Especialista em câncer de bexiga | Dr. José Augusto
Sangue na urina que aparece e some é o sinal que mais atrasa o diagnóstico.
“Encontro muitos pacientes cujo único episódio de urina avermelhada passou sozinho, e a investigação ficou adiada por meses. Tumores de bexiga sangram de forma intermitente, sem dor. Esse primeiro sinal já basta.”— Dr. José Augusto
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- Residência Médica em Cirurgia Geral na Santa Casa de São Paulo
- Residência em Urologia no Hospital Santa Marcelina de São Paulo
- Fellowship em Cirurgia Robótica em Urologia na Santa Casa de Santos-SP
- Pós-Graduação em Cirurgia Robótica em Urologia no Hospital Albert Einstein
- Destaque na American Urological Association (AUA) por contribuições à urologia minimamente invasiva brasileira
- Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia
- Membro da American Urological Association (AUA)
- com destaque na associação por suas contribuições à urologia minimamente invasiva brasileira
- Hospital Beneficência Portuguesa, Hospital Santa Catarina, Hospital Sírio Libanês, Rede Dor São Paulo, Hospital Nove de Julho, Instituto Medicina em Foco
- Urologia

Explico sempre: sangramento que para sozinho não significa problema resolvido; a bexiga precisa ser olhada por dentro.— Dr. José Augusto
Passo a passo
- 1Consulta inicialA conversa detalha o episódio de sangramento, o tempo de cigarro e exposições químicas no trabalho.
- 2Exames iniciaisUrina, urocultura e citologia urinária (análise das células eliminadas na urina) abrem a investigação.
- 3Olhar internoUma câmera fina passa pela uretra e examina toda a parede interna da bexiga.
- 4Imagem complementarTomografia com contraste avalia rins, ureteres e possível comprometimento de gânglios vizinhos.
- 5Ressecção diagnósticaA retirada da lesão pela uretra revela o tipo de célula e a profundidade atingida.
- 6Seguimento programadoExames periódicos detectam recidivas cedo, em intervalos definidos pelo risco de cada tumor.
Quem é o especialista em câncer de bexiga e quando procurá-lo
Urologista, uro-oncologista e oncologista clínico
O uro-oncologista é o urologista com foco em tumores do aparelho urinário. Ele costuma assumir casos que invadem a camada muscular da bexiga ou exigem cirurgias maiores. Já o oncologista clínico cuida dos medicamentos sistêmicos, usados antes ou depois da cirurgia.Em muitos serviços, esses médicos discutem o mesmo paciente em conjunto. O radioterapeuta pode ser chamado quando há indicação de preservar a bexiga. O patologista define o grau e o estágio do tumor, informação que orienta todas as decisões seguintes.O momento certo de marcar a consulta
Procure o urologista diante de qualquer urina avermelhada ou amarronzada, mesmo sem dor. Vale o mesmo para sangue detectado apenas no exame de urina de rotina, a chamada hematúria microscópica (sangue invisível a olho nu).Vontade urinária frequente, urgência e ardência que não melhoram com antibiótico também merecem avaliação. Fumantes acima dos 50 anos e quem trabalhou com tintas, borracha ou solventes formam o grupo de maior atenção. Temos observado que esses pacientes demoram a relacionar o sintoma ao cigarro.Quem está em São Paulo pode iniciar a investigação em uma consulta com urologista em São Paulo. A avaliação define quais exames fazem sentido em cada caso.Sinais que não podem esperar: sangue na urina e outros sintomas
O que o sangue na urina indica
O sangramento pode ser visível ou detectado apenas no laboratório. Nos dois casos, a origem precisa ser localizada: rim, ureter (canal que leva a urina até a bexiga), bexiga ou próstata. Infecção urinária e pedra no rim também sangram, e é por isso que o exame direto da bexiga define o rumo.Diretrizes urológicas recomendam investigar todo episódio de sangue visível na urina em adultos, mesmo isolado. A orientação da Sociedade Brasileira de Urologia - SBU reforça imagem dos rins e avaliação da bexiga por dentro.Outros sintomas que merecem consulta rápida
Urgência para urinar, idas frequentes ao banheiro e ardência que retorna após tratamento entram na lista. Dor lombar persistente, jato fraco e perda de peso sem causa aparecem em quadros mais avançados. Sangramento com coágulos e dificuldade para esvaziar a bexiga também pedem avaliação.A pressa em investigar não é a mesma coisa que pressa em operar. Confirmado o diagnóstico, a profundidade da lesão define o plano, e monitorar de perto pode ser parte dele. Esse raciocínio aparece também na vigilância ativa no câncer de próstata, em tumores de baixo risco.O seguimento com um especialista em câncer de bexiga organiza cada intervalo de exame.
