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Candidíase de repetição: qual médico procurar e tratar de vez?

Candidíase de Repetição: Qual Médico Procurar e Tratar de Vez?

A diferença entre tratar o episódio e reduzir a recorrência — e o que o infectologista investiga por trás do padrão.

“Recebo quase toda semana uma mulher que já tentou de tudo em pomada e continua tendo o quadro. O que quase ninguém olhou antes é o padrão: quantos episódios por ano e o que mantém a recorrência. É isso que muda a conduta.”

CRM 189080RQE 101779Infectologia
Ver currículo do profissional
Formação acadêmica

  • UNIFESP/EPM – Residência em Infectologia
  • Fellowship em Imunologia Clínica (UNIFESP)
  • Mestrado em andamento na UNIFESP (Imunologia aplicada às Infecções)
  • Professor voluntário do Ambulatório de Imunologia da UNIFESP.
Títulos de especialista

  • Título de Especialista em Infectologia pela SBI (RQE 101779)
  • Fellowship em Imunologia Clínica (UNIFESP)
  • Mestrando em Imunologia aplicada às infecções (UNIFESP)
  • Especialização em ISTs e Saúde LGBTQIA+
  • Capacitação em Medicina do Viajante.
Sociedades médicas

  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)
  • Membro da Sociedade Brasileira de Imunologia
  • Membro-Fundador do NAISBDST
  • Vinculado à Disciplina de Alergia
  • Imunologia Clínica e Reumatologia da UNIFESP.
Onde atende

  • Instituto Medicina em Foco (SP); Hospital São Paulo (HSP-UNIFESP); Hospital do Rim (Hrim); ICESP; Rede D'Or São Luíz; Prevent Senior; NuDII; Ambulatório de Imunologia Clínica da UNIFESP.
Áreas de atuação

  • Infectologia
Escutar post11:05

Dr. Celso Mendanha, infectologista em São Paulo
8 min de leituraRevisado por Dr. Celso MendanhaCRM 189080 · RQE 101779Atualizado em 30 de agosto de 20264 referências citadas
Sumário
  1. O critério da frequência: quando a candidíase vira repetição
  2. O que faz a candidíase voltar tantas vezes
  3. Candidíase de repetição: infectologista ou ginecologista?
  4. O tratamento de manutenção com fluconazol semanal
  5. Quando o fungo não responde: resistência ao fluconazol
  6. O que o infectologista investiga na consulta
  7. Cuidados que reduzem a chance de novo episódio
  8. Especialista da equipe do Dr. Rodrigo Barbosa

Agende sua avaliação com Dr. Celso

Infectologia
Grande parte das pacientes chega sem um histórico organizado dos episódios: quando aconteceu, o que usou, o que melhorou e o que voltou. Com esse calendário em mãos, o que parecia um quadro repetido sem explicação vira um problema com causa provável — e com conduta específica.

— Dr. Celso Mendanha

Candidíase de repetição: qual médico procurar e como tratar de vez? Se a infecção volta todo mês, a resposta começa por investigar a causa — e não por repetir o mesmo creme.
Quem conduz esse cuidado é o Dr. Celso José Mendanha Da Silva, infectologista com atuação centrada em candidíase de repetição. Ele integra a equipe do Dr. Rodrigo Barbosa no Instituto Medicina em Foco, acompanhando da investigação da recorrência ao protocolo de manutenção.
01

O critério da frequência: quando a candidíase vira repetição

Análise completa

Candidíase de repetição qual médico procurar e como tratar de vez: esta é a pergunta que abre a consulta. Na nossa prática, não é falta de higiene nem azar — é um padrão clínico com definição própria. O critério usado na revisão de 2023 sobre candidíase vulvovaginal recorrente é de quatro ou mais episódios em um ano. A partir desse ponto, o problema deixa de ser o fungo isolado e passa a ser o que faz ele voltar.

Por que o episódio isolado não conta como repetição

Uma ou duas crises por ano são comuns. Cerca de três em cada quatro mulheres terão ao menos um episódio na vida. A repetição, com quatro ou mais crises, é outra história: pede um infectologista em São Paulo para investigar a causa.

O que muda quando você cruza a frequência

Contar os episódios não é burocracia: é o dado que separa o tratamento pontual do protocolo de manutenção. É por isso que a primeira pergunta do infectologista é quase sempre a mesma — quantas vezes no último ano?

02

O que faz a candidíase voltar tantas vezes

Análise completa

O fungo da candidíase — na maioria das vezes a Candida albicans — vive naturalmente na mucosa. O episódio acontece quando esse equilíbrio quebra. A repetição acontece quando o fator que quebra o equilíbrio não sai de cena.

