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Incontinência depois da cirurgia de próstata: como evitar

Incontinência depois da cirurgia de próstata: como evitar

O controle da urina após a retirada da próstata começa a ser construído semanas antes da operação.

“Repito a mesma pergunta antes de toda cirurgia: o paciente sabe contrair o assoalho pélvico (músculos que seguram a urina)? Quando a resposta é sim, os escapes das primeiras semanas costumam ceder mais cedo.”— Dr. José Augusto

CRM 185703RQE 100170Urologia
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Formação acadêmica
  • Residência Médica em Cirurgia Geral na Santa Casa de São Paulo
  • Residência em Urologia no Hospital Santa Marcelina de São Paulo
  • Fellowship em Cirurgia Robótica em Urologia na Santa Casa de Santos-SP
  • Pós-Graduação em Cirurgia Robótica em Urologia no Hospital Albert Einstein
Títulos de especialista
  • Destaque na American Urological Association (AUA) por contribuições à urologia minimamente invasiva brasileira
Sociedades médicas
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia
  • Membro da American Urological Association (AUA)
  • com destaque na associação por suas contribuições à urologia minimamente invasiva brasileira
Onde atende
  • Hospital Beneficência Portuguesa, Hospital Santa Catarina, Hospital Sírio Libanês, Rede Dor São Paulo, Hospital Nove de Julho, Instituto Medicina em Foco
Áreas de atuação
  • Urologia
Dr. José Augusto, Urologia — incontinência depois da cirurgia de próstata: como evitar
20 min de leituraRevisado por Dr. José AugustoJose Augusto Farias Da Silva Junior · CRM 185703 · RQE 100170Atualizado em 30 de setembro de 20265 referências citadas
Sumário
  1. Incontinência depois da cirurgia de próstata: como evitar e o que é realista esperar
  2. Nem toda cirurgia de próstata tem o mesmo risco: prostatectomia radical e ressecção transuretral
  3. Por que a urina escapa: o esfíncter, a uretra e o assoalho pélvico
  4. Antes da operação: pré-habilitação do assoalho pélvico
  5. Com a sonda e logo depois da retirada: quando começar a contrair
  6. Como fazer os exercícios de Kegel corretamente e os erros que atrasam a recuperação
  7. Rotina nas primeiras semanas: tosse, peso, líquidos e diário miccional
  8. Absorventes e coletores: o que ajuda a conviver com a perda sem tratar a causa
  9. Quando a perda persiste: incontinência de esforço, urgência ou mista
  10. Remédios, sling masculino e esfíncter artificial: opções quando o tratamento conservador não basta
Urologia

Preparo a continência antes da cirurgia, não só depois dela.

— Dr. José Augusto
Incontinência depois da cirurgia de próstata: como evitar é uma pergunta que merece resposta semanas antes da data marcada para a operação. Sou o Dr. José Augusto, Urologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. No consultório, o preparo inclui avaliação da força pélvica, fisioterapia orientada e uma conversa franca sobre o tempo real de recuperação.
Depois da prostatectomia radical, o esfíncter uretral externo passa a segurar a urina sozinho, sem o reforço que a próstata oferecia. Os feixes neurovasculares (nervos e vasos colados à próstata) e a extensão de uretra conservada também pesam na melhora. As próximas seções percorrem cada fase, do preparo à reabilitação, para que nenhuma etapa fique sem atenção.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Consulta inicialO urologista avalia exames, peso, tabagismo e o controle urinário atual para estimar o risco de escapes.
  • 2Treino pré-operatórioO fisioterapeuta pélvico ensina, com toque ou biofeedback (aparelho que mostra a contração na tela), a contrair o músculo certo.
  • 3Dia da cirurgiaA equipe opera buscando poupar o esfíncter, os nervos e o maior comprimento possível de uretra.
  • 4Retirada da sondaQuando a sonda (tubo que drena a bexiga) sai, os exercícios recomeçam e absorventes ajudam a atravessar os escapes iniciais.
  • 5Reabilitação pélvicaSessões de fisioterapia pélvica e um diário miccional (anotação de idas ao banheiro e escapes) acompanham a melhora semana a semana.
  • 6ReavaliaçãoNos retornos, o urologista confere quantos absorventes são usados e, se o escape persistir, discute exames e novas opções.
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Incontinência depois da cirurgia de próstata: como evitar e o que é realista esperar

Análise completa
Nenhuma técnica cirúrgica ou fisioterapia impede todos os escapes, porque a retirada da próstata muda a forma como a uretra se fecha. O que o preparo faz é encurtar o período de perda e tornar os escapes menores.

