Infectologista para PrEP: consulta, exames e proteção
O que esperar nas primeiras semanas de PrEP, os sinais que pedem retorno e o calendário de cada exame.
“Quem começa a profilaxia costuma me procurar na segunda semana, preocupado com enjoo ou intestino solto. Esse desconforto tende a ceder sozinho. O que mais me preocupa é esquecer doses quando a rotina muda.”— Dr. Celso Mendanha
Ver currículo do profissional
- UNIFESP/EPM – Residência em Infectologia
- Fellowship em Imunologia Clínica (UNIFESP)
- Mestrado em andamento na UNIFESP (Imunologia aplicada às Infecções)
- Professor voluntário do Ambulatório de Imunologia da UNIFESP.
- Título de Especialista em Infectologia pela SBI (RQE 101779)
- Fellowship em Imunologia Clínica (UNIFESP)
- Mestrando em Imunologia aplicada às infecções (UNIFESP)
- Especialização em ISTs e Saúde LGBTQIA+
- Capacitação em Medicina do Viajante.
- Membro Titular da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)
- Membro da Sociedade Brasileira de Imunologia
- Membro-Fundador do NAISBDST
- Vinculado à Disciplina de Alergia
- Imunologia Clínica e Reumatologia da UNIFESP.
- Instituto Medicina em Foco (SP); Hospital São Paulo (HSP-UNIFESP); Hospital do Rim (Hrim); ICESP; Rede D'Or São Luíz; Prevent Senior; NuDII; Ambulatório de Imunologia Clínica da UNIFESP.
- Infectologia

Quero que você saiba o que é esperado no corpo nas primeiras semanas. E que reconheça quando me procurar antes da data marcada.— Dr. Celso Mendanha
Passo a passo
- 1Primeira consulta
Na primeira consulta, o infectologista revisa exposições recentes e pede teste para HIV, hepatite B e função dos rins.
- 2Início do comprimido
Com o teste negativo, começa o tenofovir (antiviral que impede o HIV de se multiplicar) associado à entricitabina, no esquema prescrito.
- 3Primeiro retorno
Aos 30 dias, a consulta revisa enjoo e adesão (tomar as doses no ritmo combinado) e repete o teste para HIV.
- 4Função dos rins
A creatinina (substância do sangue que mostra como os rins filtram) acompanha o efeito do tenofovir sobre os rins.
- 5Exames trimestrais
A cada três meses, nova coleta repete o teste para HIV e o rastreio de sífilis, gonorreia e clamídia.
- 6Retorno antecipado
Febre com dor de garganta ou ínguas após uma exposição leva a consulta e teste antes da data marcada.
Infectologista para PrEP: o que esperar da primeira consulta
O que o médico pergunta
A conversa começa pelas últimas relações sem preservativo, pelo uso de PEP (profilaxia pós-exposição, remédio tomado após risco) e por sintomas recentes. Na rotina clínica, essas respostas mostram se o teste de hoje já é confiável. Uma exposição muito recente pode cair na janela imunológica (fase em que o teste ainda não detecta o vírus).
Exames da mesma coleta
O protocolo inclui teste rápido para HIV, HBsAg (exame da hepatite B) e clearance de creatinina (cálculo da filtração renal). Sífilis, hepatite C e outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) entram na mesma coleta. Os detalhes de cada etapa estão em como funciona a consulta para PrEP.
Como sai a decisão
Com teste negativo e rins normais, o infectologista para PrEP costuma prescrever TDF/FTC (tenofovir com entricitabina) na própria consulta. No esquema diário, o comprimido é tomado uma vez ao dia, todos os dias. Para conhecer a especialidade, leia como atua o infectologista em São Paulo.
O esquema sob demanda 2-1-1 serve a homens cis e pessoas designadas homem ao nascer, sem estradiol e sem hepatite B. Ele exige sexo anal pouco frequente e planejado, com duas doses entre 2 e 24 horas antes da relação. Depois, toma-se uma dose 24 horas e outra 48 horas após a primeira (veja como iniciar a PrEP com segurança).
