...

Uma equipe,
os melhores especialistas do país

Uma equipe,
os melhores especialistas do país

Hérnia de disco: posso continuar trabalhando?

Hérnia de disco: posso continuar trabalhando? | Dr. Pedro Correa

O que define se o trabalho ajuda ou atrapalha a coluna é a carga que ele impõe, não o diagnóstico.

“Quem chega com dor ciática (dor que desce pela perna) quase sempre pergunta se precisa se afastar. Raramente peço repouso completo. Prefiro ajustar pausas e peso levantado, porque parar costuma atrasar a recuperação.”— Dr. Pedro Henrique Correa

CRM 213158RQE 87090Ortopedista Especialista em Coluna
Ver currículo do profissional
Formação acadêmica
  • Hospital Universitário da UNIFESP (Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia)
  • UNIFESP (Fellowship em Cirurgia da Coluna)
Títulos de especialista
  • Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT
  • Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
Sociedades médicas
  • Membro da North American Spine Society
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
  • Membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
Onde atende
  • Instituto Medicina em Foco | Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Alemão Oswaldo Cruz e Nove de Julho.
Áreas de atuação
  • Ortopedista especialista em coluna
Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna — hérnia de disco: posso continuar trabalhando?
21 min de leituraRevisado por Dr. Pedro Henrique CorreaCRM 213158 · RQE 87090Atualizado em 24 de setembro de 20267 referências citadas
Sumário
  1. Hérnia de disco: posso continuar trabalhando? A resposta curta e o que ela esconde
  2. Por que a mesma hérnia incapacita uma pessoa e mal incomoda outra
  3. Repouso ou movimento: o que fazer nos dias de dor
  4. O que o médico avalia para decidir se você consegue trabalhar
  5. Trabalho sentado, em pé, dirigindo ou carregando peso: o que muda em cada função
  6. Ajustes práticos para atravessar a jornada com menos dor
  7. Sinais de alerta: quando insistir no trabalho é perigoso
  8. Retorno ao trabalho depois do tratamento ou da cirurgia
  9. Afastamento, INSS e readaptação: o que é decisão médica e o que é questão jurídica
Ortopedista especialista em coluna

Costumo dizer que o trabalho bem ajustado faz parte do tratamento da hérnia, e não é inimigo dela.

— Dr. Pedro Henrique Correa
A pergunta hérnia de disco: posso continuar trabalhando? Ela chega com o laudo da ressonância magnética (exame de imagem da coluna) e o medo de perder o emprego. Sou o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco.
Na avaliação no consultório, o tamanho da hérnia no laudo raramente responde sozinho se a pessoa aguenta a jornada. Pesa mais o exame neurológico (teste de força, reflexos e sensibilidade das pernas) somado à descrição real das tarefas. Por isso, nas próximas seções, mostro como cada tipo de função interfere na lombar e no pescoço. Assim você chega à consulta sabendo o que relatar e o que perguntar.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Primeira consultaO médico ouve como são suas tarefas, quanto tempo você passa sentado ou em pé e quanto peso levanta.
  • 2Exame físicoO exame neurológico verifica força, reflexos e sensibilidade das pernas para separar dor tolerável de compressão importante do nervo.
  • 3Plano de trabalhoDefine-se o que continua, o que muda e por quanto tempo, com as restrições registradas em atestado quando necessário.
  • 4Tratamento ativoFisioterapia e exercícios de fortalecimento começam junto com a rotina de trabalho, sem esperar a dor desaparecer por completo.
  • 5ReavaliaçãoNo retorno, a evolução da dor e da força orienta se as restrições serão retiradas, mantidas ou ajustadas.
01

Hérnia de disco: posso continuar trabalhando? A resposta curta e o que ela esconde

Análise completa
Ter uma hérnia confirmada na ressonância magnética não significa, por si só, que você precisa se afastar. Muitas pessoas sem dor nenhuma exibem hérnias no exame, descobertas por acaso. O que decide o afastamento é a função do nervo e o tipo de carga da sua rotina.

