Especialista em hérnia de hiato | Dra. Sabrina Figueiredo
Quando a azia persistente deixa de ser só estômago e passa a ser uma questão de anatomia a corrigir.
“Muita gente chega tratando só a azia, com remédio atrás de remédio, sem saber que parte do estômago subiu para o tórax. Quando mostro isso na imagem do exame, o plano muda de rumo.”— Dra. Sabrina de Figueiredo
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- Membro da European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) · Membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)
- Gastroenterologia

No consultório, o que mais me move é ver alguém voltar a dormir deitado, sem medo da queimação que sobe à noite.— Dra. Sabrina de Figueiredo
Passo a passo
- 1Primeira consultaA história da azia, da regurgitação e da tosse noturna é revista junto com exames e remédios já usados.
- 2Endoscopia digestivaA endoscopia digestiva alta (câmera que examina esôfago e estômago) mostra a hérnia, seu tamanho e sinais de esofagite.
- 3Exames funcionaisQuando necessário, pHmetria (medida da acidez no esôfago) e manometria (força do esôfago) completam o mapa do refluxo.
- 4Plano individualO tratamento clínico combina ajustes de hábitos, de alimentação e de horários de refeição com medicação orientada para cada caso.
- 5Decisão conjuntaQuando o controle clínico não basta, o caso segue para avaliação conjunta com o cirurgião do aparelho digestivo.
- 6Reavaliação periódicaRetornos periódicos medem a resposta dos sintomas e, havendo esôfago de Barrett, a endoscopia de vigilância segue calendário próprio.
Especialista em hérnia de hiato: gastroenterologista, cirurgião digestivo ou torácico?
Quando o cirurgião do aparelho digestivo entra
O cirurgião do aparelho digestivo avalia quem mantém sintomas apesar de tratamento clínico bem conduzido. A hérnia paraesofágica (estômago subindo ao lado do esôfago) também pede essa avaliação, segundo o Colégio Brasileiro de Cirurgiões. A cirurgia mais usada é a fundoplicatura (reforço da válvula entre esôfago e estômago), feita por pequenos cortes.E o cirurgião torácico?
O cirurgião torácico participa de situações menos frequentes, como reoperações (nova cirurgia no mesmo local) ou hérnias muito volumosas. Na rotina clínica, a maioria dos casos se resolve entre gastroenterologista e cirurgião digestivo. O cuidado integrado entre especialidades também orienta outras áreas, como a prótese de quadril pela NotreDame.Como escolher o profissional
Ao escolher o médico, vale conferir o RQE (registro de qualificação de especialista no conselho regional). Esse número aparece no site do Conselho Regional de Medicina e confirma a formação na área. Outro ponto é a facilidade de acesso à endoscopia e aos exames funcionais, que encurta o caminho até o diagnóstico.O que acontece no diafragma quando surge a hérnia de hiato
Por que a abertura se alarga
Com o tempo, o anel muscular pode perder firmeza e a abertura se alarga. A pressão constante dentro do abdome empurra o estômago para cima, por essa passagem. Esforço repetido, tosse crônica, gravidez e o envelhecimento dos tecidos estão entre os fatores envolvidos.O desgaste da idade atinge vários tecidos de sustentação, como mostra o texto sobre fratura ao redor da prótese de quadril.O excesso de peso também conta: a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a obesidade como doença crônica. A gordura abdominal aumenta a pressão sobre o estômago e favorece o deslocamento.Os dois tipos principais
Na hérnia por deslizamento, a mais comum, a junção entre esôfago e estômago sobe pelo hiato. Na paraesofágica, já citada, o estômago sobe ao lado do esôfago e pode ficar preso. Entender o tipo é o que permite ao especialista em hérnia de hiato definir o risco de cada caso.Fora do lugar, a válvula entre esôfago e estômago perde eficiência e o ácido sobe com mais facilidade.
