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Médico para Tratar Sífilis: Qual Especialista Procurar?

Médico para tratar sífilis | Dr. Celso Mendanha | São Paulo

Da dúvida na sala de espera ao exame de controle: quem procurar e o que se sente em cada etapa.

“Muita gente chega pedindo desculpas antes de mostrar o exame de sangue. Esse constrangimento atrasa a procura por ajuda mais do que qualquer ferida. Começo sempre tirando a culpa da conversa.”— Dr. Celso Mendanha

CRM 189080RQE 101779Infectologia
Ver currículo do profissional
Formação acadêmica
  • UNIFESP/EPM – Residência em Infectologia
  • Fellowship em Imunologia Clínica (UNIFESP)
  • Mestrado em andamento na UNIFESP (Imunologia aplicada às Infecções)
  • Professor voluntário do Ambulatório de Imunologia da UNIFESP.
Títulos de especialista
  • Título de Especialista em Infectologia pela SBI (RQE 101779)
  • Fellowship em Imunologia Clínica (UNIFESP)
  • Mestrando em Imunologia aplicada às infecções (UNIFESP)
  • Especialização em ISTs e Saúde LGBTQIA+
  • Capacitação em Medicina do Viajante.
Sociedades médicas
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)
  • Membro da Sociedade Brasileira de Imunologia
  • Membro-Fundador do NAISBDST
  • Vinculado à Disciplina de Alergia
  • Imunologia Clínica e Reumatologia da UNIFESP.
Onde atende
  • Instituto Medicina em Foco (SP); Hospital São Paulo (HSP-UNIFESP); Hospital do Rim (Hrim); ICESP; Rede D'Or São Luíz; Prevent Senior; NuDII; Ambulatório de Imunologia Clínica da UNIFESP.
Áreas de atuação
  • Infectologia
Dr. Celso Mendanha, Infectologia — médico para tratar sífilis
20 min de leituraRevisado por Dr. Celso MendanhaDr. Celso José Mendanha Da Silva · CRM 189080 · RQE 101779Atualizado em 7 de outubro de 20264 referências citadas
Sumário
  1. Qual médico para tratar sífilis devo procurar primeiro?
  2. Infectologista, ginecologista, urologista, dermatologista ou clínico: quem faz o quê
  3. Dá para diagnosticar e tratar sífilis na UBS, pelo SUS?
  4. Teste positivo sem nenhum sintoma: o que isso significa?
  5. Como o médico define o estágio e o número de doses de penicilina
  6. Tenho alergia à penicilina: o que o médico pode fazer?
  7. Gestantes, bebês e pessoas com HIV: quem acompanha esses casos
  8. Alterações na visão, na audição ou neurológicas: quando a sífilis vira urgência
  9. Depois da injeção: retorno, exames de controle e parceiros
Infectologia

No consultório, a pergunta que mais ouço não é sobre remédio, e sim: “doutor, isso tem jeito?”. O medo merece resposta antes da receita, e começo por ela.

— Dr. Celso Mendanha
Quem busca um médico para tratar sífilis em São Paulo costuma chegar com vergonha, pressa e muitas perguntas guardadas. Sou o Dr. Celso Mendanha, Infectologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, e escrevo para quem ainda está com medo. A ideia é transformar esse medo em próximos passos claros.
A jornada costuma ter três tempos: a ansiedade antes do resultado, as dúvidas na consulta e o alívio cauteloso depois. Muitos casos começam na UBS (Unidade Básica de Saúde, o posto do bairro) ou num CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento). Outros pedem o olhar da Infectologia, como na gestação, em quem também vive com HIV ou com sintomas nos olhos e nervos.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Primeira conversa

    A consulta começa ouvindo a sua história, quando houve a exposição e o que você sentiu, sem julgamento.

  • 2Exame físico

    O médico examina pele, boca, genitais e gânglios (ínguas) em busca de feridas ou manchas que passaram despercebidas.

  • 3Testes de sangue

    O teste treponêmico (que detecta contato com a bactéria) se soma ao VDRL para confirmar e situar a infecção.

