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Rizotomia por radiofrequência: CRM, RQE ou só fama?

Por que confirmar a origem da dor pesa mais que a técnica em si, e como avaliar quem vai indicá-la.

“Vejo muita gente chegar achando que precisa operar a coluna quando a dor nasce, na verdade, das pequenas articulações entre as vértebras. Prefiro confirmar a origem com bloqueio antes de tratar o nervo pelo calor: é o detalhe que separa um bom resultado de uma decepção.”

CRM 213158RQE 87090Ortopedista Especialista em Coluna
Dr. Pedro Corre, Ortopedist especialist em colun — rizotomi por radiofrequênci
9 min de leituraRevisado por Dr. Pedro CorreaCRM 213158 · RQE 87090Atualizado em 18 de junho de 20263 referências citadas
Sumário
  1. O que é a rizotomia por radiofrequência e como age na dor
  2. Quem é candidato à rizotomia por radiofrequência
  3. Credenciais que importam ao escolher o especialista
  4. Red flags em currículos inflados
  5. Como é feito o procedimento, passo a passo
  6. Recuperação e o que esperar após o procedimento
  7. Riscos, limitações e quando não indicar
  8. Atuação integrada no Instituto Medicina em Foco
  9. Rizotomia comparada a outras opções de tratamento

Agende sua avaliação com Dr. Pedro

Ortopedista especialista em colunaOrtopedia de coluna
Atendo pacientes com dor crônica de coluna há anos e a radiofrequência virou parte do meu arsenal quando o bloqueio diagnóstico confirma que a articulação facetária é a vilã. Vejo resultados que duram meses, às vezes mais de um ano, em quem já tentou fisioterapia e remédio sem sucesso.— Dr. Pedro Correa
Quem convive com dor crônica nas costas há meses, já fez fisioterapia e ainda acorda travado conhece bem a frustração de não encontrar alívio. Para um grupo selecionado desses pacientes, a rizotomia por radiofrequência surge como alternativa entre o tratamento conservador e a cirurgia aberta, oferecendo controle da dor sem incisões.Entender quem realmente se beneficia, e como escolher quem vai indicar e executar o procedimento, é o que separa uma decisão segura de uma expectativa frustrada.
Como funciona

Passo a passo

  • 1AvaliaçãoConsulta para mapear a dor e revisar os exames de imagem.
  • 2Bloqueio diagnósticoInjeção-teste confirma se a dor vem das articulações facetárias.
  • 3IndicaçãoCom o teste positivo, define-se o nível da coluna a ser tratado.
  • 4ProcedimentoAplicação guiada por imagem, sob sedação leve e anestesia local.
  • 5RecuperaçãoRetorno a atividades leves em poucos dias, com acompanhamento.
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O que é a rizotomia por radiofrequência e como age na dor

Análise completa
Trata-se de uma técnica percutânea, guiada por raio-X, em que a ponta de um eletrodo aquece de forma controlada o pequeno nervo que leva o sinal de dor das articulações da coluna até o cérebro. O calor cria uma lesão térmica precisa, com temperatura em torno de 80 °C, que interrompe essa condução sem seccionar músculos ou ligamentos vizinhos.

Qual nervo é tratado

O alvo mais frequente são os ramos mediais, filamentos finos que inervam as articulações facetárias. Quando deixam de transmitir o estímulo doloroso, a dor de origem facetária reduz de intensidade. O planejamento dessa abordagem, como detalha o Dr. Pedro Correa, depende de identificar com exatidão qual nível da coluna gera o incômodo.

O que diferencia de uma cirurgia

Diferente de uma artrodese ou da remoção de uma hérnia, a rizotomia por radiofrequência não corrige a estrutura da coluna: ela modula o sinal de dor. Por isso é considerada um procedimento de controle, e não uma solução definitiva, distinção que evita expectativas equivocadas desde a primeira consulta.
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Quem é candidato à rizotomia por radiofrequência

Análise completa
O candidato típico tem dor crônica na lombar ou no pescoço há mais de três meses, que piora ao estender ou girar o tronco e não cedeu com fisioterapia e medicação. Antes de qualquer indicação, é preciso confirmar que a dor nasce mesmo das articulações facetárias.

Sintomas que sugerem origem facetária

  • Dor que piora ao inclinar para trás e ao levantar de uma cadeira;
  • Rigidez matinal localizada na coluna;
  • Dor que não desce pela perna como um choque, diferente do que se observa na avaliação especializada da coluna quando há compressão de raiz.

O papel do diagnóstico

O exame de imagem mostra o desgaste, mas não prova que ele é a fonte da dor. Por isso o bloqueio diagnóstico, uma injeção-teste de anestésico no ramo medial, é decisivo: se a dor reduz de forma significativa por algumas horas, a chance de a radiofrequência funcionar aumenta de modo importante.
Médico avali exame de imagem d colun com paciente em consultório. — rizotomi por radiofrequênci
Médico avalia exame de imagem da coluna com paciente em consultório.Agende sua avaliação com Dr. Pedro →
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Credenciais que importam ao escolher o especialista

Análise completa
O primeiro filtro objetivo é verificável em minutos: o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) precisa estar ativo, e o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) deve constar para ortopedia, neurocirurgia ou área de dor. Esse documento confirma que o profissional concluiu residência ou título reconhecido, não apenas um curso de fim de semana.

