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Como é a cirurgia de prótese de quadril passo a passo

Como é a cirurgia de prótese de quadril passo a passo

Cada etapa da troca do quadril, do jejum aos primeiros passos, tem um motivo que pesa na recuperação.

“Quem se prepara para trocar a articulação do quadril costuma temer mais a anestesia do que o corte. Esse medo diminui quando mostro, etapa por etapa, o que acontece dentro da sala cirúrgica.”— Dr. Paulo Afonso

CRM 202912RQE 120815Ortopedia e Traumatologia
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Formação acadêmica
  • Universidade de São Paulo (USP)
  • IAMSPE
Títulos de especialista
  • Título de Especialista pela SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia)
Sociedades médicas
  • Sociedade Brasileira do Quadril
Onde atende
  • Hospital das Clínicas da FMUSP, Hospital IAMSPE, Instituto Medicina em Foco
Áreas de atuação
  • Ortopedia e Traumatologia
Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia — como é a cirurgia de prótese de quadril passo a passo
19 min de leituraRevisado por Dr. Paulo AfonsoDr. Paulo Afonso Lages Goncalves Filho · CRM 202912 · RQE 120815Atualizado em 7 de outubro de 202612 referências citadas
Sumário
  1. Como é a cirurgia de prótese de quadril passo a passo: visão geral do procedimento
  2. Prótese total ou parcial: quando a cirurgia é indicada
  3. Antes de entrar no centro cirúrgico: exames, jejum e preparo
  4. Anestesia e via de acesso: anterior, posterior ou lateral
  5. Retirada da parte desgastada e preparo do osso
  6. Componentes da prótese e como ela se fixa no osso
  7. Testes de estabilidade e comprimento das pernas antes de fechar
  8. Quanto tempo dura a cirurgia e o que o paciente sente ao acordar
  9. Riscos da prótese de quadril e sinais de alerta
  10. Primeiros passos, fisioterapia e cuidados com o novo quadril
Ortopedia e Traumatologia

Gosto de explicar cada etapa antes da cirurgia. Quem entende o caminho chega mais tranquilo e participa melhor da própria recuperação.

— Dr. Paulo Afonso
Mostrar como é a cirurgia de prótese de quadril passo a passo é parte do meu cuidado com quem vai operar. Sou o Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. As dúvidas que ouço no consultório se repetem: quanto tempo dura, o que é feito no osso e quando volto a andar.
Nas próximas seções, sigo a ordem real do dia da artroplastia (substituição da articulação por prótese). Começo pela avaliação pré-operatória (exames e consulta que checam se o corpo tolera a operação) e passo pela chegada ao centro cirúrgico. Depois, detalho o posicionamento na mesa, a colocação dos componentes e os primeiros movimentos ainda no leito.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Consulta inicialO ortopedista examina a marcha, a dor e as radiografias para entender o grau de desgaste do quadril.
  • 2PreparoExames de sangue, eletrocardiograma (registro da atividade elétrica do coração) e a conversa com o anestesista completam o preparo.
  • 3Dia da cirurgiaDepois do jejum, o paciente recebe a anestesia, e a equipe substitui as partes gastas da articulação pelas peças da prótese.
  • 4InternaçãoAinda no hospital, o fisioterapeuta ajuda a sentar, levantar e dar os primeiros passos com andador.
  • 5Volta para casaEm casa, o paciente segue exercícios orientados, cuida do curativo e evita posições que forçam a nova articulação.
  • 6ReavaliaçãoNos retornos, o ortopedista examina a cicatriz, pede radiografias de controle e libera atividades conforme a evolução.
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Como é a cirurgia de prótese de quadril passo a passo: visão geral do procedimento

Análise completa
A equipe segue uma ordem fixa dentro da sala cirúrgica, e cada etapa prepara a seguinte. Conhecer essa sequência ajuda o paciente a entender o que sente ao acordar.

Da anestesia ao acesso à articulação

Primeiro vem a anestesia raquidiana, muitas vezes somada a uma sedação (remédio na veia que deixa sonolento). Em seguida, o paciente é posicionado de lado ou de costas, conforme a via escolhida. Após a antissepsia (limpeza que elimina germes da pele), o cirurgião afasta os músculos até a cápsula articular (envoltório da articulação).

