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Cirurgia Bariátrica · Gastrectomia Vertical

Sleeve Gástrico: o que é, como funciona e o que muda no seu estômago

O sleeve gástrico — tecnicamente chamado de gastrectomia vertical — é hoje a cirurgia bariátrica mais realizada no mundo. Mas entender por que ele funciona e se é a técnica certa para o seu caso exige mais do que uma busca rápida. Esta página reúne tudo o que você precisa saber, do mecanismo cirúrgico ao primeiro ano de vida depois da operação.

Dr. Rodrigo Barbosa · CRM-SP 167670 +3.000 cirurgias realizadas Harvard Medical School · SBCBM · IFSO Sírio-Libanês
Dr. Rodrigo Barbosa — cirurgião bariátrico especialista em sleeve gástrico em São Paulo
Referência rápida

Gastrectomia vertical em síntese: o que você precisa saber antes de ler o resto

O sleeve gástrico — também chamado de gastrectomia vertical ou cirurgia em manga de camisa — é um procedimento cirúrgico que remove aproximadamente 80% do estômago, transformando o órgão em um tubo estreito com capacidade de 80 a 100 ml. O estômago original comporta cerca de 1,5 litro de alimentos. Essa redução de volume é o que restringe a ingestão alimentar — mas não é o único mecanismo de ação da cirurgia. Ao contrário do bypass gástrico, o sleeve não altera o trajeto digestivo: a comida continua passando por todo o estômago antes de chegar ao intestino, preservando a absorção de nutrientes na maior parte. O procedimento é considerado definitivo e está em uso clínico há mais de 20 anos, com indicação reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina.
Nome técnicoGastrectomia vertical (sleeve gastrectomy)
Tipo de técnicaRestritiva com ação hormonal
Volume residual do estômago80 a 100 ml (vs. 1.500 ml original)
Duração média da cirurgia60 a 90 minutos
Tempo de internação2 a 3 dias
É reversível?Não
Altera o intestino?Não

Esta página explora o procedimento em profundidade. Para saber se você tem indicação, veja os critérios de indicação com o especialista.

Mecanismo cirúrgico

O que é o sleeve gástrico e por que ele funciona de duas formas ao mesmo tempo

A maioria das pessoas entende o sleeve gástrico como uma redução de estômago. Essa descrição está correta, mas é incompleta. O procedimento age por dois mecanismos simultâneos — e compreender os dois muda completamente a forma como você avalia a técnica.

A gastrectomia vertical: o que é removido e o que permanece

O estômago tem diferentes regiões funcionais. No sleeve gástrico, o cirurgião remove o fundo gástrico e a maior parte do corpo do órgão — a porção que ocupa o lado esquerdo da cavidade abdominal. O que permanece é uma faixa estreita que segue a curvatura menor do estômago, do esôfago até o duodeno, com formato de tubo alongado. É esse formato que origina o nome em inglês: sleeve, que significa manga de camisa. O resultado anatômico é um estômago com capacidade de 80 a 100 ml — contra os aproximadamente 1.500 ml de um estômago normal. Essa redução de volume é responsável pela saciedade precoce: o paciente sente que comeu o suficiente muito antes do que comia antes da cirurgia.

O papel da grelina: por que remover o fundo do estômago reduz a fome

O fundo gástrico — a região removida no sleeve — é o principal sítio de produção da grelina, o hormônio responsável pela sensação de fome. Quando o fundo é retirado, a produção de grelina cai de forma significativa. O paciente não sente apenas que comeu o suficiente — ele sente menos fome do que sentia antes da cirurgia. Esse mecanismo hormonal é o que diferencia o sleeve de outras técnicas puramente restritivas, como a banda gástrica. No sleeve, a restrição de volume e a redução da fome agem em conjunto. É por isso que os resultados de perda de peso tendem a ser mais duradouros do que em técnicas que trabalham apenas com o volume do estômago.