Como o diagnóstico é confirmado: cistoscopia, ressecção e laudo
Da cistoscopia à ressecção transuretral
Ver o tumor não basta para saber sua profundidade. A confirmação vem da ressecção transuretral (raspagem da lesão por dentro, sem corte na pele). O material retirado inclui a base do tumor, onde está a resposta sobre invasão.Sem esse passo, o estadiamento (definição da extensão do tumor) fica incompleto.Como ler o laudo: tipo, grau e invasão muscular
O laudo traz três informações centrais. A primeira é o tipo: carcinoma urotelial (tumor das células que revestem a bexiga) responde pela grande maioria dos casos. A segunda é o grau, que mede o quanto as células se afastam do normal.Alto grau significa células mais agressivas e maior chance de recidiva (retorno do tumor após o tratamento). A terceira informação é a invasão muscular: se o tumor atingiu a camada de músculo da bexiga. Tumores que não invadem o músculo são tratados por dentro da bexiga; os invasivos exigem estratégia mais ampla.Órgãos como o Centers for Disease Control and Prevention destacam o sangue na urina como sinal mais frequente desses tumores.Laudos com termos contraditórios ou dúvida sobre o grau justificam uma revisão. A lâmina pode ser reavaliada por outro patologista (médico que analisa o tecido no microscópio). Esse é o mesmo princípio da segunda opinião em câncer de próstata.Levar o laudo completo ao especialista em câncer de bexiga acelera a decisão.Tumor superficial ou invasivo: por que essa divisão define tudo
Não músculo-invasivo: tratado por dentro da bexiga
Tumores não músculo-invasivos (que não atingiram a camada de músculo) ficam restritos ao revestimento interno. O tratamento começa pela ressecção da lesão pela uretra. Conforme o risco, segue com BCG intravesical (vacina aplicada dentro da bexiga) ou quimioterapia local, segundo revisão publicada sobre câncer de bexiga.Músculo-invasivo e metastático: estratégia mais ampla
O tumor músculo-invasivo já alcançou a camada de músculo da parede da bexiga. Nesses casos, a conduta costuma reunir quimioterapia e retirada da bexiga, com reconstrução do trajeto da urina. É um porte cirúrgico bem diferente das opções usadas no tratamento da hiperplasia prostática benigna.Quando há metástase (tumor que se espalhou para outros órgãos), o foco passa a ser sistêmico.Como o risco de recidiva e progressão é classificado
O laudo e a cistoscopia alimentam uma classificação de risco: baixo, intermediário ou alto. Ela pesa número de lesões, tamanho, grau celular e episódios anteriores. Tumores de alto risco voltam com mais frequência e têm maior chance de progredir para invasão muscular.Recidiva não significa que o tratamento falhou. Ela faz parte do comportamento desse tumor, e é por isso que o seguimento se estende por anos. O intervalo entre as cistoscopias de controle acompanha a faixa de risco, e um especialista em câncer de bexiga organiza esse calendário.Tratamento dos tumores superficiais: RTU, BCG e quimioterapia na bexiga
A ressecção transuretral por dentro da bexiga
A sigla RTU quer dizer ressecção transuretral: a retirada do tumor por dentro, passando pela uretra. Não há corte na pele. O aparelho usa uma alça elétrica que raspa a lesão e cauteriza o leito.A internação costuma ser curta.BCG e mitomicina: medicação dentro da bexiga
Depois da raspagem, medicamentos podem ser instilados na própria bexiga por um cateter, sem passar pela corrente sanguínea. O BCG é uma imunoterapia local (estimula a defesa do corpo contra o tumor). A mitomicina é um quimioterápico (medicamento que ataca células em multiplicação) aplicado da mesma forma.Um panorama sobre tumores superficiais de risco detalha a carga de recidivas nesses grupos.As instilações provocam ardência e urgência urinária por alguns dias, sintomas que costumam ceder. Febre alta ou sangramento intenso merecem contato imediato com a equipe.Quando o tumor superficial exige cirurgia maior
Alguns tumores voltam apesar das instilações ou progridem para a camada muscular. Nessas situações, discute-se a cistectomia (retirada cirúrgica da bexiga), decisão que depende de risco, idade e condição clínica. Quem trata por convênio pode conferir antes as regras do acompanhamento urológico pelo Care Plus.Cistectomia radical e preservação da bexiga: quando cada caminho faz sentido
Quimioterapia antes da cirurgia
A quimioterapia neoadjuvante (feita antes da cirurgia) ataca focos microscópicos que nenhum exame de imagem enxerga. São alguns ciclos, condicionados à função dos rins e ao estado geral. Uma revisão sistemática de fatores de risco reforça o peso do tabagismo nessa doença.Trimodalidade: preservar a bexiga é possível?