Preparo do osso e encaixe das peças

O cirurgião remove a cabeça do fêmur desgastada pela artrose (desgaste da cartilagem). Depois, usa fresas (brocas arredondadas) para moldar o acetábulo e encaixar ali a peça da bacia. No canal do fêmur entra a haste femoral (pino metálico), que recebe a nova cabeça.A fixação das peças pode usar cimento ósseo (resina que trava a peça no osso) ou encaixe por pressão. A escolha segue a qualidade do osso, critério alinhado às referências da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. As diferenças estão detalhadas em prótese cimentada ou não cimentada.

Testes de movimento e fechamento do corte

Com as peças no lugar, o cirurgião move a perna em várias direções para checar estabilidade e comprimento. Temos observado que esse teste ajuda a prevenir a luxação (saída da cabeça da prótese do encaixe). Por fim, os músculos e a pele são fechados em camadas e recebem curativo.
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Prótese total ou parcial: quando a cirurgia é indicada

Análise completa
A artroplastia total troca as duas superfícies da articulação: o acetábulo e a cabeça do fêmur. A hemiartroplastia (substituição só da cabeça do fêmur) mantém a cartilagem original da bacia. As duas usam haste femoral, e a diferença está em quanto da articulação é trocado.

Quando a prótese total é a indicação

Artrose avançada e necrose avascular (morte do osso por falta de sangue) são motivos frequentes para a prótese total. Artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações) e displasia do quadril (encaixe malformado desde o nascimento) também entram nessa lista. A diretriz americana de 2023 sobre artroplastia desaconselha adiar a operação quando dor e limitação persistem apesar do tratamento clínico.

Quando a hemiartroplastia faz mais sentido

A fratura do colo do fêmur (região abaixo da cabeça do osso) em idosos é a situação típica da prótese parcial. Nesses casos, a cartilagem da bacia muitas vezes segue preservada, e a escolha também pesa a idade e a atividade física. O portal de saúde MedlinePlus descreve as duas opções para a fratura de quadril.
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Antes de entrar no centro cirúrgico: exames, jejum e preparo

Análise completa
O preparo começa semanas antes, com exames que mostram se coração, sangue e pulmões toleram bem a anestesia e a operação. Começar cedo diminui a chance de remarcar a data por um exame pendente.

Exames e consulta com o anestesista

O ortopedista costuma pedir hemograma (exame que conta as células do sangue), coagulograma (teste da coagulação) e a medida do açúcar. O eletrocardiograma e, às vezes, a radiografia do tórax completam a avaliação do risco cirúrgico (chance de complicação ligada à operação). Na avaliação pré-anestésica (consulta com o anestesista antes da cirurgia), o médico revisa remédios, alergias e operações anteriores.Focos de infecção nos dentes, na pele ou na urina são tratados antes, porque bactérias podem alcançar a prótese pelo sangue. Quem usa anticoagulante (remédio que afina o sangue) recebe do anestesista a orientação de quando ajustá-lo.

Jejum e a véspera da cirurgia

O jejum (período sem comer nem beber) evita que o conteúdo do estômago suba para os pulmões durante a anestesia. O tempo exato do jejum vem por escrito da equipe, e água ou remédios de uso diário seguem a mesma orientação. Na véspera, vale deixar a casa sem tapetes soltos e com cadeira firme e alta para a volta.Pacientes mais jovens têm dúvidas próprias sobre durabilidade, tratadas em prótese de quadril aos 40 anos. Quem opera sem convênio encontra os detalhes em como funciona o pagamento particular.O que está descrito acima segue material de referência clínica, referência usada nesta seção.
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Anestesia e via de acesso: anterior, posterior ou lateral

Análise completa
O paciente geralmente cochila durante a operação, sob sedação (remédio na veia que dá sono). A raquianestesia (injeção nas costas que adormece da cintura para baixo) bloqueia a dor sem exigir tubo para respirar. Em quem já operou a coluna, a anestesia geral (sono profundo com respiração assistida) pode substituir a raquianestesia.

