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Prótese de quadril em quem tem problema no coração

Prótese de quadril em quem tem problema no coração

A segurança da troca do quadril em quem tem doença cardíaca se decide semanas antes, no preparo do coração.

“O detalhe que mais muda a recuperação raramente está na articulação gasta. Prefiro marcar a operação só depois que o cardiologista ajusta os remédios do coração. Esse acerto prévio deixa a internação mais previsível.”— Dr. Paulo Afonso

CRM 202912RQE 120815Ortopedia e Traumatologia
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Formação acadêmica
  • Universidade de São Paulo (USP)
  • IAMSPE
Títulos de especialista
  • Título de Especialista pela SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia)
Sociedades médicas
  • Sociedade Brasileira do Quadril
Onde atende
  • Hospital das Clínicas da FMUSP, Hospital IAMSPE, Instituto Medicina em Foco
Áreas de atuação
  • Ortopedia e Traumatologia
Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia — prótese de quadril em quem tem problema no coração
19 min de leituraRevisado por Dr. Paulo AfonsoDr. Paulo Afonso Lages Goncalves Filho · CRM 202912 · RQE 120815Atualizado em 3 de outubro de 202610 referências citadas
Sumário
  1. Prótese de quadril em quem tem problema no coração: a doença impede a cirurgia?
  2. Quais condições cardíacas mais pesam no risco da cirurgia
  3. Quando vale a pena esperar antes de operar o quadril
  4. Como é a avaliação com cardiologista e anestesista antes da prótese
  5. Anticoagulantes, antiagregantes e válvula cardíaca: como fica a medicação
  6. Fratura do quadril em cardiopata: por que a lógica muda
  7. Riscos para o coração e a circulação durante e depois da cirurgia
  8. Cardiopata pode ter alta no mesmo dia da prótese?
  9. Como reduzir complicações na recuperação em casa
  10. Sinais de alerta que pedem atendimento imediato após a cirurgia
Ortopedia e Traumatologia

No consultório, o medo que mais escuto é que o coração não aguente a operação. Esse receio merece resposta franca e um plano feito a quatro mãos.

— Dr. Paulo Afonso
A prótese de quadril em quem tem problema no coração desperta dúvidas legítimas, e cada uma delas merece resposta direta. Sou o Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Aqui explico como preparo cardíaco, anestesia e reabilitação se encaixam para devolver mobilidade com mais previsibilidade.
O ponto de partida é entender que o quadril desgastado também pesa sobre o coração. A dor limita a caminhada, e o sedentarismo piora o condicionamento cardiovascular (capacidade do coração e dos vasos de sustentar esforço). Por isso, a decisão pesa os riscos dos dois lados: o de operar e o de seguir parado.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Consulta ortopédicaO ortopedista examina o quadril, revisa as radiografias e anota todos os remédios do coração em uso.
  • 2Avaliação cardiológicaO cardiologista pede exames como eletrocardiograma (registro da atividade elétrica do coração) e ecocardiograma (ultrassom do coração) para avaliar a estabilidade.
  • 3Consulta anestésicaO anestesista define o tipo de anestesia e planeja o acompanhamento dos sinais vitais durante a cirurgia.
  • 4Cirurgia e internaçãoA articulação nova é implantada e as primeiras horas seguem em leito com monitoramento contínuo do ritmo cardíaco.
  • 5Reabilitação precoceA fisioterapia começa cedo, com passos assistidos e exercícios dosados para não sobrecarregar o coração.
  • 6Reavaliação conjuntaNas semanas seguintes, ortopedista e cardiologista revisam a cicatrização, a marcha e o ajuste dos remédios cardíacos.
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Prótese de quadril em quem tem problema no coração: a doença impede a cirurgia?

Análise completa
A doença cardíaca não funciona como proibição automática para trocar a articulação. O que pesa é se o coração está compensado (funcionando sem sinais de sobrecarga), com sintomas e remédios sob controle. Na rotina clínica, pressão alta e arritmia (alteração do ritmo do coração) controladas raramente adiam o planejamento.