O que costuma acontecer nas primeiras semanas

Logo após a retirada da sonda, a maioria dos homens nota escapes ao tossir, espirrar ou levantar da cadeira. Esse padrão se chama incontinência de esforço (perda de urina quando a pressão na barriga sobe). Na rotina clínica, o controle costuma voltar primeiro deitado, depois em pé e, por último, nos esforços maiores.

Fatores que o paciente controla e os que não controla

Idade, capacidade da bexiga antes da operação e extensão do tumor pesam no ritmo da recuperação e não dependem de esforço pessoal. Quando o câncer encosta nos feixes neurovasculares, pode ser preciso retirá-los para obter margens livres (bordas sem tumor). O escore de Gleason (nota de agressividade do tumor) orienta essa decisão, detalhada em o que muda entre Gleason 6 e 7.Peso, tabagismo e constância nos exercícios, ao contrário, dependem das escolhas feitas antes e depois da operação.

O que é realista esperar

Considera-se recuperado o homem que não usa absorvente ou usa apenas um de segurança por dia. A maior parte da melhora costuma ocorrer nos primeiros meses, e alguns homens seguem ganhando controle até o fim do primeiro ano. Uma avaliação urológica individual em São Paulo estima esse ritmo para cada caso, com base nos exames e no preparo.Esta seção foi revisada contra Transurethral resection of the prostate TURP.
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Nem toda cirurgia de próstata tem o mesmo risco: prostatectomia radical e ressecção transuretral

Análise completa
A prostatectomia radical, feita no câncer localizado, retira a glândula inteira e as vesículas seminais (glândulas que produzem parte do sêmen). A ressecção transuretral trata a hiperplasia prostática benigna (aumento não canceroso da próstata) e remove só o miolo que aperta a uretra. Essa divisão segue as orientações da Sociedade Brasileira de Urologia - SBU.

Por que a prostatectomia radical mexe com o esfíncter

Na retirada completa, o cirurgião corta a uretra no ápice da próstata (ponta voltada para o pênis), rente ao esfíncter externo. Qualquer milímetro de uretra poupado nesse ponto ajuda o músculo a fechar a saída com mais firmeza. Quando o tumor fica perto do ápice, a margem de segurança pode consumir parte desse comprimento.

Por que a ressecção transuretral raramente causa escape permanente

Na ressecção transuretral, o aparelho entra pela uretra e raspa o tecido por dentro, preservando a casca externa da glândula. O esfíncter externo fica abaixo da área tratada, protegido pelo verumontano (pequena saliência que serve de marco ao cirurgião). Por isso a perda de urina duradoura é incomum, embora urgência e escapes leves possam surgir nas primeiras semanas.Na enucleação com laser (retirada do miolo inteiro em bloco), vale a mesma lógica de poupar o esfíncter externo. Escapes passageiros podem surgir após a sonda, mas costumam regredir nos primeiros meses.Para quem busca incontinência depois da cirurgia de próstata: como evitar, o ponto de partida é saber qual operação foi proposta. Os prazos de retorno às atividades também diferem, como detalha o guia de tempo de recuperação da cirurgia de próstata.
Imagem ilustrativa — incontinência depois da cirurgia de próstata: como evitar
Imagem ilustrativaAgende sua avaliação com Dr. José →
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Por que a urina escapa: o esfíncter, a uretra e o assoalho pélvico

Análise completa
O corpo masculino conta com dois mecanismos de fechamento da bexiga. O esfíncter interno (anel muscular no colo vesical) fica colado à próstata e sai junto com ela na prostatectomia radical. Resta o esfíncter uretral externo, que antes dividia a tarefa e agora precisa segurar a urina praticamente sozinho.