Por que o sleeve não muda a digestão — e o que isso significa na prática

Uma das características mais importantes do sleeve gástrico é o que ele não faz: não altera a conexão entre o estômago e o intestino. O alimento percorre o mesmo trajeto de sempre — entra pelo esôfago, passa pelo estômago reduzido, segue para o duodeno e percorre o intestino delgado normalmente. Isso significa que a absorção de nutrientes é preservada na maior parte. O risco de deficiências nutricionais existe, mas é menor do que no bypass gástrico, que promove um desvio do intestino que altera diretamente a absorção. Para muitos pacientes, essa preservação do trajeto digestivo é um fator decisivo na escolha da técnica — sobretudo para quem realiza exames endoscópicos regulares do estômago, que continuam sendo possíveis após o sleeve.
Critérios clínicos

Quem tem indicação para o sleeve gástrico

A indicação para o sleeve gástrico segue critérios clínicos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina, mas a decisão final é sempre individualizada. O IMC é o ponto de partida — não o único critério.

IMC ≥ 40

Indicação independente de outras doenças

Pacientes com IMC igual ou superior a 40 kg/m² preenchem o critério para avaliação cirúrgica sem necessidade de apresentar doenças associadas. É necessário histórico de tentativas de tratamento clínico sem resultado duradouro.
IMC 35–39,9

Quando as comorbidades definem a indicação

Nessa faixa, a indicação existe quando há pelo menos uma doença diretamente associada à obesidade: diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, refluxo grave, osteoartrose ou doenças cardiovasculares.
IMC 30–34,9

Cirurgia metabólica em casos específicos

Pacientes com IMC nessa faixa podem ter indicação quando há diabetes tipo 2 de difícil controle ou síndrome metabólica que não responde ao tratamento clínico. Exige avaliação altamente individualizada.
Contraindicações

Quando o sleeve não é o caminho certo

IMC abaixo de 30 sem indicação metabólica específica, transtorno psiquiátrico não controlado, dependência de substâncias sem tratamento efetivo, ou ausência de suporte familiar adequado.
A ausência de indicação hoje não significa ausência de indicação para sempre. Pacientes que ainda não preenchem todos os critérios podem ser acompanhados clinicamente até que a indicação cirúrgica se consolide.
Procedimento cirúrgico

Como é feita a cirurgia sleeve gástrico: do primeiro corte ao fechamento

O sleeve gástrico é realizado sob anestesia geral e dura, em média, de 60 a 90 minutos. A via de acesso varia conforme o perfil do paciente e a tecnologia disponível — mas a laparoscopia é o padrão atual na grande maioria dos centros especializados.
1

A via laparoscópica: o padrão atual

São feitas de quatro a cinco pequenas incisões no abdômen — cada uma com cerca de 1 cm — por onde são introduzidos instrumentos cirúrgicos e uma câmera de alta resolução. O cirurgião opera com visualização ampliada em monitor, com precisão equivalente à cirurgia aberta e recuperação significativamente mais rápida.
2

Corte e grampeamento verticais

O cirurgião identifica a região a ser preservada, libera os vasos que irrigam a porção a ser removida, realiza o corte vertical com grampeadores cirúrgicos e extrai o tecido removido através de uma das incisões. O estômago resultante é verificado quanto à ausência de vazamentos antes do fechamento.
3

Cirurgia robótica Da Vinci: quando é indicada

A plataforma Da Vinci amplifica os movimentos do cirurgião com precisão milimétrica, filtra o tremor natural das mãos e permite ângulos impossíveis na laparoscopia convencional. Resulta em menor sangramento e recuperação mais rápida. Disponível para casos selecionados no Instituto Medicina em Foco.
4

O grampeador cirúrgico: por que a tecnologia importa

Os grampeadores utilizados incorporam tecnologia robótica com inteligência artificial que regula a pressão de grampeamento em tempo real conforme a espessura do tecido. Esse detalhe técnico tem impacto direto na redução do risco de fístulas — vazamentos na linha de corte.
Análise clínica equilibrada

Vantagens reais do sleeve — e as limitações que nenhuma clínica costuma mencionar

Credibilidade se constrói com honestidade. As vantagens e as limitações abaixo são reais — não são selecionadas para convencer, são apresentadas para informar.