Quando vale adiar a operação

O infarto recente e a angina instável (dor no peito que surge em repouso ou piora rápido) pedem tratar o coração primeiro. Também pesa a insuficiência cardíaca (coração com força reduzida para bombear) com falta de ar ou inchaço piorando. Nesses quadros, a cirurgia programada espera a estabilização, conduta alinhada às referências da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Idade e coração entram juntos na conta

A idade sozinha também não define o momento da operação. O planejamento considera o desgaste da articulação, o fôlego no dia a dia e a resposta do coração ao esforço. Quem enfrenta o desgaste mais cedo encontra orientações sobre prótese de quadril em adultos jovens.
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Quais condições cardíacas mais pesam no risco da cirurgia

Análise completa
Uma operação ortopédica de grande porte cobra do coração um esforço extra que se estende por dias. Perda de sangue, anestesia e dor aceleram os batimentos e alteram a pressão arterial nas primeiras horas.

Músculo cardíaco e artérias do coração

Quem já teve infarto (morte de parte do músculo cardíaco por falta de sangue) carrega uma área que bombeia menos. Na insuficiência cardíaca, uma fração de ejeção (porcentagem de sangue lançada a cada batida) reduzida indica menor folga para o esforço. Com stent (pequena malha metálica que mantém a artéria aberta) recente, o prazo para operar segue orientações da Cleveland Clinic.

Ritmo e válvulas do coração

Na fibrilação atrial (batimento irregular das câmaras superiores do coração), o sangue forma coágulos com mais facilidade. Entre as válvulas, a estenose aórtica (estreitamento da válvula por onde o sangue sai do coração) é a que mais preocupa. Quando grave, ela dificulta a adaptação do coração às quedas de pressão da anestesia.

Como o risco é somado

Nenhuma dessas condições se avalia isoladamente: o cardiologista soma sintomas, exames e fôlego para medir a reserva real. Quando a cirurgia fica para depois, vale conhecer os riscos de adiar a prótese, como perda de força e autonomia.
Imagem ilustrativa — prótese de quadril em quem tem problema no coração
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Quando vale a pena esperar antes de operar o quadril

Análise completa
Infarto recente e stent recém-colocado são os dois motivos mais claros para adiar a troca do quadril. Depois do infarto, o músculo cardíaco precisa de semanas a meses para cicatrizar e recuperar estabilidade. Operar antes disso aumenta a sobrecarga e alonga o tempo de recuperação da prótese.

Stent recente e remédios do coração

Com stent recente, o prazo depende dos antiagregantes (remédios que impedem a formação de coágulos) em uso. Suspender esses comprimidos cedo demais pode entupir a malha recém-colocada. Por isso, a data é definida pelo cardiologista, segundo as orientações da Cleveland Clinic citadas na seção anterior.

Sintomas sem diagnóstico e coração descompensado

Dor no peito ao esforço, desmaio ou palpitação (sensação de coração disparado) pedem investigação antes da data marcada. Pressão muito alta, inchaço nas pernas aumentando ou falta de ar ao deitar indicam tratamento cardíaco a ajustar. Essa pausa segue as referências da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia já mencionadas.

Como aproveitar o tempo de espera

Adiar não significa desistir da troca do quadril. O intervalo serve para estabilizar o coração, revisar remédios e repetir exames até nova liberação do cardiologista. Quem usa convênio pode precisar renovar o pedido, e o caminho da autorização da prótese pela Cassi mostra as etapas.
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Como é a avaliação com cardiologista e anestesista antes da prótese

Análise completa
O cardiologista revisa o histórico, examina o paciente e pergunta quantos lances de escada ele sobe sem cansar. Essa resposta simples ajuda a estimar a reserva funcional do coração diante do esforço da cirurgia. O anestesista, por sua vez, avalia vias aéreas (caminho do ar até os pulmões), alergias e cirurgias anteriores.

Exames que costumam ser pedidos

Os exames variam conforme a doença e a idade, e nem todos são pedidos para todos. Os mais comuns incluem eletrocardiograma, ecocardiograma e exames de sangue com hemograma (contagem das células do sangue) e função dos rins. Em alguns casos entra a cintilografia (exame que mostra o fluxo de sangue no músculo cardíaco).