O que acontece quando você tosse, ri ou levanta peso

Tossir, rir ou carregar compras aumenta de repente a pressão abdominal (força que a barriga faz sobre a bexiga). Se essa força supera o aperto do esfíncter, algumas gotas escapam. É a incontinência de esforço, e ela tende a diminuir conforme o músculo ganha resistência.No fim do dia, o esfíncter cansado costuma segurar menos, e os escapes ficam mais frequentes à tarde e à noite.

Uretra, costura e nervos na fase inicial

Após retirar a glândula, o cirurgião une a bexiga à uretra numa anastomose (costura entre os dois canais). Nas primeiras semanas, inchaço e cicatrização deixam essa região menos firme. Pequenos ramos nervosos que comandam o esfíncter também podem demorar a recuperar a função.

O assoalho pélvico como reforço

Os músculos do assoalho pélvico envolvem a uretra por fora e funcionam como uma segunda linha de defesa. Quando contraídos no momento certo, apertam o canal e compensam parte da força perdida. Pesquisas reunidas na base de estudos médicos do PubMed descrevem esse treino como aliado na volta do controle urinário.
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Antes da operação: pré-habilitação do assoalho pélvico

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Começar o treino antes da cirurgia vale a pena, porque o movimento se aprende melhor sem sonda, dor ou cansaço. Quem chega à cirurgia sabendo contrair o assoalho pélvico retoma o treino logo após a retirada da sonda. O encaminhamento ao fisioterapeuta costuma sair da consulta com o especialista em câncer de próstata em São Paulo.

Como achar os músculos certos sem interromper o jato

Interromper o jato de urina serve, no máximo, como teste isolado para reconhecer a sensação. Repetido como exercício, atrapalha o esvaziamento da bexiga e pode deixar sobra de urina, que favorece infecção.Há formas mais seguras de encontrar o músculo. Imagine segurar um gás em público: o que se fecha em volta do ânus e sobe por dentro é o assoalho pélvico. Diante do espelho, a base do pênis se recolhe levemente e o escroto (bolsa dos testículos) sobe.

Erros comuns no começo do treino

Muitos homens apertam a barriga, as nádegas ou as coxas no lugar do músculo certo. Outros prendem a respiração ou fazem força para baixo, como ao evacuar, o que empurra a bexiga em vez de sustentá-la. A contração correta é discreta, sem movimento visível do quadril, e a respiração segue livre.Quando a dúvida persiste, o toque do fisioterapeuta pélvico ou o biofeedback mostram se o músculo certo está trabalhando.
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Com a sonda e logo depois da retirada: quando começar a contrair

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Enquanto a sonda está na uretra, a maioria das equipes pede pausa nas contrações fortes do assoalho pélvico. O tubo passa exatamente pela região da costura entre bexiga e uretra, que ainda está cicatrizando. Contrair com força ali pode causar desconforto e espasmos da bexiga (cólicas que empurram urina pela lateral da sonda).

Os primeiros dias sem sonda

Depois da retirada da sonda, o treino recomeça com contrações leves, feitas deitado, posição em que a bexiga pesa menos. Aos poucos, o exercício passa para sentado e em pé, posições em que o escape costuma ser maior. Séries e ritmo seguem o plano do fisioterapeuta, como explica o guia de cirurgia robótica de próstata pela Care Plus.

Contrair antes do esforço

Um recurso útil é contrair o assoalho pélvico um instante antes de tossir, espirrar ou levantar da cadeira. Esse gesto, chamado de manobra de antecipação (fechar a uretra antes que a pressão suba), vira hábito com repetição. Com o tempo, ele deixa de exigir atenção e passa a acontecer sozinho.

Sinais para ir com calma

Ardor, sangue na urina ou dor no períneo (região entre o escroto e o ânus) pedem contato com a equipe. Cansaço muscular no fim do dia é esperado e não significa que o treino falhou.
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Como fazer os exercícios de Kegel corretamente e os erros que atrasam a recuperação

Análise completa
Um treino completo de Kegel alterna dois tipos de contração do assoalho pélvico, cada um com uma função diferente. As contrações rápidas treinam a reação ao esforço súbito, como tosse ou espirro. As sustentadas (mantidas por alguns segundos) dão resistência ao esfíncter uretral externo para aguentar o dia inteiro.

