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O que fazer se a cirurgia de coluna for inevitável

O que fazer se a cirurgia de coluna for inevitável

Quando a operação deixa de ser opção, a preparação certa pesa tanto quanto a técnica escolhida.

“O paciente que chega à cirurgia com a musculatura ativa e as dúvidas respondidas costuma sair da cama mais cedo. Por isso, prefiro dedicar a consulta antes da operação a explicar cada etapa da recuperação.”— Dr. Pedro Henrique Correa

CRM 213158RQE 87090Ortopedista Especialista em Coluna
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Formação acadêmica
  • Hospital Universitário da UNIFESP (Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia)
  • UNIFESP (Fellowship em Cirurgia da Coluna)
Títulos de especialista
  • Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT
  • Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
Sociedades médicas
  • Membro da North American Spine Society
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
  • Membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
Onde atende
  • Instituto Medicina em Foco | Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Alemão Oswaldo Cruz e Nove de Julho.
Áreas de atuação
  • Ortopedista especialista em coluna
Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna — o que fazer se a cirurgia de coluna for inevitável
20 min de leituraRevisado por Dr. Pedro Henrique CorreaCRM 213158 · RQE 87090Atualizado em 29 de setembro de 20264 referências citadas
Sumário
  1. O que fazer se a cirurgia de coluna for inevitável: por onde começar
  2. A ressonância sozinha não decide a cirurgia
  3. Quando a cirurgia costuma ser indicada e o que ainda pode ser tentado antes
  4. Sinais que não permitem esperar a consulta de rotina
  5. Descompressão, artrodese ou prótese de disco: por que a técnica varia
  6. Perguntas para levar ao cirurgião e quando pedir segunda opinião
  7. Como se preparar nas semanas antes da operação
  8. Riscos reais da cirurgia de coluna, sem alarmismo
  9. Recuperação em fases: dirigir, trabalhar e voltar a se exercitar
  10. Alertas depois da cirurgia que pedem contato com a equipe médica
Ortopedista especialista em coluna

Costumo dizer que cirurgia inevitável não é cirurgia às pressas: quero que você entenda o motivo antes de assinar qualquer autorização.

— Dr. Pedro Henrique Correa
Entender o que fazer se a cirurgia de coluna for inevitável começa por uma conversa franca com quem vai operar. Sou o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Neste texto, organizo as decisões práticas que antecedem a operação, da escolha do hospital ao plano de reabilitação.
No consultório, a dúvida mais comum não é sobre a técnica, e sim sobre o que acontece depois da alta. Vale anotar perguntas sobre tempo de internação, uso de colete (cinta que limita o movimento do tronco) e retorno ao trabalho. Com essas respostas em mãos, a fisioterapia pós-operatória (exercícios guiados após a cirurgia) deixa de ser surpresa e vira parte do plano.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Primeira consultaO especialista revisa a ressonância magnética (exame de imagem detalhado da coluna), examina você e relaciona as imagens aos sintomas.
  • 2Plano cirúrgicoJuntos, vocês definem a técnica, o tempo previsto de internação e as metas realistas para cada fase da recuperação.
  • 3Avaliação pré-anestésicaO anestesista revisa exames, remédios em uso e alergias, e explica como será o jejum na véspera.
  • 4Dia da cirurgiaVocê chega em jejum, conversa com a equipe cirúrgica e acorda numa sala de observação, com sinais vitais monitorados.
  • 5Alta hospitalarAinda no hospital, você aprende a levantar e caminhar com segurança e recebe orientações escritas sobre curativo e sinais de alerta.
  • 6ReavaliaçãoNos retornos, o cirurgião confere a cicatriz, pede radiografia quando necessário e libera atividades conforme a evolução.
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O que fazer se a cirurgia de coluna for inevitável: por onde começar

Análise completa
O primeiro passo é pedir ao cirurgião que mostre, nas imagens, qual nervo ou estrutura está comprimido. Pergunte também por que o tratamento conservador (remédios, fisioterapia e injeções na coluna) não trouxe alívio suficiente. Anote as respostas e, se puder, leve um acompanhante à consulta.

