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Dor no quadril na gravidez

Dor no quadril na gravidez | Dr. Paulo Afonso | São Paulo

Por que o quadril dói enquanto o corpo se prepara para o parto e quais sinais não devem esperar.

“Vejo muitas gestantes chegarem convencidas de que a dor na lateral do quadril indica problema com o bebê. Quase sempre encontro frouxidão ligamentar (afrouxamento natural dos ligamentos da bacia) somada ao novo centro de gravidade.”— Dr. Paulo Afonso

CRM 202912RQE 120815Ortopedia e Traumatologia
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Formação acadêmica
  • Universidade de São Paulo (USP)
  • IAMSPE
Títulos de especialista
  • Título de Especialista pela SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia)
Sociedades médicas
  • Sociedade Brasileira do Quadril
Onde atende
  • Hospital das Clínicas da FMUSP, Hospital IAMSPE, Instituto Medicina em Foco
Áreas de atuação
  • Ortopedia e Traumatologia
Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia — dor no quadril na gravidez
21 min de leituraRevisado por Dr. Paulo AfonsoDr. Paulo Afonso Lages Goncalves Filho · CRM 202912 · RQE 120815Atualizado em 1 de outubro de 20264 referências citadas
Sumário
  1. Dor no quadril na gravidez: é comum e por que acontece?
  2. Onde dói: lateral do quadril, virilha, frente da pelve ou nádega
  3. Dor que desce pela perna: quando pensar no nervo ciático
  4. Causas de dor no quadril que não têm relação direta com a gestação
  5. Como aliviar a dor em casa com segurança
  6. Exercícios, fisioterapia e cinta de suporte
  7. Remédios para dor: o que a gestante não deve tomar por conta própria
  8. A dor muda ao longo dos trimestres?
  9. Sinais de alerta: quando procurar atendimento e com qual urgência
  10. Obstetra, ortopedista ou fisioterapeuta: a quem recorrer
Ortopedia e Traumatologia

Quero que a gestante saia da consulta entendendo de onde vem a dor e sabendo quando pode cuidar dela em casa.

— Dr. Paulo Afonso
Quem sente dor no quadril na gravidez costuma ouvir que é normal e que basta esperar o parto. Sou o Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, e penso diferente. Comum não significa inevitável: entender qual estrutura da bacia está sobrecarregada muda a forma de atravessar cada trimestre.
Na rotina clínica, a dúvida mais frequente não é o que dói, e sim a quem recorrer e em que momento. Por isso, a seguir explico as causas mais prováveis, os sinais de alerta e os critérios para escolher a avaliação adequada. Também mostro o que esperar da consulta com ortopedista, do exame físico ao plano de acompanhamento.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Conversa inicialA gestante descreve onde dói, quando piora e em que semana está, junto com o histórico da gestação.
  • 2Exame físicoManobras suaves de pressão e movimento localizam a dor na frente, atrás ou na lateral da bacia.
  • 3Imagem, se precisoQuando o exame físico deixa dúvida, a ressonância magnética (imagem feita com ímã, sem radiação) ajuda a esclarecer.
  • 4Plano combinadoO plano de cuidados é desenhado por trimestre e alinhado com o obstetra que acompanha a gestação.
  • 5RetornosRetornos ao longo da gestação acompanham a resposta da dor e ajustam o plano conforme a barriga cresce.
  • 6Pós-partoNas semanas após o parto, uma nova avaliação confirma se a bacia recuperou firmeza e orienta a volta aos exercícios.
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Dor no quadril na gravidez: é comum e por que acontece?

Análise completa
A bacia da gestante sustenta um útero que cresce semana a semana, enquanto os ligamentos ficam mais elásticos para o parto. Essa combinação deixa as articulações menos estáveis e os músculos ao redor trabalham dobrado para compensar. São essas sobrecargas que as manobras do exame físico, descritas no passo a passo, localizam na frente, atrás ou na lateral.