Contrações rápidas e sustentadas, passo a passo

Na contração rápida, o homem fecha o assoalho pélvico com firmeza e solta logo em seguida. Na sustentada, aperta e mantém a força pelo tempo combinado com o fisioterapeuta, sem perder a intensidade. Entre uma e outra, o relaxamento completo vale tanto quanto o aperto.Músculo que não relaxa por inteiro chega cansado à próxima contração e perde força ao longo da série (grupo de repetições seguidas). Por isso, qualidade conta mais que quantidade: poucas contrações bem feitas rendem mais que muitas apressadas.

Erros que tornam o exercício inútil

Prender a respiração durante o aperto dispara a manobra de Valsalva (fazer força com o ar preso no peito). Essa pressão desce sobre a bexiga e o assoalho pélvico, justamente o contrário do que o treino busca. O certo é soltar o ar devagar enquanto contrai.Contrair o abdômen, as nádegas ou as coxas cria a sensação de esforço, mas o músculo-alvo quase não trabalha. Outro tropeço comum é abandonar o treino quando os primeiros escapes diminuem, antes de o controle se firmar nos esforços maiores.Nem todo procedimento urológico pede esse treino. Cirurgias no escroto não tocam o esfíncter, como explica o guia de valores e preparo da vasectomia.
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Rotina nas primeiras semanas: tosse, peso, líquidos e diário miccional

Análise completa
Beber pouca água não protege contra escapes e costuma piorar a situação. Urina muito concentrada irrita a bexiga e aumenta a urgência (vontade súbita e forte de urinar). O caminho é manter a hidratação e escolher melhor o que se bebe.

Líquidos: quanto e o que beber

A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. Café, chá preto, álcool e refrigerantes estimulam a bexiga e merecem corte nas primeiras semanas. Menos líquido antes de dormir poupa idas noturnas, e o guia da cirurgia robótica pela Cassi detalha o pós-operatório.

Tosse, espirro e prisão de ventre

Tosse insistente e esforço para evacuar empurram a bexiga para baixo repetidas vezes ao longo do dia. Tratar gripe, alergia e tosse do fumante reduz esses picos de pressão. Fibras, frutas e água deixam as fezes macias e evitam a força no vaso sanitário.

Peso e esforço físico

Carregar compras, malas ou crianças no colo exige do esfíncter mais do que ele consegue nas primeiras semanas. Enquanto a equipe não liberar, vale dividir a carga e pedir ajuda. Ao levantar da cadeira, contrair o assoalho pélvico antes reduz o escape.

Como preencher o diário miccional

No diário, anote o horário e o volume aproximado do que bebe, cada ida ao banheiro e cada escape. Registre também o que provocou a perda e quantos absorventes foram trocados. Levado aos retornos, esse registro mostra ao urologista e ao fisioterapeuta onde o treino precisa de ajuste.
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Absorventes e coletores: o que ajuda a conviver com a perda sem tratar a causa

Análise completa
O absorvente masculino recolhe os escapes e devolve segurança para sair de casa nas primeiras semanas. Ele não fortalece o esfíncter uretral externo nem encurta o tempo de recuperação. Quem controla a perda de verdade é o treino do assoalho pélvico.

Absorvente masculino: escolher pelo volume de perda

Existem protetores finos em concha, que se ajustam ao pênis, e fraldas-calça para perdas maiores. O tamanho certo acompanha o volume do escape, anotado no diário miccional. Trocar logo que o absorvente umedece evita dermatite (irritação e vermelhidão da pele).

Coletor urinário e pinça peniana: quando cabem

O coletor urinário (preservativo com tubo ligado a uma bolsa na perna) serve a perdas contínuas ou a viagens longas. Ele exige tamanho correto e pele íntegra para não vazar nem machucar.A pinça peniana (grampo que aperta o pênis por fora) só entra com liberação do urologista. O uso prolongado pode ferir a pele e a uretra. Os cuidados do pós-operatório aparecem no guia de cirurgia robótica de próstata pelo Saúde Caixa.