Segunda opinião e confirmação da indicação

Uma segunda opinião é direito do paciente e não desrespeita o cirurgião. Busque uma avaliação com ortopedista especialista em coluna antes de marcar a data. A operação costuma ser indicada diante de perda de força, dor incapacitante ou compressão da medula (cordão de nervos da coluna).Uma hérnia de disco (parte do disco que escapa e comprime o nervo) volumosa nem sempre exige operação. Se esse for o seu caso, veja quando a hérnia grande precisa operar antes de decidir.

Organize as decisões práticas

Confirme com o cirurgião o hospital, a equipe e o tempo previsto de afastamento do trabalho. Faça uma lista escrita com todos os remédios em uso, inclusive anticoagulantes (remédios que afinam o sangue). Na rotina clínica, vejo que essa lista evita adiamentos de última hora.Antes de assinar o termo de consentimento (documento que descreve riscos e benefícios), leia cada item com calma. Dúvidas não respondidas nesse momento costumam voltar como ansiedade na véspera da operação.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.
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A ressonância sozinha não decide a cirurgia

Análise completa
A ressonância magnética (exame de imagem detalhado sem radiação) mostra a anatomia com muitos detalhes, mas não mostra dor. Muitas pessoas sem queixa alguma exibem desgaste de disco e bicos de papagaio (pequenas saliências ósseas nas vértebras) no laudo. Operar só pela imagem pode tratar um achado que não causa o seu problema.

O que precisa combinar com o laudo

O exame neurológico (testes de força, sensibilidade e reflexos) indica qual raiz nervosa (ramo de nervo que sai da coluna) está sofrendo. Se a dor desce pela perna no trajeto daquela raiz e a imagem mostra compressão no mesmo nível, o quadro faz sentido. Quando os achados não conversam, a cirurgia tende a falhar.A indicação ganha peso diante de perda de força progressiva ou alteração no controle da urina e das fezes. Dor que resiste ao tratamento conservador bem feito também entra na conta, conforme referências da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Leve ao especialista o laudo e, principalmente, as próprias imagens gravadas em CD ou link.

Pescoço também segue essa lógica

Na coluna cervical (região do pescoço), o laudo de artrose (desgaste da cartilagem das articulações) assusta, mas raramente define a operação sozinho. Entenda melhor em artrose cervical e suas opções de tratamento, antes de aceitar qualquer data. Pergunte ao cirurgião qual sintoma a operação pretende resolver.
Imagem ilustrativa — o que fazer se a cirurgia de coluna for inevitável
Imagem ilustrativaAgende sua avaliação com Dr. Pedro →
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Quando a cirurgia costuma ser indicada e o que ainda pode ser tentado antes

Análise completa
A cirurgia entra em discussão quando o tratamento conservador (cuidado sem operação) bem feito não devolve função nem controla a dor. Segundo as orientações da Cleveland Clinic sobre coluna, essa etapa inclui fisioterapia, remédios e injeções antes de qualquer decisão cirúrgica. Quadros com perda neurológica rápida fogem dessa regra e pedem avaliação imediata.

O que ainda pode ser tentado antes da operação

A fisioterapia pode ser reajustada, trocando sessões passivas (aparelhos e compressas) por exercícios de estabilização do tronco. A infiltração (injeção de remédio perto do nervo, guiada por imagem) pode dar uma janela de alívio para a reabilitação avançar. Terapias manuais pedem cautela; entenda se a quiropraxia é segura na hérnia antes de experimentar.