  • 4Início do tratamento

    Com o estágio definido, o médico prescreve o antibiótico adequado e explica o que você pode sentir nos dias seguintes.

  • 5Parceria sexual

    A pessoa com quem você se relaciona é convidada a testar, e o preservativo protege enquanto ambos se tratam.

  • 6Controle sorológico

    Exames repetidos ao longo dos meses acompanham a queda da titulação (quantidade de anticorpos no sangue) e mostram a resposta.

01

Qual médico para tratar sífilis devo procurar primeiro?

Análise completa

O clínico geral e o médico de família conseguem confirmar e tratar muitos casos sem complicação. A porta de entrada mais comum é a UBS, pelo SUS, onde teste e remédio são gratuitos. Não é preciso esperar uma vaga com especialista para começar.

Por onde começar quando o teste dá positivo

Quem fez o teste rápido (exame com uma gota de sangue do dedo, resultado em minutos) num CTA costuma sair orientado. Na rede pública, o SAE (Serviço de Atendimento Especializado, ambulatório de referência) recebe os casos encaminhados. No plano de saúde ou particular, o clínico também pode iniciar a investigação.

Quando vale ir direto ao infectologista

Percebemos que muita gente adia o cuidado à espera de vaga com infectologista, quando a UBS poderia começar antes. Esse atraso pesa mais do que a escolha da especialidade.

A gestação e a coinfecção por HIV (as duas infecções ao mesmo tempo) pedem acompanhamento conjunto com a Infectologia. Sintomas nos olhos, nos ouvidos ou nos nervos, reinfecção e alergia à penicilina (antibiótico de escolha) também pedem esse olhar. Vale entender como funciona a consulta com infectologista antes de marcar.

Outras especialidades que podem participar

Ginecologista, obstetra, urologista e dermatologista costumam ser quem levanta a suspeita, ao ver uma ferida ou mancha na consulta. Esses profissionais podem pedir os exames e encaminhar quando necessário.

02

Infectologista, ginecologista, urologista, dermatologista ou clínico: quem faz o quê

Análise completa

Cada especialista entra no cuidado por uma porta diferente, quase sempre ligada ao lugar onde a doença aparece primeiro. A ferida, a mancha ou o exame alterado definem quem levanta a suspeita. Quem trata depois depende do estágio e da sua situação de vida.

Para homens e mulheres

Nos homens, o urologista (médico do aparelho urinário e genital masculino) costuma ver a primeira ferida no pênis, geralmente indolor. Nas mulheres, o ginecologista encontra lesões na vulva ou no colo do útero durante o exame preventivo. Quando surgem manchas nas palmas das mãos, o dermatologista (médico da pele) reconhece a sífilis secundária (fase que espalha lesões pelo corpo).

Na gestação e nos bebês

Na gestação, o obstetra pede os testes no pré-natal e conduz o tratamento junto com a Infectologia. Esse cuidado conjunto segue referências como a Sociedade Brasileira de Infectologia. Tratar cedo protege o bebê da sífilis congênita (infecção passada da mãe ao filho).

Depois do parto, o pediatra e o neonatologista (médico dos recém-nascidos) examinam a criança e acompanham os exames dela. Mãe e bebê costumam ter retornos combinados, o que facilita a rotina da família.

O clínico como fio condutor

O clínico geral costuma organizar esse vaivém entre especialidades e fazer o encaminhamento quando o caso sai do simples. Quem também vive com HIV tende a concentrar os dois cuidados no mesmo infectologista. Se os dois testes vieram positivos juntos, veja quem procurar após teste HIV positivo.

Imagem ilustrativa — médico para tratar sífilis
Imagem ilustrativaAgende sua avaliação com Dr. Celso →
03

Dá para diagnosticar e tratar sífilis na UBS, pelo SUS?

Análise completa

A atenção primária (rede de postos que acompanha a saúde do bairro) resolve a maior parte dos casos de sífilis sem complicação. Na UBS, o médico para tratar sífilis costuma ser o médico de família, que pede exames e acompanha a evolução.

