Especialista em gastrite | Dra. Sabrina Figueiredo
Por que o nome escrito no laudo do exame nem sempre explica a dor que você sente no estômago.
“Recebo muita gente com anos de antiácido e nenhuma pesquisa da Helicobacter pylori (bactéria que inflama o estômago). Quando investigo essa bactéria e reviso o uso de anti-inflamatórios, a queimação costuma ceder.”— Dra. Sabrina de Figueiredo
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- Membro da European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) · Membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)
- Gastroenterologia

Sou o Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Escuto a história inteira no consultório antes de pedir qualquer exame, porque é ela que aponta o caminho da investigação.— Dra. Sabrina de Figueiredo
Passo a passo
- 1Primeira consultaO gastroenterologista ouve os sintomas, revisa remédios de uso contínuo e examina o abdome antes de definir exames.
- 2Endoscopia digestivaQuando há indicação, o exame é feito com sedação leve, e a biópsia segue para análise no laboratório.
- 3Leitura do laudoO laudo informa se há Helicobacter pylori, atrofia ou metaplasia intestinal, e isso orienta o passo seguinte.
- 4Tratamento direcionadoO plano mira a causa encontrada, seja a bactéria, seja o anti-inflamatório, junto com ajustes na alimentação.
- 5Teste de controleAlgumas semanas após o tratamento, um novo teste verifica se a bactéria foi eliminada do estômago.
- 6ReavaliaçãoNo retorno, sintomas e exames são revistos, e quem tem metaplasia intestinal recebe um calendário de endoscopias.
Especialista em gastrite: qual médico procurar?
Quando o clínico geral pode começar
O clínico geral é uma boa porta de entrada quando a queimação é recente, leve e sem sinais de alerta. Atendendo pacientes encaminhados, noto que muitos chegam com a primeira investigação já bem conduzida. O que pesa é o retorno do sintoma ao parar o remédio, sinal de que a causa segue ativa.Quando ir direto ao gastroenterologista
Vômito persistente, fezes escuras, perda de peso sem explicação, anemia ou dificuldade para engolir pedem avaliação do gastroenterologista sem demora. Nesses casos, a endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago) costuma entrar logo no plano, como orienta a Federação Brasileira de Gastroenterologia. Histórico familiar de câncer de estômago também antecipa essa conversa.Quais sintomas fazem suspeitar de gastrite
Por que os sintomas não bastam para o diagnóstico
As mesmas queixas surgem na dispepsia funcional, no refluxo e na úlcera péptica (ferida no estômago ou no início do intestino). A intensidade da dor também engana, porque mucosa muito inflamada pode doer pouco. O contrário igualmente acontece: exame quase normal com bastante desconforto.Para o especialista em gastrite, o sintoma abre a pergunta, e a endoscopia (exame que avalia esôfago) com biópsia responde a ela. Estudos sobre testes e tratamentos para a Helicobacter pylori seguem listados num registro público de ensaios clínicos.Quando o sintoma muda de padrão
Acordar à noite com dor, vomitar sangue ou notar fezes pretas como borra de café muda a prioridade da consulta. Esses sinais podem indicar sangramento no estômago. A dor que muda de padrão, de horário ou de intensidade também merece ser contada ao médico.