Onde fica o corte em cada via

Na via posterior, o corte fica na parte de trás do quadril, com o paciente deitado de lado. O cirurgião solta pequenos músculos rotadores (que giram a coxa para fora) e depois os costura de volta. Essa reparação protege contra a luxação (saída da cabeça da prótese do encaixe).Na via lateral, a incisão (corte na pele) fica sobre o lado da coxa, junto ao osso saliente do quadril. Parte do glúteo médio (músculo que estabiliza a bacia ao andar) é afastada e reparada.Na via anterior, o corte fica na frente da virilha, com o paciente de costas na mesa. O cirurgião passa entre os músculos, sem soltá-los do osso, o que pode aliviar a dor inicial.

Nenhuma via serve a todos

Cada via tem vantagens e limites, e nenhuma serve igualmente a todos os quadris. O tipo de implante também influencia o acesso, como mostra a diferença entre prótese parcial e total. Quem ainda hesita em marcar a data pode ler sobre os riscos de adiar a prótese.
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Retirada da parte desgastada e preparo do osso

Análise completa
O primeiro gesto no osso é a osteotomia (corte planejado do osso) no colo do fêmur. A altura do corte segue as radiografias e o molde (desenho da prótese sobre a imagem). Essa medida ajuda a manter o comprimento das pernas parecido depois da operação.

Preparo do acetábulo

Sem a cabeça, o cirurgião remove restos de cartilagem e osteófitos (bicos de osso formados pelo desgaste) da borda da bacia. As fresas entram em tamanhos crescentes até alcançar osso firme e com bom sangramento, sinal de boa vitalidade. Uma peça de prova (componente provisório de teste) confirma o tamanho antes da definitiva.

Preparo do canal do fêmur

No fêmur, um instrumento abre a entrada do canal medular (espaço oco no centro do osso). Em seguida, raspas (limas que moldam o canal) de tamanhos progressivos dão ao canal o formato da haste. A última raspa que trava firme indica o tamanho adequado da peça.Dor na virilha antes da cirurgia nem sempre vem da articulação, como mostra o texto sobre dor na virilha do atleta. Pelo plano, a autorização cobre a internação, e honorários e aluguel de equipamentos podem ser cobrados à parte. Os trâmites aparecem em prótese de quadril pela Cassi.
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Componentes da prótese e como ela se fixa no osso

Análise completa
A prótese total reúne quatro peças que trabalham juntas dentro da articulação. O cotilo (concha metálica presa na bacia) recebe o inserto (forro interno onde a cabeça desliza). A cabeça femoral (esfera que gira dentro do forro) encaixa na ponta da haste, que fica no fêmur.

Materiais que formam cada peça

A haste e o cotilo costumam ser de titânio (metal leve e bem aceito pelo organismo) ou de liga de cobalto-cromo. O inserto pode ser de polietileno (plástico de alta resistência) ou de cerâmica, que sofre pouco desgaste. A cabeça, de metal ou cerâmica, completa o par de atrito (superfícies que deslizam entre si).

Fixação cimentada e não cimentada

Na fixação cimentada, o cirurgião preenche o espaço entre peça e osso com polimetilmetacrilato (cimento ósseo acrílico). O material endurece em poucos minutos e trava a peça ainda na sala cirúrgica.Na fixação não cimentada, a superfície da peça é porosa e muitas vezes revestida de hidroxiapatita (mineral parecido com o do osso). Nas semanas seguintes ocorre a osseointegração (crescimento do osso para dentro da superfície do implante). Também existe a fixação híbrida, com cotilo sem cimento e haste cimentada.A escolha do método leva em conta a qualidade do osso, a idade e o nível de atividade. O peso corporal também entra no planejamento, tema detalhado em prótese de quadril em pessoas obesas. Quem ainda tenta controlar a dor sem operar encontra as opções em remédios para tratar artrose no quadril.
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Testes de estabilidade e comprimento das pernas antes de fechar

Análise completa
Com as peças de prova montadas, o cirurgião ainda pode trocar tamanhos sem retirar nada definitivo. Essa fase serve para ajustar a prótese ao corpo de cada paciente antes do fechamento.