O que o laudo mostra e o que ele não mostra

O laudo descreve anatomia: tamanho, localização e se a hérnia toca uma raiz nervosa (ramo do nervo que sai da coluna). Ele não mede quanto você tolera sentado, em pé ou carregando peso. No consultório, vejo a mesma hérnia incapacitar um estoquista e mal incomodar um analista de sistemas.Dor lombar que não desce para a perna raramente impede funções leves. Já a radiculopatia (dor, formigamento ou fraqueza causados pelo nervo comprimido) pede avaliação mais cuidadosa da tarefa exercida. A distinção entre as duas orienta o restante deste artigo.

Sinais que mudam a resposta curta

O “sim” da resposta curta vale enquanto o exame neurológico se mantém estável. Dormência na virilha com perda de controle da urina sugere síndrome da cauda equina (compressão grave dos nervos no fim da coluna). Nesse cenário, o atendimento é imediato e o afastamento deixa de ser dúvida.Entenda melhor a atuação do ortopedista especialista em coluna nessas decisões.A resposta curta também esconde que permanecer no trabalho exige ajustes, e não teimosia. Manter a jornada inteira sem mudar nada, apesar da dor ciática piorando, costuma prolongar a crise. Trabalhar com restrições temporárias é diferente de trabalhar como se nada tivesse acontecido.
02

Por que a mesma hérnia incapacita uma pessoa e mal incomoda outra

Análise completa
O tamanho da hérnia na ressonância magnética (exame de imagem detalhado sem radiação) mede anatomia, não sofrimento. Os sintomas nascem da interação entre o disco, a raiz nervosa e a química inflamatória ao redor dela. Dois laudos quase idênticos podem, assim, gerar rotinas de trabalho bem diferentes.

A inflamação do nervo pesa mais que o volume

O material que escapa do disco, o núcleo pulposo (miolo gelatinoso do disco), irrita quimicamente a raiz nervosa. Em algumas pessoas, essa reação inflamatória é intensa mesmo com hérnia pequena. Em outras, uma hérnia grande encosta no nervo quase sem inflamar.A dor ciática acompanha mais a inflamação do que o volume medido no exame.

Espaço no canal, direção da hérnia e tipo de trabalho

A localização conta tanto quanto o tamanho. Uma hérnia lateral pode apertar a raiz no forame (abertura por onde o nervo sai da coluna), onde sobra pouco espaço. Quem nasceu com canal vertebral (túnel ósseo que protege os nervos) mais estreito tolera menos volume.Por fim, a mesma dor pesa diferente para quem carrega caixas e para quem digita.

Sono, medo e contexto também modulam a dor

Dor persistente pode gerar sensibilização central (sistema nervoso que passa a amplificar sinais de dor). Sono ruim, medo de se mexer e insegurança no emprego alimentam esse ciclo. Por isso a resposta a “hérnia de disco: posso continuar trabalhando?” depende da pessoa inteira, não só da imagem.Decidir pelo quadro clínico, e não só pela imagem, é base da ortopedia representada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Fisioterapia e ajuste da carga costumam vir antes de qualquer procedimento. A cirurgia de hérnia de disco pela Unimed fica para fraqueza progressiva ou dor refratária (persistente apesar do tratamento).
03

Repouso ou movimento: o que fazer nos dias de dor

Análise completa
O repouso absoluto já foi a orientação padrão para crise de hérnia de disco. Hoje, as orientações da Johns Hopkins Medicine recomendam retomar as atividades leves assim que possível. Ficar deitado por muitos dias enfraquece a musculatura das costas e aumenta a rigidez.A dor ciática tende a durar mais quando o corpo para por completo.

Por que a cama prolongada atrapalha

O disco intervertebral recebe nutrição pelo movimento, já que tem pouca circulação de sangue própria. Caminhar e mudar de posição favorecem essa troca de líquidos. Parado, o disco perde parte desse estímulo, e a musculatura de sustentação perde força rapidamente.O medo de se mexer ainda reforça a sensibilidade à dor.

Como dosar o movimento na crise

Nos piores dias, volta com força a dúvida hérnia de disco: posso continuar trabalhando? A resposta passa por aprender a dosar o esforço.Caminhadas curtas, várias vezes ao dia, costumam ser bem toleradas. Deitar por curtos períodos alivia picos de dor, sem transformar o dia em repouso na cama. Vale evitar carga pesada e torção do tronco enquanto a dor irradiada estiver forte.O tamanho da hérnia, sozinho, raramente muda essa conduta; veja quando a hérnia grande precisa de cirurgia.