✓ Vantagens do sleeve gástrico

  • Absorção de nutrientes preservada — sem desvio intestinal
  • Permite exames endoscópicos futuros do estômago
  • Pode ser convertido em bypass se necessário
  • Perda de peso superior ao bypass no primeiro ano
  • Recuperação pós-operatória menos intensa
  • Não exige ajuste ou manutenção de dispositivo externo

⚠ Limitações que precisam ser ditas

  • Pode agravar ou provocar refluxo gastroesofágico
  • Reganho de peso possível sem acompanhamento contínuo
  • Perda inicial pode ser menor que o bypass em certos perfis
  • É uma alteração permanente — o tecido removido não volta
  • Não é a melhor técnica para diabetes tipo 2 grave

A técnica certa não vence em comparação genérica — vence no perfil clínico específico de cada paciente.

Decisão técnica

Sleeve ou bypass gástrico: como escolher a técnica certa para o seu caso

Tabelas comparativas são úteis para entender as técnicas — mas não substituem a avaliação clínica individualizada. Use esta comparação como ponto de partida, não como decisão final.

CritérioSleeve GástricoBypass Gástrico
Mecanismo principalRestritivo + hormonal (grelina)Restritivo + disabsortivo
Altera o intestino?NãoSim
Absorção de nutrientesPreservadaReduzida (acompanhamento mais intenso)
Perda de peso (1 ano)60–70% do excesso70–80% do excesso
Refluxo gastroesofágicoPode agravarTende a melhorar
Endoscopia pós-cirurgiaPossível normalmenteLimitada
Revisão cirúrgica futuraPossível (conversão para bypass)Mais complexa
Reversível?NãoNão

Quando o sleeve é a escolha mais indicada

O sleeve gástrico tende a ser preferido em pacientes sem doença do refluxo gastroesofágico relevante, que desejam manter a possibilidade de monitoramento endoscópico do estômago, que têm IMC moderado e perfil clínico sem comorbidades metabólicas graves, ou que apresentam maior preocupação com deficiências nutricionais a longo prazo.

Quando o bypass gástrico leva vantagem

O bypass gástrico é a escolha preferencial quando há diabetes tipo 2 de difícil controle — a taxa de remissão é significativamente maior. Pacientes com refluxo gastroesofágico importante, IMC muito elevado ou histórico de sleeve sem resultado adequado são outros perfis nos quais o bypass costuma ser superior.

Por que essa decisão nunca deve ser tomada por comparação genérica

O cirurgião que define a técnica considera seu IMC atual, suas comorbidades, seu histórico de tratamentos, sua anatomia, seus exames e seus objetivos de saúde. Dois pacientes com o mesmo IMC podem ter indicações cirúrgicas completamente diferentes.
Segurança cirúrgica

Riscos da cirurgia bariátrica sleeve: o que é possível, o que é raro e como se proteger

Transparência sobre riscos não afasta pacientes bem informados — pelo contrário, é o que os faz confiar na equipe certa.

<1% Taxa de complicações graves em centros especializados
+3.000 Cirurgias realizadas pelo Dr. Rodrigo Barbosa
100% Satisfação dos pacientes · +1.200 avaliações no Doctoralia

Complicações conhecidas: da fístula ao refluxo pós-operatório

Fístula gástrica

vazamento na linha de grampeamento (raro com tecnologia adequada)

Sangramento

no local operado, geralmente controlado no intraoperatório

Refluxo gastroesofágico

novo início ou agravamento do preexistente

Trombose venosa profunda

prevenida com mobilização precoce e medicação

Obstruções gastrointestinais

raras, relacionadas à cicatrização

Hipoglicemia reativa

pode ocorrer no pós-operatório tardio em alguns pacientes

Como a avaliação pré-operatória reduz os riscos antes da cirurgia

Boa parte das complicações graves é previsível. A avaliação pré-operatória completa inclui exames laboratoriais, exames de imagem, endoscopia digestiva alta, avaliação cardiológica e anestésica, além de triagem nutricional e psicológica. No Instituto Medicina em Foco, as cirurgias são realizadas exclusivamente pelo Dr. Rodrigo Barbosa com equipe própria. Não há residentes ou estagiários na sala cirúrgica. Esse protocolo reduz variabilidade técnica e é um dos fatores que contribui para a taxa de complicações abaixo da média nacional.
Pós-operatório

