Hérnia de disco L5-S1: quando operar | Dr. Pedro Correa
O que separa a dor que melhora sozinha da compressão do nervo que pede cirurgia no último disco lombar.
“Mais do que o tamanho do disco no exame, eu observo a força do pé. Se falta firmeza para ficar na ponta dos pés, já falo de cirurgia.”— Dr. Pedro Henrique Correa
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- Hospital Universitário da UNIFESP (Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia)
- UNIFESP (Fellowship em Cirurgia da Coluna)
- Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT
- Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
- Membro da North American Spine Society
- Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
- Membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
- Instituto Medicina em Foco | Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Alemão Oswaldo Cruz e Nove de Julho.
- Ortopedista especialista em coluna

Meu papel é tirar o medo da conversa. Operar na hora certa protege o nervo; esperar na hora certa evita cirurgia desnecessária.— Dr. Pedro Henrique Correa
Passo a passo
- 1Primeira avaliaçãoO exame físico testa força do pé, reflexo do tornozelo e sensibilidade na faixa do nervo S1.
- 2Exame de imagemA ressonância magnética mostra o tamanho e a posição do fragmento herniado entre as vértebras L5 e S1.
- 3Tratamento conservadorFisioterapia, analgésicos e, se preciso, infiltração com remédio aplicado perto do nervo ocupam as primeiras semanas.
- 4Reavaliação da forçaNos retornos, a dor ciática e a força para ficar na ponta dos pés são comparadas com a primeira avaliação.
- 5Decisão cirúrgicaFraqueza progressiva, sinais de síndrome da cauda equina ou dor persistente colocam a microdiscectomia em discussão.
- 6ReabilitaçãoApós a cirurgia, a fisioterapia recupera força e postura, e novos retornos acompanham a recuperação do nervo S1.
Hérnia de disco L5-S1: quando operar?
Sinais que antecipam a cirurgia
A urgência surge com sinais de síndrome da cauda equina, como dormência genital e perda do controle da bexiga. O déficit motor (perda de força medida no exame) progressivo também antecipa a microdiscectomia. O guia sobre os sinais de alerta da cauda equina detalha cada sintoma.Quando a dor não cede
Sem fraqueza, a cirurgia é uma escolha planejada, e não uma urgência. Ela entra em pauta quando a ciática segue incapacitante após semanas de tratamento conservador bem conduzido. Vale conhecer o papel do ortopedista especialista em coluna nessa escolha.O que acontece na coluna quando o disco entre L5 e S1 se rompe
Quais nervos ficam apertados
No nível L5-S1, o fragmento costuma atingir a raiz S1, que segue até a panturrilha e a sola do pé. Hérnias mais laterais, perto do forame (abertura lateral por onde o nervo sai), podem pegar a raiz L5. As duas raízes ajudam a formar o nervo ciático.Por que surgem dor, formigamento e fraqueza
A compressão e a inflamação química do material herniado causam a radiculopatia (sofrimento da raiz nervosa). A dor ciática corre pela trajetória do nervo, e o formigamento aparece na lateral do pé. Se as fibras motoras sofrem, falta força para ficar na ponta dos pés e o reflexo aquiliano (do tornozelo) enfraquece.Na dúvida sobre hérnia de disco L5-S1: quando operar, a fraqueza motora pesa mais que a dor isolada. Essa leitura do exame neurológico segue a linha da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.Enquanto o nervo está inflamado, carga pesada e flexões bruscas do tronco podem piorar a dor. A lista de exercícios proibidos para quem tem hérnia ajuda a evitar esses erros.