Do teste rápido ao resultado confirmado

Muitas unidades fazem o teste rápido no mesmo dia. Se der positivo, a equipe colhe sangue para o VDRL ou o RPR (outro exame que mede a atividade da infecção). A espera pelo laudo costuma ser o momento mais angustiante.

Nem toda ferida ou coceira genital é sífilis, e o exame ajuda a separar as causas. Vermelhidão no pênis pode ser candidíase (infecção causada por fungo); veja os sintomas de candidíase no homem.

Quando o caso segue para o CTA ou o SAE

O CTA é um centro de testagem e aconselhamento, aberto a quem quer fazer exames de ISTs com orientação e sigilo. O SAE é o ambulatório especializado da rede pública, com infectologistas, que recebe casos encaminhados pela UBS.

O encaminhamento ao SAE costuma acontecer na gestação e na coinfecção por HIV. Suspeita de neurossífilis (infecção que atinge o sistema nervoso) ou de sífilis ocular também justifica a ida.

O tratamento gratuito e o que vem junto

A penicilina G benzatina (forma aplicada por injeção no músculo) é o antibiótico de referência, como reforçam as orientações da Mayo Clinic. Na UBS, ela é conhecida como Benzetacil e é aplicada pela enfermagem, com número de doses definido pelo médico conforme o estágio. A injeção dói, mas o desconforto costuma passar logo.

Cada caso confirmado passa pela notificação (registro obrigatório enviado à vigilância em saúde), e o sigilo do paciente é preservado. A UBS também entrega preservativos de graça e chama a parceria para testar.

04

Teste positivo sem nenhum sintoma: o que isso significa?

Análise completa

A sífilis é causada pelo Treponema pallidum (bactéria transmitida principalmente pelo sexo) e pode ficar anos em silêncio. Nessa fase, chamada sífilis latente (infecção presente, mas sem sinais visíveis), só o exame de sangue revela a doença. Um resultado positivo, portanto, pede leitura cuidadosa, não pânico.

Os dois tipos de exame e o que cada um mostra

O teste rápido e o teste treponêmico detectam anticorpos (defesas do corpo) que costumam ficar positivos pelo resto da vida. Eles respondem se houve contato com a bactéria, mas não dizem quando aconteceu. Por isso, nunca bastam sozinhos para decidir se a infecção está ativa.

O VDRL e o RPR funcionam de outro jeito. Eles medem a titulação, um número escrito como 1/2, 1/16 ou 1/64. Quanto maior o segundo número, mais atividade a infecção costuma ter naquele momento.

Ativa, latente ou cicatriz sorológica

Teste treponêmico positivo com VDRL de título alto sugere infecção ativa, mesmo sem ferida aparente. Título baixo e estável, depois de um tratamento bem documentado, costuma indicar cicatriz sorológica. Já um título que sobe de novo levanta suspeita de reinfecção ou de falha terapêutica (quando o remédio não eliminou a bactéria).

Nenhum número isolado fecha o diagnóstico. O médico para tratar sífilis cruza os exames com a avaliação clínica e epidemiológica (história de exposições, parcerias e tratamentos anteriores).

O que costuma passar pela cabeça na espera

Descobrir uma infecção sem ter sentido nada gera dúvida sobre quando e de quem veio. A data exata muitas vezes não é possível de definir, e isso não muda o cuidado. Uma coceira que vai e volta costuma ter outras causas; entenda qual médico procurar na candidíase de repetição.

A ferida inicial pode ter surgido num lugar difícil de ver, como o ânus ou a boca. Quando há queixa na região anal, saiba como funciona o exame do reto pelo Mediservice.

Para escrever esta parte consultamos material de referência clínica.

05

Como o médico define o estágio e o número de doses de penicilina

Análise completa

A penicilina G benzatina, a Benzetacil, segue como primeira escolha porque age bem contra o Treponema pallidum em todas as fases. Ela é liberada do músculo aos poucos e mantém o antibiótico no sangue por vários dias. A bactéria se multiplica devagar, e por isso precisa de exposição prolongada ao remédio.

