ORTOPEDIA DE COLUNA · MEDICINA DA DOR
Rizotomia por Radiofrequência em São Paulo
Entenda como o procedimento trata a dor facetária da coluna, quem é candidato e — sobretudo — como conferir CRM e RQE antes de escolher o especialista que vai realizá-lo.
Quem realiza o procedimento
Resposta rápida
A rizotomia por radiofrequência é um procedimento percutâneo, guiado por raio-X, que usa calor controlado (cerca de 80 °C) para interromper o ramo medial — o nervo que leva a dor das articulações facetárias da coluna até o cérebro — sem cortes nem seccionar músculos. É indicada para dor facetária crônica, confirmada por bloqueio diagnóstico, e costuma aliviar a dor por seis a doze meses. Em São Paulo, deve ser realizada por médico com CRM ativo e RQE em ortopedia, neurocirurgia ou medicina da dor — verificáveis no site do conselho.
A rizotomia por radiofrequência explicada pelo especialista
Assista às explicações do Dr. Pedro Correa, ortopedista especialista em coluna, sobre o procedimento e sobre como escolher com segurança quem vai realizá-lo.
Ep. 1
Rizotomia por radiofrequência: o que você precisa saber
O Dr. Pedro Correa explica como o procedimento age na dor facetária da coluna.
Ep. 2
Conheça o Dr. Pedro Correa, ortopedista especialista em coluna
Vídeo de apresentação do especialista que assina este conteúdo.
O que é a rizotomia por radiofrequência e como age na dor
Trata-se de uma técnica percutânea, guiada por raio-X, em que a ponta de um eletrodo aquece de forma controlada o pequeno nervo que leva o sinal de dor das articulações da coluna até o cérebro. O calor cria uma lesão térmica precisa, com temperatura em torno de 80 °C, que interrompe essa condução sem seccionar músculos ou ligamentos vizinhos.
Qual nervo é tratado
O alvo mais frequente são os ramos mediais, filamentos finos que inervam as articulações facetárias. Quando deixam de transmitir o estímulo doloroso, a dor de origem facetária reduz de intensidade. O planejamento dessa abordagem, como detalha o Dr. Pedro Correa, depende de identificar com exatidão qual nível da coluna gera o incômodo.
O que diferencia de uma cirurgia
Diferente de uma artrodese ou da remoção de uma hérnia, a rizotomia por radiofrequência não corrige a estrutura da coluna: ela modula o sinal de dor. Por isso é considerada um procedimento de controle, e não uma solução definitiva — distinção que evita expectativas equivocadas desde a primeira consulta.
💡 Ponto-chave: a rizotomia trata a dor, não a lesão estrutural. Ela abre uma janela de alívio para reabilitar a coluna, mas não substitui a correção cirúrgica quando há compressão de raiz ou instabilidade.
Quem é candidato à rizotomia por radiofrequência
O candidato típico tem dor crônica na lombar ou no pescoço há mais de três meses, que piora ao estender ou girar o tronco e não cedeu com fisioterapia e medicação. Antes de qualquer indicação, é preciso confirmar que a dor nasce mesmo das articulações facetárias.
Sintomas que sugerem origem facetária
O papel do diagnóstico
O exame de imagem mostra o desgaste, mas não prova que ele é a fonte da dor. Por isso o bloqueio diagnóstico — uma injeção-teste de anestésico no ramo medial — é decisivo: se a dor reduz de forma significativa por algumas horas, a chance de a radiofrequência funcionar aumenta de modo importante.

Credenciais que importam ao escolher o especialista
O primeiro filtro objetivo é verificável em minutos: o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) precisa estar ativo, e o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) deve constar para ortopedia, neurocirurgia ou medicina da dor — áreas habilitadas a realizar o procedimento. Esse documento confirma que o profissional concluiu residência ou título reconhecido, não apenas um curso de fim de semana.
O que conferir antes de marcar
Por que o volume importa
Um especialista que executa esse procedimento com regularidade conhece as variações anatômicas e sabe quando recuar. Quem trata muitos quadros de dor na coluna lombar desenvolve repertório para diferenciar a dor facetária de outras causas, e isso protege você de uma indicação equivocada.