Antibióticos e o desequilíbrio da flora

Antibiótico de largo espectro elimina bactérias protetoras da vagina e abre espaço para o fungo crescer. É o gatilho mais clássico de episódio — e, quando se repete, o mais fácil de identificar.

Diabetes, estrógeno e o que alimenta o fungo

Glicose elevada no sangue vira açúcar na secreção vaginal e alimenta o fungo. Quando a candidíase recorre, investigar diabetes não diagnosticado e os fatores que sustentam o desequilíbrio faz parte da avaliação — ver orientações da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Infectologista em consulta com paciente em São Paulo
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03

Candidíase de repetição qual médico procurar e como tratar de vez: infectologista ou ginecologista?

Análise completa

Para o episódio isolado, o ginecologista resolve. Para a repetição, o infectologista entra em cena: é a especialidade que trata infecções recorrentes. Ela investiga resistência e enxerga o quadro como um todo.

Infectologista ou ginecologista: quem cuida do quê

O ginecologista acompanha a saúde da mulher e trata a crise aguda. O infectologista aprofunda quando há recorrência: coleta cultura, avalia sensibilidade ao antifúngico e desenha o protocolo de manutenção. Nos quadros de repetição, os dois costumam atuar juntos.

Médico de referência em candidíase de repetição

Quando as crises voltam apesar do tratamento correto, o caminho é procurar um médico de referência em candidíase de repetição. É um infectologista com rotina nesse quadro. Esse acompanhamento exige tratamento estendido e investigação das condições de base.

04

O tratamento de manutenção com fluconazol semanal

Análise completa

Tratar de vez não é usar o remédio por mais uma semana: é dividir o tratamento em duas fases. Primeiro, uma fase de ataque elimina o fungo da crise. Depois, uma fase de manutenção reduz a chance de o fungo recolonizar a mucosa. É essa segunda fase que segura a recorrência.

Como funciona a fase de manutenção

O esquema mais estudado é o fluconazol oral em dose de manutenção, uma vez por semana, por cerca de seis meses — sempre sob prescrição e acompanhamento do infectologista. Esse é o regime da terapia de manutenção com fluconazol descrita em 2024. As evidências mostram que a manutenção reduz as recorrências de forma consistente.

Por que seis meses e não uma semana

O fungo pode continuar presente em pequena quantidade mesmo sem sintoma. A manutenção prolongada é o que dá tempo para a mucosa recuperar o equilíbrio e para o fator que alimenta a recorrência ser corrigido.

05

Quando o fungo não responde: resistência ao fluconazol

Análise completa

Uma parcela dos quadros de repetição não melhora porque o fungo deixou de responder ao antifúngico mais usado. É o cenário em que o tratamento precisa sair do automático e passar pela cultura com perfil de sensibilidade.

Resistência e espécies não albicans

A literatura aponta o aumento de espécies como a Candida glabrata, que toleram melhor os azóis. Nesses casos, o antifúngico precisa ser escolhido pelo perfil de sensibilidade, não pela regra geral.

O papel do ácido bórico e das alternativas

Para espécies resistentes, o ácido bórico vaginal é uma opção considerada pela infectologia — de uso exclusivamente vaginal e sob orientação médica, pela toxicidade se ingerido por via oral. Estudos comparando a ação do fluconazol e do ácido bórico mostram respostas diferentes conforme a espécie. Isso reforça a necessidade de identificar o fungo antes de escolher.

06

O que o infectologista investiga na consulta

Análise completa

Quem procura avaliação com o infectologista em São Paulo para candidíase de repetição costuma chegar com uma lista de tratamentos já tentados — e é exatamente esse histórico que a consulta organiza.

As perguntas que abrem o quadro

Quantos episódios no último ano? O que estava em uso quando cada crise começou? Houve antibiótico, diabetes ou mudança de anticoncepcional? Essas respostas montam o mapa da recorrência.

Os exames que fecham o diagnóstico

Glicemia e hemoglobina glicada investigam diabetes; a cultura com sensibilidade identifica a espécie do fungo e se ela responde ao antifúngico. Com esses dados, o protocolo deixa de ser tentativa e passa a ser direcionado. O mesmo Dr. Celso Mendanha conduz a investigação da recorrência do começo ao fim.

07

Cuidados que reduzem a chance de novo episódio

Análise completa

A manutenção com antifúngico funciona melhor quando os fatores que alimentam o fungo também são corrigidos. O tratamento de verdade é a soma dos dois.

O que ajustar no dia a dia

Preferir roupas íntimas de algodão, evitar umidade prolongada, reduzir o excesso de açúcar e só usar antibiótico quando indicado são medidas simples que tiram combustível da recorrência.