O que conferir antes de marcar

  • CRM e RQE válidos, consultáveis no site do conselho;
  • Formação específica em coluna ou medicina da dor;
  • Experiência prática com o procedimento, incluindo o volume de casos por ano.

Por que o volume importa

Um especialista que executa esse procedimento com regularidade conhece as variações anatômicas e sabe quando recuar. Quem trata muitos quadros de dor que pode exigir cirurgia de coluna desenvolve repertório para diferenciar a dor facetária de outras causas, e isso protege você de uma indicação equivocada.
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Red flags em currículos inflados

Análise completa
Currículo extenso não é sinônimo de competência na técnica. Há sinais concretos que merecem desconfiança quando você compara especialistas para um procedimento na coluna.

Sinais que acendem o alerta

  • Promessa de cura ou de resultado garantido, já que nenhum procedimento sério garante ausência de dor;
  • Títulos genéricos sem RQE correspondente;
  • Cursos de poucas horas apresentados como especialização;
  • Recusa em explicar riscos e limitações.

O respaldo das sociedades

Entidades como a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia mantêm registros de títulos de especialista que ajudam a confirmar a formação. Um profissional que indica a rizotomia por radiofrequência de forma criteriosa explica por que ela cabe no seu caso, e também quando não cabe.
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Como é feito o procedimento, passo a passo

Análise completa
O procedimento é ambulatorial na maioria dos casos. O paciente fica deitado de bruços, recebe sedação leve e anestesia local, e todo o trajeto da agulha é acompanhado por radioscopia para chegar com precisão ao ramo medial.

As etapas dentro da sala

  1. Posicionamento e assepsia da região;
  2. Introdução da cânula guiada por raio-X;
  3. Teste de estimulação para confirmar o nervo certo e proteger nervos motores;
  4. Aplicação do calor por cerca de 60 a 90 segundos em cada ponto.

Anestesia e duração

A rizotomia por radiofrequência costuma durar de 30 a 60 minutos. Como não há cortes, quem trata dor persistente na região cervical pode receber a mesma lógica de aplicação, ajustada à anatomia do pescoço. Na maior parte das vezes o paciente vai para casa no mesmo dia.
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Recuperação e o que esperar após o procedimento

Análise completa
É comum sentir um desconforto local, parecido com dor muscular, nos primeiros dias, reação esperada do tecido ao calor. O alívio da dor original nem sempre é imediato: pode levar de duas a quatro semanas para se estabelecer, à medida que o nervo tratado deixa de conduzir o estímulo.

Volta à rotina

Atividades leves costumam ser retomadas em poucos dias, enquanto exercícios de impacto e cargas pesadas merecem liberação gradual. Pacientes que vinham de longos períodos de dor lombar que vale investigar tendem a recuperar mobilidade conforme a dor reduz.

Duração do efeito

O efeito da radiofrequência costuma durar de seis a doze meses, porque o nervo pode se regenerar com o tempo. Quando isso acontece e a dor retorna, o procedimento pode ser repetido após nova avaliação. Não é uma solução permanente, e sim uma janela de controle que abre espaço para reabilitar a coluna.
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Riscos, limitações e quando não indicar

Análise completa
Os riscos são baixos quando o procedimento é bem indicado e executado por mãos experientes. Os mais comuns são dor temporária no local e, raramente, dormência passageira. Infecção e lesão de nervo motor são eventos incomuns, evitados justamente com a etapa de estimulação-teste.

Quando o procedimento não é indicado

  • Dor que vem de hérnia de disco com compressão de raiz;
  • Infecção ativa na região;
  • Distúrbios de coagulação não controlados;
  • Bloqueio diagnóstico negativo.

Limites honestos

A rizotomia por radiofrequência atua sobre a dor facetária; ela não corrige instabilidade nem substitui cirurgia quando há compressão nervosa significativa. Reconhecer esse limite faz parte de uma indicação ética e protege quem pesquisa por rizotomia radiofrequência perto de mim sem antes entender se é realmente candidato.
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Atuação integrada no Instituto Medicina em Foco

Análise completa
O Dr. Pedro Correa integra a equipe do Dr. Rodrigo Barbosa no Instituto Medicina em Foco, atuando de forma coordenada dentro de uma proposta que reúne diferentes especialidades em torno do mesmo paciente. Para quem tem dor crônica de coluna, isso significa que a decisão por um procedimento não parte de um olhar isolado.

