Consulta para PrEP: como funciona e quem pode indicar
O que muda na decisão de iniciar a profilaxia quando o risco deixa de ser hipótese e vira rotina.
“Quem chega para falar de prevenção quase sempre hesita nas primeiras frases. Aprendi a abrir a conversa pelo cotidiano, sem questionário invasivo, porque é ali que entendo o risco real e escolho um esquema que a pessoa realmente vai conseguir manter.”— Dr. Celso Mendanha

Agende sua avaliação com Dr. Celso
Atendo, quase toda semana, alguém que adiou essa decisão por medo de ser julgado ao falar da própria vida sexual. Quando finalmente senta na cadeira, o alívio é visível: percebe que a conversa é técnica, objetiva, e que o passo seguinte é bem mais simples do que imaginava.
— Dr. Celso Mendanha
O momento em que a rotina sexual passa a envolver exposições reais ao HIV costuma ser o ponto de virada: é quando buscar uma consulta para PrEP deixa de ser curiosidade e vira decisão concreta. Essa avaliação, conduzida por infectologista, mapeia o histórico clínico, solicita exames essenciais e define o esquema de profilaxia mais adequado ao padrão de exposição de cada pessoa.
Nas próximas seções você encontra o que esperar de cada etapa, dos critérios de elegibilidade ao acompanhamento periódico, com base nas diretrizes do Ministério da Saúde e na experiência clínica do infectologista e imunologista que integra a equipe do Dr. Rodrigo Barbosa no Instituto Medicina em Foco.
Passo a passo
- 1Avaliação de riscoConversa franca sobre exposições e histórico sexual para definir a indicação.
- 2Exames iniciaisTeste de HIV recente, função renal e rastreio de ISTs antes de qualquer comprimido.
- 3Início da profilaxiaPrescrição do esquema diário ou sob demanda, com orientação de adesão.
- 4Primeiro retornoReavaliação em cerca de 30 dias para ajustar o uso e checar tolerância.
- 5Acompanhamento trimestralConsulta, novos exames e renovação da receita a cada três meses.
O que é a PrEP e por que a avaliação não pode ser pulada
Como o medicamento protege
O antirretroviral mantém uma concentração protetora nos tecidos mais expostos à entrada do vírus. Usada corretamente, a profilaxia chega a reduzir em até 99% o risco de infecção pelo HIV por via sexual, desde que integrada à prevenção combinada, que inclui preservativo, testagem periódica e tratamento de ISTs.Por que a avaliação médica é insubstituível
Iniciar a profilaxia sem confirmar a soronegatividade, sem checar a função renal e sem revisar o histórico clínico expõe a pessoa a riscos evitáveis e pode mascarar uma infecção aguda em curso. Por isso, quem procura um infectologista de referência em São Paulo encontra nessa etapa o filtro de segurança que separa proteção real de improviso.Quem pode e quem deve fazer uma consulta para PrEP
ISTs recentes como sinal de alerta
Ter tido sífilis, gonorreia ou clamídia no último ano é um marcador clínico relevante, porque indica um padrão de exposição que aumenta a probabilidade de contato com o vírus. Sociedades médicas como a Sociedade Brasileira de Infectologia reforçam esse critério nas recomendações de prevenção.Parcerias sorodiscordantes e uso repetido de PEP
Casais sorodiscordantes, em que um parceiro vive com HIV e o outro não, representam indicação frequente, sobretudo quando ainda não há supressão viral completa. Pessoas que recorrem várias vezes à profilaxia pós-exposição também são candidatas naturais, já que o uso repetido sugere exposições recorrentes; entender a diferença entre proteção antes e depois do risco ajuda a definir a estratégia mais consistente.
