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Infecção na prótese de quadril: sinais e tratamento

Infecção na prótese de quadril: sinais e tratamento

Por que a dor que volta meses após a cirurgia merece investigação, e não apenas analgésico.

“A dor no quadril operado que reaparece após meses tranquilos é a queixa que mais me alerta. Quando chega com ferida que não fecha ou febre baixa, o tempo até o diagnóstico pesa no desfecho.”— Dr. Paulo Afonso

CRM 202912RQE 120815Ortopedia e Traumatologia
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Formação acadêmica
  • Universidade de São Paulo (USP)
  • IAMSPE
Títulos de especialista
  • Título de Especialista pela SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia)
Sociedades médicas
  • Sociedade Brasileira do Quadril
Onde atende
  • Hospital das Clínicas da FMUSP, Hospital IAMSPE, Instituto Medicina em Foco
Áreas de atuação
  • Ortopedia e Traumatologia
Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia — infecção na prótese de quadril: sinais e tratamento
20 min de leituraRevisado por Dr. Paulo AfonsoDr. Paulo Afonso Lages Goncalves Filho · CRM 202912 · RQE 120815Atualizado em 7 de outubro de 202612 referências citadas
Sumário
  1. Infecção na prótese de quadril: sinais e tratamento — o que é e por que acontece
  2. Quais sinais indicam que a prótese pode estar infectada?
  3. Infecção precoce, tardia ou crônica: quando ela costuma aparecer
  4. Quem tem maior risco de infecção após a prótese de quadril
  5. Como o médico confirma o diagnóstico: exames de sangue, imagem e punção
  6. Por que o antibiótico sozinho geralmente não resolve
  7. Limpeza cirúrgica com manutenção da prótese: quando é possível
  8. Troca da prótese em um ou dois tempos: como funciona cada opção
  9. Recuperação, acompanhamento e risco de a infecção voltar
  10. Secreção, febre ou piora da dor: o que fazer agora
Ortopedia e Traumatologia

No consultório, a pergunta que mais ouço é se a dor nova significa que a prótese falhou. Nem sempre, mas ela merece resposta rápida.

— Dr. Paulo Afonso
Este guia sobre infecção na prótese de quadril: sinais e tratamento é para quem já operou e quer saber quando agir. Sou o Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Aqui o foco é a fase depois da artroplastia (substituição da articulação por prótese) do quadril.
A infecção periprotética (contaminação em volta do implante) pode surgir nas primeiras semanas ou anos depois da cirurgia. Por isso, sintomas discretos costumam ser confundidos com desgaste ou dor muscular, o que atrasa a investigação. Nas próximas seções, explico como reconhecer o quadro, quais exames confirmam a suspeita e como cada caso é avaliado.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Consulta inicialO ortopedista revisa a data da cirurgia, examina a cicatriz e pergunta sobre dor, febre e secreção na ferida.
  • 2Exames de sangueA coleta mede PCR e VHS, marcadores que sobem quando há inflamação ativa ao redor do implante.
  • 3Punção do quadrilUma agulha retira líquido do quadril para contar leucócitos (células de defesa) e fazer cultura (teste que identifica a bactéria).
  • 4Definição do planoTempo de infecção, fixação da prótese e bactéria encontrada orientam a discussão entre limpeza cirúrgica ou troca do implante.
  • 5Antibiótico direcionadoApós a cirurgia, o antibiótico é escolhido pelo antibiograma (teste de sensibilidade da bactéria aos remédios), com apoio do infectologista.
  • 6Reavaliação periódicaOs retornos repetem PCR e VHS e avaliam cicatriz, marcha e dor para verificar se a infecção segue controlada.
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Infecção na prótese de quadril: sinais e tratamento — o que é e por que acontece

Análise completa
A infecção periprotética (contaminação dos tecidos em volta do implante) ocorre quando bactérias alcançam a prótese e se multiplicam ali. O metal e o polietileno (plástico duro do encaixe) não têm circulação sanguínea. Por isso, as defesas do corpo e o antibiótico chegam com dificuldade a essa superfície.

Como as bactérias se instalam no implante

Os germes mais comuns vêm da própria pele, como o Staphylococcus aureus e o Staphylococcus epidermidis. Eles aderem ao implante e produzem biofilme (camada viscosa que protege as bactérias). Dentro dessa película, resistem ao antibiótico e ao sistema imune (defesa natural do organismo).A contaminação pode acontecer durante a cirurgia ou chegar depois, pela via hematogênica (bactérias levadas pelo sangue de outro foco). Uma infecção dentária ou urinária, por exemplo, pode atingir a prótese anos depois. Temos visto que esse caminho tardio costuma ser o mais difícil de suspeitar.