Por que o estágio muda o número de aplicações

Na sífilis primária (fase da primeira ferida, geralmente indolor), a infecção ainda é recente. A secundária e a latente recente, com menos de um ano, costumam responder a esquemas mais curtos. Quando não se sabe desde quando a infecção existe, o esquema costuma ser mais longo.

Esse cuidado evita tratar por pouco tempo uma sífilis latente tardia (infecção silenciosa de longa data). A sífilis terciária (fase tardia que pode atingir coração, ossos e pele) também costuma pedir acompanhamento prolongado.

Quando a injeção no músculo não é o caminho

A neurossífilis e a sífilis ocular não respondem bem à injeção no músculo, porque o remédio chega pouco ao sistema nervoso. Nesses casos, o tratamento costuma ser feito com penicilina na veia, em internação hospitalar. Quem também vive com HIV precisa de atenção redobrada; entenda qual especialista buscar com HIV positivo.

Alergia à penicilina e outras opções

A alergia à penicilina precisa ser confirmada, porque muita gente carrega esse rótulo sem ter reação verdadeira. Fora da gestação, a doxiciclina (antibiótico em comprimidos) ou a ceftriaxona (antibiótico injetável) podem ser alternativas. Na gestação, a saída costuma ser a dessensibilização (exposição gradual e vigiada ao remédio até o corpo tolerá-lo).

Antes de marcar com um médico para tratar sífilis, vale juntar exames antigos e datas de tratamentos anteriores. Esses registros ajudam a definir o estágio sem repetir doses desnecessárias. Se houve ferida na região anal, conheça o exame do reto pelo convênio Omint.

06

Tenho alergia à penicilina: o que o médico pode fazer?

Análise completa

O médico começa perguntando como foi a reação, há quanto tempo aconteceu e qual remédio estava em uso. Uma diarreia ou um enjoo depois do antibiótico raramente é alergia verdadeira. Já urticária (placas vermelhas que coçam) ou anafilaxia (reação grave que afeta respiração e pressão) pedem mais cuidado.

Como a alergia é confirmada

Quando a história deixa dúvida, o alergista (médico das reações alérgicas) pode fazer testes na pele com pequenas quantidades de penicilina. Em alguns casos, segue-se o teste de provocação (pequena quantidade do remédio tomada sob observação médica). Avise o médico para tratar sífilis sobre qualquer reação antiga, mesmo que pareça pequena.

Alternativas fora da gestação

Fora da gravidez, a doxiciclina em comprimidos é a alternativa mais usada, e a ceftriaxona entra em situações específicas. Os comprimidos são tomados por vários dias, e esquecer doses enfraquece o tratamento. Registre a alergia em qualquer exame, como a retossigmoidoscopia (exame que vê o final do intestino) pelo convênio Bradesco Saúde.

Gestante com alergia: um caso à parte

Na gestação, só a penicilina é considerada capaz de tratar a mãe e proteger o bebê da sífilis congênita. Por isso, a gestante com alergia costuma fazer a dessensibilização no hospital, com equipe vigiando cada dose. Se houve relação de risco recente, veja também quem procurar após exposição ao HIV.

A notícia de ir ao hospital assusta, mas a vigilância existe justamente para agir rápido se surgir reação. Depois da dessensibilização, a tolerância vale só para aquele tratamento, e a alergia continua registrada. Nada disso é motivo para adiar o pré-natal ou esconder a alergia da equipe.

07

Gestantes, bebês e pessoas com HIV: quem acompanha esses casos

Análise completa

O risco de cada situação vai além da pessoa tratada. Na gravidez, a bactéria pode atravessar a placenta e chegar ao bebê. Com HIV, a sífilis pode avançar mais rápido e atingir os olhos e o sistema nervoso mais cedo.

Na gestação: obstetra e infectologista juntos

Durante a gravidez, o VDRL costuma ser repetido com mais frequência para confirmar que o título está caindo. A parceria sexual também precisa ser avaliada, porque uma nova exposição pode reinfectar a gestante já tratada. Vale conhecer os mitos sobre sífilis recorrente que mais confundem casais.