O que acontece durante a consulta para PrEP
Anamnese e mapa de risco
O médico levanta histórico sexual, uso de substâncias, doenças preexistentes, medicamentos em uso e episódios anteriores de ISTs. Esse mapeamento define o perfil de risco, orienta a escolha entre o esquema diário e o sob demanda e identifica eventuais contraindicações. Um acompanhamento conduzido por infectologista garante que essas decisões sejam individualizadas.Da prescrição ao retorno
Confirmados os exames, vem a prescrição, a explicação sobre adesão rigorosa e o agendamento do retorno. É nesse ponto que a avaliação inicial se conecta ao acompanhamento de longo prazo, etapa que mantém a profilaxia eficaz e ajustada à realidade de cada pessoa.Exames obrigatórios antes de iniciar a profilaxia
O que é solicitado antes do primeiro comprimido
| Exame | Por que é pedido |
|---|---|
| Teste de HIV recente (idealmente até 7 dias) | Confirmar soronegatividade e descartar infecção aguda |
| Creatinina e filtração glomerular | Avaliar a função renal, já que o tenofovir atua sobre os rins |
| Hepatite B e C | Identificar coinfecções que mudam a conduta inicial |
| Sífilis, gonorreia e clamídia | Rastrear ISTs ativas, muitas vezes assintomáticas |
Por que cada resultado importa
Um teste reagente para HIV antes do início muda completamente o caminho clínico, e nesse cenário vale saber qual médico procurar diante de um resultado reagente antes de qualquer conduta. Já a função renal alterada não inviabiliza necessariamente a profilaxia, mas exige monitoramento mais próximo.Monitoramento trimestral durante o uso da PrEP
Por que a testagem a cada três meses
O novo teste de HIV faz mais do que confirmar a soronegatividade: permite identificar precocemente qualquer falha na proteção. Compreender o que muda entre carga viral detectável e indetectável ajuda a dimensionar o risco quando há uma parceria que vive com HIV.Atenção redobrada à função renal
A vigilância renal é especialmente relevante para pessoas acima de 50 anos, com hipertensão ou diabetes, porque o tenofovir pode, em casos raros, reduzir a filtração glomerular. Identificar a alteração cedo permite ajustar ou substituir o esquema antes de qualquer dano. A renovação da receita fica condicionada aos resultados, protocolo respaldado pelas diretrizes do Ministério da Saúde.Esquema diário ou sob demanda: como escolher
Comparando os dois formatos
| Esquema | Como é usado | Para quem |
|---|---|---|
| Diário | Um comprimido por dia, sem intervalos | Maioria dos perfis, inclusive relações vaginais |
| Sob demanda (2-1-1) | 2 comprimidos 2 a 24h antes, 1 após 24h e 1 após 48h | Homens cisgênero com relações anais ocasionais |
Quando cada um faz sentido
Quem tem vida sexual frequente ou esquece doses com facilidade tende a se beneficiar do esquema diário, que perdoa pequenas variações. Já o 2-1-1 é uma opção para exposições planejadas e espaçadas, mas nunca deve ser improvisado fora do contexto de relação anal. Em ambos os casos, o acompanhamento com infectologista é o que sustenta a segurança e a renovação correta da profilaxia.Efeitos colaterais e as primeiras semanas de uso
O que é esperado no início
Os relatos mais frequentes nas primeiras quatro a seis semanas são náuseas, em geral aliviadas ao tomar o comprimido com alimento, cefaleia leve e fadiga passageira. Esses sintomas costumam regredir espontaneamente, sem necessidade de suspender a profilaxia.Quando procurar o médico
Alterações gastrointestinais intensas, icterícia ou redução perceptível do volume urinário não são esperadas e exigem contato imediato com o profissional, pois podem indicar intolerância medicamentosa ou comprometimento renal. Nesses casos, a decisão de manter, ajustar ou trocar o esquema cabe ao especialista, e não à interrupção por conta própria.Onde fazer a PrEP em São Paulo e pelo SUS
Acesso público e privado
No SUS, o atendimento segue o mesmo protocolo de exames e retornos trimestrais. Na rede privada, o diferencial costuma ser a agilidade no agendamento e na liberação de resultados, o que encurta o tempo entre a decisão e o início efetivo da proteção.PrEP injetável: o que muda
Além dos comprimidos, já existe a apresentação de longa duração, que dispensa a dose diária. Vale conhecer como obter a versão injetável na capital paulista para discutir, na avaliação, se esse formato se encaixa melhor na sua rotina.Atuação integrada no Instituto Medicina em Foco
Por que o cuidado em equipe importa na prevenção
A prevenção do HIV raramente caminha sozinha: envolve saúde sexual, rastreio de ISTs e, por vezes, decisões sobre quando apenas monitorar ou efetivamente tratar o HIV. Essa integração entre especialidades dá continuidade ao acompanhamento e segurança a quem inicia ou mantém a profilaxia.O que dizem os pacientes
Excelente profissional. O Dr. Celso Mendanha é um infectologista extremamente atencioso, competente e atualizado. Explica tudo com clareza, demonstra muito conhecimento e passa segurança desde a primeira consulta. Atendimento humano, cuidadoso e respeitoso. Recomendo fortemente. Muito obrigada, Dr!— Mariana Corinti (fev/2026)
Fui atendida pelo Dr. Celso e só tenho elogios. Atendimento extremamente atencioso, humano e cuidadoso. Ele escuta com calma, explica tudo de forma clara e passa muita segurança, além de ter um conhecimento impecável. Recomendo fortemente.— Marilia Gomes Costa (fev/2026)
Dr Celso simplesmente é o melhor infectologista que conheci, extremamente técnico, acolhedor e atualizado, sempre dando suporte ao paciente. Indico de olhos fechado!!!! Por mais médicos assim— Ligia Machado (fev/2026)
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Uma avaliação reservada e objetiva define o esquema de proteção mais adequado ao seu dia a dia, com exames orientados e acompanhamento contínuo a cada três meses.
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