Recuperação do sleeve gástrico: o que esperar da alta hospitalar ao sexto mês

A recuperação do sleeve é mais gradual e menos intensa do que a do bypass. Entender o que esperar em cada fase elimina medos desnecessários e prepara o paciente para decisões práticas.

Dia
1–3

Primeiras 72 horas: o que é esperado e o que é sinal de alerta

Desconforto abdominal leve a moderado, distensão e cansaço são esperados — não são sinais de complicação. Febre acima de 38,5°C, dor intensa e progressiva, vômitos persistentes ou secreção nas incisões são sinais que exigem avaliação imediata. A alta hospitalar ocorre em média entre 48 e 72 horas após o procedimento.

semana

Primeira semana em casa: repouso, movimentação e cuidados práticos

Em casa, o paciente deve manter repouso relativo — não absoluto. Caminhadas curtas a partir do segundo dia são incentivadas para prevenir trombose. Bebidas com gás, alimentos sólidos e qualquer pressão abdominal intensa devem ser evitados. Atividades domésticas leves são possíveis entre o quinto e o sétimo dia.
2ª–3ª
semana

Retorno gradual às atividades

Atividade física orientada e retorno ao trabalho em função administrativa são possíveis, em geral, entre a segunda e a terceira semana. Funções com esforço físico exigem prazo maior, definido pelo cirurgião na consulta de retorno.
1–6
meses

Do primeiro mês ao sexto: a progressão que determina o resultado a longo prazo

O acompanhamento com nutricionista especializada, psicólogo e cirurgião nesse período não é opcional — é o que determina se o resultado da cirurgia será duradouro. Pacientes que mantêm o acompanhamento multidisciplinar regular têm resultados significativamente melhores no longo prazo.
Nutrição pós-operatória

Dieta após o sleeve gástrico: as fases, os nutrientes críticos e o que muda para sempre

A dieta não é uma lista de proibições — é um protocolo de reintrodução alimentar progressiva que respeita o tempo de cicatrização do estômago e a adaptação do organismo ao novo volume gástrico.

Fase 1

Líquida clara

Ainda no hospital, primeiros dias. Água, chás e caldos ralos. Duração: ~1 semana.
Fase 2

Líquida completa

Iogurte líquido, sucos coados, sopas batidas. Duração: 1–2 semanas adicionais.
Fase 3

Pastosa

Alimentos amassados e de consistência homogênea. Duração: mais 2–3 semanas.
Fase 4

Sólida progressiva

A partir da 4ª–5ª semana, conforme tolerância individual, com acompanhamento.

Nutrientes que exigem atenção contínua

🥩
ProteínaFundamental para preservar massa muscular durante a perda de peso.
💊
Vitamina B12Absorção depende de fator intrínseco — monitoramento periódico obrigatório.
🩸
FerroEspecialmente importante em mulheres em idade fértil.
🦴
CálcioRelevante para a saúde óssea a longo prazo — suplementação protocolada.

O que a nutricionista especializada em bariátrica faz de diferente nessa fase

A Dra. Christiani Chaves, nutricionista especialista em cirurgia bariátrica da equipe do Instituto Medicina em Foco, conduz o acompanhamento alimentar de cada paciente desde o preparo pré-operatório até o suporte de longo prazo. A personalização do plano — respeitando preferências, intolerâncias, ritmo de vida e metas clínicas — é o que diferencia um protocolo efetivo de uma lista genérica de restrições.

A dieta não é uma punição. É a ferramenta que transforma o resultado cirúrgico em resultado permanente.