Quando essas alternativas deixam de fazer sentido

Insistir no tratamento conservador perde sentido na síndrome da cauda equina (compressão dos nervos que controlam bexiga e intestino). O mesmo vale para a mielopatia (sofrimento da medula no pescoço); conheça os sinais de alerta da mielopatia cervical. Dor que volta após cada infiltração, na estenose do canal vertebral (estreitamento do espaço dos nervos), também pesa a favor.Leve ao retorno um registro de quanto cada tentativa aliviou e por quanto tempo. Esse diário ajuda o especialista a decidir com mais segurança.
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Sinais que não permitem esperar a consulta de rotina

Análise completa
A compressão grave de nervos da coluna pode causar lesão permanente em pouco tempo. Perda de força que piora, dormência na região íntima e falha no controle da urina ou das fezes indicam urgência. Nesses casos, a espera por uma data eletiva (marcada com antecedência) deixa de ser segura.

Os sinais que pedem pronto-socorro

A dormência em sela (perda de sensibilidade na região que tocaria um selim de bicicleta) é um alerta clássico. Ela aparece nas nádegas, no períneo (área entre os genitais e o ânus) e na parte interna das coxas. Junto com retenção urinária (bexiga cheia sem conseguir urinar), sugere síndrome da cauda equina.A perda de força progressiva também não espera: pé que arrasta, tropeços novos ou mão que deixa cair objetos. No pescoço, desequilíbrio ao andar e dificuldade para abotoar camisa sugerem mielopatia cervical. Febre com dor nas costas, dor que acorda à noite com perda de peso ou dor após trauma forte completam a lista.

O que fazer na hora

Diante de qualquer um desses sinais, vá direto ao pronto-socorro, sem aguardar retorno agendado. A equipe de plantão costuma pedir ressonância magnética (exame de imagem detalhado sem radiação) de urgência e acionar o especialista em coluna. Dor intensa sem esses alertas, como na crise de travamento, segue outro caminho, explicado em coluna travada e o que fazer.Se a cirurgia já estava marcada, avise o cirurgião assim que for atendido. A data pode ser antecipada e a operação pode virar urgência.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.
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Descompressão, artrodese ou prótese de disco: por que a técnica varia

Análise completa
A escolha da cirurgia parte de uma pergunta: o problema é nervo apertado, vértebra frouxa ou disco desgastado? Cada resposta aponta para uma técnica diferente, e a região da coluna também muda o caminho.

Descompressão: abrir espaço para o nervo

Na descompressão, o cirurgião retira o que aperta o nervo, como fragmento de disco ou osso em excesso. A microdiscectomia é um exemplo; a laminectomia (retirada do teto ósseo do canal vertebral) é outro. Como nenhuma vértebra é fixada, a coluna mantém seus movimentos.

Artrodese: fixar para estabilizar

Na artrodese, parafusos e hastes (barras metálicas) unem duas ou mais vértebras até que o osso consolide. Ela entra na espondilolistese (escorregamento de uma vértebra sobre outra) ou na instabilidade (movimento anormal entre vértebras). O tempo de retorno ao trabalho muda bastante; veja quanto tempo de afastamento após artrodese.

Prótese de disco e a região afetada

A prótese mantém o movimento daquele nível e é mais usada na coluna cervical, em discos sem artrose importante ao redor. Formigamento nos braços pode ser um sinal cervical; entenda formigamento nas mãos e a cervical. Na região lombar (parte baixa das costas), a indicação é mais restrita.Pergunte ao cirurgião por que aquela técnica foi escolhida e não outra. Técnicas com material especial podem gerar custos fora da autorização do plano, que cobre a internação. Se houver recusa, siga os passos quando o convênio negar cirurgia.
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Perguntas para levar ao cirurgião e quando pedir segunda opinião

Análise completa
A consulta pré-operatória (feita antes da operação) serve para você entender o plano inteiro, não só a data. Chegue com uma lista curta, anote as respostas e peça que o cirurgião use palavras simples. Respostas vagas sobre objetivo e riscos são um sinal de que a conversa precisa continuar.

