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Rizotomia por Radiofrequência em São Paulo

ORTOPEDIA DE COLUNA · MEDICINA DA DOR

Rizotomia por Radiofrequência em São Paulo

Entenda como o procedimento trata a dor facetária da coluna, quem é candidato e — sobretudo — como conferir CRM e RQE antes de escolher o especialista que vai realizá-lo.

⏱ 9 min de leitura Revisado por Dr. Pedro Correa · CRM-SP 213158 · RQE 87090
Rizotomia por radiofrequênciaAvaliamos a real indicação — com bloqueio diagnóstico confirmatório — antes de indicar o procedimento.

Resposta rápida

A rizotomia por radiofrequência é um procedimento percutâneo, guiado por raio-X, que usa calor controlado (cerca de 80 °C) para interromper o ramo medial — o nervo que leva a dor das articulações facetárias da coluna até o cérebro — sem cortes nem seccionar músculos. É indicada para dor facetária crônica, confirmada por bloqueio diagnóstico, e costuma aliviar a dor por seis a doze meses. Em São Paulo, deve ser realizada por médico com CRM ativo e RQE em ortopedia, neurocirurgia ou medicina da dor — verificáveis no site do conselho.

Em vídeo

A rizotomia por radiofrequência explicada pelo especialista

Assista às explicações do Dr. Pedro Correa, ortopedista especialista em coluna, sobre o procedimento e sobre como escolher com segurança quem vai realizá-lo.

Ep. 1

Rizotomia por radiofrequência: o que você precisa saber

O Dr. Pedro Correa explica como o procedimento age na dor facetária da coluna.

Assistir no YouTube →

Ep. 2

Conheça o Dr. Pedro Correa, ortopedista especialista em coluna

Vídeo de apresentação do especialista que assina este conteúdo.

Assistir no YouTube →

Definição

O que é a rizotomia por radiofrequência e como age na dor

Trata-se de uma técnica percutânea, guiada por raio-X, em que a ponta de um eletrodo aquece de forma controlada o pequeno nervo que leva o sinal de dor das articulações da coluna até o cérebro. O calor cria uma lesão térmica precisa, com temperatura em torno de 80 °C, que interrompe essa condução sem seccionar músculos ou ligamentos vizinhos.

Qual nervo é tratado

O alvo mais frequente são os ramos mediais, filamentos finos que inervam as articulações facetárias. Quando deixam de transmitir o estímulo doloroso, a dor de origem facetária reduz de intensidade. O planejamento dessa abordagem, como detalha o Dr. Pedro Correa, depende de identificar com exatidão qual nível da coluna gera o incômodo.

O que diferencia de uma cirurgia

Diferente de uma artrodese ou da remoção de uma hérnia, a rizotomia por radiofrequência não corrige a estrutura da coluna: ela modula o sinal de dor. Por isso é considerada um procedimento de controle, e não uma solução definitiva — distinção que evita expectativas equivocadas desde a primeira consulta.

💡 Ponto-chave: a rizotomia trata a dor, não a lesão estrutural. Ela abre uma janela de alívio para reabilitar a coluna, mas não substitui a correção cirúrgica quando há compressão de raiz ou instabilidade.

Indicação

Quem é candidato à rizotomia por radiofrequência

O candidato típico tem dor crônica na lombar ou no pescoço há mais de três meses, que piora ao estender ou girar o tronco e não cedeu com fisioterapia e medicação. Antes de qualquer indicação, é preciso confirmar que a dor nasce mesmo das articulações facetárias.

Sintomas que sugerem origem facetária

  • Dor que piora ao inclinar para trás e ao levantar de uma cadeira;
  • Rigidez matinal localizada na coluna;
  • Dor que não desce pela perna como um choque — diferente do que se observa quando há compressão da raiz nervosa.

O papel do diagnóstico

O exame de imagem mostra o desgaste, mas não prova que ele é a fonte da dor. Por isso o bloqueio diagnóstico — uma injeção-teste de anestésico no ramo medial — é decisivo: se a dor reduz de forma significativa por algumas horas, a chance de a radiofrequência funcionar aumenta de modo importante.

Médico avalia exame de imagem da coluna com paciente antes da rizotomia por radiofrequência
A imagem mostra o desgaste; o bloqueio diagnóstico confirma se a dor vem das facetas.
Sua dor pode ser de origem facetária?Uma avaliação define a indicação antes de qualquer procedimento.

Agendar avaliação

Como escolher o especialista

Credenciais que importam ao escolher o especialista

O primeiro filtro objetivo é verificável em minutos: o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) precisa estar ativo, e o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) deve constar para ortopedia, neurocirurgia ou medicina da dor — áreas habilitadas a realizar o procedimento. Esse documento confirma que o profissional concluiu residência ou título reconhecido, não apenas um curso de fim de semana.