O que levar e o que perguntar

Leve a lista de remédios com doses e os exames cardíacos anteriores. Relatórios de cateterismo (exame das artérias do coração com contraste) também ajudam. Pergunte qual anestesia está prevista, como será a vigilância após a cirurgia e quais remédios podem mudar antes da data.Quem ainda decide o momento certo encontra critérios em quando é a hora de operar o quadril. Se a dor começou há pouco, vale ler quando procurar um ortopedista pela dor.
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Anticoagulantes, antiagregantes e válvula cardíaca: como fica a medicação

Análise completa
Nenhum remédio que afina o sangue deve ser suspenso por conta própria antes da cirurgia. Parar cedo demais aumenta o risco de coágulo, e manter além do prazo aumenta o sangramento na operação. O cardiologista equilibra esses dois riscos e entrega um plano por escrito com datas.

Varfarina e anticoagulantes mais novos

A varfarina (anticoagulante ajustado por exame de sangue) costuma exigir pausa mais longa e novo exame antes da cirurgia. Os anticoagulantes mais novos saem do organismo mais rápido, e o prazo de pausa considera a função dos rins. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.

AAS, clopidogrel e prótese valvar

O AAS (ácido acetilsalicílico, a aspirina) em dose baixa às vezes é mantido, a critério do cardiologista. O clopidogrel (antiagregante mais potente que a aspirina) pede cuidado maior, porque a pausa precisa respeitar o prazo do stent. Quem tem prótese valvar mecânica (válvula cardíaca artificial de metal) pode precisar de terapia-ponte (troca temporária por injeção anticoagulante de ação curta).Antes de qualquer procedimento no quadril, mesmo uma injeção na articulação, informe ao ortopedista todos os remédios do coração. O PRP (concentrado preparado do próprio sangue) é uma alternativa estudada, e vale entender os resultados do PRP no quadril. Quando o ajuste dos remédios gerar dúvida, vale buscar uma segunda opinião antes da prótese.
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Fratura do quadril em cardiopata: por que a lógica muda

Análise completa
A fratura do fêmur (osso da coxa), ao contrário da artrose, não permite marcar a operação com calma. Deitado e com dor, o paciente respira mal, perde força e fica imóvel, situação que sobrecarrega o próprio coração.

O que pesa contra esperar

A dor intensa acelera os batimentos e eleva a pressão, o que cobra justamente do coração frágil. Na cama, crescem as chances de trombose, pneumonia (infecção no pulmão) e escaras (feridas por pressão na pele). Cada dia de espera soma esses riscos aos do problema cardíaco já existente.

Preparar o coração sem atrasar a cirurgia

O preparo do coração continua, mas em ritmo acelerado e em paralelo à equipe ortopédica. O cardiologista corrige o que for urgente, como arritmia descompensada ou falta de ar, sem buscar o ajuste ideal. Anticoagulantes também recebem manejo rápido, decidido caso a caso pelo anestesista e pelo cardiologista.

O objetivo depois da operação

Na fratura, a meta da operação é permitir que o paciente se levante cedo, com apoio de andador e fisioterapia. A volta às atividades segue etapas, e o guia sobre quando volto a dirigir depois da prótese ajuda a planejar a rotina.
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Riscos para o coração e a circulação durante e depois da cirurgia

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As complicações mais temidas são arritmia e isquemia (falta de sangue no músculo cardíaco). Depois da operação, também preocupam a trombose e a embolia pulmonar (coágulo que se solta e entope uma artéria do pulmão). Nenhuma delas é frequente, mas pesam mais em quem já chega com o coração fragilizado.

Durante a cirurgia

Na anestesia, a pressão pode cair e o ritmo cardíaco pode acelerar ou ficar irregular. O monitor contínuo permite ao anestesista corrigir essas oscilações rapidamente. Na prótese cimentada, existe ainda a reação ao cimento ósseo (substância que fixa a peça no osso).Essa reação pode baixar a pressão e a oxigenação logo após a fixação. É rara, mas pede atenção em coração com pouca reserva.

Nos dias seguintes

A trombose venosa profunda (coágulo nas veias da perna) é o risco circulatório mais lembrado após a prótese. Solto, o coágulo causa a embolia pulmonar, com falta de ar súbita e dor no peito. Esses sinais pedem atendimento imediato, mesmo em casa.Em quem tem doença coronariana (estreitamento das artérias do coração), o infarto após a operação pode surgir sem a dor clássica. Cansaço inesperado, suor frio ou confusão também merecem aviso imediato à equipe.A prevenção combina anticoagulante preventivo, movimento das pernas e caminhada precoce com apoio, conforme orientações de referência da Mayo Clinic. Prazos e ritmo estão em quando começar a fisioterapia após prótese.
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Cardiopata pode ter alta no mesmo dia da prótese?