Como a estabilidade é testada

Depois da redução (recolocação da cabeça dentro do cotilo), o cirurgião dobra, estica e gira a perna em várias direções. Ele procura posições em que a cabeça tende a escapar, sinal de risco de luxação. Também avalia a tensão das partes moles (músculos e tendões ao redor), que ajuda a segurar a articulação.

Como o comprimento das pernas é conferido

Com o paciente na mesa, o cirurgião compara a altura dos joelhos e dos calcanhares, ou usa marcas fixas na bacia. Em algumas salas, a radioscopia (raio X em tempo real) confirma a posição das peças. Pequenas diferenças às vezes aparecem, tema explicado em quando uma perna fica mais curta.Se o teste falha, o cirurgião troca a cabeça de prova ou ajusta o offset (afastamento entre fêmur e bacia). Só então as peças definitivas são fixadas e o corte é fechado. Os prazos das fases seguintes aparecem em tempo de recuperação da prótese.
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Quanto tempo dura a cirurgia e o que o paciente sente ao acordar

Análise completa
O período no centro cirúrgico é maior que a operação, porque inclui preparo, anestesia e posicionamento na mesa. Somando a recuperação anestésica (sala onde o paciente é vigiado ao despertar), a permanência pode chegar a algumas horas. A família recebe notícias da equipe ao final.

Duração da operação em si

A operação em si costuma levar entre uma e duas horas, do corte ao curativo. Casos de revisão (troca de uma prótese antiga), deformidades ou obesidade podem estender esse tempo. Duração maior não significa problema, e sim cuidado com etapas mais trabalhosas.

O que se sente ao acordar

Ao despertar, o paciente sente sonolência e as pernas ainda dormentes pela raquianestesia, sensação que passa em algumas horas. Náusea, frio e boca seca são comuns e recebem tratamento na sala de recuperação.

Como a dor é controlada nas primeiras horas

O controle da dor segue a analgesia multimodal (combinação de remédios com ações diferentes). Essa estratégia reduz o uso de opioides (analgésicos fortes derivados da morfina). As recomendações PROSPECT para prótese de quadril 2026 apoiam paracetamol e anti-inflamatórios desde o início, se não houver contraindicação.A dor é medida numa escala de zero a dez, e relatar o incômodo cedo ajuda a equipe a ajustar o alívio. Dores que ainda não pedem prótese podem ser avaliadas por um especialista em terapia regenerativa no quadril (tratamento que estimula reparo).
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Riscos da prótese de quadril e sinais de alerta

Análise completa
Luxação, infecção e trombose venosa profunda são as complicações mais conhecidas da artroplastia (substituição da articulação por prótese) de quadril. Cada uma tem sinais próprios, e reconhecê-los cedo facilita o tratamento e a recuperação.

As complicações mais conhecidas

A luxação acontece mais nas primeiras semanas, antes de músculos e cápsula cicatrizarem. Costuma surgir em movimentos extremos, como cruzar as pernas ou sentar muito baixo.A infecção pode surgir logo após a operação ou meses depois, quando bactérias chegam pelo sangue. A trombose forma coágulos nas veias da perna e pode causar embolia pulmonar (coágulo que entope uma artéria do pulmão).Menos comuns são a fratura periprotética (quebra do osso ao redor das peças) e o afrouxamento das peças. Ambas podem causar dor nova ao apoiar o peso.

Sinais que pedem atendimento imediato

Procure atendimento imediato se houver febre persistente, vermelhidão ou secreção no corte, ou dor que piora em vez de melhorar. Panturrilha inchada, quente e dolorida sugere trombose, e falta de ar súbita ou dor no peito pedem pronto-socorro. Estalo seguido de dor forte, perna encurtada ou girada e incapacidade de apoiar sugerem luxação.Luxações repetidas ou infecção profunda podem exigir revisão, com nova internação e custos próprios. As faixas de valor fora do convênio estão em quanto custa a prótese particular.O que está descrito acima segue Hip Replacement Surgery, referência usada nesta seção.
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Primeiros passos, fisioterapia e cuidados com o novo quadril

Análise completa
O andador dá estabilidade nos primeiros dias, quando a perna operada ainda está fraca e o equilíbrio oscila. Com a força voltando, muitos pacientes passam para muletas e depois para uma bengala.