Hérnia por deslizamento e hérnia paraesofágica: por que o tipo muda a conduta
Por que a paraesofágica preocupa mais
Na hérnia paraesofágica, a junção costuma ficar no lugar, mas parte do estômago sobe ao lado do esôfago. Esse segmento pode torcer sobre o próprio eixo, situação chamada volvo gástrico (torção do estômago). Se o sangue deixa de chegar, surge o estrangulamento (falta de circulação que lesa a parede), uma emergência.Os sinais também mudam: em vez de azia, aparecem dor no peito após comer e saciedade precoce (estômago cheio cedo). Falta de ar e anemia (queda dos glóbulos vermelhos) também podem surgir. A lista completa está em sintomas da hérnia de hiato.Como o tipo orienta o tratamento
Na hérnia por deslizamento, o tratamento clínico controla a maior parte dos sintomas, e a cirurgia fica para quem não responde. Para a paraesofágica com sintomas, as diretrizes da sociedade americana de cirurgia 2024 indicam correção cirúrgica. A decisão considera a saúde geral, o tamanho da hérnia e a intensidade dos sintomas.A endoscopia (exame que avalia esôfago) e os exames de imagem mostram o tipo e orientam o especialista em hérnia de hiato. Assim, fica claro quais casos pedem acompanhamento e quais exigem atenção rápida.Azia, regurgitação e outros sintomas ligados ao refluxo
Os sintomas clássicos e os que enganam
Azia é a queimação que sobe do estômago em direção ao peito, muitas vezes depois de refeições grandes. A regurgitação traz líquido ácido ou amargo até a boca, sem esforço de vômito. Os dois juntos são os sinais mais típicos do refluxo.Parte das pessoas, porém, sente pouca azia e tem queixas fora do esôfago. Pigarro, tosse seca, rouquidão ao acordar e piora de asma podem vir do ácido que alcança a garganta. A dor no peito sem causa cardíaca e o desgaste do esmalte dos dentes também entram nessa lista.Nem toda hérnia causa refluxo
Hérnias pequenas podem passar anos sem sintoma e aparecer por acaso num exame. O inverso também acontece: há refluxo importante sem hérnia visível. Por esse motivo, a intensidade da queixa nem sempre acompanha o tamanho da hérnia vista na imagem.Sinais que pedem avaliação sem demora
Disfagia (dificuldade para engolir), perda de peso sem explicação, vômito com sangue e fezes escuras são sinais de alarme. Diante deles, a investigação não espera a próxima crise de azia. O especialista em hérnia de hiato define a ordem dos exames, como detalha o guia sobre avaliação especializada em São Paulo.Para escrever esta parte consultamos material de referência clínica.Sinais de alarme: quando ir ao pronto-socorro em vez de marcar consulta
Dor no peito forte ou persistente
Dor intensa no peito, com suor frio ou falta de ar, exige afastar primeiro o infarto (entupimento de artéria do coração). A hérnia paraesofágica com volvo gástrico (torção do estômago) também provoca dor forte que não melhora com antiácido.Engasgo total e sinais de sangramento
Quando nem a saliva desce, o alimento pode ter ficado preso no esôfago, quadro chamado impactação alimentar (bolo de comida entalado). Vômito com sangue vivo ou com aspecto de borra de café sinaliza sangramento no esôfago ou no estômago. Fezes pretas e pastosas, a melena (sangue digerido nas fezes), somadas a tontura, contam a mesma história.Ânsia sem conseguir vomitar
Dor forte na parte alta da barriga, ânsia intensa sem conseguir vomitar e barriga estufada sugerem estômago preso no tórax. Esse quadro pode evoluir rapidamente para estrangulamento.Depois do pronto-socorro
Diante desses sinais, o caminho é o pronto-socorro, sem esperar agenda. Passada a crise, o especialista em hérnia de hiato revê os exames e define o seguimento. Quando a lesão do refluxo já alterou a mucosa, vale conhecer o acompanhamento do esôfago de Barrett.Para escrever esta parte consultamos material de referência clínica.Endoscopia, esofagograma e manometria: o que cada exame mostra
O que a endoscopia mostra
A endoscopia digestiva alta enxerga a mucosa (camada interna que reveste o esôfago e o estômago) em cores reais. Ela mede a distância entre a junção e o diafragma, o que estima o tamanho da hérnia. Também gradua a esofagite pela classificação de Los Angeles (escala de A a D de gravidade).Se aparece uma área com aspecto diferente, a biópsia (retirada de pequeno fragmento para análise) é feita no mesmo exame. É assim que se confirma o Barrett, cujo seguimento aparece em vigilância endoscópica do esôfago de Barrett.O que o esofagograma revela
No esofagograma, a pessoa engole bário (líquido de contraste que aparece no raio X) enquanto o aparelho registra imagens em várias posições. O exame mostra o formato da hérnia, seu volume e a posição do estômago no tórax. É especialmente útil na hérnia paraesofágica e no planejamento de uma eventual cirurgia.Manometria e pHmetria: a função do esôfago