Sinal de que a dose passou do ponto

Dor que aumenta pouco ao caminhar e volta ao nível anterior em algumas horas indica carga tolerável. Piora que dura até o dia seguinte pede reduzir o ritmo, sem voltar à cama. A fisioterapia ajuda a graduar esse retorno com exercícios específicos.Quando a dor persiste e surge proposta cirúrgica, vale buscar uma segunda opinião em cirurgia de coluna.
04

O que o médico avalia para decidir se você consegue trabalhar

Análise completa
O exame neurológico (teste de força, reflexos e sensibilidade das pernas) pesa mais que o tamanho descrito na ressonância magnética. Ele mostra se a raiz nervosa está apenas irritada ou realmente perdendo função. Somado ao relato honesto das tarefas, esse exame define o que você tolera na jornada.

Força e sensibilidade: os sinais mais objetivos

Fraqueza ao ficar na ponta dos pés ou ao erguer o pé indica compressão com perda de função. Dormência em faixa definida da perna aponta qual nervo sofre. O teste de Lasègue (elevar a perna esticada até provocar a dor do nervo) confirma a irritação.Força preservada é o dado mais tranquilizador, mesmo com dor ciática (dor que desce pela perna) presente.

Sentar, ficar em pé e caminhar: a tolerância real

Quanto tempo você aguenta sentado antes de precisar levantar diz muito sobre a função de escritório. Ficar em pé no balcão ou na linha de produção exige outra resistência da lombar. A distância caminhada sem parar pesa para entregadores, vendedores e vigilantes.Essas medidas práticas respondem melhor à dúvida hérnia de disco: posso continuar trabalhando?

Do exame à decisão sobre a jornada

Perda de força que avança semana a semana indica sofrimento progressivo do nervo e muda a conversa. Nesse cenário, a cirurgia entra na discussão, mesmo que a imagem pareça pequena. Já a hérnia extrusa (fragmento que rompe a camada externa do disco) nem sempre exige operação.Vale conhecer os critérios para operar hérnia extrusa, que também seguem o exame neurológico.Com esses dados, o atestado pode registrar restrições temporárias, como limite de peso e pausas para caminhar. O afastamento total fica para déficit neurológico (perda de força ou sensibilidade) ou dor que impede qualquer função. Quando ele se prolonga, entram em jogo as regras de afastamento pelo INSS e a perícia médica.
05

Trabalho sentado, em pé, dirigindo ou carregando peso: o que muda em cada função

Análise completa
A função exercida define qual carga o disco intervertebral recebe ao longo do dia. Sentar pressiona o disco, ficar em pé cansa a musculatura, e dirigir soma vibração. Levantar peso com o tronco inclinado é a combinação que mais exige da lombar.

Trabalho sentado: escritório e atendimento

Ficar sentado por horas aumenta a pressão dentro do disco. Levantar em intervalos regulares e caminhar alguns passos alivia essa carga. Monitor na altura dos olhos e apoio lombar na cadeira completam a ergonomia (ajuste do posto de trabalho ao corpo).

Trabalho em pé: comércio, saúde e linha de produção

Quem passa a jornada em pé cansa a musculatura que sustenta a lombar. Alternar o apoio dos pés num degrau baixo reduz a tensão. Quando a dor ciática piora ao ficar parado, pausas sentadas curtas costumam aliviar.

Motoristas: tempo sentado somado à vibração

Motoristas somam três fatores: tempo sentado, pedais e vibração de corpo inteiro (tremor do veículo transmitido à coluna pelo assento). Banco bem regulado, apoio lombar e paradas para caminhar ajudam nas viagens longas. Fraqueza no pé que atrapalha a frenagem compromete a segurança ao volante e merece avaliação rápida.