A trimodalidade (uso combinado de três tratamentos) reúne ressecção completa pela uretra, quimioterapia e radioterapia. A bexiga permanece no lugar, com cistoscopias de controle frequentes. O perfil favorável reúne tumor único, sem hidronefrose (rim dilatado por obstrução) e completamente ressecável.A radioterapia exige centro habilitado, e a cobertura varia; vale conferir as regras do atendimento por convênio.A decisão final se constrói em conjunto com o especialista em câncer de bexiga, pesando estágio, idade e prioridades do paciente.Imunoterapia e novas drogas para doença avançada
Onde entra cada imunoterápico na doença metastática
A quimioterapia com platina abre o tratamento na maior parte dos casos metastáticos. O avelumabe entra em seguida, como manutenção (tratamento continuado para segurar a doença), quando não houve progressão. O durvalumabe aparece em esquemas combinados, avaliados caso a caso.O pembrolizumabe tem duas posições bem definidas. É indicado após progressão à platina, isoladamente. Também entra em primeira linha, combinado ao enfortumabe vedotina, em casos selecionados.Um levantamento com dados globais de incidência e mortalidade projeta o cenário até 2040.Enfortumabe vedotina e os anticorpos conjugados
O enfortumabe vedotina é um anticorpo conjugado (anticorpo que leva um quimioterápico direto à célula tumoral). O anticorpo reconhece uma proteína presente na superfície do tumor urotelial. A droga é liberada ali, poupando parte do tecido saudável.Duas situações definem seu uso. A droga entra após falha da platina e da imunoterapia. Também é usada em primeira linha, associada ao pembrolizumabe, quando o perfil clínico permite.Os efeitos adversos dessas drogas diferem dos da quimioterapia clássica. Os inibidores de checkpoint podem inflamar intestino, tireoide, pele ou pulmão. O enfortumabe costuma afetar pele, glicemia (nível de açúcar no sangue) e sensibilidade de pés e mãos. Relatar sintomas novos cedo permite ajustar o tratamento a tempo.A escolha entre essas estratégias considera exames prévios, função dos rins e resposta aos tratamentos anteriores. O acompanhamento com o urologista e o oncologista clínico caminha em paralelo.Acesso ao tratamento no Brasil: SUS, convênio e diretrizes da SBU
Como funciona o acesso pelo SUS
O tratamento oncológico pelo SUS é concentrado em hospitais habilitados como CACON e UNACON (centros de referência em oncologia). A Lei 12.732 garante início do tratamento em até 60 dias após o diagnóstico registrado no laudo. O encaminhamento parte da unidade básica que identificou o sangramento.Drogas novas seguem outro caminho: a CONITEC (comissão que avalia a incorporação de medicamentos ao SUS) analisa cada pedido. Pembrolizumabe, avelumabe e enfortumabe vedotina ainda não têm incorporação ampla na rede pública para tumor de bexiga. Guardar cópia dos laudos acelera a regulação (fila oficial de encaminhamento do SUS).Convênio: rol da ANS e prazos de atendimento
Na saúde suplementar, a cobertura segue o rol da ANS (lista de procedimentos obrigatórios dos planos). Cistoscopia, ressecção transuretral, instilação de BCG e cistectomia constam dessa lista. Imunoterápicos e anticorpos conjugados dependem de diretriz de utilização e análise caso a caso.Cada plano tem regras próprias de autorização, como mostra a análise da cobertura de cirurgia robótica pela Unimed. Vale confirmar se o hospital indicado é credenciado para oncologia antes de iniciar.O que as diretrizes brasileiras recomendam
As diretrizes brasileiras mantêm recomendações práticas e convergentes com as europeias. Investigar todo sangramento visível, repetir a ressecção em lesões de alto grau e manter BCG nos casos de alto risco. Quimioterapia com platina antes da cistectomia segue indicada no tumor músculo-invasivo, tema detalhado em quando indicar cirurgia de bexiga.Levar laudos, exames de imagem e a lista de medicações a cada consulta encurta o caminho. Vale o mesmo nos dois sistemas.Para escrever esta parte consultamos material de referência clínica 2023.Fatores de risco e o que ainda dá para fazer depois do diagnóstico
Exposições que aumentam o risco