Por que o dispositivo não substitui a reabilitação

Absorvente e coletor apenas escondem o escape, enquanto o assoalho pélvico continua fraco. O conforto pode até reduzir a motivação para manter os exercícios diários.Quando a quantidade de absorventes para de cair entre os retornos, o urologista revisa o treino com o fisioterapeuta pélvico.Esta seção foi revisada contra Transurethral resection of the prostate.
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Quando a perda persiste: incontinência de esforço, urgência ou mista

Análise completa
O tipo de escape aparece no diário miccional, quando se anota o que aconteceu no instante da perda. Tosse, espirro e esforço apontam para o esfíncter; pressa súbita aponta para a bexiga. Levar essas anotações ao retorno encurta o caminho até o diagnóstico.

Como reconhecer cada tipo de escape

Na incontinência de esforço, a urina sai quando a pressão da barriga sobe, sem vontade prévia de urinar. Na bexiga hiperativa (bexiga que se contrai fora de hora), a vontade chega forte e o escape vem antes do banheiro. A forma mista junta os dois padrões no mesmo homem.Frio, som de água corrente e a chave na porta disparam a urgência; no esforço, o escape acompanha o movimento.

Quando procurar fisioterapia e avaliação urodinâmica

Se os escapes param de diminuir com o treino em casa, vale procurar logo o fisioterapeuta pélvico. Quando a perda persiste com reabilitação, o urologista pode pedir o estudo urodinâmico (exame que mede pressões e enchimento da bexiga). O resultado orienta o próximo passo, e o preparo cirúrgico aparece no guia de cirurgia robótica de próstata pela Porto Seguro.Nas sessões, o fisioterapeuta ajusta a carga do treino e, na urgência, ensina a frear a vontade antes de correr ao banheiro.Jato fraco e sensação de bexiga cheia após urinar sugerem estenose da anastomose (estreitamento da costura entre bexiga e uretra). Nesse caso, a urina transborda aos poucos, e o treino pélvico sozinho não resolve.
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Remédios, sling masculino e esfíncter artificial: opções quando o tratamento conservador não basta

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O tipo de escape define o caminho. Na urgência, a bexiga pede remédio; no esforço, o esfíncter fraco pode pedir cirurgia. Na forma mista, os dois problemas convivem e o plano costuma combinar as abordagens.

Remédios para a bexiga hiperativa

Quando predomina a urgência, o urologista pode indicar anticolinérgicos (remédios que acalmam as contrações da bexiga). Outra opção é a mirabegrona (remédio que relaxa o músculo da bexiga). A escolha considera idade, outros remédios em uso e boca seca, com acompanhamento de urologista pela rede Unimed Nacional.

Sling masculino e esfíncter urinário artificial

Se a perda de esforço persiste após cerca de um ano de reabilitação, a cirurgia entra na conversa. O sling masculino serve a escapes leves e moderados; o esfíncter artificial, a perdas maiores ou após radioterapia (tratamento com radiação). O preparo cirúrgico aparece no guia de cirurgia robótica de próstata pela Omint.No esfíncter artificial, o homem aperta uma pequena bomba no escroto para abrir o manguito e urinar. Depois, o manguito volta a se fechar sozinho em poucos minutos. Já o sling fica todo por dentro e não exige nenhum comando.Esta seção foi revisada contra Prostatectomy prostate removal surgery.Para discutir remédio ou cirurgia, agende consulta com o Dr. José Augusto, de Urologia, no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Quem opera pelo convênio encontra o passo a passo em cirurgia robótica de próstata pela Care Plus.