Série completa

Série completa: tudo sobre o sleeve gástrico do primeiro ao último passo

Esta série foi produzida para acompanhar a jornada do paciente — de quem ainda não sabe o que é sleeve gástrico até quem já operou e quer entender o longo prazo. Assista ou leia os artigos na ordem recomendada abaixo.

Série Sleeve Gástrico

10 episódios em vídeo e artigo. Produzidos e apresentados pelo Dr. Rodrigo Barbosa e pela equipe do Instituto Medicina em Foco. Se preferir navegar pelo hub original, acesse a série completa sobre sleeve gástrico.
Fase 1Entender
Fase 2Decidir
Fase 3Preparar
Fase 4Viver depois
Ep. 1 · Fase 1 — Entender

O que é sleeve gástrico: vantagens e desvantagens

O ponto de partida para quem está pesquisando. O Dr. Rodrigo Barbosa explica o que é a gastrectomia vertical, para quem é indicada e o que diferencia o sleeve das outras técnicas bariátricas.
Fase 1 — Entender: o que é e para quem é indicado
Bariátrica Sleeve: vantagens e desvantagens — Dr. Rodrigo Barbosa explica
Ep. 2 · Fase 1

Bariátrica Sleeve: vantagens, desvantagens e considerações

Uma análise honesta de tudo que o sleeve faz bem — e do que ele não faz. Essencial antes de qualquer decisão.
Fase 2 — Decidir: riscos, comparações e o que pesa na escolha
Sleeve gástrico ou bypass gástrico: diferenças e como escolher — Dr. Rodrigo Barbosa
Ep. 7 · Fase 2

Sleeve ou Bypass? Entenda as diferenças e saiba como escolher

A dúvida mais comum antes da consulta, respondida com critérios clínicos claros e sem simplificações.
Riscos da cirurgia sleeve gástrico: o que você precisa saber — Dr. Rodrigo Barbosa
Ep. 6 · Fase 2

Cirurgia bariátrica: riscos do sleeve gástrico

O que é possível, o que é raro e como a avaliação pré-operatória protege o paciente. Dados reais.
Fase 3 — Preparar: recuperação e alimentação antes e depois
Recuperação do sleeve gástrico: como é o pós-operatório — Dr. Rodrigo Barbosa
Ep. 3 · Fase 3

Recuperação bariátrica sleeve: como é?

O sleeve dói mais que o bypass? O que esperar nas primeiras horas, dias e semanas. Respostas diretas.
Dieta após o sleeve gástrico: guia completo — Dra. Christiani Chaves
Ep. 4 · Fase 3

Dieta pós-bariátrica sleeve: o que posso comer?

As fases da dieta explicadas pela Dra. Christiani Chaves, nutricionista especialista em bariátrica.
Fase 4 — Viver depois: consequências a longo prazo, curiosidades e relato real
Recuperação bariátrica sleeve: cuidados em casa — Dr. Rodrigo Barbosa
Ep. 5 · Fase 4

Recuperação bariátrica: cuidados em casa

O que fazer, o que evitar e quais sinais de alerta observar na semana após a alta hospitalar.
Sleeve gástrico: consequências a longo prazo — Dr. Rodrigo Barbosa
Ep. 8 · Fase 4

Sleeve gástrico: consequências a longo prazo

O que muda no organismo 1, 3 e 5 anos após a cirurgia. Dados clínicos e como manter o resultado.
Tudo sobre o sleeve gástrico: curiosidades, dicas e truques — Dr. Rodrigo Barbosa
Ep. 9 · Fase 4

Tudo sobre o sleeve gástrico: curiosidades, dicas e truques

O que você não sabia sobre a cirurgia mais realizada no mundo. Perguntas que ninguém faz na consulta.
Ep. 10 · Fase 4 — Relato real

Transformação pessoal: a jornada real com a cirurgia Sleeve

Marcelo Lopes conta como foi a decisão pela técnica, o que pesquisou antes, o que tinha medo e o que mudou depois — além do peso. O relato completo está no próximo bloco.
Experiências reais

Quem passou pelo sleeve gástrico conta como foi

Cada jornada começa com pesquisa, dúvida e uma decisão informada. Estes pacientes passaram por isso — e contam como foi antes, durante e depois do sleeve gástrico.