Gastrite, refluxo ou úlcera: por que os sintomas se confundem
Onde cada sintoma costuma apontar
A azia, aquela ardência que sobe atrás do esterno (osso no meio do peito), lembra mais o refluxo e piora ao deitar.A dor que melhora com comida e volta horas depois sugere úlcera no duodeno (início do intestino delgado). Anti-inflamatórios e Helicobacter pylori favorecem tanto a gastrite quanto a úlcera. Os três quadros podem coexistir na mesma pessoa.Por que a avaliação médica separa os quadros
Testar remédio por conta própria mascara o sintoma e atrasa o diagnóstico. A endoscopia digestiva mostra inflamação, ferida ou esofagite (inflamação do esôfago) e permite colher biópsia. Com azia persistente e endoscopia normal, entra a impedâncio-pHmetria (medição do refluxo por 24 horas): veja onde fazer o exame.O especialista em gastrite cruza história, exame físico e resultados para dar nome ao quadro. Com o diagnóstico definido, o tratamento mira a causa, e não apenas a queimação. Os passos dessa investigação estão na página de avaliação gastroenterológica completa em São Paulo.Esta seção foi revisada contra Helicobacter pylori H pylori Tests MedlinePlus Medical.O papel da bactéria H. pylori na gastrite
Como a bactéria lesa a mucosa
Com os anos, a inflamação pode afinar a mucosa e reduzir as glândulas que produzem ácido. Esse caminho leva à gastrite atrófica e, em parte das pessoas, à metaplasia intestinal. A mesma agressão favorece a úlcera péptica e aumenta o risco de câncer de estômago ao longo da vida.Como a bactéria passa de uma pessoa a outra
A transmissão acontece sobretudo na infância, dentro de casa, pelo contato com saliva, vômito ou fezes de quem tem a bactéria. Água e alimentos contaminados também entram na lista, principalmente onde o saneamento é precário. Muitos adultos convivem com a infecção por muitos anos sem nenhum sintoma.Para o especialista em gastrite, saber que a infecção é comum e silenciosa muda a investigação. Pesquisar a bactéria faz parte da avaliação de queimação persistente, mesmo quando a dor parece leve. Se a queixa principal é engolir com esforço, o caminho é outro: veja a avaliação especializada da disfagia (dificuldade para engolir).Outras causas comuns de inflamação no estômago
Álcool, cigarro e estresse físico
O álcool em excesso irrita a mucosa e pode provocar gastrite aguda (de início súbito). O cigarro reduz o fluxo de sangue no estômago e atrasa a reparação. Doença grave, queimaduras extensas ou grandes cirurgias podem causar gastrite de estresse.Gastrite autoimune e outras causas
Na gastrite autoimune, o sistema de defesa ataca as células que produzem ácido e o fator intrínseco (proteína que capta a B12). Com o tempo, falta essa vitamina e surge a anemia perniciosa (anemia por falta de B12), com cansaço e formigamento. É mais frequente em mulheres e em quem tem tireoidite de Hashimoto (inflamação autoimune da tireoide).O refluxo de bile (líquido digestivo que volta do intestino ao estômago) também inflama a mucosa, sobretudo após cirurgias gástricas. Quando a queimação sobe pelo peito, veja a avaliação da doença do refluxo gastroesofágico (retorno do conteúdo do estômago para o esôfago). Identificar a causa ativa é o trabalho do especialista em gastrite, antes de trocar o remédio.Esta seção foi revisada contra Infección por Helicobacter pylori MedlinePlus enciclopedia médica.Quais exames o gastroenterologista pode pedir
Quando a endoscopia com biópsia entra no plano
Sinais de alerta, como anemia, fezes escuras, perda de peso ou vômito persistente, antecipam a endoscopia (exame que avalia esôfago) com biópsia. Para dificuldade de engolir, veja a avaliação com especialista em disfagia. Na biópsia, o teste rápido da urease (reação que muda de cor na presença da bactéria) costuma sair no mesmo dia.Testes de sopro, fezes e sangue
O teste respiratório com ureia marcada (ureia com carbono rastreável) mede, no ar soprado, o gás liberado pela bactéria. O antígeno fecal (fragmento da bactéria achado nas fezes) é pesquisado numa amostra simples. Ambos servem ao diagnóstico e ao teste de controle após o tratamento.A sorologia (exame de sangue que busca anticorpos) mostra contato com a bactéria, mas pode seguir positiva após a eliminação. Por isso, ela não serve para conferir o tratamento. Omeprazol e antibióticos recentes podem falsear os testes de sopro e de fezes.Para o especialista em gastrite, o exame escolhido é o que responde à dúvida daquele momento.Esta seção foi revisada contra Helicobacter pylori H pylori infection.Como funciona o tratamento e o acompanhamento