Quem tem mais risco de infecção

Diabetes descompensado, obesidade, tabagismo e uso de imunossupressores (remédios que reduzem a imunidade) elevam a chance de contaminação. Revisões anteriores (cirurgias prévias de troca da prótese) e cicatrização demorada também pesam. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia orienta controlar esses fatores antes da artroplastia (substituição da articulação por prótese).O tipo de implante influencia o planejamento da cirurgia, mas qualquer modelo pode infectar. Se ainda tem dúvida sobre o seu, veja a diferença entre prótese parcial e total.
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Quais sinais indicam que a prótese pode estar infectada?

Análise completa
A dor no quadril operado que surge ou piora após um período sem queixas é o sinal mais frequente. Ela costuma aparecer em repouso e à noite, não só ao caminhar, o que a diferencia do cansaço muscular.

Sinais locais na região da cicatriz

Na região da cirurgia, observe vermelhidão que se espalha, calor ao toque e inchaço que não regride. Secreção turva ou com mau cheiro pela cicatriz é alerta importante, mesmo em pequena quantidade. Uma fístula (canal que liga a prótese à pele) que drena com frequência indica infecção até prova em contrário.

Sinais gerais e o papel da febre

Febre, calafrios e mal-estar aparecem com mais nitidez nas infecções que chegam pelo sangue ou nas primeiras semanas. Nas formas crônicas (que evoluem por meses), a febre costuma faltar ou ser baixa e intermitente. Por isso, a ausência de febre não descarta o problema.Estudos sobre infecção na prótese de quadril: sinais e tratamento, no acervo científico do PubMed, destacam a dor persistente. Germes de baixa agressividade, como o Staphylococcus epidermidis, podem causar apenas dor e soltura discreta do implante. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.Quem planeja a investigação ou uma nova cirurgia fora do convênio pode entender antes como funciona o pagamento particular. Pelo plano, a autorização cobre a internação hospitalar, mas honorários médicos podem ser cobrados à parte.
Imagem ilustrativa — infecção na prótese de quadril: sinais e tratamento
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Infecção precoce, tardia ou crônica: quando ela costuma aparecer

Análise completa
O tempo entre a artroplastia e os primeiros sintomas indica há quanto tempo as bactérias estão no implante. Quanto mais antigo o quadro, mais maduro fica o biofilme (camada protetora que as bactérias formam sobre o metal). Essa maturidade reduz a chance de manter a prótese no lugar.

Os três momentos da infecção

A forma precoce pós-operatória surge nas primeiras semanas após a cirurgia, em geral até três meses. Costuma vir com ferida que drena, vermelhidão e febre, sinais de contaminação durante o procedimento. O Staphylococcus aureus é um dos germes mais envolvidos nessa fase.A forma tardia, ou crônica (de evolução lenta), aparece entre meses e anos depois e costuma vir só com dor. Germes de baixa agressividade, como o Staphylococcus epidermidis e o Cutibacterium acnes, explicam esse início silencioso.Há ainda a forma hematogênica aguda, em que bactérias de outro foco chegam pelo sangue a uma prótese antes sem queixas. Os sintomas começam de repente, com dor intensa e febre.Uma análise sobre o momento das infecções 2026, com mais de 1,5 milhão de artroplastias, mostra casos precoces e tardios. Por isso, a dor nova em prótese antiga também merece investigação.

Por que o tempo muda o tratamento

Na infecção aguda com prótese fixa, avalia-se o DAIR (limpeza cirúrgica que troca peças móveis e mantém o implante). Um estudo multicêntrico (feito em vários hospitais) com protocolo padronizado de DAIR 2025 seguido de seis semanas de antibiótico relatou resultados favoráveis. No quadro crônico, o biofilme maduro costuma exigir revisão em um ou dois tempos.
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Quem tem maior risco de infecção após a prótese de quadril

Análise completa
Os fatores de risco se dividem em dois grupos: os ligados ao organismo e os ligados ao procedimento. Os primeiros podem ser ajustados antes da artroplastia, enquanto os segundos dependem do ambiente cirúrgico e da recuperação da ferida. Somar vários deles eleva a chance de contaminação.

Condições do paciente que pesam mais

O diabetes mellitus com hemoglobina glicada (exame que mostra a média do açúcar em três meses) elevada atrapalha a cicatrização. Obesidade importante, desnutrição e anemia também reduzem a defesa dos tecidos em volta do implante. Quem tem artrite reumatoide (inflamação causada pela própria defesa do corpo) ou usa corticoide diariamente soma risco extra.Portadores do Staphylococcus aureus no nariz, mesmo sem sintomas, carregam a bactéria mais ligada à forma precoce. Infecção dentária, urinária ou de pele ativa antes da cirurgia também abre caminho para o implante. Quem opera jovem convive décadas com o implante; veja como pensar a cirurgia antes dos 50 anos.