Carregar peso: a função que mais exige adaptação

Estoquistas, pedreiros e cuidadores fazem flexão com torção do tronco, o movimento que mais sobrecarrega o disco. Na crise, o atestado pode prever readaptação de função (troca temporária por tarefas mais leves) e limite de peso. O retorno à carga plena é graduado pela fisioterapia.Quando a cirurgia se torna necessária, o prazo de volta varia conforme a função. Tarefas de escritório retornam antes de funções com carga pesada. Para planejar custos, veja quanto custa a cirurgia particular.No caso de fusão, confira o tempo de afastamento após artrodese (cirurgia que une vértebras).
06

Ajustes práticos para atravessar a jornada com menos dor

Análise completa
Pequenas mudanças repetidas ao longo do dia protegem mais o disco intervertebral do que um único cuidado grande. A coluna tolera melhor cargas variadas do que uma posição fixa mantida por horas. O objetivo é reduzir picos de dor sem abandonar a rotina, enquanto a fisioterapia fortalece a sustentação.

Postura que muda o tempo todo

A melhor postura é a próxima, e não uma posição perfeita mantida sem parar. Alternar sentado, em pé e caminhando distribui a carga entre disco e musculatura. Um alarme discreto no celular ajuda a lembrar da troca quando o trabalho absorve a atenção.Mesa com regulagem de altura facilita essa alternância no escritório.

Como levantar e carregar sem sobrecarregar o disco

Dobrar joelhos e quadris, mantendo as costas alinhadas, transfere o esforço para as pernas. Girar os pés, em vez de torcer o tronco, protege o disco na hora de virar com o objeto. Dividir o peso em viagens menores e pedir ajuda para volumes grandes evita picos de esforço.A musculatura do core, fortalecida na fisioterapia, funciona como cinta natural nessas tarefas.

Cinta lombar, calor e o fim do expediente

A cinta lombar (faixa elástica que apoia a região baixa das costas) pode dar conforto em tarefas pontuais. Usada o dia inteiro, porém, tende a enfraquecer a musculatura que deveria trabalhar sozinha. Compressa morna na lombar ao chegar em casa costuma relaxar a tensão acumulada na jornada.

Sinais de que o plano precisa mudar

Se a dor ciática piora apesar das adaptações, ou surge fraqueza na perna, o plano precisa ser revisto. Só então a cirurgia pode entrar na conversa, e vale entender os riscos de paralisia na cirurgia de coluna com calma. Conhecer os custos da cirurgia de hérnia antes também evita decisões tomadas na pressa da dor.
07

Sinais de alerta: quando insistir no trabalho é perigoso

Análise completa
A maioria das crises de hérnia permite seguir trabalhando com ajustes, mas alguns sintomas mudam a natureza da decisão. Quando eles aparecem, a pergunta deixa de ser sobre a jornada e passa a ser sobre proteger o nervo.

Sintomas que pedem pronto-socorro no mesmo dia

A síndrome da cauda equina (compressão grave dos nervos no fim da coluna) é a principal emergência ligada à hérnia lombar. Ela se manifesta por dormência na região íntima, retenção ou perda de urina e fraqueza nas duas pernas. Diante desse quadro, a orientação é procurar pronto-socorro no mesmo dia, sem esperar a consulta agendada.O trabalho fica suspenso de imediato, e depois vale entender como funciona o afastamento no INSS.

Fraqueza que avança e dor que não cede

Pé que arrasta, tropeços frequentes ou dificuldade para ficar na ponta dos pés indicam perda de força progressiva. Dor ciática que acorda à noite e resiste a qualquer posição também merece avaliação em poucos dias. Febre, perda de peso sem explicação ou histórico de câncer junto com a dor lombar pedem investigação rápida.Se houver proposta cirúrgica nesse cenário, buscar outra avaliação antes da cirurgia de coluna ajuda a decidir com clareza.

Sinais no pescoço e nas mãos

Hérnias cervicais podem comprimir a medula e causar mielopatia (sofrimento da medula espinhal no pescoço). Mãos desajeitadas para abotoar roupas, letra que piora e desequilíbrio ao andar são os sinais típicos. Veja os sinais de alerta da mielopatia cervical antes de atribuir tudo ao cansaço do expediente.Nenhum desses sinais melhora com força de vontade ou com mais horas de trabalho.A conduta descrita aqui se apoia em material de referência clínica.
08

Retorno ao trabalho depois do tratamento ou da cirurgia

Análise completa
Quem trata a hérnia sem cirurgia raramente precisa de um dia marcado para voltar, porque muitas vezes nem chega a parar. O prazo depende da função exercida e da evolução do exame neurológico. Força preservada permite avançar mais cedo.