O que muda no corpo e sobrecarrega a bacia

Com a barriga à frente, a coluna compensa com mais lordose (curvatura para dentro da região lombar). O passo fica mais largo, e os glúteos passam a segurar a bacia a cada apoio. O ganho de peso aumenta a carga sobre as articulações a cada degrau e a cada troca de posição.No consultório, a queixa mais frequente surge ao virar na cama, subir escadas ou levantar da cadeira. Dormir sempre do mesmo lado também comprime a lateral do quadril e prolonga o incômodo pela manhã. Sentar com as pernas cruzadas ou apoiar o peso numa perna só agrava a assimetria da bacia.

Quando a explicação é outra

Como reforça a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, febre, sangramento ou contrações exigem avaliação obstétrica imediata. Na gestação, procedimentos como infiltração (injeção de remédio dentro da articulação) só entram após discussão com o obstetra. Fora desse período, os limites de infiltrações repetidas no quadril seguem outra lógica.
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Onde dói: lateral do quadril, virilha, frente da pelve ou nádega

Análise completa
O mapa da dor no quadril na gravidez separa quatro quadros diferentes, cada um com causa própria. Apontar o local com um dedo, em vez de descrever uma área vaga, já orienta boa parte do exame físico.

Lateral do quadril e virilha

Dor na lateral, sobre o trocânter maior (saliência óssea na parte de fora da coxa), costuma vir dos tendões glúteos. Ela tende a piorar ao deitar sobre esse lado, situação detalhada no texto sobre dor no quadril ao deitar.Dor na virilha, profunda e ao girar a perna, aponta para a própria articulação do quadril. Nesse ponto entram causas menos comuns, como a osteoporose transitória (perda temporária de massa óssea), que merecem atenção específica.

Frente da pelve e nádega

Dor bem no centro, acima do púbis, sugere a sínfise púbica (junta que une os dois lados da bacia pela frente). Ela piora ao abrir as pernas, subir escadas ou vestir a calça em pé.Na nádega, perto das covinhas da lombar, a dor costuma indicar a articulação sacroilíaca (junta entre coluna e bacia). Segundo a referência da Cleveland Clinic, dor na frente e atrás da bacia forma a dor da cintura pélvica (anel ósseo).Dor lateral e na virilha nasce no quadril propriamente dito; frente e nádega pertencem à cintura pélvica. A distinção orienta o restante da avaliação.
Imagem ilustrativa — dor no quadril na gravidez
Imagem ilustrativaAgende sua avaliação com Dr. Paulo →
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Dor que desce pela perna: quando pensar no nervo ciático

Análise completa
O nervo ciático (feixe que sai da lombar e desce pela perna) também sofre com a postura da gestação. Parte da dor no quadril na gravidez nem nasce na articulação: vem do nervo irritado no caminho. Reconhecer o padrão evita tratar o lugar errado.

Sinais que apontam para o nervo

A dor ciática costuma ser em choque ou queimação e passa abaixo do joelho, às vezes até o pé. Formigamento, dormência ou sensação de perna pesada acompanham o quadro com frequência. Tossir, espirrar ou ficar muito tempo sentada tende a piorar o incômodo.Na gestação, nem sempre há hérnia de disco (amortecedor entre vértebras deslocado) por trás do quadro. Muitas vezes, a sacroilíaca sobrecarregada ou o piriforme (músculo profundo da nádega) irritam o nervo de passagem.

Sinais que apontam para a articulação

Quando o problema está no quadril, a dor fica na virilha ou na lateral e raramente passa do joelho. Ela piora ao girar a perna, calçar sapato ou apoiar o peso, sem choque nem formigamento. A dor lateral que piora deitada, abordada em dor no quadril ao deitar de lado, segue essa lógica mecânica.