No bebê: neonatologista e pediatra no seguimento

Depois do parto, o neonatologista examina o recém-nascido e compara o exame de sangue dele com o da mãe. O pediatra acompanha a criança nos meses seguintes, mesmo quando ela nasce sem nenhum sinal. Para os pais, esses retornos pesam menos quando entendidos como proteção, não como suspeita.

Quem vive com HIV: atenção a olhos e ouvidos

O infectologista avalia a sífilis junto com a carga viral (quantidade de vírus no sangue) e o tratamento do HIV. Vale entender o que muda com carga viral detectável antes do retorno. Visão embaçada, zumbido ou perda de audição pedem avaliação rápida, pela chance de sífilis otológica (que atinge o ouvido).

Em gestantes e em quem vive com HIV, o médico para tratar sífilis também investiga lesões na região anal. A anuscopia (exame que observa o canal anal por dentro) ajuda a diferenciar a sífilis de outras ISTs. Conheça a anuscopia pelo convênio Bradesco Saúde em São Paulo.

08

Alterações na visão, na audição ou neurológicas: quando a sífilis vira urgência

Análise completa

A bactéria da sífilis pode alcançar o sistema nervoso, os olhos e o ouvido interno em qualquer fase da infecção. Quando isso acontece, o risco é de sequela permanente na visão, na audição ou nos movimentos. Por esse motivo, a avaliação deixa de ser de rotina e passa a ser prioridade.

Sinais nos olhos e nos ouvidos

Na sífilis ocular (infecção que atinge estruturas do olho), a pessoa nota visão embaçada, manchas flutuando, dor ou vermelhidão no olho. Na sífilis otológica, os sinais mais comuns são zumbido, tontura e perda súbita de audição, às vezes em um só lado. Esses sintomas podem surgir mesmo com a pele limpa e sem ferida aparente.

Quando o sistema nervoso é atingido

A neurossífilis pode causar dor de cabeça forte e persistente, rigidez no pescoço, confusão mental ou mudança de comportamento. Também aparecem fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para andar ou formigamentos que não passam. Alguns desses sinais aparecem anos depois da infecção, quando ninguém mais lembra da ferida inicial.

Por que esses casos vão ao hospital

A confirmação costuma exigir a punção lombar (coleta de uma pequena amostra do líquido que envolve medula e cérebro). Esse exame e o remédio na veia costumam acontecer em internação hospitalar, com vigilância contínua por alguns dias. Sonolência e cansaço isolados costumam ter outra causa, investigada no exame do sono pelo convênio Omint.

Quem avalia e o que fazer na hora

O oftalmologista (médico dos olhos) e o otorrinolaringologista (médico do ouvido, nariz e garganta) avaliam o caso com o infectologista. Diante de qualquer desses sinais, procure um pronto-socorro em vez de esperar a próxima consulta agendada. Se você já faz acompanhamento, avise também o médico para tratar sífilis e leve os exames anteriores.

09

Depois da injeção: retorno, exames de controle e parceiros

Análise completa

O tratamento não termina na última aplicação de Benzetacil. A resposta aparece aos poucos, na queda da titulação do VDRL ao longo dos meses seguintes. O retorno marcado é o que mostra se a infecção respondeu de fato.

Com que frequência repetir o VDRL

O VDRL costuma ser repetido em intervalos de alguns meses, ao longo do primeiro e às vezes do segundo ano. Quem define o calendário é o médico, conforme o estágio tratado. Faça os exames de controle sempre no mesmo laboratório, quando possível, para comparar os números com mais segurança.

A espera entre um exame e outro costuma reacender a ansiedade. Um título que cai devagar é esperado e não significa que o remédio falhou.

Reinfecção ou falha terapêutica: como o médico diferencia

Quando o título volta a subir, o médico investiga duas hipóteses. A reinfecção é um novo contágio, geralmente por parceria não tratada ou sexo sem preservativo. A falha terapêutica aparece quando o título não cai como esperado, sem nova exposição.