Sinais de alarme: quando ir ao pronto-socorro sem esperar consulta
Sintomas que levam direto ao pronto-socorro
Retenção urinária (dificuldade para esvaziar a bexiga) ou perda involuntária de urina e fezes é o sinal mais grave. A anestesia em sela (dormência na região íntima e na parte interna das coxas) também acende o alerta. Dor nas duas pernas ao mesmo tempo completa o quadro típico.Fraqueza que avança em horas ou dias
O pé caído (o pé arrasta ou bate no chão ao andar) indica sofrimento grave da raiz L5. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.Sintomas parecidos podem surgir na estenose lombar (estreitamento do canal da coluna), que costuma evoluir mais devagar. Quem já investiga esse diagnóstico encontra detalhes sobre cirurgia de estenose lombar pelo Bradesco.Dor ciática que não melhora: quando a cirurgia passa a ser uma opção
Força que não volta, mesmo sem emergência
A perda de força persistente, sem piora rápida, também coloca a microdiscectomia (retirada do fragmento que aperta o nervo) em discussão. Dificuldade estável para ficar na ponta dos pés indica que a raiz S1 segue comprimida. O volume na ressonância magnética pesa menos, como mostra a leitura sobre se hérnia de disco grande precisa operar.Escolha planejada, sem pressa indevida
A cirurgia programada é uma escolha, não uma obrigação, quando a dor ciática é o único sintoma. O paciente pode seguir tratando sem operar, desde que a força se mantenha e os retornos aconteçam. Planejar trabalho e rotina ajuda, e o texto sobre tempo de recuperação da cirurgia na coluna orienta essa conta.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.Quanto tempo vale a pena tentar o tratamento sem cirurgia
Fatores que encurtam a espera
Fraqueza persistente no pé, noites seguidas sem dormir e afastamento prolongado do trabalho antecipam a conversa sobre operar. Infiltração sem resposta também pesa nessa conta. Quando a cirurgia entra em pauta, técnicas menos invasivas, como a cirurgia a laser para hérnia de disco, ampliam as opções.Fatores que alongam a espera
Dor em queda constante, força preservada e boa resposta à fisioterapia permitem estender o prazo sem prejuízo ao nervo. Idade, peso e tipo de trabalho também ajustam esse calendário.Quando o problema vai além do disco
A espondilolistese (vértebra que escorrega sobre a de baixo) muda o cenário, porque o disco deixa de ser o único problema. Nesses casos, a artrodese de coluna pela Mediservice (fixação das vértebras com parafusos) pode entrar na discussão.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.Por que a ressonância sozinha não decide a operação
Os testes que apontam a raiz S1
O sinal de Lasègue (dor ao elevar a perna esticada) indica raiz irritada. Na raiz S1, pesam reflexo aquiliano fraco, dormência na lateral do pé e fraqueza na ponta dos pés. Esse mapa precisa bater com o fragmento que a imagem mostra entre L5 e S1.Quando imagem e exame não combinam
Se a imagem mostra hérnia de um lado e a dor está do outro, a investigação continua. A eletroneuromiografia (exame que mede a condução elétrica dos nervos) ajuda a separar raiz comprimida de outros problemas nos nervos.O mesmo raciocínio vale para o pescoço, como explica o texto sobre como é a cirurgia de hérnia cervical. Se houver instabilidade entre as vértebras, a artrodese de coluna pela Porto Seguro pode entrar na discussão.Tratamentos que podem evitar a cirurgia
Remédios e infiltração
Anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares aliviam a crise nas primeiras semanas, sempre com prescrição médica. Se a dor persiste, o bloqueio foraminal (aplicação guiada por imagem na saída do nervo) pode reduzir a inflamação da raiz S1. Entenda como funciona o bloqueio na coluna antes de decidir.Fisioterapia e atividade física
A fisioterapia com exercícios de estabilização lombar (fortalecimento dos músculos que sustentam a coluna) reduz a carga sobre o disco. Caminhadas curtas valem mais que repouso prolongado, e o método McKenzie (exercícios de extensão que centralizam a dor) ajuda alguns pacientes. Manipulações bruscas pedem cautela na crise, e vale checar se a quiropraxia é segura antes de marcar sessão.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.Microdiscectomia e outras técnicas: como é a cirurgia