Quando a dor na perna pede avaliação rápida

Perda de força no pé, dormência na região genital ou alteração para urinar pedem avaliação no mesmo dia. Dor nos dois lados, com febre, também foge ao padrão mecânico. Quem já operou o quadril antes da gestação encontra orientações específicas de posição em como dormir depois da cirurgia de quadril.
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Causas de dor no quadril que não têm relação direta com a gestação

Análise completa
A gestação não protege o quadril das doenças comuns em qualquer adulto ativo. Quando uma delas coincide com a gravidez, a nova carga sobre a bacia intensifica os sintomas e confunde a origem da dor.

Bursite e tendinite glútea

A bursite trocantérica (inflamação da bolsa de líquido na lateral do quadril) provoca dor ao deitar sobre o lado afetado. A tendinite glútea (inflamação dos tendões que prendem os glúteos ao osso) dá sintomas parecidos e piora em escadas. A diferença entre as duas está explicada em detalhes no texto sobre bursite ou tendinite glútea.

Lesões por esforço e sobrecarga

Caminhadas longas, academia sem ajuste de carga e trabalho em pé o dia inteiro favorecem lesões por esforço. A lesão dos adutores (músculos da parte interna da coxa) causa dor na virilha que piora ao abrir as pernas. Esse quadro lembra a dor da sínfise púbica, e só o exame físico separa as duas origens.Estalos com dor ou travamento ao girar a perna podem indicar lesão do lábio acetabular (anel de cartilagem do encaixe). Os sinais que diferenciam ruído inofensivo de lesão aparecem em quando o estalo indica lesão.

Problemas que já existiam antes da gravidez

Artrose inicial (desgaste da cartilagem) ou displasia do quadril (encaixe raso do fêmur na bacia) podem piorar na gestação. Nesses casos, a dor no quadril na gravidez tem raiz anterior e tende a persistir depois do parto. Contar ao ortopedista dores antigas, mesmo leves, ajuda a separar o que é da gestação do que já existia.A conduta descrita aqui se apoia em Hip pain MedlinePlus Medical Encyclopedia.
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Como aliviar a dor em casa com segurança

Análise completa
Pequenos ajustes no dia a dia reduzem a carga sobre a bacia e costumam aliviar o desconforto entre as consultas. A meta é distribuir o peso de forma simétrica e evitar movimentos que abram ou torçam a pelve.

Posições para dormir

Deitar de lado, com um travesseiro entre os joelhos, mantém as pernas alinhadas com a bacia durante a noite. Um segundo apoio sob a barriga reduz a torção da lombar. Para virar na cama, una os joelhos e gire o corpo em bloco, sem abrir as pernas.

Ajustes na rotina e ao se movimentar

Ao vestir calça, meia ou sapato, faça isso sentada, para não apoiar o peso numa perna só. Suba escadas um degrau por vez, sempre começando pela perna sem dor. Prefira passos curtos e evite carregar peso de um lado.Ao sair do carro, gire as duas pernas juntas para fora antes de levantar. Alterne períodos sentada e em pé a cada hora, sem ficar parada muito tempo na mesma posição.

Compressas: calor ou frio

Compressa morna, envolta em toalha, relaxa a musculatura da nádega e da lateral do quadril. Na frente da pelve, gelo protegido por um pano costuma aliviar melhor. Evite calor direto sobre a barriga e nunca adormeça com a bolsa aplicada.

Quando o cuidado em casa não basta

Se a dor impede caminhar, piora semana a semana ou acorda à noite, as medidas caseiras deixam de ser suficientes. Antes de qualquer remédio, converse com o obstetra. Nesses casos, vale marcar consulta com um ortopedista de quadril em São Paulo para ajustar o plano.
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Exercícios, fisioterapia e cinta de suporte

Análise completa
A fisioterapia obstétrica (reabilitação voltada à gestação e ao pós-parto) fortalece os músculos que seguram a pelve enquanto os ligamentos estão frouxos. Ela costuma ajudar quando a dor no quadril na gravidez limita caminhar, dormir ou trabalhar, sempre com aval do obstetra. O objetivo é devolver estabilidade, não apenas aliviar o sintoma do dia.