Análise completa
A cirurgia ambulatorial (com alta no mesmo dia) existe para a troca do quadril, mas nem sempre serve ao cardiopata. Na maioria dos casos, a equipe prefere ao menos uma noite de internação com monitorização (vigilância contínua dos sinais vitais). As primeiras horas após a anestesia concentram as oscilações de pressão e ritmo cardíaco.

Perfil que pode ir para casa no mesmo dia

A alta precoce entra em discussão quando a doença cardíaca é leve e bem controlada, como pressão alta estável. Também conta ter acompanhante em casa e morar perto do hospital. A liberação final cabe ao cardiologista e ao anestesista, depois de o paciente caminhar com andador.

Quando a noite no hospital é mais segura

Insuficiência cardíaca com força reduzida, estenose aórtica e arritmias que oscilam pedem vigilância hospitalar. O mesmo vale para quem fez terapia-ponte ou teve ajuste recente de anticoagulante. Nesses casos, a monitorização por telemetria (registro contínuo do ritmo cardíaco à distância) flagra alterações que passariam despercebidas em casa.

Critérios de alta valem para todos

Seja no mesmo dia ou após alguns dias, a alta exige caminhar com apoio, urinar normalmente e controlar a dor com comprimidos. A reabilitação continua em casa, com exercícios orientados pelo fisioterapeuta. Para entender o papel desses exercícios antes da operação, vale ler se a fisioterapia resolve artrose no quadril.
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Como reduzir complicações na recuperação em casa

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A primeira semana em casa concentra boa parte dos cuidados que evitam voltar ao hospital. O paciente segue a receita da alta à risca, sem pular nem dobrar comprimidos.

Caminhar um pouco várias vezes ao dia

Pequenas caminhadas com andador, espalhadas ao longo do dia, ativam a musculatura da panturrilha e empurram o sangue de volta ao coração. Ficar horas sentado ou deitado faz o oposto e favorece coágulos nas pernas. O ritmo certo é aquele que permite conversar sem perder o fôlego.

Prevenção da trombose em casa

Meias de compressão e remédios contra coágulos receitados na alta seguem pelo prazo combinado, sem interrupção por conta própria. Sentado, movimentar os tornozelos para cima e para baixo também ajuda a circulação. Panturrilha dolorida, quente ou inchada de um lado só pede contato com a equipe no mesmo dia.

Remédios do coração e sinais de alerta

Os remédios do coração voltam à rotina conforme a orientação de alta, inclusive os que foram pausados antes da cirurgia. Anotar pressão e batimentos uma vez ao dia ajuda o cardiologista a revisar o tratamento. Em quem tem insuficiência cardíaca, pesar-se toda manhã revela retenção de líquido antes de o inchaço aparecer.O quadril do outro lado, quando também tem artrose, pode doer mais com a carga extra das primeiras semanas. Para esse lado, há a infiltração no quadril guiada por ultrassom (injeção na articulação), avaliada com o cardiologista.O que está descrito acima segue Outpatient joint replacement Is it a safe, referência usada nesta seção.
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Sinais de alerta que pedem atendimento imediato após a cirurgia

Análise completa
O paciente com qualquer sinal desta lista procura o pronto-socorro na hora, sem esperar a consulta de retorno. Avisar a equipe ortopédica continua importante, mas vem depois do primeiro atendimento médico.

Sinais do coração e do pulmão

Dor ou aperto no peito, falta de ar súbita e desmaio pedem pronto-socorro imediato, mesmo que melhorem em minutos. Palpitação forte com tontura ou suor frio também entra nessa lista. Nesses casos, chame o SAMU em vez de ir dirigindo ou sozinho.

Sinais na perna e na cabeça

Perna inchada de um lado só, com dor ou calor na panturrilha, pede avaliação no mesmo dia. Se vier com falta de ar, o quadro deixa de ser só da perna e vira emergência. Fala enrolada, boca torta ou fraqueza num braço sugerem AVC (derrame, entupimento ou sangramento de vaso no cérebro).