Exposição ocupacional a aminas aromáticas (químicos de tintas e corantes) aparece logo depois do tabaco. Indústrias de borracha, couro, alumínio e têxteis concentram esse contato. O intervalo entre a exposição ocupacional prolongada e o aparecimento do tumor costuma ser de décadas.Infecções urinárias de repetição, cálculos e uso prolongado de sonda vesical (tubo que drena a urina da bexiga) irritam a parede. Radioterapia prévia na pelve (região baixa do abdome) e alguns medicamentos de quimioterapia também elevam o risco. Idade avançada e sexo masculino completam o quadro, e são fatores não modificáveis.Parar de fumar depois do diagnóstico
Parar de fumar depois do diagnóstico continua fazendo diferença. A bexiga deixa de receber os compostos do cigarro filtrados pelos rins. O aparecimento de novas lesões tende a ser menos frequente em quem interrompe o hábito.Quem continua fumando tende a ter mais achados novos nas cistoscopias de controle. Programas de apoio à cessação existem na rede pública e em muitos convênios. Levantar esse tema na consulta oncológica costuma abrir portas.Hidratação regular, controle do peso e proteção no trabalho compõem o cuidado diário. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. Quem avalia cirurgia encontra os valores do HOLEP para próstata nesta página.Para escrever esta parte consultamos Definitions End Points and Clinical Trial 2023.Perguntas para levar à consulta e como decidir junto com a equipe
O que perguntar sobre experiência e complicações
Pergunte quantas ressecções transuretrais e cistectomias o serviço realiza por ano. Questione a taxa de complicações, o tempo médio de internação e quem assume o acompanhamento depois da alta. Vale saber também se o patologista do serviço tem rotina com tumores urológicos.Pergunte também sobre alternativas ao que foi proposto e sobre o que acontece se nada for feito agora. A resposta a essas duas perguntas revela o raciocínio por trás da indicação.Equipe multidisciplinar e segunda opinião
A decisão sobre tumor de bexiga raramente cabe a um único profissional. Pergunte se o caso será discutido entre urologista, oncologista clínico, radioterapeuta e patologista. Saber quem coordena a comunicação entre esses médicos evita orientações contraditórias ao longo do tratamento.Pedir segunda opinião não ofende o médico assistente. Leve o laudo completo, as lâminas e os exames de imagem ao segundo avaliador. Quando as duas avaliações convergem, a confiança na escolha aumenta; quando divergem, o motivo da divergência costuma ser esclarecedor.Dr. José Augusto, da Urologia, atende no Instituto Medicina em Foco, integrando a equipe do Dr. Rodrigo Barbosa. Agende sua consulta para revisar laudos e alinhar as próximas etapas do tratamento. Quem avalia procedimentos renais encontra os valores da cirurgia renal robótica nesta página.O que dizem os pacientes
Excelente profissional, me atendeu desde a urgência com muita competência e carinho, só gratidão!— Aline Franco (dez/2025)
Atendimento super humanitário Atencioso e cordial!! profissionalismo totalmente diferenciado ! fiquei super satisfeito ! Recomendo a todos que necessitarem de uma consulta urologica e indico o DR José Augusto da silva !!— Joao Roberto (mai/2026)
Gostaria de registrar minha imensa satisfação e gratidão pelo excelente atendimento prestado pelo Dr. José Augusto, urologista, e por sua equipe. Realizei uma cirurgia com o Dr. José Augusto e todo o processo foi conduzido com extrema competência, profissionalismo e cuidado. Desde o pré-operatório, recebi orientações claras e detalhadas, o que me trouxe muita segurança e tranquilidade. A cirurgia transcorreu perfeitamente, e o pós-operatório foi acompanhado de perto, sempre com atenção, disponibilidade e respeito. Também faço questão de elogiar a secretária Vanessa, que foi fundamental em toda a minha jornada. Sempre muito atenciosa, organizada e prestativa, ela me orientou em todas as etapas, esclareceu dúvidas e garantiu que tudo ocorresse de forma tranquila e bem planejada. Recomendo fortemente o Dr. José Augusto e sua equipe a todos que buscam um atendimento humanizado, eficiente e de altíssimo nível. Minha experiência foi extremamente positiva.— Eduardo J L CARVALHO (fev/2026)
Agende sua avaliação com Dr. José Augusto
Consulta com Dr. José Augusto, Urologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
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