Leve à consulta a lista de remédios em uso e exames recentes de rins ou hepatites. Com eles, o médico compara resultados e evita coletas repetidas.
Teve uma exposição recente ao HIV? A avaliação pode ser para PEP
Quando a situação é de urgência
A PrEP protege quem toma o comprimido antes do risco. Quando a camisinha rompe ou não foi usada, sem PrEP em dia, a conduta muda. O mesmo vale para violência sexual e compartilhamento de seringas.
O prazo da PEP
A PEP começa o quanto antes, idealmente nas primeiras horas, e no máximo até 72 horas após a exposição. O tratamento dura 28 dias, conforme orientação da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Dentro desse prazo, procure um pronto-socorro ou o serviço de PEP mais próximo, sem esperar consulta marcada.
Os testes antes e depois
No atendimento, um teste rápido para HIV mostra se já existe infecção detectável antes de começar a PEP. Um resultado negativo não exclui infecção recente, seja anterior ou da própria exposição, por causa da janela imunológica. Por isso, os testes para HIV se repetem semanas depois, junto com o rastreio de ISTs.
Depois da PEP, a PrEP
Ao fim da PEP, a consulta com o infectologista para PrEP discute a passagem direta para a profilaxia contínua. Essa troca faz sentido quando as exposições se repetem. Se o teste der positivo em algum momento, o acompanhamento segue com outro foco, descrito em como escolher o infectologista para HIV.

Quando a PrEP faz sentido para você
O critério central é a frequência de exposições ao HIV ao longo dos meses. Relações anais ou vaginais sem preservativo, com parcerias variadas ou de status desconhecido, formam o cenário mais comum. Nesses casos, a proteção contínua do comprimido cobre exposições que nem sempre são planejadas.
Situações que pedem a conversa
Segundo a recomendação da Organização Mundial da Saúde, a PrEP é oferecida a pessoas com risco substancial de HIV. Entram nesse grupo quem teve sífilis ou gonorreia recentes e quem já precisou de PEP mais de uma vez. Também contam o sexo em troca de dinheiro e o uso de drogas injetáveis com seringas compartilhadas.
Parceria sorodiferente
Na parceria sorodiferente (casal em que uma pessoa vive com HIV e a outra não), a carga viral define o risco. Com tratamento em dia e carga viral indetectável por seis meses, vale o I=I (indetectável é igual a intransmissível). Enquanto a carga viral do parceiro segue detectável, a PrEP protege nesse intervalo (veja o que muda na carga viral).
Quando a necessidade muda
A indicação acompanha a fase da vida, e uma relação estável com testes negativos pode mudar o quadro. Nos retornos, o infectologista para PrEP revisa com você se as exposições continuam e se o esquema ainda serve. Interromper por conta própria, sem orientação sobre as doses finais, deixa uma brecha de proteção.
Exames antes de começar: por que um teste negativo pode não bastar
O limite do teste
O teste para HIV procura anticorpos e, nos mais modernos, o antígeno p24 (proteína do próprio vírus). Uma infecção adquirida há poucos dias ainda não gerou esses sinais no sangue. Nesse período, o resultado sai negativo mesmo com o vírus presente.
Por que isso pesa no início do comprimido
A PrEP usa dois antivirais, quantidade suficiente para prevenir, mas não para tratar uma infecção já instalada. Se o HIV estiver presente sem diagnóstico, o vírus pode desenvolver resistência (deixar de responder) a esses remédios. Essa resistência reduz as opções de tratamento no futuro.
Quando a avaliação vai além do teste rápido
Febre, dor de garganta, ínguas ou manchas na pele nas últimas semanas levantam suspeita de infecção aguda (fase inicial do HIV). Nesses casos, o infectologista para PrEP adia o início do comprimido e pede carga viral (exame que mede o vírus no sangue). A PrEP só começa depois que esse exame afasta o HIV, conforme o protocolo nacional de PrEP.