+3.000 cirurgias bariátricas e metabólicas realizadas
100% de satisfação · mais de 1.200 avaliações verificadas no Doctoralia
85% de remissão do diabetes tipo 2 em pacientes operados

A decisão pelo sleeve gástrico, contada por quem viveu

M
Marcelo Lopes Sleeve Gástrico · Instituto Medicina em Foco
Antes de operar, Marcelo passou meses pesquisando. Não queria apenas saber que a cirurgia existia — queria entender por que funcionava. Quando descobriu o papel da grelina e o que acontece anatomicamente no sleeve gástrico, a decisão começou a fazer sentido de verdade. Não era só uma "redução de estômago". Era uma mudança no mecanismo da fome. O medo existia — e ele fala sobre isso com honestidade. O medo do pós-operatório, de não conseguir comer o que gostava, de voltar ao peso depois. O que o fez seguir em frente foi a qualidade das respostas que recebeu na consulta. Cada dúvida foi respondida com dados, não com entusiasmo comercial. "Antes a minha felicidade era comer. Hoje, minha felicidade é a vida." Essa frase de Marcelo não é sobre emagrecer — é sobre o que muda quando o hormônio da fome deixa de ditar o humor, a disposição e as escolhas do dia a dia.

O que outros pacientes dizem sobre o processo e sobre o acompanhamento

F
Fabiana MendesPaciente · Sleeve Gástrico
★★★★★
"Fiz minha cirurgia com o Dr. Rodrigo e foi a melhor decisão da minha vida. O acompanhamento antes e depois foi impecável — nunca me senti sozinha no processo."
E
Erika StrioliPaciente · Sleeve Gástrico
★★★★★
"Minha cirurgia foi perfeita. Ele explicou cada etapa, tirou todas as dúvidas com calma. Sinto que tomei uma decisão informada — não uma decisão no impulso."
D
Daniel LovizzaroPaciente · Sleeve Gástrico
★★★★★
"O que mais me surpreendeu foi a honestidade do Dr. Rodrigo sobre limitações e riscos. Isso me passou segurança. A cirurgia correu exatamente como ele descreveu que correria."

Ainda tem dúvidas? As perguntas mais comuns estão respondidas abaixo.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre o sleeve gástrico

As dúvidas mais comuns — respondidas de forma direta, sem jargão excessivo e sem omitir o que importa saber.