A manometria esofágica mede, com uma sonda fina pelo nariz, a força das contrações e a pressão da válvula inferior. Ela não enxerga a hérnia, mas revela se o esôfago empurra bem o alimento. Movimentos fracos ou descoordenados explicam parte das queixas de dificuldade para engolir.A pHmetria de 24 horas registra quantas vezes o ácido sobe e se isso coincide com os sintomas. Ela separa o refluxo verdadeiro da azia funcional (queimação sem excesso de ácido).Para escrever esta parte consultamos Hiatal hernia MedlinePlus Medical Encyclopedia.Remédios e mudanças de hábito que controlam os sintomas
Os remédios mais usados
Os inibidores da bomba de prótons (remédios que cortam a produção de ácido), como omeprazol e pantoprazol, são a base do tratamento. Os bloqueadores H2 (outra classe que reduz o ácido), como a famotidina, servem de apoio noturno. Antiácidos e alginatos (formam uma camada que barra o refluxo) aliviam crises pontuais.O esquema de uso varia de pessoa para pessoa e é revisto nos retornos. Usar por conta própria, durante anos, pode esconder sinais que pediriam nova endoscopia (exame que avalia esôfago, estômago e duodeno).Alimentação, peso e horários
Refeições menores e jantar mais cedo diminuem o volume no estômago na hora de deitar. Gordura, álcool, café e chocolate relaxam a válvula em parte das pessoas. Cigarro piora o refluxo e atrasa a cicatrização do esôfago.A perda de peso é uma das medidas com maior impacto, porque reduz a pressão do abdome sobre o estômago. Pequenas reduções já costumam aliviar a azia em pessoas com obesidade.Elevar a cabeceira da cama
Calçar os pés da cabeceira com blocos inclina a cama e usa a gravidade a favor do esôfago. Travesseiros empilhados dobram o tronco e podem aumentar a pressão abdominal. Deitar sobre o lado esquerdo também ajuda parte das pessoas com queixas noturnas.Períodos longos na cama, como na recuperação de uma fratura do fêmur que não colou, pedem cabeceira elevada com ainda mais rigor.Para escrever esta parte consultamos material de referência clínica.Quando a cirurgia passa a ser indicada e como ela é feita
Situações que levam à avaliação cirúrgica
A conversa sobre cirurgia costuma surgir quando a regurgitação persiste mesmo com remédio bem ajustado. Também pesam a esofagite que não cicatriza e a aspiração de ácido para os pulmões, com tosse ou pneumonia de repetição. Há ainda quem tenha refluxo comprovado na pHmetria e prefira não depender de medicação por décadas.Como a operação é feita
Por videolaparoscopia, o cirurgião devolve o estômago ao abdome e estreita o hiato com pontos. Em seguida, molda a válvula com o fundo do estômago ao redor do esôfago.Antes da operação, a manometria confirma a força do esôfago e ajuda a escolher o tipo de válvula. A fundoplicatura de Nissen envolve o esôfago por completo; a de Toupet abraça só parte, opção comum com contrações fracas.Recuperação e cobertura pelo convênio
A internação costuma ser curta, e a dieta recomeça por líquidos, avançando para pastosos nas semanas seguintes. Dificuldade para engolir e sensação de estufamento são comuns no início e tendem a diminuir. Esforço físico intenso fica suspenso por algumas semanas, para proteger os pontos do hiato.Na videolaparoscopia, a autorização do plano cobre a internação hospitalar; o aluguel do equipamento e os honorários podem ser cobrados à parte. A mesma lógica vale para outros procedimentos, como mostra o texto sobre cirurgia endoscópica de coluna pela SulAmérica.Para escrever esta parte consultamos Hernia hiatal MedlinePlus enciclopedia médica illustración.Como checar CRM, RQE e experiência antes de agendar
Título de especialista e área de atuação
O RQE de Gastroenterologia vem de residência médica reconhecida ou da prova de título da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Para o cirurgião do aparelho digestivo, a referência é o Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva. Quem faz endoscopia (câmera que examina esôfago e estômago) pode ter título da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed).Experiência em cirurgia antirrefluxo
Na consulta, cabe perguntar quantas fundoplicaturas a equipe cirúrgica realiza por ano e como acompanha o pós-operatório. Também vale saber se o serviço faz manometria e pHmetria antes de discutir a operação. Respostas claras e sem pressa mostram uma rotina estruturada.Quando buscar segunda opinião
Segunda opinião é comum quando a cirurgia é proposta sem exames funcionais ou quando os sintomas não combinam com a imagem. Ela também ajuda quem recebeu diagnósticos diferentes de profissionais distintos. Levar laudos, imagens e a lista de remédios já usados encurta essa nova avaliação.A Dra. Sabrina de Figueiredo, de Gastroenterologia, atende no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, em atuação integrada com a equipe. Agende sua avaliação para revisar exames e definir o próximo passo com critério. Ouvir mais de uma opinião também orienta outras áreas, como no guia sobre terapia regenerativa ou prótese de quadril.Agende sua avaliação com Dra. Sabrina de Figueiredo
Consulta com Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
Agende sua avaliação com Dr. SabrinaLigar agora




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