Red flags em currículos inflados
Currículo extenso não é sinônimo de competência na técnica. Há sinais concretos que merecem desconfiança quando você compara especialistas para um procedimento na coluna.
⚠️ Sinais que acendem o alerta: promessa de cura ou de resultado garantido (nenhum procedimento sério garante ausência de dor); títulos genéricos sem RQE correspondente; cursos de poucas horas apresentados como especialização; e recusa em explicar riscos e limitações.
O respaldo das sociedades
Entidades como a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia mantêm registros de títulos de especialista que ajudam a confirmar a formação. Um profissional que indica a rizotomia por radiofrequência de forma criteriosa explica por que ela cabe no seu caso — e também quando não cabe.
Como é feito o procedimento, passo a passo
O procedimento é ambulatorial na maioria dos casos. O paciente fica deitado de bruços, recebe sedação leve e anestesia local, e todo o trajeto da agulha é acompanhado por radioscopia para chegar com precisão ao ramo medial.
Posicionamento e assepsia
O paciente fica de bruços e a região é preparada com antissepsia.
Introdução da cânula
A agulha é guiada por raio-X até o ramo medial-alvo.
Teste de estimulação
Confirma o nervo certo e protege os nervos motores antes de aplicar o calor.
Aplicação do calor
Cerca de 60 a 90 segundos em cada ponto tratado.
A rizotomia por radiofrequência costuma durar de 30 a 60 minutos. Como não há cortes, quem trata dor persistente na região cervical pode receber a mesma lógica de aplicação, ajustada à anatomia do pescoço. Na maior parte das vezes o paciente vai para casa no mesmo dia.
Recuperação e o que esperar após o procedimento
É comum sentir um desconforto local, parecido com dor muscular, nos primeiros dias — reação esperada do tecido ao calor. O alívio da dor original nem sempre é imediato: pode levar de duas a quatro semanas para se estabelecer, à medida que o nervo tratado deixa de conduzir o estímulo.
Volta à rotina
Atividades leves costumam ser retomadas em poucos dias, enquanto exercícios de impacto e cargas pesadas merecem liberação gradual. Pacientes que vinham de longos períodos de dor que vale investigar tendem a recuperar mobilidade conforme a dor reduz.
Duração do efeito
O efeito da radiofrequência costuma durar de seis a doze meses, porque o nervo pode se regenerar com o tempo. Quando isso acontece e a dor retorna, o procedimento pode ser repetido após nova avaliação. Não é uma solução permanente, e sim uma janela de controle que abre espaço para reabilitar a coluna.
Riscos, limitações e quando não indicar
Os riscos são baixos quando o procedimento é bem indicado e executado por mãos experientes. Os mais comuns são dor temporária no local e, raramente, dormência passageira. Infecção e lesão de nervo motor são eventos incomuns, evitados justamente com a etapa de estimulação-teste.
Quando o procedimento não é indicado
Limites honestos: a rizotomia por radiofrequência atua sobre a dor facetária; ela não corrige instabilidade nem substitui cirurgia quando há compressão nervosa significativa. Reconhecer esse limite faz parte de uma indicação ética — casos como a anterolistese pedem avaliação estrutural específica.
Rizotomia comparada a outras opções de tratamento
Nenhum tratamento é universalmente melhor; cada um responde a um cenário específico. A tabela resume onde a radiofrequência se encaixa em relação às alternativas mais usadas.
| Abordagem | Indicação principal | Recuperação típica |
|---|---|---|
| Conservador (fisioterapia, medicação) | Dor inicial ou leve | Semanas a meses de adesão |
| Infiltração facetária | Dor facetária, efeito mais curto | Poucos dias |
| Rizotomia por radiofrequência | Dor facetária confirmada por bloqueio | Dias para atividades leves |
| Cirurgia de coluna | Compressão de raiz ou instabilidade | Semanas a meses |
Como decidir
A escolha não é entre o que parece mais moderno, e sim o que responde à origem da sua dor. Por isso a confirmação diagnóstica vem sempre antes da técnica: é ela que evita tratar o alvo errado. Quem busca uma injeção para dor na coluna deve entender qual estrutura está gerando o sintoma antes de repetir aplicações.