Depois do tratamento conservador

No tratamento conservador (tratamento sem cirurgia, com remédios e fisioterapia), o retorno acompanha a melhora da dor ciática. Quem estava afastado costuma voltar primeiro em meio período ou com readaptação de função. A carga plena volta aos poucos, conforme a fisioterapia fortalece a sustentação da coluna.

Depois da cirurgia de hérnia

Após a microdiscectomia (retirada do fragmento de disco por pequena incisão), funções de escritório costumam voltar entre duas e quatro semanas. Trabalhos braçais geralmente pedem de seis a oito semanas ou mais, conforme o material de referência clínica. Técnicas menos invasivas tendem a encurtar esse caminho, como mostram as diferenças entre cirurgia por câmera e artrodese.Carregar peso fica restrito até a liberação na reavaliação.

Como tornar a volta gradual

Um retorno escalonado começa com jornada reduzida, pausas para caminhar e limite de peso registrados em atestado. A cada reavaliação, as restrições são retiradas uma a uma, conforme a força e a tolerância evoluem. Conversar com o setor de saúde ocupacional da empresa facilita essa transição sem atritos.

Convênio e planejamento das datas

Quem depende do plano de saúde para operar precisa incluir o tempo de autorização no planejamento do afastamento. Entender a autorização da cirurgia pelo convênio Unimed ajuda a combinar datas com a empresa. Assim, o retorno ao trabalho entra no plano desde o início.
09

Afastamento, INSS e readaptação: o que é decisão médica e o que é questão jurídica

Análise completa
O laudo da ressonância magnética (exame de imagem detalhado sem radiação) descreve a hérnia, mas não prova incapacidade para o trabalho. Quem decide o benefício é a perícia médica (avaliação feita por médico do INSS), com base na função exercida. Por isso, laudos iguais podem gerar decisões diferentes na perícia.

O que cabe ao médico assistente

O médico que acompanha você registra diagnóstico, achados do exame e restrições para a função atual. O relatório descreve limitações, como evitar carga pesada ou alternar posições ao longo do dia. A readaptação de função pode ser sugerida nesse documento, mas depende da empresa para acontecer.Quem avalia o posto de trabalho é o médico do trabalho da empresa, que conhece as tarefas de perto. Ele decide se a troca de função é viável dentro da estrutura disponível.

O que depende da perícia e da lei

Afastamentos longos passam pelo auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), concedido após perícia no INSS. O perito avalia se você consegue exercer a sua função, e não apenas se há hérnia. Laudo detalhado ajuda, mas não obriga o perito a concordar.Reconhecer a hérnia como doença do trabalho exige nexo causal (ligação comprovada entre a atividade e a doença). A imagem não mostra essa ligação, porque a degeneração do disco também acontece fora do trabalho. A CAT (comunicação que registra acidente ou doença ligada ao trabalho) abre esse caminho, sem garantir o reconhecimento.Estabilidade no emprego é questão da legislação trabalhista, não do laudo médico. Em disputas sobre nexo, estabilidade ou benefício negado, a orientação vem de um advogado trabalhista ou previdenciário.Para organizar relatório e restrições, agende avaliação com o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna. O atendimento acontece no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. Se a dor também alcança o pescoço, veja quando investigar torcicolo que não passa.

O que dizem os pacientes

Atendimento humanizado profissional com bastante propriedade impressão de especialista.
— Mazzini jr. (abr/2026)
Dr. Pedro me diagnosticou e me explicou o porquê das minhas constantes dores e imobilidade no pescoço e braço. Fui super bem atendida pela secretária dele a Adriana, extremamente competente, educada e nos auxilia prontamente quando precisamos tirar dúvidas. Tempo de espera para ser atendido na clínica praticamente não tem. Você chega e em seguida já é atendido.
— Debora Moreira Souza (set/2025)
Profissional me explicou tudo de forma detalhada, me falou dos procedimentos que ele acredita serem bons e o motivo dele acreditar na eficácia, me explicou sobre alternativas de atividades físicas e fisioterapia, quais ele acredita serem as mais eficientes, o motivo dele acreditar nisso, citou evidências através de estudos, exatamente o que eu gosto de saber para tomar qlqr decisão. Excelente profissional.
— Filipe Goes (ago/2026)
Próximo passo

Agende sua avaliação com Dr. Pedro Henrique Correa

Consulta com Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.