Uma relação sem preservativo nas últimas 72 horas muda a prioridade. A consulta passa a avaliar a PEP de imediato, em vez de apenas repetir o teste depois. Os detalhes estão em diferenças entre PrEP e PEP.
O que a coleta inicial não mostra
Os exames de entrada rastreiam sífilis, hepatites e outras ISTs, mas o HPV (vírus das verrugas genitais) não costuma entrar nessa lista. Verrugas ou lesões no ânus pedem avaliação própria, descrita em qual médico procurar para HPV. Leve essas queixas à primeira consulta.
PrEP diária ou sob demanda: como o esquema é escolhido
O esquema diário mantém o remédio no organismo todos os dias e cobre relações planejadas ou não. O sob demanda concentra as doses em torno de uma relação anal marcada com antecedência.
Quem pode usar o sob demanda
Praticar sexo anal não basta para usar o sob demanda. O protocolo do Ministério da Saúde reserva esse esquema a homens cis e pessoas designadas homem ao nascer. Não entram nele pessoas que usam estradiol (hormônio feminino) ou que têm hepatite B.
Em relações vaginais ou com neovagina (vagina construída por cirurgia), o protocolo prevê apenas o esquema diário.
Quando planejar é possível
Mesmo dentro desses critérios, o sob demanda se encaixa em quem tem encontros espaçados e sabe com antecedência quando vai transar. Relações frequentes ou sem dia previsto tornam o esquema diário mais simples de seguir. Uma dose esquecida antes do encontro reduz a proteção daquela relação.
Quem já toma algum remédio todo dia costuma encaixar o comprimido da PrEP no mesmo horário, com menos esquecimentos.
Mudanças de esquema e sinais de alerta
Uma fase com mais parcerias pode levar do sob demanda ao diário, e o caminho inverso também acontece. A troca é combinada com o infectologista para PrEP nos retornos, porque a passagem entre esquemas tem doses de transição.
Ferida genital nova, ardor ao urinar ou corrimento pedem consulta antes do retorno, porque podem indicar sífilis ou outra IST. Saiba onde buscar atendimento em ferida genital: qual médico procurar.
Quando começa a proteção e quais são seus limites
O tenofovir com entricitabina precisa atingir, nos tecidos genitais e retais, a concentração que bloqueia o HIV. O tempo até esse ponto varia com a dose inicial, o tipo de relação e o uso de hormônios.
Prazos para a proteção começar
Homens cis e pessoas designadas homem ao nascer, sem estradiol, começam com dois comprimidos de uma vez. Para sexo anal, segundo o Ministério da Saúde, a proteção começa cerca de 2 horas após essa dose. Em relações vaginais, com neovagina ou com estradiol, o prazo sobe para 7 dias, segundo o guia de PrEP em São Paulo.
No sob demanda, a proteção também começa cerca de 2 horas após a dose dupla inicial. As doses seguintes, de 24 e 48 horas, sustentam a proteção daquela relação.
O que a PrEP não cobre
Muita gente acredita que o comprimido protege contra qualquer infecção sexual. A PrEP age só sobre o HIV e deixa sífilis, gonorreia, clamídia e HPV sem proteção. Para essas infecções, o preservativo e os exames trimestrais continuam valendo.
Adesão e falhas de proteção
A eficácia depende de manter o remédio no sangue no ritmo prescrito. Doses irregulares baixam essa concentração e abrem espaço para uma infecção, mesmo após meses de uso. Os testes para HIV dos retornos verificam se houve infecção, o que permite diagnóstico e tratamento precoces.
Após uma pausa longa, a proteção recomeça com os prazos do início, e a retomada passa pelo infectologista para PrEP.
Efeitos colaterais e cuidados com os rins e os ossos
Enjoo, gases e dor de cabeça aparecem em parte das pessoas no primeiro mês e tendem a melhorar com o uso regular. Quando passam desse prazo ou levam a pular doses, o retorno é antecipado.