Fatores ligados à cirurgia e à recuperação

Cirurgias longas, revisão de prótese anterior e transfusão de sangue aparecem entre os fatores do procedimento. Um hematoma (acúmulo de sangue sob a pele) ou drenagem que persiste dias na ferida favorece a entrada de germes. Um estudo com mais de 30 mil 2026 analisou fatores ligados à infecção no quadril e no joelho.Conhecer esses fatores ajuda a valorizar sinais discretos depois da cirurgia, sobretudo em quem soma mais de um.
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Como o médico confirma o diagnóstico: exames de sangue, imagem e punção

Análise completa
Nenhum exame isolado confirma a contaminação do implante. O ortopedista soma história clínica, sangue, imagem e líquido do quadril, seguindo os critérios da MSIS (Sociedade de Infecção Musculoesquelética).

Exames de sangue e de imagem

A PCR (proteína que sobe na inflamação) e o VHS (outro marcador inflamatório do sangue) se elevam com infecção ativa. Valores altos reforçam a suspeita, mas também sobem após gripe, artrite reumatoide ou cirurgia recente. Valores normais tampouco descartam germes de baixa agressividade.A radiografia mostra se a prótese segue fixa ou se o osso ao redor está sendo consumido. Ela também separa infecção de soltura asséptica (afrouxamento sem bactéria) e de fratura perto do implante. Tomografia e cintilografia (imagem com marcador levemente radioativo) ficam para casos selecionados.

Punção do quadril e culturas

A punção do quadril retira líquido da articulação com agulha, em geral guiada por ultrassom. No laboratório, a contagem de leucócitos (células de defesa) e de neutrófilos (tipo de célula que combate bactérias) aponta se há infecção. Antibiótico tomado antes da coleta pode esconder a bactéria e gerar resultado enganosamente normal.As culturas do líquido e de fragmentos de tecido identificam o germe responsável. Bactérias lentas, como o Staphylococcus epidermidis e o Cutibacterium acnes, exigem mais dias de cultivo.Exames normais deslocam a investigação para soltura mecânica, tendinite ou dor vinda da coluna. Se a dor está no quadril não operado, veja os riscos de adiar a prótese de quadril. Beneficiários da Omint encontram o ortopedista de quadril pela Omint.Para escrever esta parte consultamos A Single Tertiary Care Center Case 2025.
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Por que o antibiótico sozinho geralmente não resolve

Análise completa
As bactérias que se fixam no implante passam a viver dentro de uma película viscosa produzida por elas mesmas. Nessa camada, elas se multiplicam devagar e ficam protegidas do sistema imune (defesa natural do corpo). O antibiótico circula pelo sangue, mas atravessa mal essa barreira grudada no metal sem vasos.

Como o biofilme protege as bactérias

Germes como o Staphylococcus aureus e o Staphylococcus epidermidis reduzem o metabolismo (ritmo de funcionamento) dentro do biofilme. Muitos antibióticos agem melhor sobre bactérias em divisão rápida, por isso perdem força nessa fase lenta. Quando o tratamento termina, as sobreviventes voltam a crescer e a dor retorna.Por esse motivo, o remédio costuma funcionar como complemento da cirurgia, que remove o tecido contaminado e as peças colonizadas. Beneficiários da Cassi que avaliam a revisão (troca do implante) podem entender a prótese de quadril pela Cassi. A autorização cobre a internação hospitalar, enquanto honorários médicos e aluguel de equipamentos podem ser cobrados à parte.

Antibiótico por conta própria atrapalha o diagnóstico

Tomar antibiótico sem orientação pode baixar a febre e a PCR (marcador de inflamação no sangue) por alguns dias. A bactéria continua no implante, mas a cultura (teste que identifica o germe) pode sair negativa. Sem o germe identificado, o infectologista (médico de infecções) perde o antibiograma (teste de sensibilidade aos remédios).Quem já tomou antibiótico deve informar ao ortopedista o nome do remédio e as datas de uso. Infiltrações (injeções de remédio na articulação) também entram nessa conversa; entenda quando a infiltração no quadril pelo convênio é coberta. Essas informações ajudam a interpretar culturas negativas.
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Limpeza cirúrgica com manutenção da prótese: quando é possível

Análise completa
O DAIR (limpeza cirúrgica com troca das peças móveis e antibiótico, mantendo o implante) preserva as partes fixas no osso. O cirurgião remove o tecido contaminado e lava a articulação com grande volume de soro. Também troca a cabeça femoral (bola do encaixe) e o polietileno (forro plástico do acetábulo, a cavidade da bacia).