Por que a estrutura de equipe importa

Casos de dor persistente costumam envolver mais de uma causa. A discussão integrada entre ortopedia de coluna, medicina da dor e reabilitação ajuda a definir se a rizotomia por radiofrequência é o melhor caminho ou se outra conduta responde melhor naquele momento.

O que o paciente ganha

Continuidade de cuidado: do diagnóstico ao acompanhamento depois do procedimento, há uma estrutura que conversa entre si. Esse modelo reforça segurança e evita a fragmentação de quem precisa repetir a história clínica a cada novo consultório.
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Rizotomia comparada a outras opções de tratamento

Análise completa
Nenhum tratamento é universalmente melhor; cada um responde a um cenário específico. A tabela resume onde a radiofrequência se encaixa em relação às alternativas mais usadas.
AbordagemIndicação principalRecuperação típica
Conservador (fisioterapia, medicação)Dor inicial ou leveSemanas a meses de adesão
Infiltração facetáriaDor facetária, efeito mais curtoPoucos dias
Rizotomia por radiofrequênciaDor facetária confirmada por bloqueioDias para atividades leves
Cirurgia de colunaCompressão de raiz ou instabilidadeSemanas a meses

Como decidir

A escolha não é entre o que parece mais moderno, e sim o que responde à origem da sua dor. Por isso a confirmação diagnóstica vem sempre antes da técnica: é ela que evita tratar o alvo errado.

O que dizem os pacientes

5/5
Atendimento humanizado profissional com bastante propriedade impressão de especialista.
— Mazzini jr. (abr/2026)
5/5
Gostaria de deixar registrado minha imensa gratidão ao Doutor Pedro Corrêa. Depois de passar por vários profissionais, ele foi o único que conseguiu ser verdadeiramente atencioso, ouvir com cuidado cada detalhe do meu caso e principalmente resolveu com competência e segurança. Graças à sua dedicação e conhecimento, meu caso foi resolvido, algo que eu já não tinha mais esperança de conseguir. É um médico super humano, simpático, dedicado, pontual e extremamente prestativo. Desde a primeira consulta me senti acolhida e confiante. Sua postura transmite tranquilidade e profissionalismo, algo que faz toda diferença . Super indico de olhos fechados! Além de ser um excelente médico, conta com uma equipe maravilhosa por trás, organizada e eficiente em todos os setores, o que torna toda a experiência ainda mais positiva. Minha eterna gratidão por todo o cuidado e dedicação!
— Daiane Vieira (fev/2026)
5/5
Dr. Pedro é um profissional diferenciado. Além de muito competente, demonstra empatia e respeito em cada consulta. Explica o problema e o tratamento de forma clara, o que traz muita segurança. Estou muito satisfeita com o atendimento e evolução do meu quadro. Recomendo!
— Daniela Melo (fev/2026)
Próximo passo

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Uma avaliação criteriosa define se a dor vem das articulações facetárias e se o procedimento é o caminho mais seguro para o seu caso.

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Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o alívio da rizotomia por radiofrequência?
Na maioria dos casos o efeito dura de seis a doze meses. Isso acontece porque o nervo tratado pode se regenerar com o tempo. Quando a dor retorna, o procedimento pode ser repetido após nova avaliação clínica.
O procedimento dói?
Ele é feito com sedação leve e anestesia local, então o desconforto durante a aplicação é pequeno. Nos primeiros dias é comum sentir uma dor parecida com a muscular no local da agulha, que costuma ceder sozinha.
O plano de saúde cobre a rizotomia por radiofrequência?
A cobertura depende da operadora e da indicação clínica documentada, já que o procedimento consta em rol de muitos planos quando há critério bem definido. O relatório do especialista com o resultado do bloqueio diagnóstico costuma ser determinante para a autorização.
Qual a diferença entre rizotomia e infiltração?
A infiltração usa medicação para reduzir a dor por um período mais curto, enquanto a radiofrequência interrompe a condução do nervo, com efeito mais prolongado. Em geral, a infiltração de teste ajuda a prever se a rizotomia vai funcionar.
Como encontrar um especialista em rizotomia por radiofrequência em São Paulo?
Procure um ortopedista de coluna ou médico de dor com RQE e experiência prática no procedimento. Vale confirmar o registro no conselho e perguntar sobre o volume de casos, além de checar se há avaliação completa da coluna antes de qualquer indicação.
Preciso de internação?
Na maioria das vezes o procedimento é ambulatorial e o paciente vai para casa no mesmo dia. A internação fica reservada a situações específicas, definidas conforme as condições clínicas individuais.
A rizotomia pode ser repetida?
Sim. Como o nervo tratado pode voltar a conduzir o estímulo com o tempo, o procedimento pode ser refeito quando a dor retorna e a indicação se mantém. Cada nova etapa passa por reavaliação.
Quando o procedimento não é indicado?
Não é indicado quando a dor vem de compressão de raiz nervosa, como em algumas hérnias de disco, nem em casos de infecção ativa ou distúrbio de coagulação não controlado. Um bloqueio diagnóstico negativo também contraindica a aplicação.