Rins e clearance de creatinina
O tenofovir sai pelos rins, e o clearance de creatinina (estimativa de quanto sangue os rins filtram) se repete nos retornos. Uma queda pequena e estável no início do uso é esperada e costuma ser só acompanhada.
Uma queda maior ou contínua leva o médico a reavaliar o esquema, mesmo sem sintoma. Inchaço nas pernas, urina espumosa ou menos urina também pedem consulta antes da data.
Ossos e a opção TAF/FTC
O tenofovir na forma TDF pode reduzir um pouco a densidade óssea (quantidade de mineral que dá firmeza ao osso). Quem já tem osteopenia (osso mais fraco que o esperado para a idade) ou fraturas fáceis relata isso na consulta.
O TAF/FTC (outra forma do tenofovir, mais leve para rins e ossos) é uma alternativa avaliada nesses casos. Ele não está no SUS. Há estudos com exposição vaginal, mas a indicação aprovada não cobre o sexo vaginal receptivo.
Outros sinais para antecipar o retorno
Dor óssea persistente, cansaço intenso ou pele e olhos amarelados levam a consulta com o infectologista para PrEP antes do prazo. Quem tem hepatite B e interrompe o comprimido sem orientação pode ter piora da inflamação no fígado.
Coceira e corrimento vaginal que se repetem podem ser candidíase (infecção por fungo), sem relação com o comprimido. A avaliação desses casos está em quando a candidíase volta sempre.
Retornos e exames: como funciona o acompanhamento
O que acontece em cada retorno
Cada visita repete a mesma sequência: conversa sobre doses esquecidas, exposições recentes e sintomas, seguida da coleta. A receita nova sai com o teste para HIV negativo em mãos. Sem esse resultado, a renovação fica em espera.
O clearance de creatinina (cálculo de quanto os rins filtram) também entra no retorno. O rastreio de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) segue o intervalo combinado na primeira consulta. Os resultados anteriores servem de comparação, e uma mudança pequena ganha sentido quando vista ao lado deles.
Quando o retorno atrasa
O comprimido costuma ser entregue em quantidade que cobre o período até a próxima consulta. Faltar ao retorno costuma significar ficar sem remédio e sem teste atualizado.
Sem doses e com sexo sem preservativo, entra a avaliação de PEP (remédio tomado após o risco). Os prazos e critérios estão em quando o infectologista indica a PEP.
Reavaliar a continuidade
O esquema com TDF/FTC (tenofovir com entricitabina) segue enquanto as exposições continuam e os exames permanecem estáveis.
Pausar o uso é uma decisão tomada com o infectologista para PrEP, junto de um teste para HIV. A retomada depois da pausa passa por nova testagem, como no começo. Uma exposição durante a pausa pode cair na janela imunológica (fase em que o teste ainda não detecta o vírus).
Esta seção foi revisada contra Clinical Guidance for PrEP.
PrEP pelo SUS ou no particular em São Paulo: acesso e custos
A rede pública de São Paulo oferece a PrEP sem custo, com consulta, testes para HIV e comprimido no mesmo serviço. Entre os pontos de atendimento estão os CTAs (centros de testagem do SUS) e parte das unidades básicas de saúde.
Como funciona o acesso pelo SUS
O atendimento costuma começar por acolhimento (conversa inicial com a equipe) e teste rápido, com retornos marcados pela própria unidade. A agenda muda de um serviço para outro, e vale confirmar horários antes de ir.
O que entra na conta do particular
No particular, a conta reúne a consulta com o infectologista para PrEP, os exames laboratoriais e, conforme o caso, o medicamento. Os valores mudam conforme o consultório, o laboratório e a marca do comprimido. A receita do consultório também permite retirar o comprimido em unidades do SUS, segundo norma do Ministério da Saúde.