Quando a prótese pode ser mantida

O DAIR costuma ser avaliado quando os sintomas têm poucas semanas, na forma precoce ou na hematogênica (vinda pelo sangue). A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. Uma bactéria identificada e sensível no antibiograma (teste de resposta aos remédios) também favorece a escolha.

Chances de sucesso e o que pesa contra

As chances são maiores quanto mais cedo a limpeza acontece, antes que o biofilme (película protetora das bactérias) amadureça sobre o metal. Germes resistentes, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (antibiótico da família da penicilina), diabetes descompensado e obesidade reduzem as chances. Quem convive com excesso de peso e ainda vai operar pode entender quando operar a prótese em obeso.Quando a limpeza falha, a infecção retorna e costuma exigir revisão (troca do implante) em um ou dois tempos. O antibiótico prolongado após o DAIR, definido com o infectologista (médico de infecções), é parte essencial do resultado.Beneficiários da Amil podem buscar o ortopedista de quadril pela Amil Linx; a autorização cobre a internação hospitalar. Honorários médicos e aluguel de equipamentos podem ser cobrados à parte.
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Troca da prótese em um ou dois tempos: como funciona cada opção

Análise completa
A retirada do implante entra em cena quando a prótese está solta, a infecção é crônica ou a limpeza anterior falhou. Nessas situações, o biofilme (película protetora das bactérias) maduro não sai só com limpeza.

Revisão em um tempo

Na revisão (troca do implante) em um tempo, o cirurgião retira a prótese, limpa o osso e implanta outra no mesmo ato. Essa via costuma ser reservada a bactéria identificada e sensível no antibiograma (teste de resposta aos remédios). A vantagem é uma única anestesia e recuperação mais curta.

Revisão em dois tempos com espaçador

Na primeira etapa, a prótese sai e entra um espaçador (peça provisória de cimento com antibiótico). O espaçador libera remédio no local por semanas, enquanto o antibiótico na veia é ajustado pelo infectologista (médico de infecções). Quando PCR e VHS (marcadores de inflamação no sangue) normalizam, a segunda etapa implanta a prótese definitiva.Um estudo francês que comparou as duas 2025 avaliou implantes revestidos por gel com antibiótico na infecção crônica do quadril. A escolha entre as opções considera bactéria, qualidade do osso, estado de saúde e tecidos ao redor do implante. Germes resistentes, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina, tendem a pesar a favor das duas etapas.Entre as etapas, a marcha costuma depender de andador ou muletas, e o apoio é liberado aos poucos. Para comparar com o pós-operatório comum, veja o tempo de recuperação da prótese.
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Recuperação, acompanhamento e risco de a infecção voltar

Análise completa
A recuperação depende da cirurgia realizada e da resposta ao antibiótico definido pelo infectologista (médico especialista em infecções). Depois do DAIR (limpeza que mantém a prótese), a marcha costuma voltar mais cedo que após a troca em dois tempos. Em todos os casos, a fisioterapia (reabilitação com exercícios orientados) recupera força e equilíbrio aos poucos.

Como funciona o acompanhamento

Os retornos repetem PCR (proteína que sobe na inflamação) e VHS (outro marcador inflamatório do sangue) para confirmar o controle. Valores que voltam a subir, com dor nova ou secreção na cicatriz, merecem reavaliação rápida. A radiografia (imagem por raios X) acompanha a fixação da prótese ao osso ao longo do tempo.O acompanhamento é mais próximo nos primeiros meses e depois se espaça, mas a vigilância segue por toda a vida. Quem tem Care Plus pode seguir os retornos com o ortopedista de quadril pela Care Plus. A autorização cobre a internação hospitalar; honorários médicos podem ser cobrados à parte.

Quando a infecção pode voltar

A recidiva (retorno da infecção depois do tratamento) pode ocorrer mesmo após cirurgia bem-sucedida. Germes resistentes, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (antibiótico da família da penicilina), elevam esse risco. Diabetes descompensado, tabagismo e biofilme (película protetora das bactérias) não totalmente removido também pesam.Uma infecção dentária ou urinária futura pode levar bactérias pelo sangue até o novo implante. Por isso, vale informar ao dentista e a outros médicos que você tem prótese. Dores do quadril sem relação com infecção têm outras abordagens, como as do especialista em terapia regenerativa no quadril.Para escrever esta parte consultamos Debridement antibiotics and implant retention DAIR 2024.
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Secreção, febre ou piora da dor: o que fazer agora

Análise completa
Febre com calafrios e secreção turva ou com mau cheiro pela cicatriz pedem avaliação no mesmo dia. Dor súbita que impede apoiar a perna e vermelhidão que se espalha entram no mesmo grupo de alerta. Germes agressivos, como o Staphylococcus aureus, avançam rápido, e o tempo até a avaliação muda as opções de tratamento.