Sobre diagnóstico e objetivo

Pergunte qual é o nome exato do diagnóstico, como hérnia de disco ou estenose do canal vertebral. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. Se a rotina profissional preocupa, veja se dá para continuar trabalhando com hérnia.

Sobre riscos e alternativas

Peça que o cirurgião cite os riscos mais relevantes para o seu caso, não uma lista genérica. Entre eles estão infecção, trombose (coágulo que entope uma veia da perna) e fístula liquórica (vazamento do líquido que banha os nervos). Pergunte também o que acontece se você esperar mais alguns meses.Vale saber quais alternativas existem, como nova infiltração ou técnica menos extensa, e por que foram descartadas. Pergunte quantas cirurgias desse tipo a equipe faz e quem estará na sala.

Quando ouvir outro especialista

Uma segunda avaliação faz sentido quando a proposta se apoia só na imagem, sem sintomas que combinem com ela. Também vale quando se propõe artrodese de vários segmentos da coluna ou para dor só nas costas. Pressa para decidir sem urgência neurológica e nova operação no mesmo local completam a lista.Para planejar essa avaliação, confira o valor da consulta com especialista em coluna antes de marcar. Leve exames, imagens e a lista de perguntas já respondidas pelo primeiro cirurgião.
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Como se preparar nas semanas antes da operação

Análise completa
O preparo começa assim que a data é marcada, porque cigarro, açúcar alto e alguns remédios mudam a cicatrização. Cada ajuste leva tempo para fazer efeito no organismo. Deixar tudo para a última semana costuma resultar em cirurgia adiada.

Cigarro, diabetes e remédios

Parar de fumar semanas antes melhora a oxigenação dos tecidos e favorece a artrodese (fusão de vértebras com parafusos). No diabetes, a glicemia (açúcar no sangue) descontrolada aumenta o risco de infecção e pode adiar a data. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.Anticoagulantes, como varfarina e rivaroxabana, e antiagregantes (remédios que evitam coágulos), como o AAS, podem precisar de pausa antes da cirurgia. O prazo de pausa é definido pelo cirurgião com o cardiologista, nunca por conta própria. Se as orientações parecerem conflitantes, uma segunda opinião antes da cirurgia ajuda a alinhar o plano.

Peso, músculos e casa

Perder alguns quilos com orientação alivia a carga sobre a coluna e facilita a anestesia. Caminhadas leves, dentro do limite da dor, mantêm o fôlego e a musculatura das pernas. Dietas radicais nesta fase atrapalham, porque a cicatrização precisa de proteína.Na casa, tire tapetes soltos, deixe luz noturna no caminho do banheiro e instale barras de apoio perto do vaso. Um banco firme no box evita que você se abaixe no banho. Combine quem ajudará com compras, remédios e transporte aos retornos.Se o trabalho exige esforço, organize o afastamento antes da data; entenda as regras em afastamento pelo INSS na hérnia.
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Riscos reais da cirurgia de coluna, sem alarmismo

Análise completa
Toda operação envolve anestesia, corte e manipulação de tecidos próximos aos nervos. Conhecer cada complicação pelo nome ajuda a reconhecer sinais cedo e a conversar com a equipe sem medo. A frequência varia conforme a técnica, a região operada e a saúde de cada paciente.

Complicações mais frequentes

A infecção da ferida operatória, quando aparece, costuma ser superficial e restrita à pele. Vermelhidão crescente, secreção amarelada ou febre depois da alta merecem aviso rápido à equipe. Algum sangramento faz parte de toda operação, e a transfusão (receber sangue de doador) é incomum nas descompressões simples.A trombose é mais provável quando a pessoa fica muito tempo deitada. Inchaço e dor na panturrilha de uma perna só são sinais de alerta. Falta de ar súbita pode indicar embolia pulmonar (coágulo que migrou para o pulmão) e pede pronto-socorro.