Restrições e apoios: o que a evidência mostra

A diretriz sobre restrições após prótese total 2025 sugere não impor proibições rígidas de movimento, de rotina, a todos os operados. O uso de andador ou muletas segue a necessidade de cada pessoa, avaliada pelo fisioterapeuta (profissional que reabilita o movimento). A liberação para dirigir depende de a perna responder rápido e de não haver analgésicos que dão sono.

Cuidados em casa no dia a dia

Em casa, cadeira alta, assento elevado no vaso sanitário e calçados fechados facilitam sentar e levantar. Uma pinça de cabo longo ajuda a pegar objetos do chão sem esforço.Dr. Paulo Afonso, de Ortopedia e Traumatologia, atende no Instituto Medicina em Foco, com cuidado integrado à equipe multidisciplinar do Instituto. Agende sua consulta para planejar a reabilitação e saber reconhecer os sinais de infecção na prótese.
Próximo passo

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Consulta com Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.

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Perguntas frequentes

Quanto tempo dura uma prótese de quadril?
A durabilidade depende do material das peças, do peso corporal e do nível de atividade de cada pessoa. Com acompanhamento regular, muitas próteses funcionam bem por muitos anos. As radiografias de controle mostram cedo sinais de desgaste do forro interno ou de afrouxamento das peças.
Quantos dias fico internado depois da operação?
A internação costuma ser curta e varia conforme a recuperação de cada paciente. A alta depende de a dor estar controlada, de a pessoa andar com apoio e de não haver sinais de complicação. A equipe também confere se a casa está preparada para a volta.
Como fica a cicatriz depois da troca do quadril?
O tamanho e o local do corte variam conforme a via de acesso e o porte físico de cada pessoa. A cicatriz costuma ficar avermelhada nas primeiras semanas e clareia aos poucos nos meses seguintes. Manter o curativo limpo e seco ajuda a pele a fechar bem.
A prótese apita no detector de metais do aeroporto?
Pode apitar, porque a haste e o cotilo são metálicos. Muitos aeroportos fazem uma revista complementar (checagem manual pelo agente de segurança) quando o detector dispara. Vale avisar o agente antes de passar e levar uma cópia do relatório cirúrgico.
Quando posso voltar a trabalhar?
Depende do tipo de trabalho e de como a perna responde à fisioterapia. Atividades sentadas, como as de escritório, costumam ser retomadas antes das que exigem ficar em pé ou carregar peso. O ortopedista libera cada etapa nos retornos, conforme a força e o equilíbrio.
Posso subir e descer escadas depois da cirurgia?
Sim, e o fisioterapeuta costuma treinar esse movimento ainda antes da alta hospitalar. Para subir, a perna boa vai primeiro; para descer, a operada vai na frente, sempre com corrimão. Um jeito fácil de lembrar: a boa sobe primeiro, a operada desce primeiro.
A prótese de quadril faz barulho ou estala?
Alguns pacientes percebem estalos discretos ao mover a perna, geralmente vindos de tendões que deslizam sobre as peças. Próteses com componentes de cerâmica raramente produzem um rangido (ruído agudo durante o movimento). Barulho acompanhado de dor ou travamento merece avaliação, porque pode indicar desgaste ou instabilidade.
Existe cirurgia de prótese de quadril feita com robô?
Alguns hospitais usam cirurgia assistida por robô (braço mecânico que guia o cirurgião no preparo do osso). Quem conduz a operação continua sendo o cirurgião, e a técnica não está disponível em todos os centros. Pelo convênio, a autorização cobre a internação; o aluguel do robô e os honorários podem ser cobrados à parte.
Quando posso voltar a praticar esportes?
Caminhada, bicicleta ergométrica e natação costumam ser liberadas primeiro, por terem baixo impacto sobre a articulação. Esportes com saltos, corrida intensa ou contato físico aumentam o desgaste das peças e o risco de luxação. A liberação vem nos retornos, conforme a força muscular e a cicatrização.

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