Quando ir ao pronto atendimento e quando marcar consulta

Procure o pronto atendimento, de preferência no hospital onde operou, se houver febre com calafrios, secreção ou dor que impede caminhar. Lá, a equipe pode colher PCR (proteína que sobe na inflamação) e VHS (outro marcador inflamatório) e acionar o ortopedista. Dor que piora aos poucos, sem febre e sem secreção, permite consulta com o ortopedista em poucos dias.

O que evitar até a avaliação médica

Não esprema a cicatriz nem aplique pomadas caseiras, pois isso altera a ferida e confunde o exame. Não inicie antibióticos guardados em casa sem orientação, pois podem mascarar a bactéria na cultura (teste que identifica o germe). Fotografe a secreção, anote a temperatura e leve a lista de medicamentos usados na última semana.Agende uma avaliação com o Dr. Paulo Afonso, de Ortopedia e Traumatologia, no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Se a revisão for feita sem convênio, veja quanto custa a prótese particular antes de decidir.
Próximo passo

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Perguntas frequentes

Quais são os primeiros sinais de que a prótese de quadril infeccionou?
Quem pesquisa infecção na prótese de quadril: sinais e tratamento costuma notar primeiro a dor que volta após meses tranquilos. Vermelhidão, calor, inchaço e secreção pela cicatriz reforçam a suspeita. A febre pode faltar, sobretudo nos quadros crônicos (de evolução lenta).
A infecção pode aparecer anos depois da cirurgia?
Sim. Bactérias de outro foco, como uma infecção dentária ou urinária, podem chegar ao implante pelo sangue anos depois. Germes de baixa agressividade também podem causar só dor discreta e progressiva, sem febre.
Exame de sangue normal descarta infecção no implante?
A PCR (proteína C reativa, marcador de inflamação) e o VHS (outro marcador do sangue) ajudam, mas podem vir normais. Isso acontece com germes pouco agressivos, como o Staphylococcus epidermidis. Por isso, a punção do quadril (retirada de líquido com agulha) costuma completar a investigação.
O que é o biofilme e por que ele dificulta o tratamento?
O biofilme (película viscosa que as bactérias formam sobre o metal) protege os germes das defesas do corpo e do antibiótico. Dentro dele, o Staphylococcus aureus e outras bactérias se multiplicam devagar e escapam de remédios que agem sobre células em divisão.
Toda infecção na prótese exige uma nova cirurgia?
A decisão depende do tempo de infecção, da fixação do implante e da bactéria encontrada. Esses dados são discutidos entre ortopedista e infectologista (médico especialista em infecções) antes de qualquer proposta. O antibiótico isolado costuma ter efeito limitado sobre germes protegidos pelo biofilme.
O que é o DAIR?
O DAIR (limpeza cirúrgica com troca das peças móveis, mantendo o implante) busca preservar a prótese fixa ao osso. A chance de sucesso tende a ser maior quanto mais recente é a infecção. Depois, o antibiótico é ajustado pelo antibiograma (teste que mostra a quais remédios a bactéria responde).
Como funciona a troca da prótese em dois tempos?
Na primeira cirurgia, a prótese é retirada e entra um espaçador (peça provisória de cimento com antibiótico). Ele libera remédio no local enquanto o tratamento na veia segue por semanas. Com a inflamação controlada, uma segunda cirurgia implanta a prótese definitiva.
O convênio cobre o tratamento da infecção na prótese?
A autorização do plano cobre a internação hospitalar para a cirurgia de limpeza ou de revisão (troca do implante). Honorários médicos e aluguel de equipamentos podem ser cobrados à parte. Vale confirmar esses itens com a operadora antes da data marcada.
Dá para reduzir o risco de infecção antes da cirurgia?
Sim. Controlar a glicemia (nível de açúcar no sangue), parar de fumar e tratar focos dentários ou urinários reduzem a chance de contaminação. Quem carrega Staphylococcus aureus no nariz também pode ser avaliado antes da artroplastia (substituição da articulação por prótese).
Depois do tratamento, a infecção pode voltar?
Pode. A recidiva (retorno da infecção após o tratamento) é mais provável com germes resistentes, diabetes descompensado e tabagismo. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.

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