Complicações raras, mas importantes

A lesão nervosa (dano a uma raiz ou à medula durante a operação) é rara e pode causar fraqueza ou dormência novas. A monitorização neurofisiológica (vigilância elétrica dos nervos durante a cirurgia) ajuda a detectar sofrimento em tempo real. A fístula liquórica costuma causar dor de cabeça que melhora ao deitar.Na coluna cervical, o acesso pela frente do pescoço pode deixar rouquidão ou dificuldade para engolir, em geral passageiras. Os detalhes dessa via estão em cirurgia de hérnia de disco cervical.

Falha da fusão e fatores que pesam

Na artrodese, a falha da fusão, chamada pseudoartrose (quando as vértebras não se unem), pode manter a dor. Cigarro, diabetes descontrolado e osteoporose (ossos frágeis e porosos) aumentam esse risco. Radiografias nos retornos acompanham a consolidação óssea.Uma nova hérnia no mesmo nível ou o desgaste do segmento vizinho podem surgir anos depois.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.
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Recuperação em fases: dirigir, trabalhar e voltar a se exercitar

Análise completa
As primeiras semanas em casa priorizam caminhadas curtas, sono de qualidade e cuidado com o curativo. Levantar peso, girar o tronco e ficar muito tempo sentado costumam ser limitados nesse início. Cada liberação vem do cirurgião nos retornos, conforme a cicatriz e as radiografias.

Dirigir e voltar ao trabalho

Dirigir exige virar o tronco, frear com força e estar livre de remédios que dão sono. Analgésicos opioides (remédios fortes para dor, derivados da morfina) atrasam essa volta, porque reduzem os reflexos.O trabalho de escritório tende a voltar antes das funções com carga física. Depois de uma microdiscectomia, a volta costuma ser mais rápida do que após uma artrodese, que depende da consolidação óssea. Se a fusão ainda gera dúvida, reveja se a artrodese é realmente necessária antes da data.

Fisioterapia e atividade física

A fisioterapia pós-operatória começa com exercícios de respiração, postura e ativação do abdome. Com a evolução, entram fortalecimento do tronco, alongamentos e treino de tarefas do dia a dia, como pegar objetos do chão.Caminhada e bicicleta ergométrica costumam voltar primeiro, seguidas por natação e musculação com carga leve. Corrida, esportes de contato e levantamento de peso pesado ficam para a fase final, após liberação expressa do cirurgião. Dor que aumenta dia após dia, febre ou fraqueza nova nas pernas pedem contato imediato com a equipe.
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Alertas depois da cirurgia que pedem contato com a equipe médica

Análise completa
A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. Esses sinais podem indicar infecção, coágulo ou irritação de um nervo, e o diagnóstico precoce muda o desfecho. Meça a temperatura com termômetro e anote horário, valor e remédios tomados antes da ligação.

Sinais na ferida e febre

Vermelhidão que se espalha, calor local, cheiro forte ou líquido turvo saindo do corte sugerem infecção da ferida operatória. Fotografe a cicatriz todos os dias no mesmo horário, com boa luz, para comparar a evolução. Líquido claro e contínuo, com dor de cabeça que melhora ao deitar, pode ser vazamento de líquor (fluido que banha os nervos).

Dor, força e sensibilidade

Dor que diminuía e volta a crescer, sem relação com esforço, precisa ser relatada ao cirurgião. Fraqueza nova no pé ou na mão e dormência que se espalha podem indicar hematoma (acúmulo de sangue) perto do nervo. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.

Quando ir direto ao pronto-socorro

Falta de ar súbita, dor no peito, perda do controle da urina ou febre com calafrios pedem pronto-socorro imediato. Leve o resumo de alta, a lista de remédios e o telefone do cirurgião. Peça que o plantão avise a equipe que operou você.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.Agende uma consulta com o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna, no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Na consulta, você recebe por escrito os sinais de alerta e os contatos da equipe para o pós-operatório. Se a hipercifose (curvatura exagerada das costas) também preocupa, veja quando a corcunda tem tratamento.