O sleeve gástrico é definitivo. O tecido gástrico removido não pode ser reimplantado. Em casos selecionados é possível realizar uma nova cirurgia bariátrica sobre o sleeve — como conversão para bypass gástrico ou SADI-S — mas isso não equivale a reverter o procedimento.
O sleeve reduz o volume do estômago sem alterar o trajeto digestivo. O bypass cria um pequeno reservatório gástrico e redireciona o intestino, reduzindo também a absorção de nutrientes. O bypass tende a gerar maior perda de peso inicial e tem melhor resultado no controle do diabetes, mas exige acompanhamento nutricional mais intenso e não permite endoscopia com a mesma facilidade.
Em uma parcela dos pacientes, sim. A redução do volume gástrico e o aumento da pressão interna podem favorecer o retorno do conteúdo ácido para o esôfago. Pacientes com doença do refluxo já diagnosticada devem discutir isso na avaliação pré-operatória. Em muitos desses casos, o bypass gástrico é mais adequado.
A perda média esperada é de 60% a 70% do excesso de peso no primeiro ano de pós-operatório. O resultado final depende da adesão ao acompanhamento multidisciplinar, da mudança de hábitos alimentares e da prática de atividade física regular.
O sleeve gástrico contribui para a melhora do controle glicêmico na maioria dos pacientes diabéticos — com taxa de remissão em torno de 60–70%. Para pacientes com diabetes tipo 2 de difícil controle, o bypass gástrico tende a apresentar resultados superiores. A indicação ideal é definida caso a caso.
Em média, de 60 a 90 minutos para a abordagem laparoscópica convencional. Casos com anatomia mais complexa ou abordagem robótica podem ter duração ligeiramente maior.
Sim. Uma das vantagens do sleeve gástrico é que o estômago remanescente permanece acessível por endoscopia digestiva alta normalmente, ao contrário do bypass gástrico, onde o acesso endoscópico ao estômago excluído é limitado.
Sim. A grande maioria dos planos de saúde cobre a cirurgia bariátrica sleeve quando há indicação médica documentada — relatórios médicos, exames e histórico de tentativas de tratamento clínico. A cobertura e os critérios específicos dependem do plano contratado e da operadora.
IMC igual ou superior a 40 kg/m² sem comorbidades, ou entre 35 e 39,9 com pelo menos uma comorbidade associada. Em situações clínicas específicas, pacientes com IMC entre 30 e 34,9 podem ter indicação para cirurgia metabólica. Todos os casos exigem avaliação individualizada.
Sim. O sleeve pode ser convertido em bypass gástrico, SADI-S ou outras técnicas caso o resultado a longo prazo seja insuficiente ou haja necessidade clínica de revisão. Essa possibilidade é uma das vantagens do sleeve em relação a outras técnicas.
Para trabalho administrativo ou remoto, entre a segunda e a terceira semana. Funções com esforço físico moderado a intenso exigem prazo maior, sempre definido pelo cirurgião na consulta de retorno — em geral entre quatro e seis semanas.
O reganho de peso é possível — especialmente quando o paciente abandona o acompanhamento multidisciplinar após o primeiro ou segundo ano. Pacientes que mantêm o protocolo de acompanhamento nutricional e psicológico têm resultados significativamente mais duradouros.
O acompanhamento inclui retornos periódicos com o cirurgião, consultas regulares com nutricionista especializada em bariátrica e suporte psicológico. Exames laboratoriais periódicos monitoram os níveis de proteína, vitaminas e minerais. O protocolo de acompanhamento não tem data de encerramento — é contínuo enquanto necessário.
Quem opera

Dr. Rodrigo Barbosa — especialista em cirurgia bariátrica e metabólica em São Paulo

A técnica importa. Mas quem executa a técnica importa mais. Conheça a formação e o protocolo de atendimento do cirurgião responsável por mais de 3.000 procedimentos.

Dr. Rodrigo Barbosa, cirurgião bariátrico especialista em sleeve gástrico em São Paulo

Formação, filiações e onde opera

Graduação e Residência em Cirurgia Geral — Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e FMABC Especialização — Harvard Medical School · Boston, EUA Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) Membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO) Cirurgião no Hospital Sírio-Libanês — São Paulo

CRM-SP 167670 · RQE 78610

O Dr. Rodrigo Barbosa é especialista não apenas na execução técnica da cirurgia — mas na decisão sobre qual técnica é adequada para cada paciente. A diferença entre sleeve e bypass, para ele, nunca é uma preferência pessoal: é uma conclusão clínica baseada no perfil de cada pessoa.

A equipe multidisciplinar que acompanha cada paciente

No Instituto Medicina em Foco, todas as cirurgias são realizadas pelo Dr. Rodrigo Barbosa com equipe própria — sem residentes ou estagiários na sala cirúrgica. O acompanhamento pós-operatório é conduzido pela mesma equipe:
C
Dra. Christiani Chaves Nutricionista especialista em bariátrica
J
Dra. Jaqueline Moreira Psicóloga · Saúde comportamental
V
Dra. Valessa Tanganelli Cardiologista · Avaliação pré-operatória
Próximo passo

O sleeve gástrico pode ser a virada que você espera. O próximo passo é uma avaliação.

Você leu sobre o mecanismo, os critérios, os riscos, a recuperação e a experiência de quem já fez. Agora a decisão certa é uma avaliação individualizada — não uma decisão tomada com base em leitura, mas uma decisão informada após a consulta.
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