A conversa sobre exposições recentes pesa tanto quanto o exame. Na suspeita de falha, o médico reavalia o estágio e procura sinais no sistema nervoso. Responder com franqueza ajuda a escolher o próximo passo.

A parceria sexual também entra no cuidado

Contar à parceria costuma ser a parte mais difícil da jornada. A pessoa precisa testar e ser avaliada, mesmo sem sintomas. Até o médico liberar, o preservativo em todas as relações protege os dois.

Se a conversa parecer pesada demais, a UBS pode ajudar a convidar a parceria para o teste, preservando o sigilo. Ninguém precisa enfrentar esse momento sozinho.

Para escrever esta parte consultamos material de referência clínica.

Para organizar retornos e exames, agende com o Dr. Celso Mendanha, de Infectologia, no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Quem também vive com HIV pode levar dúvidas sobre o que significa carga viral detectável.

O que dizem os pacientes

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Perguntas frequentes

Qual médico trata sífilis?

Muitas vezes, o primeiro médico para tratar sífilis é o clínico geral da UBS (posto de saúde do bairro). O médico de família da mesma unidade também avalia e acompanha boa parte dos casos. O infectologista (especialista em infecções) é a referência em gestação, HIV (vírus da aids) ou sinais nos olhos e nervos.

Preciso de encaminhamento para consultar um infectologista?

Na rede pública, o SAE (Serviço de Atendimento Especializado) costuma receber pacientes encaminhados pela UBS. O CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) também pode fazer essa ponte. Em consulta particular, dá para marcar direto com o infectologista, sem guia prévia.

Onde tratar sífilis pelo SUS?

A porta de entrada é a UBS mais próxima, que faz o teste e pode começar o cuidado sem custo. O CTA atende quem prefere testar antes de marcar uma consulta médica. Gestação de risco, coinfecção por HIV (as duas infecções juntas) ou dúvida sobre a fase da infecção costumam levar ao SAE.

Sífilis tem cura?

Sim, a sífilis tem tratamento eficaz com antibiótico, e a infecção pode ser eliminada quando o esquema é seguido até o fim. Ter tido a doença, porém, não protege contra uma nova infecção. Por isso, os exames de controle e a prevenção continuam importantes depois das injeções.

Posso ter sífilis mesmo sem sintomas?

Sim. Na sífilis latente (fase sem sintomas visíveis), a bactéria Treponema pallidum continua no corpo sem dar sinais por meses ou anos. Por isso, muita gente descobre a infecção num teste rápido (resultado em minutos) feito no pré-natal ou em check-up.

O dermatologista pode diagnosticar sífilis?

Sim. O dermatologista costuma reconhecer as manchas da sífilis secundária (fase em que a bactéria se espalha pelo sangue). Ele pede os exames de sangue que confirmam o diagnóstico e pode conduzir o caso ou dividir o cuidado com outro médico.

Quem trata sífilis em homens?

O urologista e o clínico geral costumam ser as portas mais procuradas por homens com ferida no pênis ou ínguas na virilha. Lesões no ânus ou na boca também merecem avaliação, mesmo quando não doem. Se houver HIV ou sinais neurológicos, o infectologista assume o acompanhamento.

Qual médico trata sífilis congênita?

A sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê na gestação) é acompanhada pelo pediatra e pelo neonatologista (médico dos recém-nascidos). Eles examinam o bebê, comparam os exames dele com os da mãe e organizam as consultas dos primeiros meses. O infectologista pediátrico pode ser chamado quando há dúvida no diagnóstico.

Depois do tratamento, preciso repetir o exame?

Sim. O VDRL (exame que mede a atividade da infecção) é repetido ao longo dos meses para conferir se os títulos caem. O calendário dos retornos é definido pelo médico, conforme a fase e a situação de cada pessoa.

O parceiro sexual também precisa de tratamento?

A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. A decisão sobre o tratamento dela cabe ao médico que a examinar, nunca a uma receita emprestada. Até essa avaliação, o preservativo protege os dois.

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