O que conferir antes de marcar

  • CRM e RQE válidos, consultáveis no site do conselho;
  • Formação específica em coluna ou medicina da dor;
  • Experiência prática com o procedimento, incluindo o volume de casos por ano.

Por que o volume importa

Um especialista que executa esse procedimento com regularidade conhece as variações anatômicas e sabe quando recuar. Quem trata muitos quadros de dor na coluna lombar desenvolve repertório para diferenciar a dor facetária de outras causas, e isso protege você de uma indicação equivocada.

Sinais de alerta

Red flags em currículos inflados

Currículo extenso não é sinônimo de competência na técnica. Há sinais concretos que merecem desconfiança quando você compara especialistas para um procedimento na coluna.

⚠️ Sinais que acendem o alerta: promessa de cura ou de resultado garantido (nenhum procedimento sério garante ausência de dor); títulos genéricos sem RQE correspondente; cursos de poucas horas apresentados como especialização; e recusa em explicar riscos e limitações.

O respaldo das sociedades

Entidades como a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia mantêm registros de títulos de especialista que ajudam a confirmar a formação. Um profissional que indica a rizotomia por radiofrequência de forma criteriosa explica por que ela cabe no seu caso — e também quando não cabe.

Passo a passo

Como é feito o procedimento, passo a passo

O procedimento é ambulatorial na maioria dos casos. O paciente fica deitado de bruços, recebe sedação leve e anestesia local, e todo o trajeto da agulha é acompanhado por radioscopia para chegar com precisão ao ramo medial.

1

Posicionamento e assepsia

O paciente fica de bruços e a região é preparada com antissepsia.

2

Introdução da cânula

A agulha é guiada por raio-X até o ramo medial-alvo.

3

Teste de estimulação

Confirma o nervo certo e protege os nervos motores antes de aplicar o calor.

4

Aplicação do calor

Cerca de 60 a 90 segundos em cada ponto tratado.

A rizotomia por radiofrequência costuma durar de 30 a 60 minutos. Como não há cortes, quem trata dor persistente na região cervical pode receber a mesma lógica de aplicação, ajustada à anatomia do pescoço. Na maior parte das vezes o paciente vai para casa no mesmo dia.

Recuperação

Recuperação e o que esperar após o procedimento

É comum sentir um desconforto local, parecido com dor muscular, nos primeiros dias — reação esperada do tecido ao calor. O alívio da dor original nem sempre é imediato: pode levar de duas a quatro semanas para se estabelecer, à medida que o nervo tratado deixa de conduzir o estímulo.

Volta à rotina

Atividades leves costumam ser retomadas em poucos dias, enquanto exercícios de impacto e cargas pesadas merecem liberação gradual. Pacientes que vinham de longos períodos de dor que vale investigar tendem a recuperar mobilidade conforme a dor reduz.

Duração do efeito

O efeito da radiofrequência costuma durar de seis a doze meses, porque o nervo pode se regenerar com o tempo. Quando isso acontece e a dor retorna, o procedimento pode ser repetido após nova avaliação. Não é uma solução permanente, e sim uma janela de controle que abre espaço para reabilitar a coluna.

Riscos e limites

Riscos, limitações e quando não indicar

Os riscos são baixos quando o procedimento é bem indicado e executado por mãos experientes. Os mais comuns são dor temporária no local e, raramente, dormência passageira. Infecção e lesão de nervo motor são eventos incomuns, evitados justamente com a etapa de estimulação-teste.

Quando o procedimento não é indicado

  • Dor que vem de hérnia de disco com compressão de raiz;
  • Infecção ativa na região;
  • Distúrbios de coagulação não controlados;
  • Bloqueio diagnóstico negativo.

Limites honestos: a rizotomia por radiofrequência atua sobre a dor facetária; ela não corrige instabilidade nem substitui cirurgia quando há compressão nervosa significativa. Reconhecer esse limite faz parte de uma indicação ética — casos como a anterolistese pedem avaliação estrutural específica.

Comparação

Rizotomia comparada a outras opções de tratamento

Nenhum tratamento é universalmente melhor; cada um responde a um cenário específico. A tabela resume onde a radiofrequência se encaixa em relação às alternativas mais usadas.