O que dizem os pacientes

Atendimento humanizado profissional com bastante propriedade impressão de especialista.
— Mazzini jr. (abr/2026)
Dr. Pedro me diagnosticou e me explicou o porquê das minhas constantes dores e imobilidade no pescoço e braço. Fui super bem atendida pela secretária dele a Adriana, extremamente competente, educada e nos auxilia prontamente quando precisamos tirar dúvidas. Tempo de espera para ser atendido na clínica praticamente não tem. Você chega e em seguida já é atendido.
— Debora Moreira Souza (set/2025)
Profissional me explicou tudo de forma detalhada, me falou dos procedimentos que ele acredita serem bons e o motivo dele acreditar na eficácia, me explicou sobre alternativas de atividades físicas e fisioterapia, quais ele acredita serem as mais eficientes, o motivo dele acreditar nisso, citou evidências através de estudos, exatamente o que eu gosto de saber para tomar qlqr decisão. Excelente profissional.
— Filipe Goes (ago/2026)
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Perguntas frequentes

Por onde começo para me organizar antes da operação?
A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. Depois, para saber o que fazer se a cirurgia de coluna for inevitável, monte uma pasta com exames, imagens e remédios. Ter tudo reunido em um só lugar agiliza a autorização e a avaliação pré-anestésica.
Quanto tempo fico internado após a cirurgia de coluna?
O tempo de internação depende da técnica, da região operada e da sua recuperação nas primeiras horas. Descompressões menores costumam ter alta mais cedo do que artrodeses com vários níveis fixados. Pergunte ao cirurgião a previsão para o seu caso e organize o transporte de volta com antecedência.
O plano de saúde paga a cirurgia de coluna?
A autorização do plano cobre a internação hospitalar, nos termos do seu contrato. Aluguel de equipamentos, como microscópio ou robô, e honorários médicos podem ser cobrados à parte. Peça um orçamento por escrito antes da data e confira cada item com a operadora.
Posso recusar a cirurgia mesmo com indicação médica?
Sim, a decisão final é sua, e recusar não impede que você continue sendo acompanhado. Peça ao cirurgião que explique, com clareza, o que pode acontecer se a operação não for feita. Registre essa conversa e combine retornos para reavaliar força, sensibilidade e dor ao longo do tempo.
Vou precisar usar colete depois da operação?
Nem toda cirurgia de coluna exige colete, e o uso varia conforme a técnica e a estabilidade obtida. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. Retirar o colete antes da liberação pode atrapalhar a recuperação, então tire dúvidas nos retornos.
A dor some logo depois da cirurgia?
A dor que descia pela perna ou pelo braço costuma aliviar antes da dor no local do corte. Formigamento e dormência podem demorar semanas ou meses para melhorar, porque o nervo se recupera devagar. Relate ao cirurgião como cada sintoma evolui, para ele ajustar os remédios e a fisioterapia.
Quando posso tomar banho e molhar o curativo?
A liberação para molhar o corte depende do tipo de curativo e de como a ferida está cicatrizando. Alguns curativos são impermeáveis (resistentes à água) e permitem banho, enquanto outros precisam ser protegidos. Siga a orientação escrita recebida na alta e evite banheira ou piscina até o cirurgião liberar.
A cirurgia de coluna pode me deixar paralisado?
A paralisia é uma complicação muito rara e costuma assustar mais do que acontece de fato. A monitorização dos nervos durante a operação e a experiência da equipe ajudam a reduzir esse risco. Pergunte ao cirurgião quais cuidados serão usados no seu caso e quais sinais observar depois da alta.
O que levar para o hospital no dia da internação?
Leve documento com foto, carteirinha do plano, guia de autorização, exames e as imagens da coluna. Inclua a lista de remédios, roupas largas, chinelo antiderrapante e, se usar, o colete já prescrito. Deixe joias e objetos de valor em casa e tenha um acompanhante para o momento da alta.

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