Discectomia endoscópica: o mesmo objetivo por um tubo
A discectomia endoscópica usa uma câmera fina introduzida por um tubo, com corte ainda menor. O objetivo é o mesmo: soltar o nervo comprimido. Saiba se a cirurgia endoscópica de coluna vale a pena no seu caso.Por que parafusos e fusão raramente entram
A artrodese (fusão de duas vértebras com parafusos) não é necessária na maioria das hérnias, porque o disco segue sustentando a coluna. A fusão fica reservada para instabilidade, como na espondilolistese, ou para hérnias que voltam várias vezes. Na volta às atividades, vale conhecer os exercícios que sobrecarregam o disco.Esta orientação acompanha Herniated disk MedlinePlus Medical Encyclopedia, fonte consultada para esta seção.O que esperar depois da operação: alívio, riscos e recuperação
Quando a força demora a voltar
Quem chega à cirurgia com pé caído pode levar meses para recuperar o movimento. O texto sobre quando o pé caído tem volta detalha esse prognóstico.Riscos que vale conhecer
A infecção da ferida e o hematoma (acúmulo de sangue no local operado) são incomuns e acompanhados de perto nos retornos. Uma ruptura da dura-máter (membrana que envolve os nervos) pode causar fístula liquórica (vazamento do líquido da coluna). O risco mais conhecido é a recidiva (nova hérnia no mesmo disco), porque o anel fibroso continua com a fissura.Recuperação em etapas
Nas primeiras semanas, o anel do disco ainda cicatriza, e o esforço físico volta de forma gradual. A fisioterapia reconstrói a musculatura do core (músculos do abdome e das costas) que protege o disco operado. Trabalho de escritório costuma ser retomado antes das funções que exigem carga pesada.Esta orientação acompanha Herniated disk repair MedlinePlus Medical Encyclopedia Image, fonte consultada para esta seção.O que perguntar ao especialista antes de decidir
Perguntas sobre o diagnóstico
Pergunte se a raiz S1 comprimida na ressonância magnética (exame de imagem detalhado sem radiação) explica de fato a sua dor. Pergunte também como está sua força no pé e o reflexo do tornozelo. Vale confirmar se existe algum sinal de síndrome da cauda equina.Perguntas sobre o tratamento
Quanto tempo de tratamento conservador ainda faz sentido no seu caso? A infiltração foi tentada ou ainda é uma opção? Qual técnica seria usada, microdiscectomia ou discectomia endoscópica, e por quê?Perguntas sobre riscos e recuperação
Peça os riscos próprios do seu caso, incluindo a chance de recidiva no mesmo disco. Quem teme sequela grave encontra respostas sobre risco de paralisia na cirurgia de coluna. Pergunte ainda quando volta ao trabalho e à atividade física.Agende uma avaliação com o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna. O atendimento acontece no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, com tempo para cada pergunta. Quem é mais velho pode ler antes sobre cirurgia de coluna depois dos 70 anos.O que dizem os pacientes
Atendimento humanizado profissional com bastante propriedade impressão de especialista.— Mazzini jr. (abr/2026)
Dr. Pedro me diagnosticou e me explicou o porquê das minhas constantes dores e imobilidade no pescoço e braço. Fui super bem atendida pela secretária dele a Adriana, extremamente competente, educada e nos auxilia prontamente quando precisamos tirar dúvidas. Tempo de espera para ser atendido na clínica praticamente não tem. Você chega e em seguida já é atendido.— Debora Moreira Souza (set/2025)
Profissional me explicou tudo de forma detalhada, me falou dos procedimentos que ele acredita serem bons e o motivo dele acreditar na eficácia, me explicou sobre alternativas de atividades físicas e fisioterapia, quais ele acredita serem as mais eficientes, o motivo dele acreditar nisso, citou evidências através de estudos, exatamente o que eu gosto de saber para tomar qlqr decisão. Excelente profissional.— Filipe Goes (ago/2026)
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Consulta com Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
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