Atendimento humanizadoAvaliação individualizadaPlano terapêutico personalizado

Agende sua avaliação com Dr. PedroLigar agora

Rua Frei Caneca, 1380 · Consolação, São Paulo — SP+551132893195

Resposta no mesmo dia útil · Atendimento humanizado e sem pressa

Perguntas frequentes

Posso trabalhar com hérnia de disco?
Na maior parte dos casos, sim, desde que o exame neurológico (teste de força, reflexos e sensibilidade) esteja preservado. O que muda é a forma de trabalhar, com pausas e menos carga nos dias de dor mais forte. A resposta a “hérnia de disco: posso continuar trabalhando?” depende da função do nervo e das tarefas, não do laudo isolado.
Hérnia de disco afasta do trabalho?
Nem sempre. O afastamento costuma ficar para dor que impede qualquer tarefa, fraqueza progressiva na perna ou alteração no controle da urina. Fora disso, é comum seguir trabalhando com restrições temporárias registradas em atestado. Afastamentos mais longos passam pela perícia médica (avaliação feita por médico do INSS).
A hérnia de disco pode diminuir sozinha?
Pode, e isso é comum. O organismo pode promover a reabsorção (absorção gradual do material que escapou do disco) ao longo de semanas ou meses. Mesmo antes disso, a dor ciática (dor que desce pela perna) tende a aliviar quando a inflamação do nervo cede. Manter-se ativo não atrapalha esse processo.
Preciso repetir a ressonância magnética para voltar ao trabalho?
Na maioria das vezes, não. A liberação para o trabalho se baseia na melhora da dor e na força preservada no exame físico. Uma nova ressonância magnética (exame de imagem detalhado da coluna) entra quando surgem sintomas novos ou quando se discute cirurgia. A imagem e os sintomas nem sempre evoluem no mesmo ritmo.
Trabalhar em home office ajuda na recuperação?
Pode ajudar, porque permite alternar posições e deitar por alguns minutos nos picos de dor. O risco está no improviso: sofá, cama ou mesa baixa demais sobrecarregam a lombar. Cadeira firme, tela na altura dos olhos e pausas programadas fazem diferença. A readaptação de função (troca temporária por tarefas mais leves) pode incluir trabalho remoto, conforme acordo com a empresa.
Posso fazer academia ou atividade física com hérnia de disco?
Em geral, sim, com ajuste de exercícios e cargas. Caminhada, bicicleta ergométrica e exercícios orientados pela fisioterapia costumam ser bem tolerados. Exercícios com carga pesada nas costas e torção do tronco pedem cautela enquanto houver dor irradiada. O fortalecimento do core (musculatura profunda do abdome e das costas) ajuda a sustentar a coluna durante a jornada.
Hérnia cervical impede trabalhar no computador?
Raramente impede, mas exige ajustes. A hérnia cervical (no pescoço) pode causar dor que desce pelo braço e formigamento nas mãos. Tela na altura dos olhos, antebraços apoiados e pausas curtas reduzem a tensão no pescoço. Perda de habilidade nas mãos ou desequilíbrio ao andar pedem avaliação rápida, porque podem indicar compressão da medula.
A empresa pode me demitir por ter hérnia de disco?
Essa é uma questão jurídica, não médica. Regras de estabilidade dependem da legislação trabalhista e do tipo de afastamento concedido pelo INSS. O relatório médico descreve diagnóstico e restrições, mas não define direitos no emprego. Em caso de dúvida ou conflito, a orientação adequada vem de um advogado trabalhista ou previdenciário.
Qual especialista avalia se consigo manter a minha função?
O ortopedista especialista em coluna e o neurocirurgião avaliam a hérnia e a função do nervo. O médico do trabalho da empresa analisa o posto e a viabilidade de mudanças nas tarefas. A fisioterapia acompanha a volta gradual à carga. Quando os três conversam, o plano de trabalho fica mais realista e consistente.

0 Comentários