Por que seguir o esquema até o fim
Pular doses ou parar quando a dor melhora favorece a resistência bacteriana (quando o antibiótico perde efeito sobre a bactéria). Efeitos como gosto metálico, diarreia leve e enjoo podem surgir e merecem ser contados ao médico.Como se confirma a erradicação
A erradicação (eliminação completa da bactéria) é conferida pelo teste respiratório ou pelo antígeno fecal, algumas semanas após o fim do tratamento. A melhora da queimação não prova que a bactéria sumiu, e uma infecção persistente mantém a inflamação ativa. Um teste positivo orienta o especialista em gastrite a revisar o plano.O acompanhamento depois da bactéria
Quem tem gastrite atrófica ou metaplasia intestinal segue com endoscopias periódicas, porque a mucosa alterada pede vigilância. Nos demais casos, o retorno revê sintomas e o uso de anti-inflamatórios.Esta seção foi revisada contra Helicobacter pylori H pylori infection.Por que a automedicação pode atrapalhar
O que o remédio por conta própria esconde
Semanas de redutor de ácido sem orientação podem cicatrizar parte da lesão e esconder o que a endoscopia mostraria. Uma úlcera ou alteração suspeita fica menos visível, e o laudo perde precisão. Sinais de alerta, como anemia e fezes escuras, também chegam mais tarde ao médico.Outro risco é o efeito rebote (volta da acidez mais forte quando o remédio é suspenso de repente). A pessoa interpreta a piora como prova de que precisa do comprimido, e o ciclo se repete.Quando a queimação não é gastrite
Dificuldade para engolir e comida que parece parar no peito podem indicar esofagite eosinofílica (inflamação alérgica do esôfago). Nesses casos, o redutor de ácido melhora parte do quadro e adia a endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago) com biópsia. Entenda a avaliação com o especialista em esofagite eosinofílica.Para o especialista em gastrite, a lista de remédios já usados, com tempo de uso, orienta a escolha dos exames. Levar as caixas ou fotos das embalagens à consulta evita lacunas nessa conversa.Sinais de alerta que pedem atendimento rápido
Sinais que surgem aos poucos
A perda de peso sem motivo, sem dieta nem mudança de rotina, é um sinal que não combina com gastrite simples. A disfagia (dificuldade para engolir), com comida que parece parar no peito, também aponta para o esôfago. Anemia, cansaço sem explicação e vômitos que se repetem por dias completam a lista.Uma hérnia de hiato (estômago que sobe para o tórax) grande pode causar anemia por sangramento lento. Nesse quadro, vale conhecer a avaliação com especialista em hérnia de hiato. Para o especialista em gastrite, esses sinais ao longo de semanas antecipam a endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago) com biópsia.Quando ir direto ao pronto-atendimento
Vômito com sangue, fezes pretas, tontura ao levantar ou desmaio indicam perda de sangue em andamento. Dor forte e súbita no estômago, que não cede, também entra nesse grupo. Nessas situações, o atendimento de urgência permite medir a perda de sangue e localizar o sangramento.Para escrever esta parte consultamos Helicobacter pylori H pylori Tests MedlinePlus Medical.Como escolher o gastroenterologista e se preparar para a consulta
O que levar para a consulta
Exames anteriores, como endoscopias, laudos de biópsia e testes para Helicobacter pylori, ajudam a evitar repetições. Resultados de hemograma (exame de sangue que mostra anemia) também entram nessa pasta. Também vale anotar quando a queimação começou, o que piora e o que alivia.Perguntas que valem a pena preparar
Uma consulta com o especialista em gastrite rende mais quando as dúvidas chegam escritas. Perguntas sobre exames, tempo de tratamento e retorno costumam ser as mais úteis. Para planejar o investimento, veja os valores da consulta particular.A Dra. Sabrina de Figueiredo atende em Gastroenterologia no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Para investigar a queimação com calma, agende sua avaliação gastroenterológica com a equipe.Agende sua avaliação com Dra. Sabrina de Figueiredo
Consulta com Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
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