Sinais na ferida e no encaixe da peça

Febre persistente, secreção com pus ou vermelhidão que se espalha pela cicatriz indicam possível infecção da prótese. Dor súbita com perna encurtada ou girada sugere luxação (saída da peça do encaixe). Sangramento que encharca o curativo também pede atendimento no mesmo dia.O que está descrito acima segue Risks of hip and knee replacement MedlinePlus, referência usada nesta seção.Quem planeja a troca do quadril com doença associada pode agendar avaliação com o Dr. Paulo Afonso, de Ortopedia e Traumatologia. O atendimento acontece no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Outras condições também mudam o preparo, como na prótese de quadril em pessoas com obesidade.
Próximo passo

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Perguntas frequentes

A prótese de quadril em quem tem problema no coração exige UTI depois da cirurgia?
Nem sempre. A ida para a UTI (unidade de terapia intensiva) depende da gravidade da doença cardíaca e do andamento da operação. Muitas pessoas ficam em quarto comum com monitor, e a decisão é tomada pelo anestesista junto com o cardiologista.
Quem tem marca-passo pode colocar prótese de quadril?
Sim, o marca-passo (aparelho que regula os batimentos) não impede a cirurgia. Antes da operação, o aparelho costuma ser revisado, porque o bisturi elétrico pode interferir no seu funcionamento. Leve a carteirinha do dispositivo às consultas para que a equipe conheça o modelo e a programação.
Pressão alta impede a cirurgia de quadril?
A pressão alta controlada não impede a operação. O que preocupa são valores muito elevados no dia da cirurgia, que aumentam o risco de sangramento e de sobrecarga cardíaca. Seguir o tratamento combinado com o cardiologista e medir a pressão em casa ajuda a chegar ao hospital com números estáveis.
Qual tipo de anestesia costuma ser usado em quem tem doença cardíaca?
Não há escolha única: a raquianestesia (anestesia aplicada nas costas que adormece as pernas) é uma das opções. A anestesia geral (anestesia que faz o paciente dormir durante o procedimento) é outra, e cada uma tem cuidados próprios. O anestesista decide depois de avaliar o coração, os remédios em uso e o tipo de prótese planejada.
Como funciona a cobertura do convênio nessa cirurgia?
A autorização do convênio cobre a internação hospitalar. Os honorários médicos e o aluguel de equipamentos específicos podem ser cobrados à parte, conforme o contrato. Vale pedir ao plano, por escrito, o detalhamento do que foi autorizado antes de marcar a data.
A recuperação é mais lenta para quem tem doença cardíaca?
Pode ser um pouco mais cuidadosa. A fisioterapia avança em etapas, respeitando o cansaço e os sinais vitais (pressão, pulso e respiração) de cada sessão. O cardiologista pode liberar esforços maiores aos poucos, e a meta é recuperar a caminhada sem forçar o coração.
Ter mais de 80 anos e problema no coração impede a operação?
A idade sozinha não define a decisão. Pesam mais a autonomia no dia a dia, a estabilidade do coração e outras doenças, como diabetes. Pessoas mais velhas e bem preparadas costumam recuperar a marcha com fisioterapia e apoio da família.
Posso continuar tomando os remédios do coração até o dia da cirurgia?
A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. Alguns seguem até a véspera, outros são pausados dias antes. Nunca suspenda nem altere remédios por conta própria, porque a interrupção brusca pode piorar o quadro cardíaco.
A prótese de quadril pode melhorar a saúde do coração?
Indiretamente, pode ajudar. Sem dor, a pessoa volta a caminhar, e o exercício favorece o controle da pressão, do peso e do açúcar no sangue. Esse ganho depende de manter os exercícios orientados depois da reabilitação.
Quem já teve AVC pode fazer prótese de quadril?
Pode, desde que o quadro esteja estável e o tempo desde o AVC (derrame cerebral) seja avaliado pelo neurologista e pelo cardiologista. O uso de anticoagulantes (remédios que afinam o sangue) e o equilíbrio para caminhar entram no planejamento. A fisioterapia costuma ser adaptada à força de cada lado do corpo.

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