.Perguntas que valem levar anotadas
Pergunte o que o laudo de biópsia significa e se a inflamação está ativa. Questione quais opções de tratamento combinam com sua rotina e quando haverá endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno) de controle. Peça também que a médica explique o que o convênio autoriza e o que pode ser cobrado à parte.A Dra. Sabrina de Figueiredo, de Gastroenterologia, atende no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Agende sua avaliação e leve os documentos organizados para a primeira conversa. A equipe multidisciplinar também cuida de outras áreas, como mostra o texto sobre fratura do fêmur que não colou.Agende sua avaliação com Dra. Sabrina de Figueiredo
Consulta com Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
Agende sua avaliação com Dr. SabrinaLigar agora




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