O que a fisioterapia trabalha

O fisioterapeuta avalia a bacia e monta exercícios de controle motor (comando preciso dos músculos profundos). O foco recai sobre glúteos, assoalho pélvico (músculos que sustentam bexiga e útero) e abdômen profundo, que funcionam como cinta natural. Também ensina formas de levantar, carregar peso e virar sem abrir a pelve.

Exercícios de baixo impacto

Caminhada em terreno plano, hidroginástica e pilates adaptado mantêm o condicionamento sem sobrecarregar a sínfise. A água reduz o peso sobre as articulações e facilita movimentos que doem fora dela. Agachamentos profundos, saltos e exercícios com as pernas muito abertas tendem a piorar o quadro.

Cinta pélvica: quando ajuda

A cinta pélvica (faixa firme presa na altura dos quadris) aperta o anel da bacia e reduz a instabilidade. Costuma aliviar mais a dor na frente da pelve e na nádega do que a dor lateral. Funciona melhor nos períodos em pé e não substitui os exercícios que fortalecem a musculatura.

Quem já tem prótese de quadril

Gestantes que já têm prótese de quadril seguem limites de movimento combinados com o cirurgião antes de qualquer exercício. Os cuidados que protegem o implante estão detalhados em riscos reais da prótese de quadril.
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Remédios para dor: o que a gestante não deve tomar por conta própria

Análise completa
Muitos analgésicos (remédios para dor) vendidos sem receita atravessam a placenta (órgão que nutre o bebê) e chegam à circulação dele. O que parece inofensivo para um adulto pode alterar o desenvolvimento do feto. A escolha do remédio depende da semana de gestação e do histórico de cada mulher.

Por que evitar anti-inflamatórios

Os anti-inflamatórios podem reduzir o líquido amniótico (líquido que envolve o bebê) e afetar os rins do feto. No terceiro trimestre, também podem fechar antes da hora um vaso importante do coração do bebê. Pomadas e adesivos com essas substâncias merecem o mesmo cuidado.Relaxantes musculares, remédios com codeína (analgésico derivado do ópio) e fórmulas combinadas também exigem cautela. Antigripais e chás vendidos como naturais podem esconder substâncias de efeito parecido.

Quando o paracetamol pode entrar

O paracetamol costuma ser a primeira opção quando o médico considera um analgésico necessário na gestação. Dose, intervalo e tempo de uso são definidos pelo obstetra, pelo menor período possível. Uma consulta com ortopedista de quadril esclarece a origem da dor e permite tratar a causa, não só o sintoma.Antes de tomar qualquer comprimido, mesmo um que já usava antes da gravidez, avise o obstetra. Leve a lista de remédios e suplementos à consulta, com nome e frequência de uso.Se a dor persiste mesmo com o remédio orientado, a resposta é voltar ao médico para reavaliar a causa. Aumentar a quantidade sozinha pode sobrecarregar o fígado.
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A dor muda ao longo dos trimestres?

Análise completa
Cada trimestre traz uma combinação diferente de hormônios, peso e postura sobre a bacia. O local da dor, a intensidade e os movimentos que a disparam acompanham essas mudanças. Conhecer o padrão esperado ajuda a reconhecer o que foge dele.

Primeiro trimestre

No início, a barriga ainda é pequena, mas a relaxina já afrouxa os ligamentos da bacia. O desconforto costuma ser leve, na frente da pelve ou na lombar baixa. Muitas mulheres notam a dor ao final de dias longos em pé.

Segundo trimestre

Entre o quarto e o sexto mês, o útero cresce rápido e desloca o centro de gravidade para a frente. A lombar aumenta a curvatura e os glúteos trabalham mais para segurar a pelve. Nessa fase ganha espaço a dor lateral, que piora ao deitar sobre o mesmo lado.