Por que o parceiro geralmente não entra no tratamento

A candidíase não é uma infecção sexualmente transmissível clássica, como descreve a revisão clínica de 2025 sobre candidíase vulvovaginal. Tratar o parceiro sem indicação não reduz a recorrência na maioria dos casos. A exceção é a balanite por cândida em homens — quando há sintoma, ele é avaliado individualmente.

08

Especialista da equipe do Dr. Rodrigo Barbosa

Análise completa

O cuidado com a candidíase de repetição não termina na prescrição. O paciente acompanhado dentro de uma estrutura que reúne infectologia, ginecologia e laboratório tem investigação e manutenção mais organizadas. É esse o modelo em que o Dr. Celso Mendanha trabalha.

Atuação integrada no Instituto Medicina em Foco

O Dr. Celso José Mendanha Da Silva integra a equipe do Dr. Rodrigo Barbosa no Instituto Medicina em Foco. A investigação da recorrência e o protocolo de manutenção acontecem dentro de uma proposta assistencial coordenada, com discussão clínica integrada.

Cuidado em equipe, da primeira crise ao controle

Da coleta da cultura à revisão do protocolo, o paciente circula por um fluxo único, coordenado entre as especialidades. É esse encadeamento que apoia o controle da recorrência ao longo do tempo.

Como funciona

Passo a passo

  • 1Avaliação

    Avaliação com o infectologista para mapear a frequência dos episódios e os tratamentos já tentados.

  • 2Investigação

    Exames de glicemia e cultura com sensibilidade para identificar o fungo e a causa de base.

  • 3Ataque

    Fase inicial para eliminar o fungo da crise ativa.

  • 4Manutenção

    Protocolo de fluconazol semanal por cerca de 6 meses para reduzir a recorrência.

  • 5Acompanhamento

    Retornos programados para ajustar o esquema e acompanhar a evolução do quadro.

O que dizem os pacientes

Profissional competente, atualizado! Informações precisas com atendimento individualizado e humanizado.

— FFM (set/2024)

Ele é muito atencioso e direto. Ele é de fácil comunicação e contato após a consulta para qualquer dúvida que você tenha.

— JD (abr/2024)

Atencioso, prestativo, atencioso, pontual e mto didático

— Eduardo (nov/2023)

Próximo passo

Agende sua avaliação com Dr. Celso Mendanha

Uma avaliação com infectologista transforma o cuidado. A proposta é montar o protocolo de ataque e manutenção e investigar a causa da recorrência.

Atendimento humanizadoAvaliação individualizadaPlano terapêutico personalizado

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Perguntas frequentes

O que é candidíase de repetição?

É quando a mulher tem 4 ou mais episódios de candidíase em 12 meses. Esse quadro pede investigação da causa — diabetes, antibióticos ou resistência do fungo — e um protocolo de manutenção conduzido pelo infectologista.

Qual médico procurar para candidíase de repetição?

O infectologista é o especialista indicado para conduzir a candidíase de repetição. Ele investiga a causa de base, faz cultura com sensibilidade e monta o tratamento de manutenção — em geral com o ginecologista.

Candidíase de repetição some de vez com o tratamento?

A manutenção com antifúngico e o controle dos fatores de base reduzem de forma consistente as recorrências na maioria dos casos. A meta é reduzir a frequência das recorrências, e não apenas aliviar cada crise.

Quanto tempo dura o tratamento da candidíase de repetição?

A fase de manutenção costuma durar cerca de 6 meses, com fluconazol uma vez por semana. Depois, o infectologista reavalia e decide se há necessidade de prolongar ou ajustar o esquema.

Por que a candidíase volta mesmo depois do tratamento?

Porque, em geral, foi tratado só o episódio, e não o que mantém a recorrência. Diabetes sem controle, antibióticos repetidos ou resistência do fungo também contam. É isso que a avaliação do infectologista investiga.

O fluconazol semanal é seguro?

Sim, é um esquema bem estabelecido e usado há décadas na manutenção da candidíase de repetição. Como qualquer antifúngico, pede acompanhamento médico para monitorar a tolerância, a resposta ao tratamento e eventuais efeitos sobre o fígado.

Candidíase de repetição é sinal de imunidade baixa?

Nem sempre. Na maioria das vezes a recorrência está ligada a fatores como diabetes, antibióticos ou resistência do fungo — e não a uma imunodeficiência. O infectologista investiga para diferenciar os cenários.

Preciso tratar o parceiro se tenho candidíase de repetição?

Na maioria dos casos, não. A candidíase não é uma infecção sexualmente transmissível clássica, e tratar o parceiro sem indicação não reduz a recorrência. Homens com sintoma de balanite são avaliados individualmente.


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