Abordagem Indicação principal Recuperação típica
Conservador (fisioterapia, medicação) Dor inicial ou leve Semanas a meses de adesão
Infiltração facetária Dor facetária, efeito mais curto Poucos dias
Rizotomia por radiofrequência Dor facetária confirmada por bloqueio Dias para atividades leves
Cirurgia de coluna Compressão de raiz ou instabilidade Semanas a meses

Como decidir

A escolha não é entre o que parece mais moderno, e sim o que responde à origem da sua dor. Por isso a confirmação diagnóstica vem sempre antes da técnica: é ela que evita tratar o alvo errado. Quem busca uma injeção para dor na coluna deve entender qual estrutura está gerando o sintoma antes de repetir aplicações.

Dica de consultório (Dr. Pedro Correa): o bloqueio com anestésico precisa reduzir pelo menos 50 a 80% da dor por algumas horas para justificar o calor. Costumo repetir o teste em dois dias diferentes antes de indicar, justamente para não queimar um ramo que não era a fonte. Esses dois dias de paciência economizam meses de frustração.

O especialista

Rizotomia por radiofrequência em São Paulo com o Dr. Pedro Correa

O Dr. Pedro Correa é ortopedista com atuação dedicada à coluna cervical e lombar e à medicina da dor, integrando a equipe do Dr. Rodrigo Barbosa no Instituto Medicina em Foco. A indicação da rizotomia por radiofrequência parte de uma avaliação criteriosa, com confirmação diagnóstica, dentro de uma proposta multidisciplinar.

Dr. Pedro Correa — ortopedista especialista em coluna e rizotomia por radiofrequência em São Paulo

Dr. Pedro Correa

Ortopedia · Coluna cervical e lombar · Medicina da dorCRM-SP 213158 · RQE 87090

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre a rizotomia por radiofrequência

Quanto tempo dura o alívio da rizotomia por radiofrequência?

O efeito costuma durar de seis a doze meses, porque o nervo tratado pode se regenerar com o tempo. Quando a dor retorna, o procedimento pode ser repetido após nova avaliação. É uma janela de controle da dor, não uma solução permanente.

O procedimento dói?

O procedimento é feito com sedação leve e anestesia local, então o incômodo durante a aplicação é pequeno. Nos primeiros dias é comum um desconforto local parecido com dor muscular, reação esperada ao calor, que costuma passar em poucos dias.

O plano de saúde cobre a rizotomia por radiofrequência?

A cobertura depende do convênio e da indicação clínica documentada, geralmente com o bloqueio diagnóstico prévio. O ideal é confirmar a indicação em consulta e verificar as regras do seu plano; a equipe pode orientar sobre a documentação necessária.

Qual a diferença entre rizotomia e infiltração?

A infiltração facetária aplica medicação (anestésico e/ou anti-inflamatório) na articulação e tende a dar alívio mais curto. A rizotomia por radiofrequência usa calor para interromper a condução de dor pelo ramo medial, com efeito mais prolongado, e é indicada quando a origem facetária foi confirmada por bloqueio.

Como encontrar um especialista em rizotomia por radiofrequência em São Paulo?

Procure um médico com CRM ativo e RQE em ortopedia, neurocirurgia ou medicina da dor, com experiência prática no procedimento. No Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, o Dr. Pedro Correa (CRM-SP 213158 · RQE 87090) avalia a indicação e realiza o procedimento. Você pode agendar pelos botões desta página.

Preciso de internação?

Na maioria dos casos o procedimento é ambulatorial, com sedação leve, e o paciente vai para casa no mesmo dia. A duração média é de 30 a 60 minutos e não há cortes.

A rizotomia pode ser repetida?

Sim. Como o nervo pode se regenerar, o efeito é temporário; se a dor retornar após seis a doze meses, o procedimento pode ser repetido depois de nova avaliação que confirme a origem facetária da dor.

Quando o procedimento não é indicado?

Não é indicado quando a dor vem de hérnia de disco com compressão de raiz, em infecção ativa na região, em distúrbios de coagulação não controlados ou quando o bloqueio diagnóstico foi negativo. Nesses casos, outra conduta responde melhor.

Autoridade médica

Atuação integrada no Instituto Medicina em Foco

O Dr. Pedro Correa atua de forma coordenada dentro de uma proposta que reúne diferentes especialidades em torno do mesmo paciente. Para quem tem dor crônica de coluna, isso significa que a decisão por um procedimento não parte de um olhar isolado: ortopedia de coluna, medicina da dor e reabilitação discutem o melhor caminho em conjunto, do diagnóstico ao acompanhamento.

Descubra se a rizotomia é o caminho para a sua dor

Uma avaliação criteriosa define se a dor vem das articulações facetárias e se o procedimento é o mais seguro para o seu caso.

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Aviso: as informações desta página têm caráter informativo e educacional e não substituem a consulta médica. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento adequados.

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