Terceiro trimestre e a reta final

No último trimestre, o peso atinge o máximo e a frouxidão ligamentar também. É a fase em que a dor na sínfise e na nádega costuma ficar mais intensa. Virar na cama, subir escadas e caminhar longas distâncias passam a exigir mais pausas.Nas últimas semanas ocorre a insinuação (descida da cabeça do bebê para dentro da bacia), que aumenta a pressão na pelve. A gestante sente peso na virilha e no púbis ao caminhar, mas costuma respirar melhor. Dor em cólica que vem e vai em ritmo regular sugere contração e pede contato com o obstetra.

Depois do parto

A dor da cintura pélvica tende a diminuir nas semanas seguintes ao parto, à medida que os hormônios se normalizam. Quando ela persiste por meses, vale investigar causas que não dependem da gestação. Nessa fase, a eventual infiltração no quadril exige pesar os riscos e benefícios do corticoide com o especialista.
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Sinais de alerta: quando procurar atendimento e com qual urgência

Análise completa
A dor mecânica da bacia melhora com repouso e muda conforme a posição. Quando ela foge desse padrão, o tipo de sintoma define o prazo: dias, horas ou minutos.

Contato com o obstetra nos próximos dias

Dor que piora semana a semana, mesmo com sono de lado e fisioterapia, merece mensagem ao obstetra e consulta marcada. O mesmo vale para dor que acorda à noite ou limita caminhar dentro de casa. Nessa consulta, o obstetra decide se convém incluir o ortopedista na avaliação.

Avaliação no mesmo dia

Dor na panturrilha com inchaço e vermelhidão em uma perna pode indicar trombose venosa profunda (coágulo dentro de uma veia da perna). Febre com dor no quadril, mancar sem ter caído ou ardor ao urinar também pedem avaliação nas próximas horas. Formigamento novo na perna, sem perda de força, entra na mesma faixa.

Pronto atendimento imediatamente

Sangramento vaginal, perda de líquido pela vagina ou contrações regulares antes da 37ª semana exigem ida imediata à maternidade. Falta de ar súbita, dor no peito, perda de força na perna ou dormência na região genital também não esperam. Dor de cabeça forte com visão embaçada sugere pré-eclâmpsia (pressão alta própria da gestação) e segue a mesma regra.

Depois de uma queda

Queda com dor forte e incapacidade de apoiar o pé no chão leva ao pronto atendimento, mesmo sem sangramento. Fratura na gestação exige hospital com ortopedia e obstetrícia lado a lado. Os critérios para avaliar essa estrutura aparecem em como escolher hospital para o quadril.Na dúvida sobre a faixa certa, ligar para a maternidade de referência ajuda a decidir sem atraso.A conduta descrita aqui se apoia em material de referência clínica.
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Obstetra, ortopedista ou fisioterapeuta: a quem recorrer

Análise completa
O obstetra continua sendo o primeiro contato da gestante com dor na bacia, porque conhece a gestação e descarta causas obstétricas. Ele avalia útero, pressão e bem-estar do bebê antes de pensar na articulação. Quando a dor parece mecânica, o caminho natural passa pelo ortopedista.

O papel do ortopedista

O ortopedista identifica qual estrutura sofre: sínfise, sacroilíaca, tendões glúteos ou a própria articulação do quadril. O exame físico detalhado responde à maior parte das dúvidas, e a imagem entra só quando necessária. Ele também separa a dor da gestação de problemas antigos que pedem seguimento depois do parto.

O papel do fisioterapeuta

O fisioterapeuta obstétrico transforma o diagnóstico em exercícios, ajustes de postura e orientação para dormir, trabalhar e se movimentar. Ele acompanha a gestante com mais frequência e percebe cedo quando a dor muda de padrão. Essa informação volta aos médicos e ajusta o plano.