Dica de consultório (Dr. Pedro Correa): o bloqueio com anestésico precisa reduzir pelo menos 50 a 80% da dor por algumas horas para justificar o calor. Costumo repetir o teste em dois dias diferentes antes de indicar, justamente para não queimar um ramo que não era a fonte. Esses dois dias de paciência economizam meses de frustração.
Rizotomia por radiofrequência em São Paulo com o Dr. Pedro Correa
O Dr. Pedro Correa é ortopedista com atuação dedicada à coluna cervical e lombar e à medicina da dor, integrando a equipe do Dr. Rodrigo Barbosa no Instituto Medicina em Foco. A indicação da rizotomia por radiofrequência parte de uma avaliação criteriosa, com confirmação diagnóstica, dentro de uma proposta multidisciplinar.
Dr. Pedro Correa
Ortopedia · Coluna cervical e lombar · Medicina da dorCRM-SP 213158 · RQE 87090
Dúvidas comuns sobre a rizotomia por radiofrequência
Quanto tempo dura o alívio da rizotomia por radiofrequência?
O efeito costuma durar de seis a doze meses, porque o nervo tratado pode se regenerar com o tempo. Quando a dor retorna, o procedimento pode ser repetido após nova avaliação. É uma janela de controle da dor, não uma solução permanente.
O procedimento dói?
O procedimento é feito com sedação leve e anestesia local, então o incômodo durante a aplicação é pequeno. Nos primeiros dias é comum um desconforto local parecido com dor muscular, reação esperada ao calor, que costuma passar em poucos dias.
O plano de saúde cobre a rizotomia por radiofrequência?
A cobertura depende do convênio e da indicação clínica documentada, geralmente com o bloqueio diagnóstico prévio. O ideal é confirmar a indicação em consulta e verificar as regras do seu plano; a equipe pode orientar sobre a documentação necessária.
Qual a diferença entre rizotomia e infiltração?
A infiltração facetária aplica medicação (anestésico e/ou anti-inflamatório) na articulação e tende a dar alívio mais curto. A rizotomia por radiofrequência usa calor para interromper a condução de dor pelo ramo medial, com efeito mais prolongado, e é indicada quando a origem facetária foi confirmada por bloqueio.
Como encontrar um especialista em rizotomia por radiofrequência em São Paulo?
Procure um médico com CRM ativo e RQE em ortopedia, neurocirurgia ou medicina da dor, com experiência prática no procedimento. No Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, o Dr. Pedro Correa (CRM-SP 213158 · RQE 87090) avalia a indicação e realiza o procedimento. Você pode agendar pelos botões desta página.
Preciso de internação?
Na maioria dos casos o procedimento é ambulatorial, com sedação leve, e o paciente vai para casa no mesmo dia. A duração média é de 30 a 60 minutos e não há cortes.
A rizotomia pode ser repetida?
Sim. Como o nervo pode se regenerar, o efeito é temporário; se a dor retornar após seis a doze meses, o procedimento pode ser repetido depois de nova avaliação que confirme a origem facetária da dor.
Quando o procedimento não é indicado?
Não é indicado quando a dor vem de hérnia de disco com compressão de raiz, em infecção ativa na região, em distúrbios de coagulação não controlados ou quando o bloqueio diagnóstico foi negativo. Nesses casos, outra conduta responde melhor.
Atuação integrada no Instituto Medicina em Foco
O Dr. Pedro Correa atua de forma coordenada dentro de uma proposta que reúne diferentes especialidades em torno do mesmo paciente. Para quem tem dor crônica de coluna, isso significa que a decisão por um procedimento não parte de um olhar isolado: ortopedia de coluna, medicina da dor e reabilitação discutem o melhor caminho em conjunto, do diagnóstico ao acompanhamento.
Descubra se a rizotomia é o caminho para a sua dor
Uma avaliação criteriosa define se a dor vem das articulações facetárias e se o procedimento é o mais seguro para o seu caso.
Aviso: as informações desta página têm caráter informativo e educacional e não substituem a consulta médica. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento adequados.





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