O que dizem os pacientes

Excelente profissional, me atendeu desde a urgência com muita competência e carinho, só gratidão!
— Aline Franco (dez/2025)
Atendimento super humanitário Atencioso e cordial!! profissionalismo totalmente diferenciado ! fiquei super satisfeito ! Recomendo a todos que necessitarem de uma consulta urologica e indico o DR José Augusto da silva !!
— Joao Roberto (mai/2026)
Gostaria de registrar minha imensa satisfação e gratidão pelo excelente atendimento prestado pelo Dr. José Augusto, urologista, e por sua equipe. Realizei uma cirurgia com o Dr. José Augusto e todo o processo foi conduzido com extrema competência, profissionalismo e cuidado. Desde o pré-operatório, recebi orientações claras e detalhadas, o que me trouxe muita segurança e tranquilidade. A cirurgia transcorreu perfeitamente, e o pós-operatório foi acompanhado de perto, sempre com atenção, disponibilidade e respeito. Também faço questão de elogiar a secretária Vanessa, que foi fundamental em toda a minha jornada. Sempre muito atenciosa, organizada e prestativa, ela me orientou em todas as etapas, esclareceu dúvidas e garantiu que tudo ocorresse de forma tranquila e bem planejada. Recomendo fortemente o Dr. José Augusto e sua equipe a todos que buscam um atendimento humanizado, eficiente e de altíssimo nível. Minha experiência foi extremamente positiva.
— Eduardo J L CARVALHO (fev/2026)
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Perguntas frequentes

A incontinência depois da prostatectomia passa sozinha?
Quem pesquisa incontinência depois da cirurgia de próstata: como evitar costuma querer saber isso primeiro. Na maioria dos homens, os escapes diminuem aos poucos ao longo dos meses. O treino do assoalho pélvico (músculos que seguram a urina) acelera essa melhora, mas depende de constância.
A cirurgia robótica causa menos incontinência que a cirurgia aberta?
A via robótica oferece imagem ampliada e movimentos precisos perto do ápice (ponta da próstata voltada para o pênis). Mesmo assim, a experiência do cirurgião e as características do tumor também pesam no resultado. Nenhuma via dispensa o treino pélvico antes e depois da operação.
Posso ter escape de urina durante a relação sexual?
Alguns homens notam climactúria (saída de urina no orgasmo) nos primeiros meses após a cirurgia. O sintoma costuma diminuir junto com a recuperação do esfíncter (músculo que fecha a uretra). Vale contar ao urologista sem constrangimento, porque existem orientações simples para a vida sexual.
A disfunção erétil e a incontinência estão ligadas?
Ambas se beneficiam da preservação dos feixes neurovasculares (nervos e vasos colados à próstata), mas cada uma segue ritmo próprio. Um homem pode recuperar o controle urinário antes da ereção, ou o contrário. Por isso, cada função é acompanhada separadamente nos retornos.
A radioterapia depois da cirurgia piora os escapes?
A radioterapia (tratamento com radiação) pode deixar os tecidos da uretra mais rígidos e atrasar o controle. Por isso, o momento de começar costuma ser discutido entre urologista e radio-oncologista (médico que trata câncer com radiação). O treino pélvico continua útil durante e depois das sessões.
Quando posso voltar à academia e à corrida?
Exercícios de impacto e musculação pesada aumentam a pressão sobre a bexiga e costumam provocar escapes no início. A liberação depende da cicatrização e do ritmo de recuperação de cada homem. Caminhadas leves geralmente entram antes, sempre com aval da equipe.
Aplicativos e aparelhos de estimulação elétrica ajudam?
Aplicativos funcionam como lembrete para não pular as séries de exercícios de Kegel (contrações do assoalho pélvico). A eletroestimulação (corrente leve que faz o músculo contrair) pode ajudar quem não localiza o músculo sozinho. Nenhum aparelho substitui a contração voluntária, treinada com o fisioterapeuta pélvico.
O plano de saúde cobre o sling masculino ou o esfíncter artificial?
Com o procedimento autorizado, o plano cobre a internação hospitalar. O aluguel de equipamentos e os honorários médicos podem ser cobrados à parte, conforme contrato e equipe. Vale pedir orçamento detalhado por escrito antes de marcar a data da cirurgia.
A idade avançada impede a recuperação do controle urinário?
A idade influencia o ritmo da recuperação, mas não impede a melhora do controle urinário. Homens mais velhos podem levar mais tempo para segurar a urina nos esforços maiores. Força muscular, peso e constância no treino também contam, e esses fatores podem ser trabalhados.

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