Como os três trabalham juntos

Obstetra, ortopedista e fisioterapeuta trocam informações sobre a mesma paciente, e cada exame ou exercício respeita a semana de gestação.Levar à consulta o cartão da gestante e os exames recentes evita repetir avaliações e encurta o caminho até o alívio.Dr. Paulo Afonso, de Ortopedia e Traumatologia, atende gestantes no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, junto à equipe multidisciplinar. Para agendar a avaliação, acesse a página do ortopedista de quadril pela NotreDame Premium.
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Perguntas frequentes

A dor no quadril na gravidez faz mal ao bebê?
Na maioria das vezes, não. O desconforto vem de ligamentos mais frouxos e da carga extra sobre a bacia, sem atingir o útero. O que exige atenção são sinais associados, como sangramento, febre, contrações ou perda de força na perna.
Em que fase da gestação a dor costuma começar?
Pode surgir já no primeiro trimestre, porque a relaxina (hormônio que amolece os ligamentos) age cedo. Ainda assim, o incômodo tende a crescer junto com a barriga. Muitas gestantes percebem piora a partir do segundo trimestre, quando o centro de gravidade se desloca para a frente.
A dor passa depois que o bebê nasce?
Na maior parte dos casos, o desconforto diminui nas semanas seguintes ao parto, conforme os ligamentos recuperam firmeza. Se a dor continua por meses, vale investigar causas sem relação com a gestação. Artrose inicial (desgaste da cartilagem) e problemas nos tendões glúteos estão entre as possibilidades.
Qual a diferença entre dor na sínfise púbica e na sacroilíaca?
A sínfise púbica (junta da frente da bacia) dói no centro, acima do púbis, e piora ao abrir as pernas. A sacroilíaca (junta entre coluna e bacia) dói na nádega, perto das covinhas da lombar. As duas fazem parte da cintura pélvica (anel ósseo da bacia) e respondem a cuidados parecidos.
Posso continuar me exercitando com dor na bacia?
Atividades de baixo impacto, como caminhada em terreno plano e hidroginástica, costumam ser bem toleradas com aval do obstetra. Saltos, agachamentos profundos e movimentos com as pernas muito abertas tendem a agravar o quadro. Dor durante o exercício indica que a carga passou do limite.
Exame de imagem é necessário para investigar a dor?
Nem sempre. O exame físico detalhado esclarece a maior parte dos casos, e a imagem entra quando restam dúvidas. Nessa situação, a ressonância magnética (imagem feita com ímã, sem radiação) costuma ser a opção, em decisão compartilhada com o obstetra.
A cinta pélvica serve para qualquer tipo de dor no quadril?
Não. A cinta pélvica (faixa firme presa na altura dos quadris) alivia mais a dor na frente da bacia e na nádega. Para a dor lateral, ligada aos tendões glúteos, o efeito tende a ser menor, e o fortalecimento muscular ganha peso.
A dor na bacia impede o parto normal?
A via de parto é definida pelo obstetra a partir de critérios obstétricos. A dor na bacia entra como um dos fatores considerados. Contar quais posições doem ajuda a escolher posturas mais confortáveis durante o trabalho de parto.
O plano de saúde cobre a avaliação com ortopedista?
A cobertura de consultas e exames depende do contrato e da rede credenciada de cada plano. Quando há procedimento com internação, a autorização do plano cobre a internação hospitalar. Honorários médicos e aluguel de equipamentos podem ser cobrados à parte, por isso vale confirmar antes.
A dor pode voltar em uma próxima gravidez?
Pode reaparecer, já que os mesmos hormônios e a mesma carga voltam a agir sobre a bacia. Quem teve dor intensa na gestação anterior se beneficia de contar isso ao obstetra logo no início. Musculatura fortalecida entre uma gestação e outra tende a oferecer mais estabilidade à pelve.

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