Como escolher entre os dois caminhos
A escolha costuma pesar horário disponível, distância até a unidade e preferência por discrição. Há quem combine os dois, com consulta particular e comprimido retirado no SUS. Em qualquer caminho, os testes para HIV e o rastreio de ISTs seguem o mesmo calendário.
Agende uma consulta com o Dr. Celso Mendanha, de Infectologia, no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Ele acompanha a PrEP e as ISTs, e esclarece os cinco mitos sobre sífilis recorrente.
O que dizem os pacientes
Profissional competente, atualizado! Informações precisas com atendimento individualizado e humanizado.— FFM (set/2024)
o médico foi muito profissional e detalhista, não teve pressa e levou seu tempo comigo. Eu recomendo. obrigado.— Paciente (ago/2024)
Ele é muito atencioso e direto. Ele é de fácil comunicação e contato após a consulta para qualquer dúvida que você tenha.— JD (abr/2024)
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Consulta com Dr. Celso Mendanha, Infectologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
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Perguntas frequentes
Quanto custa a PrEP no particular?
Na rede pública, a PrEP (profilaxia pré-exposição, comprimido tomado antes do risco) é gratuita. No particular, a conta soma consulta, exames de laboratório e, em alguns casos, o próprio comprimido. Cada parcela varia conforme a cidade, o laboratório e a marca escolhida.
Qual o valor de uma consulta com infectologista para PrEP?
O valor muda conforme a cidade, a duração da consulta e a experiência do médico. Em geral, os exames de laboratório são cobrados à parte. Vale perguntar na marcação se o retorno trimestral tem valor diferente da primeira visita.
Quais exames são pedidos durante a PrEP?
Os testes para HIV se repetem em todos os retornos. O clearance de creatinina (estimativa da filtração dos rins) segue intervalo definido pelo protocolo e pelo perfil de saúde. O HBsAg (exame da hepatite B) e o rastreio de sífilis, gonorreia e clamídia completam a lista do Ministério da Saúde.
A PrEP protege completamente contra o HIV?
Com as doses em dia, a proteção contra o HIV é muito alta, mas nenhum remédio elimina todo o risco. Falhas de adesão (tomar o comprimido no ritmo prescrito) reduzem esse efeito. A PrEP também não age contra outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis).
Um teste de HIV negativo confirma que não tenho o vírus?
O resultado negativo indica que o teste não detectou o vírus naquela coleta. Uma infecção muito recente pode cair na janela imunológica (período em que o exame ainda não detecta o vírus). A leitura do resultado depende do tipo de teste e do tempo desde a exposição, avaliados pelo médico.
Qual a diferença entre PrEP e PEP?
A PrEP é tomada antes do risco, todos os dias ou, em quem tem indicação, no esquema sob demanda 2-1-1. A proteção exige o esquema completo: os dias iniciais no diário e as doses após a relação no sob demanda. Sem esse esquema em dia, uma exposição pede PEP (profilaxia pós-exposição), iniciada em serviço de urgência o quanto antes.
Existe outro comprimido além do TDF/FTC?
O comprimido mais usado é o TDF/FTC (tenofovir com entricitabina, dois antivirais). Há também o TAF/FTC (outra forma do tenofovir, com menos impacto nos rins e nos ossos), que não está disponível no SUS. A escolha entre os dois depende dos exames e do tipo de exposição.
Posso parar a PrEP ao entrar num relacionamento estável?
A pausa é combinada no retorno, com teste para HIV recente e revisão das exposições do casal. Se a parceria vive com HIV, importa saber se a carga viral (quantidade de vírus no sangue) segue indetectável. Nessa situação, o I=I (indetectável é igual a intransmissível) vale para o casal.
Dá para acompanhar a PrEP por teleconsulta?
A teleconsulta é permitida pelo Conselho Federal de Medicina e serve para conversar sobre exposições, resultados e renovação da receita. Os exames de sangue, porém, exigem coleta presencial em laboratório ou serviço de saúde. Feridas, corrimento ou outros sinais de IST também pedem consulta presencial.




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